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Data de lançamento
1 Ago. 1993Duração
1976. Loucura total no dia de graduação numa escola do Texas: os veteranos aprontam ao máximo com os calouros antes do início da noitada e todos estão em busca da festa mais selvagem e divertida. Os rapazes pilotam carros velozes e exibem toda sua agressividade, enquanto as garotas discutem o futuro e se contorcem em jeans apertadíssimos. As drogas são servidas à vontade e a cerveja rola solta. É nesse clima de vale tudo que os veteranos convidam os calouros para uma entrada antecipada ao mundo descolado da insanidade colegial.
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Um filme adolescente feito há mais de vinte anos, ambientando em uma época de mais de cinquenta anos, e já não tem o perfume inebriante dos clássicos do gênero produzidos nos anos oitenta. Tem um personagem negro relativamente relevante pra contar a história, o que é um avanço, e o elenco jovem mais lindo que eu já vi, encabeçado por Milla Jovovich, mas tirando isso não tem a gravidade dos roteiros adolescentes, mesmo dos de comédias, dos anos oitenta. Sem contar que faltou o mais importante: cenas gratuitas de nudez. Isso não é progresso. E quem reclamou da Drew Barrymore fazendo uma estudante em Nunca Fui Beijada é porque não viu Matthew McConaughey curtindo a vida adoidado com um bando de pré-adolescentes mesmo com aquela cara de quarentão. kkkkk Gostei apenas das reflexões do Mike Newhouse, pois foi o único texto relevante em toda história.
Em Dazed and Confused (1993), lançado no Brasil como Jovens, Loucos e Rebeldes, temos um filme praticamente sem enredo e sem um objetivo muito claro; a única ideia é mostrar aquela fase considerada por muitos como a melhor da vida: escola, esportes, festas, amizades e descobertas. A narrativa é solta, quase episódica, acompanhando um grupo de adolescentes no último dia de aula em 1976, sem grandes conflitos centrais ou reviravoltas dramáticas, apenas a vivência daquele momento específico.
O elenco é recheado de jovens atores, alguns que viriam a se tornar grandes nomes de Hollywood, outros que não chegaram ao mesmo patamar, mas ainda assim construíram carreiras sólidas. Destaque para Matthew McConaughey, quase irreconhecível; eu só percebi que era ele quando vi nos créditos. Milla Jovovich tem pouco destaque, Ben Affleck aparece em um papel menor, Renée Zellweger praticamente faz figuração, e eu só soube que ela estava no filme porque li o elenco depois. Rory Cochrane não é tão conhecido quanto os outros, mas também marcou presença em Empire Records, outro filme com uma vibe adolescente bem parecida com essa.
O longa traz um sentimento forte de nostalgia e mil possibilidades na cabeça, porque nos leva direto aos tempos de adolescência: escola, primeiros amores, festas, inseguranças e aquela sensação de que o mundo está começando agora. Faz a gente pensar no que poderia ter feito de diferente, no que deixou passar, e até valorizar mais certas coisas, tanto boas quanto ruins. Também bate aquela percepção de como o tempo passa rápido e de como, talvez, aquela fase tenha sido mesmo uma das melhores, justamente por não termos tantas responsabilidades e por a vida parecer mais simples, quase como vemos na tela.
As referências ao rock são excelentes e ajudam muito a construir essa atmosfera setentista. Além das músicas, o filme respira cultura de banda, camisetas, pôsteres e conversa sobre shows. A trilha inclui nomes como Aerosmith, Kiss, Alice Cooper, Black Sabbath, Deep Purple e Lynyrd Skynyrd, que ajudam a situar perfeitamente o ano de 1976. E em uma das festas toca “Love Hurts”, do Nazareth, música que reforça ainda mais esse clima de romance juvenil misturado com melancolia, combinando demais com a proposta do filme e com essa ideia de lembrança agridoce da juventude.
Assistido em 21/02/2026
Acima de tudo, celebra a vitória dos gente boa num período de inocência e confusão, celebra a reflexão sobre a importância de viver o presente sem sem preocupar muito com a eterna construção do futuro (e que vontade de fumar um e de ser jovem).
pouco se fala desse filmaço
Gostei do "Everybody wants some", mas esse aí é só "maconha, maconha e maconha".
Assisti dez minutos e quando vi que não tava trocando o disco, dropei.