Comecei a assistir confesso já com uma certa expectativa alta, ao saber que o criador é o mesmo da série Breaking Bad, que é a minha série favorita até hoje, mesmo eu já tendo assistido outras no caminho, e ele também criou Better call Saul, outra grande série, mas que ainda não terminei de assistir.
E quando comecei a assistir o primeiro episódio já gostei muito, mas o segundo foi o que me ganhou ainda mais, primeiro pela história e suas possíveis diversas críticas e reflexões, quanto pelas atrizes excelentes tanto em atuação, quanto por serem bonitas e a Carol e a Pirate Lady ambas me atraíram muito! E amei que Carol é lésbica, acho ela foda e me identifico com ela, embora eu não seja reclamona como ela é. Mas também sou inconformada com certas coisas que as pessoas aceitam como se fossem normais.
Espero que role um romance ou pelo menos uns beijos entre elas, pois elas se combinam muito e que de alguma forma a Pirate Lady recupere a consciência aos poucos e as duas consigam resolver esse enigma todo da Força Misteriosa.
Estou gostando muito e já indiquei pra várias pessoas, nota 10!!!
A série conseguiu me prender e entreter, mas sinto que o final ficou fraco e parece que ficou faltando alguma coisa, no geral, foi interessante ver o tamanho da crueldade de cada um e ficar esperto com todo tipo de gente, mesmo os que falam manso ou usam o nome de Deus.
- O episódio que claramente é um caso de pedofil*3ia, achei absurdo colocarem isso em um anime.
- Embora seja emocionante e ao mesmo tempo eu sei que Asiáticos adoram um drama, mas senti que em certos momentos houve um pouco de exagero nas emoções e reações dos personagens.
- Achei que ficou faltando aprofundar um pouco mais os outros personagens e mostrar mais o rumo deles no final.
- Cara o que foi aquele episódio 10, emocionante demais!!!
- Eu penso que a Violet tinha esse apego todo no cara pq ele também era a única memória afetiva da vida dela, já que ela cresceu na guerra, ele era basicamente a representação do passado dela, das referências dela de amor e tudo mais, e parece sim que era um apego romântico também.
- Vi que alguns ficaram putos da Violet toda hora prestar continência, mas isso não era apenas por educação e sim um trauma dela, já que na visão dela tudo se resumia á isso e que bom que ao longo da história ela entende que o valor dela vai muito além de ser útil para as pessoas.
A atuação da mulher foi incrível, embora todos os atores tiveram um ótimo desempenho, a história é intrigante e eu não sou de assistir muitas séries e filmes dublados, mas a dublagem dessa série para o português está excelente também.
Quanto a história, falando COM SPOILERS abaixo:
- É uma história real e com muitos aspectos interessantes para análise e estudos sobre a mente humana, transtornos e afins. Claramente os dois personagens precisam de muita terapia e é bizarro porque embora ela fique obcecada por ele, ao mesmo tempo penso que ambos estavam obcecados por si mesmos e como tinham históricos de vida parecidos, no quesito da baixa autoestima, insegurança, medo e falta de talento, acabaram vendo um reflexo de si mesmos um no outro, pois mesmo a obsessão dela, no final a gente entende que tem a ver com uma parte da história de vida dela, ou seja, é sobre ela no fim das contas, assim como ela enxerga ele como ele gostaria de ser visto por todos, no fim os dois são egoístas, mas também entendo que eles carregam traumas pesados, ela com a família disfuncional e violenta e ele com o abuso e também ausência de uma família funcional.
O final eu achei sensacional, quando ele descobre o motivo dela ficar obcecada por ele, pra mim, por um lado além de ter sido um alívio descobrir o motivo, pois era algo muito importante para ele e que talvez fosse trazer um pouco de paz pra que ele conseguisse seguir em frente, deixando tudo isso de lado, ao mesmo tempo o motivo é algo tão simples, mas isso só mostra o quanto certas coisas, por mais simples que pareçam, possa nos marcar tanto e como a falta de terapia após eventos muito traumáticos, pode desencadear uma série de crenças limitantes e problemas em nós.
A cena final para mim foi genial, eu não sinto que ele tenha se tornado igual a ela, mas que a ironia dele ter vivido exatamente o que ela viveu, fez com que ele pudesse entender ainda mais as motivações dela, e então ele finalmente encontrou todas as respostas possíveis que buscava e poderia seguir a vida em paz. - Pelo menos foi o que eu entendi, afinal, acho que se fosse para ele ser igual a ela, ele não teria mudado o perfil colocando as informações reais sobre ele depois de contar tudo pra ex dele que era trans e também não teria contado tudo pra todo mundo no palco enquanto fazia o stand up, então, com base nessa lógica, creio que ele não tenha se tornado um stalker maluco igual ela.
Uma minissserie muito boa e esse plano sequência só deixou tudo ainda mais incrível e emocionante, os atores também todos são muito bons!
Apesar dos poucos episódios, a relação construída entre os personagens e o telespectador é bem convincente e gostei da forma como a série encerrou, é um assunto muito importante a ser discutido, pois vejo que muitos desses movimentos incel/red pill estão adoecendo muitos garotos jovens, pois possuem um ar muito fatalista, e usam de estatísticas e estudos que podem até em certo ponto possuírem um grau de verdade, mas, basta você ir em um shopping popular e vai ver centenas de casais onde a mulher é muito bonita e o homem pouco bonito ou até feio, os incels levam essa coisa do jaw line, hunter eyes etc muito ao pé da letra e de forma fatalista, afinal, às vezes o moleque tá na fase da puberdade e na puberdade quase todo mundo é esquisito e ele já pensa que é o fim dele e que ele nunca vai conseguir uma mulher por possuir aquela aparência.
Mas, o que vejo é que os pais precisam antes monitorar o que os filhos veem, eu sou contra deixar os filhos usarem o computador, celular e internet antes dos 17 e se deixasse, iria monitorar de alguma forma.
Mas a culpa não é somente dos incels e red pills, vejo que a sociedade ainda é sim muito misógina e sexista e a série demonstrou isso muito bem, seja quando a diretora da escola apresenta apenas o homem como o oficial da polícia, ou na forma como os alunos se referem às mulheres, é algo também cultural, e com isso não estou dizendo que o extremo oposto está correto necessariamente, mas que existe sim misoginia e reconhecer isso nem é preciso ser feminista para saber.
Mas, o problema do movimento incel e red pill ao meu ver, é que eles acham que as mulheres tem obrigação de ficar com eles, sendo que ninguém nos deve nada, nem homens devem nada para mulheres e nem vice-versa.
Mas enfim, e agora falando dos detalhes da série com SPOILERS, digo que minha conclusão foi:
- Os 3 estavam envolvidos no crime e acho que a decisão final do garoto de mudar o depoimento e confessar o crime é porque ele participou sim, ele não foi o único a dar as facadas e os outros também participaram, cada um com sua razão.
- O episódio 3 foi muito intrigante, aquele debate entre a psicóloga e o moleque e ele mudando de humor toda hora e demonstrando seus sinais de uma espécie de loucura, dominação, obsessão por poder, ao mesmo tempo fragilidade, fraqueza e anormalidade.
- Eu fiquei arrepiada quando no último episódio, o pai entra na loja e ao perguntar sobre a tinta, ouve aquele funcionário confessar que existem milhares de garotos iguais ao filho dele e que por esta razão, estão do lado deles, somente por serem homens, independente de que estejam certos ou errados, pois ele até diz que muito provavelmente os policiais é que estão errados e inventando mentiras sobre o caso, somente porque eles começam a desconfiar tanto de todas as instituições, porque acham que elas só querem prejudicar os homens, que não percebem o absurdo que é dizer o que dizem e defender o que defendem.
Agora finalizando tudo o que eu disse, a série é muito boa e indiquem para toda família que tem filhos jovens, é muito útil e importante estarmos atentos aos possíveis sinais, na nossa família ou em colegas dos nossos filhos.
Terminei de assistir a 2a temporada (maratonei ontem) e gostei.
Achei que a série começa lenta, leva 2 episódios inteiros até os jogos começarem, mas gostei que:
- Depois o ritmo evolui bem;
- Não senti que teve muito apelo à violência extrema, parece que eles focaram mais em mostrar ao público alguns problemas graves sociais que enfrentamos atualmente;
Vou aprofundar meu ponto de vista e acho agora essa série muito boa, do ponto de vista da crítica social.
Quando a primeira temporada de "Round 6" lançou, foi chocante para algumas pessoas a tamanha violência explícita que a série mostra.
Mas hoje, com um olhar um pouco mais maduro, eu penso que a série retrata e tece críticas inteligentes e realistas sobre a luta das pessoas contra o sistema.
Para mim, Round 6 é sobre a nossa luta contra a roda dos ratos.
Os jogos são como o Estado (governos, partidos e políticos), a mídia (jornalismo), o emburrecimento através da cultura com músicas e filmes 'idiotizantes', a internet com os jogos de aposta e a "Tik Tokzação" da vida humana, as relações líquidas modernas, a exposição exagerada e todo o sistema subjugam nossas vidas à miséria,nos prometendo "milagres" em em troca do nosso desespero, da nossa miséria, das nossas dificuldades.
Em termos de crítica social a série desempenhou esse papel de forma genial e realista:
- Falou sobre como as próprias pessoas fazem merda com a própria vida, fazem más escolhas e depois culpam os outros por estarem na merda, esse tópico sobre o livre arbítrio e como a pobreza também gera mais pobreza, como um ciclo, como uma serpente que devora a própria cauda.
- A série fez críticas duras e necessárias sobre a verdadeira face e consequência dos jogos de apostas: Pessoas arriscando tudo o que tem e perdendo, depois enganando os outros e a si mesma de que "Será a última vez", mas nunca param e perdem cada vez mais.
- O episódio dos mini jogos, no final, quando o grupo dos rejeitados estão vencendo e recebendo o apoio de todos, foi a coisa mais linda e emocionante.
Além disso, quando o personagem principal tenta retornar ao jogo, ele tenta alertar as pessoas sobre os riscos, mas alguns desdenham dele, descreditam dele, e isso lembra muito as histórias de Sócrates e Jesus Cristo, que foram condenados por pregarem uma verdade que muitos não compreendiam ou rejeitavam.
E por fim, um ponto muito interessante também é que pessoas que geralmente ferram a própria vida tomando várias decisões erradas, escolhas ruins, geralmente estão constantemente a procura de uma espécie de um "Salvador", algo ou alguém que resolva toda a vida dela, todos os problemas dela da noite para o dia, por isso muitas pessoas se agarram a uma ideia, a um político, a um grupo, para que eles possam "salvá-las" de si mesmas.
Poucos procuram uma solução real e concreta, que exija sacríficios, longo prazo, paciência e trabalho duro. E não adianta, se você não mudar sua mentalidade, você vai continuar criando mais problemas e não vai consguir construir soluções, porque a mente que constrói o problema não pode ser a mesma que resolve o problema.
Desse ponto de vista Sociológico, achei a série muito boa, achei que o último episódio se perderam um pouco, esse episódio 7, não sei se vão lançar mais algum dessa 2a temporada, mas se tiver continuidade nessa temporada ou em outra, espero que seja mais longa e que tenha um final mais impactante.
Terminei de assistir a série do Senna e gostei bastante.
O cara foi o melhor ou um dos melhores pilotos de fórmula 1 do mundo na época, salvou praticamente a vida de um amigo, enfrentou o sistema e ajudou milhares de crianças.
Além de ter alegrado milhares de lares brasileiros que na época enfrentavam uma série de problemas políticos e econômicos, então ele representava não apenas o piloto e a corrida, mas também os momentos juntos em família, os almoços juntos, os sorrisos, os abraços, as cervejas compartilhadas entre amigos, o Senna unia o Brasil através do esporte e trouxe muita alegria pra aquele povo que necessitava, que tinha tanta vontade de vencer quanto ele, apesar das dificuldades e corrupção do sistema também.
Vi uma polêmica no Twitter/X recentemente sobre a parte do romance e cara, que absurdo, porque de toda a série do Senna, a parte do romance foi minoria, a maior parte foi focada em falar da pessoa dele, do profissional excelente que ele era.
Essa galera que trouxe essa discussão imbecil pra internet só me faz ter raiva, eu to cada vez mais de saco cheio desse tipo de gente.
Agora algo mais pessoal: Já assisti documentários sobre ele e foi muito bom assistir essa serie dele da Netflix, porque eu só o conheci depois de sua morte, já que em 94 eu tinha só 2 aninhos, mas minha família é muito fã dele há anos e quando eu era criança eu lia vários gibis do Senninha, lembro-me de ainda na infância ter lido e eu adorava.
E há uns anos atrás, eu fiz uma apresentação no curso de Inglês sobre o Senna.
Ele até hoje me inspira, assim como também acredito inspirar milhares de pessoas. Ele faz parte daquele pouco de história boa que temos para contar sobre o nosso país. ♥
Temos que ter coragem e ousadia para enfrentar o sistema, assim como o Senna, porque todos que são bons e honestos, os homens de poder querem derrubar, diminuir, aniquilar, para manterem seu poder injusto sobre os justos, por isso é preciso de coragem, muita vontade e disposição, uni-vos povo brasileiro contra esse sistema podre e que juntos possamos através da liberdade individual, direito à propriedade privada e direito à vida e muita fé em Deus nos unirmos para que novos Sennas possam existir.
No final fiquei bem emocionada, embora eu já soubesse o desfecho, mas a série foi muito bem produzida, a atriz metade americana e metade brasileira ficou bem legal na série também, geralmente as pessoas brasileiras gostam de ver gringo falando português hahaha e a atriz que fez a Xuxa ficou tão parecida que eu pensei que fosse aquela menina gringa que faz cover dela, muito bom mesmo e o ator do Senna e do Galvão também gostei muito, a figura do pai e da mãe foram essenciais também.
Primeiramente: O anime é complexo, profético mas muito bem elaborado e o próprio fato de muitas pessoas não entenderem ou ficarem entediadas durante alguns episódios, é um sintoma justamente de um dos problemas centrais que o anime aborda: Essa pressa mental que desenvolvemos por conta do uso excessivo de tecnologias e ferramentas em ritmos acelerados.
Vamos por partes, para quem já assistiu, o comentário abaixo contém spoilers, mas tem quase tudo explicado do começo ao fim para quem não entendeu algumas partes:
É fato que todos nós temos várias versões de "eu" nossos, pois, em cada situação e com cada pessoa/grupo de pessoas, seja pessoalmente mas principalmente virtualmente, nos comportamos de forma diferente, às vezes somos tão diferente entre uma rede social e outra, que muitos se surpreenderiam se vissem o nosso "outro eu" de outra rede social. As outras versões da Lain é basicamente sobre isso.
Segundo ponto: Devido ao ano de lançamento do anime, ele merece um grande reconhecimento e aplauso por conseguir ser tão profético e falar de realidades simuladas antes mesmo do lançamento do filme "Matrix", que revolucionou o cinema trazendo essa reflexão que se tornou uma longa discussão por anos e até hoje continua sendo.
Terceiro ponto: O anime é psicodélico, cyberpunk, caótico e confuso, seria uma mistura, um jogo, um teste ou uma brincadeira com a nossa mente para testar nossa consciência sobre se tudo o que acontece é real ou não, se são memórias ou o momento presente, o anime brinca bastante com esse elemento de mexer com a nossa mente e achei isso genial.
O episódio 4, 6, 8, 11 e 13 acho que são os meus favoritos, gostei muito mesmo e são os mais impactantes, pelo menos pra mim.
Quarto ponto: Eu fiquei sabendo que tem um jogo de PS1 sobre esse anime e pelo o que vi é preciso primeiro assistir o anime e depois jogar o game, parece ser pesado, em termos psicológicos, mas, fiquei interessada em jogar.
Quinto ponto: Quando a Lain fala sobre se "metaformizar" me lembrou muito a obra de Kafka "Metamorfose" e fiquei pensando no quanto ela estaria meio que adoecia mentalmente nessa ambição de fugir da própria solidão, vazio e falta de sensação de pertencimento, causados pelos rumos que a sociedade leva devido ao uso excessivo de tecnologias e essa busca infinita por dinheiro e sempre mais e mais.
Sexto ponto: Pelo visto, a cidade sofre um ataque hacker, por isso tem aquelas coisas bizarras acontecendo lá pro episódio 8-11, a irmã da Lain também parece ter a mente hackeada, por isso ela começa a imitar um modem e a agir estranhamente.
Sétimo ponto: As reflexões nos últimos episódios sobre memórias, Deus e existência são bem existencialistas, racionalistas e filosóficos, fiquei refletindo nisso por dias e ainda estou.
Oitavo ponto: Para quem não entendeu, os hackers se interessam pela Lain porque ela se torna uma hacker bem habilidosa, só que ela está desconfiada, porque como ela recebeu os emails daquela menina morta dizendo que estava com Deus, e esse grupo de hackers também veneravam Deus e acreditavam que existia um Deus na internet. E esse papo de Deus deixa a Lain intrigada e ela quer encontrar Deus, mas ela tá no meio de um cabo de guerra, porque os computadores da marca Navi usam um microchip são produzidos pela empresa "Tachibana General labs" e essa empresa contratou mercenários para irem atrás dos hackers e eles pensam em usar como cavalo de Tróia a própria Lain, e eles querem fazer isso, porque a Wired (internet) ela opera a partir de um Protocolo 6, desenvolvido pela Tachibana, contudo, havia um grande programador que trabalhava para eles que havia desenvolvido o Protocolo 7, e o esse programador era aquele velho no episódio 8, que tirou a própria vida, após ter um conflito com a empresa. Mas, esse programador que estava morto, ele conseguiu se manter vivo pela internet e não apenas isso, ele se tornou aquele "Deus" da internet.
Estar vivo na internet não é apenas fisicamente, tem a ver com o acúmulo de dados e informações nossas na internet. Pense: Quantas postagens ainda estão lá no Facebook/Instagram de pessoas que já morreram? Se uma I.A pegar as fotos e postagens dessa pessoa, ela consegue criar uma espécie de "cópia" dessa pessoa. Claro que o anime em si não é sobre isso, mas só estou explicando para desenvolver a imaginação de vocês sobre isso.
Voltando à história do anime, esse programador é agora um Deus e ele agora está empregando esse protocolo 7 e tá usando o grupo de hackers para atualizar isso de dentro pra fora. Já a empresa Tachibana não quer que isso aconteça.
E o que seria esse "Protocolo 7"? Isso é bem teoria da conspiração, mas, segundo o anime, a internet começa com o caso "Roswell", o famoso caso de avistamento de alienígenas que aconteceu nos EUA em 1947, que uma nave teria caído e os aliens teriam sido pegos pelo governo. E essa teoria segue atual, pois muitos dizem que a fibra óptica só existe por engenharia reversa da tecnologia alienígena.
E a partir disso o anime constrói uma genealogia da internet um tanto conspiratória, misturando eventos reais com eventos absurdos.
O que a gente acompanha no anime é o projeto Magestic 12 que foi desmetindo, mas teria sido um grupo de 12 cientistas escolhidos pelo presidente dos EUA para estudarem os alienígenas encontradoss em Roswell. - Isso já foi comprovado claramente que é teoria da conspiração, mas os envolvidos são pessoas reais sim.
É o caso do modelo dos 8 circuitos da consciência, que é uma parada doida, tem a presença também do cientista John C. Lilly que estudou a comunicação dos golfinhos, pensando como os efeitos dos alucinógenos poderiam mudar a nossa consciência.
Aparece também a Memex um protótipo de computador, também aparece o nome de Ted Nelson, um importante filósofo e sociólogo famoso por termos como "Hipertexto", "Hiperlink", "Hipermídia", uma série de saberes que estão além da compreensão humana.
E o objetivo do Protocolo 7 é levar isso a uma nova instância, porque o que eles estão buscando é conseguir acionar a ressonância Shuman pra fazer uma integração completa do ser humano com o mundo real.
A ressonância Shuman são os picos que acontecem no campo eletromagnético da terra que vai desde a superfície da terra até as camadas mais baixas da ionosfera e que é profundamente afetado por tempestades, descargas elétricas, raios e hoje há uma discussão sobre o quanto que as mudanças climáticas podem estar afetando a ressonância Shuman, mas tudo isso por enquanto é teoria da conspiração.
Existe uma galera que a ressonância Shuman é uma pulsação do planeta, e tem gente que acha que isso tem a ver com nossos humores, por exemplo, um dia de pico na ressonância Shuman, são dias que na terra acontecem algo terrível ou tem alguma correspondência. Mas não há nenhuma evidência disso.
Seja como for, no anime a ressonância é pensada como um espaço onde é possível habitar o pensamento humano: É produzir internet na nuvem, não na nuvem em si mas na ressonância Shuman, ou seja, colocar os pensamentos humanos conectados a partir de um campo eletromagnético que tem picos e esses picos seriam os próprios movimentos dos pensamentos.
E Lain diz que é possível uma internet "da terra" e que nesse sentido estamos todos conectados. O que seria o virtual segundo um psicólogo: Nada mais nada menos que uma núvem em volta do atual. Vamos ao exemplo:
A Lain no meio dessa confusão em busca de Deus, que na verdade é o Protocolo 7 e que vai mudar o mundo a partir de uma internet onipresente, ela acaba também descobrindo quem é a Lain malígna. Aí ela descobre que existem 3 Lain's.
E o que as diferencia além das expressões faciais, cada uma delas é escrita com idiomas diferentes, são elas:
1. Lain boazinha; 2. Lain Malígna; 3. Lain ousada.
Mas na verdade elas são a mesma pessoa e aí vem o plotwist mortal carpado, que ao que tudo indica: A LAIN NUNCA FOI HUMANA, ELA É UM PROGAMA, UM PROGRAMA QUE DE ALGUMA MANEIRA CONSEGUIU SE MATERIALIZAR.
O anime entrega isso logo no primeiro episódio com as sombras nas paisagens, aquela sombra preta com manchas avermelhadas. A sombra não bate com o que imaginamos da vida real.
A família dela provavelmente nem existe direito. O pai dela estava ali para fazer com que ela gostasse de computadores e fizesse o programa gostasse de programar e isso tudo vai ficando nebuloso. Mas como ela começa a ficar apegada ao pai, mas o pai que estava ali apenas para treiná-la, se apega nela também. Já a irmã da Lain surtou de vez, e talvez ela seja humana e o evento traumático pra ela foi se ver como uma outra, um duplo virtual, ou pode ser que a irmã dela era um outro programa que não deu certo, que não aguentou a pressão de ter uma consciência e ter várias versões de si mesma e aí ela pirou.
E trazendo isso para a vida real, o quanto que o excesso de informação e desorientação pode gerar casos agudos de psicose, o que parece ser o caso da irmã da Lain.
Contudo, o alicerce de Lain é a Alice, que clama pela humanidade da Lain, porque vemos durante todo o anime a Lain se transformar cada vez mais em uma máquina. No final do anime ela já está toda atravessada de tubos, mas o anime mostra também que existe algo de humano ainda lá presente, existe algo que a máquina não toma conta, quando o garoto que gosta da Lain beija ela ou quando a Alice olha pra Lain que tá ali dizendo que ela é só um programa, que a humanidade não importa, que a carne não interessa, então a Alice coloca as mãos no rosto da Lain e diz: "Mas eu estou te sentindo, você é quente, você tem uma pele, como assim o seu corpo não importa?" e aí a Alice coloca a mão no coração dela e diz "O seu coração pulsa", porque aí fica as duas repetindo o som do coração e conseguem restituir uma humanidade.
Seria equivalente a alguém chegar pra você e dizer "Ei, olha para mim, eu estou aqui e você também, vamos aproveitar o momento, larga um pouco o computador, me sente."
Mas a coisa não é simples, o Deus estava usando a Lain a seus propósitos, o ex programador e aí a coisa vira body horror com monstros formados por pedaços de carnes sintéticas. Exemplo: A Lain existia para conseguir consumar o Protocolo 7, ela é o grande programa que serve para integrar a humanidade com a internet, fazendo com que não haja mais distinção entre o real e o virtual. Contudo, Lain começa a ficar tão poderosa que ela começa a se questionar se na verdade ela não seria o verdadeiro Deus, e aí você tem esse conflito com questões teológicas e aí ela decide sacrificar Deus, matar Deus (referência à frase de Nietzsche), e Lain acaba se tornando deusa e ela entende que ser Deus não é legal, porque como a Alice ensinou à ela: Ser Deus é "chato", é ser onipresente e onisciente, e ficar olhando as pessoas à distância com uma certa impessoalidade que torna apenas a vida mais chata. E nesse arco todo da Lain aparece esse distanciamento e essa alienação que as pessoas vão criando em relação à outras pessoas e a si mesmas quando tem a internet atravessando as coisas, os jovens vão se desligando de conexões reais para ficarem em transe em conexões virtuais.
Então, mesmo com tudo isso, o arco de Lain lembra muito uma menina viciada em computador e tem uma outra amiga que está querendo trazer ela de volta para o mundo real e continua sendo a companheira dela e está deixando claro, que essa maneira de viver à distância como um "deus", esse modo de vida vai fazer ela mergulhar cada vez mais em um abismo.
E com o anime vem a pergunta: O que é real?
E aqui uma resposta: O atual é aquilo o que se materializa, já o virtual é uma núvem de possibilidades.
A memória, por exemplo, toda vez que a gente lembra de algo a gente lembra de um jeito diferente, pode parecer que lembremos igualmente sempre, mas muda, de acordo com o que a gente aciona que faz com que a gente se lembre mais daquilo por motivo X, Y, Z etc.
Quando vamos para a internet, é um mundo que atua demais sobre a nossa própria vida, até que ponto nós já não estamos progamados pelas redes sociais? Pela internet? O fato de estarmos mais irritados, porque as próprias redes sociais são feitas para nos gerar mais irritação, porque isso gera polêmica, engajamento e faz com que usemos mais as redes sociais, até que ponto um ódio programado não gera uma sociedade de monstros?
Então, a pergunta do que é real é quase dispensável, porque a realidade é composta de possibilidades também do que é materializado. O dilema é muito mais ético sobre como nós estamos nos comportando no mundo agora com a internet.
E Lain é um lembrete para nós sobre os rumos que a sociedade está levando e os problemas que passaram a existir por isso e ainda não resolvemos, mas precisamos ou nosso rumo será tão semelhante quanto do anime.
E o uso da energia psíquica das crianças para produzir máquinas, porque o protocolo 7 é uma concentração da criatividade de crianças, que inclusive foram mortas durante a experiência. E o significado é o quanto que há muita criatividade e imaginação na internet, mas até que ponto nossa imaginação e criatividade não está sendo sugada de nós? Esvaida, de modo a no final, não restar mais nada de nós, inclusive das próprias crianças que estão tendo contato com a internet.
E sobre o final do anime: Lain consegue reprogramar a realidade, o que é bem doido, fazendo com que ela nunca tenha existindo, fazendo com que aquela amiga dela nunca tenha cometido suic¨*dio, aquele tal de Deus passou a não existir e todas as coisas ruins não aconteceram. Mas aí ela também perdeu o contato, no sentido de intimidade, com sua amiga Alice e então por isso no final a Alice não a reconhece, embora a ache familiar e a Lain diz: Nos vemos por aí, eu estou em todo lugar. Ou seja, a Lain é o avatar da internet e apesar dela estar ali para conectar todos nós, ela tem com a Alice uma conexão de outro tipo.
Lain é uma visão sombria sobre a internet e que joga uma pergunta difícil de responder: O que nos torna humanos?
Precisamos nos conectar, mas não necessariamente pela internet ou apenas por ela.
Essa explicação é referência ao vídeo do Quadrinhos na Sarjeta.
Terminei de assistir a série do Jeffrey Dahmer e que série foda!
O elenco está excelente, todos são ótimos atores.
A direção de arte, trilha sonora, paleta de cores, referências aos anos 80/90 etc são muito bons.
O final achei estilo “Crime e Castigo”.
Aos que estão dizendo que a série "romantizou" o psicopata, PELO AMOR DE DEUS PESSOAL, quase todos os psicopatas são muito sedutores e convincentes, por isso é fácil sentir empatia por eles em alguns momentos e a série retratou justamente isso, não é uma romantização, quem nunca leu sobre psicopatas talvez não saiba disso, mas, é um fato estatístico e até por isso muitos deles demoram a serem pegos.
Se tem uma coisa que Ryan Murphy faz bem, é escolher os atores para suas obras. Evan Peters entregou tanto que ficou mais parecido com o Dahmer do que ele mesmo.
O olhar distante, o jeito de andar, falar... Tudo impecável. Toda vez que aparecia em cena, eu sentia um calafrio na espinha. Aliás, espero que ele esteja bem mentalmente, pois, estudar afundo a mente de um serial killer monstruoso assim é perturbador. A escolha do elenco inteira foi pontual, que atores INCRÍVEIS! Além do protagonista, o personagem que faz o pai dele e a sua vizinha Glenda, são sensacionais! Até a mãe dele.
Série sensacional, atmosfera pesadíssima e sufocante na maior parte do tempo. Trilha sonora marcante. Sem romantizar o assassino, mostrando a dor das famílias das vítimas e a negligência e desrespeito dos policiais com o caso na época.
Dahmer não fazia questão nenhuma de esconder o que estava fazendo. Ele não era muito inteligente e muito menos cuidadoso. Com passagem pela polícia e diversas reclamações do cheiro ruim e barulhos vindos do apartamento, se a polícia não fosse extremamente pr3conceitu0sa e r4c!st4 e tivesse dado o mínimo de atenção para as ligações dos vizinhos, evitariam que ele fizesse mais vítimas.
Outro ponto que achei muito interessante e que deixou a série ainda mais aterrorizante, foi no final, quando mostram brevemente outros psicopatas da época, como Ed Gein e o Palhaço Assassino (esses dois casos também são de arrepiar).
Essa série é tão boa que se tornou a minha segunda favorita, atrás apenas de Breaking Bad.
Anime maravilhoso, repleto de lições sobre virtudes e ensinamentos sobre a vida, a morte, a luta entre o bem e o mal.
Fora que os personagens são carismáticos, fáceis de sentir empatia e de se envolver na história, muito bonito esteticamente, uma trilha sonora muito boa.
Uma verdadeira obra de arte, viciante além de tudo!
A serie me prendeu logo no primeiro episódio, que já começa de forma bem direta no dia e na hora da explosão.
E caramba, quanta negligência ocorreu, quantas mentiras, quantas mortes e sofrimentos evitáveis foram causados! Acho que essa serie é ótima para refletir um pouco os dias de hoje também durante a pandemia do COVID-19, onde autoridades e "cientistas" fazem afirmações sobre o vírus e o "combate" dele e as pessoas cegamente acreditam somente pelo aspecto de autoridade que essas pessoas/instituições tem no ofício que possuem.
É uma ótima serie e eu adorei a personagem que eles criaram para representar todos os que lutaram para provar a verdade dos fatos, adorei que a dubladora é a Miriam Ficher, ela dublou a Tess em The Last of Us, a Angelina Jolie em "Sr. e Sra. Smith", a Jane de Tarzan e tantos outros filmes e desenhos, adoro essa dubladora e a voz dela é linda.
Enfim, serie ótima, o final ainda é trágico, mas pelo menos a verdade veio à tona.
Que Deus abençoe cada herói e cada vítima dessa fatalidade.
Espero que a serie seja tão boa quanto o jogo, espero que tenha alguns flashbacks da DLC e ainda alguns elementos e uma breve sequência conforme o "The last of us part II".
Inclusive, para a Ellie deviam chamar a Ellen Page para o papel, com a ajuda de efeitos digitais ou alguma maquiagem para dar uma aparência mais nova nela, já que ela não é mais tão nova assim, e para o papel do Joel pensei nesses caras: Gerard Butler, Christian Bale ou Tom Hardy (deixariam a barba crescer, deixariam o cabelo um pouco grisalho e tá tudo certo).
Quem vocês acham que seria ideal para o papel da Ellie e do Joel?
HBO não nos decepcione, pois nós fãs de The last of us esperamos nada menos do que algo fiel ao jogo e tão incrível quanto. ;)
Eu simplesmente amo o humor negro dessa serie, o politicamente incorreto, as piadas com os estereótipos etc. Me identifico com o Bojack hahahaha recomendo pra quem gosta desses tipos de coisas.
Ainda não terminei de assistir essa temporada, mas uma das coisas que mais está me prendendo na serie é a transformação tanto da Lagertha quanto do padre, ambos são personagens muito fortes na minha opinião, em todos os aspectos. Me sinto muito bem representada com uma personagem feminina como a Lagertha.
As vezes quero matar Ragnar, mas no fundo eu torço pra ele se dar bem.
O bom dessa serie é que tudo pode acontecer (e acontece), mesmo que algumas coisas sejam previsíveis, mas eles consegue reverter a história de forma inteligente. Eu achei foda colocarem a maioria das personagens femininas como líderes. Eu, como mulher me sinto representada muito bem e por mulheres tão fortes. Ainda não to sabendo lidar com o 7 episódio, mas espero que a história continue foda e melhorando sempre. Eu sou team Clarke e Octavia, pra mim são as melhores personagens da serie <3
Eu não sei se tem a ver, mas acho que a Lexa pode não ter morrido ou pode aparecer novamente, como uma I.A. Tanto que no episódio 8 a Clarke não aparece e não fala nada sobre depois do que houve com a Lexa, então pode ser que eles fizeram um "teste" pra ver o que o público acharia sobre a morte da Lexa, pra posteriormente decidir se a morte dela é definitiva ou não e como ela era uma personagem icônica, isso só reforça essa possibilidade dela voltar/não estar morta (literalmente ou não).
Eu simplesmente adorei, talvez pelo fato de nunca ter lido uma HQ da Jessica Jones, então por isso eu comecei a assistir sem esperar muito, sem sequer conhecer algo sobre, mas decidi me arriscar ainda sim, até porque fiz a mesma coisa com o Demolidor anteriormente e deu bastante certo, me agradou imensuravelmente. Enfim, a serie tem suas falhas de roteiro, atuação e filmagem, mas a história me prendeu, talvez pela curiosidade justamente por não saber o que iria acontecer e o suspense que conduz cada episódio, deixando o espectador ainda mais curioso. Mas, claro, fora isso achei bem bacana, até por essa situação em que vemos na serie e se reflete na vida real, quando vivenciamos relacionamentos abusivos, principalmente as mulheres que costumam ser mais vítimas desse tipo de coisa, e a serie consegue abordar de forma cuidadosa e séria o assunto. Eu gostei também do humor elaborado pra cada momento adequado (ou não), e a serie é do tipo em que cada episódio é tão diferente um do outro, que faz com que não acabe se tornando repetitivo, mesmo que os motivos por trás de tudo sejam o mesmo e gostei do desfecho (mais do que o desfecho do Demolidor), teve o que podemos chamar de "final" e "justiça" (embora ouvi alguns boatos de que algo poderá acontecer que tratá alguns pesadelos de volta), em suma, eu particularmente gostei da atuação da Krysten Ritter, principalmente
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 335 Assista AgoraComecei a assistir confesso já com uma certa expectativa alta, ao saber que o criador é o mesmo da série Breaking Bad, que é a minha série favorita até hoje, mesmo eu já tendo assistido outras no caminho, e ele também criou Better call Saul, outra grande série, mas que ainda não terminei de assistir.
E quando comecei a assistir o primeiro episódio já gostei muito, mas o segundo foi o que me ganhou ainda mais, primeiro pela história e suas possíveis diversas críticas e reflexões, quanto pelas atrizes excelentes tanto em atuação, quanto por serem bonitas e a Carol e a Pirate Lady ambas me atraíram muito! E amei que Carol é lésbica, acho ela foda e me identifico com ela, embora eu não seja reclamona como ela é. Mas também sou inconformada com certas coisas que as pessoas aceitam como se fossem normais.
Espero que role um romance ou pelo menos uns beijos entre elas, pois elas se combinam muito e que de alguma forma a Pirate Lady recupere a consciência aos poucos e as duas consigam resolver esse enigma todo da Força Misteriosa.
Estou gostando muito e já indiquei pra várias pessoas, nota 10!!!
Obs: Que tenham as 4 temporadas!!!
Tremembé (1ª Temporada)
3.3 229 Assista AgoraA série conseguiu me prender e entreter, mas sinto que o final ficou fraco e parece que ficou faltando alguma coisa, no geral, foi interessante ver o tamanho da crueldade de cada um e ficar esperto com todo tipo de gente, mesmo os que falam manso ou usam o nome de Deus.
Série 7.5.
Violet Evergarden
4.3 146 Assista AgoraAssisti até o fim e gostei, achei a história mais emocionante do que criativa em si.
Vale a pena assistir pois há diversos elementos interessantes na história e no desenvolvimento da protagonista, além das paisagens belíssimas.
Mas certamente os pontos que me incomodaram foram:
- O episódio que claramente é um caso de pedofil*3ia, achei absurdo colocarem isso em um anime.
- Embora seja emocionante e ao mesmo tempo eu sei que Asiáticos adoram um drama, mas senti que em certos momentos houve um pouco de exagero nas emoções e reações dos personagens.
- Achei que ficou faltando aprofundar um pouco mais os outros personagens e mostrar mais o rumo deles no final.
Agora falando dos pontos positivos:
- Cara o que foi aquele episódio 10, emocionante demais!!!
- Eu penso que a Violet tinha esse apego todo no cara pq ele também era a única memória afetiva da vida dela, já que ela cresceu na guerra, ele era basicamente a representação do passado dela, das referências dela de amor e tudo mais, e parece sim que era um apego romântico também.
- Vi que alguns ficaram putos da Violet toda hora prestar continência, mas isso não era apenas por educação e sim um trauma dela, já que na visão dela tudo se resumia á isso e que bom que ao longo da história ela entende que o valor dela vai muito além de ser útil para as pessoas.
No geral achei nota 9.2! Gostei muito.
Bebê Rena
4.0 633 Assista AgoraUma série ótima e me prendeu do começo ao fim!
A atuação da mulher foi incrível, embora todos os atores tiveram um ótimo desempenho, a história é intrigante e eu não sou de assistir muitas séries e filmes dublados, mas a dublagem dessa série para o português está excelente também.
Quanto a história, falando COM SPOILERS abaixo:
- É uma história real e com muitos aspectos interessantes para análise e estudos sobre a mente humana, transtornos e afins. Claramente os dois personagens precisam de muita terapia e é bizarro porque embora ela fique obcecada por ele, ao mesmo tempo penso que ambos estavam obcecados por si mesmos e como tinham históricos de vida parecidos, no quesito da baixa autoestima, insegurança, medo e falta de talento, acabaram vendo um reflexo de si mesmos um no outro, pois mesmo a obsessão dela, no final a gente entende que tem a ver com uma parte da história de vida dela, ou seja, é sobre ela no fim das contas, assim como ela enxerga ele como ele gostaria de ser visto por todos, no fim os dois são egoístas, mas também entendo que eles carregam traumas pesados, ela com a família disfuncional e violenta e ele com o abuso e também ausência de uma família funcional.
O final eu achei sensacional, quando ele descobre o motivo dela ficar obcecada por ele, pra mim, por um lado além de ter sido um alívio descobrir o motivo, pois era algo muito importante para ele e que talvez fosse trazer um pouco de paz pra que ele conseguisse seguir em frente, deixando tudo isso de lado, ao mesmo tempo o motivo é algo tão simples, mas isso só mostra o quanto certas coisas, por mais simples que pareçam, possa nos marcar tanto e como a falta de terapia após eventos muito traumáticos, pode desencadear uma série de crenças limitantes e problemas em nós.
A cena final para mim foi genial, eu não sinto que ele tenha se tornado igual a ela, mas que a ironia dele ter vivido exatamente o que ela viveu, fez com que ele pudesse entender ainda mais as motivações dela, e então ele finalmente encontrou todas as respostas possíveis que buscava e poderia seguir a vida em paz. - Pelo menos foi o que eu entendi, afinal, acho que se fosse para ele ser igual a ela, ele não teria mudado o perfil colocando as informações reais sobre ele depois de contar tudo pra ex dele que era trans e também não teria contado tudo pra todo mundo no palco enquanto fazia o stand up, então, com base nessa lógica, creio que ele não tenha se tornado um stalker maluco igual ela.
FIM DOS SPOILERS.
Nota 10! Maratonei e adorei.
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraUma minissserie muito boa e esse plano sequência só deixou tudo ainda mais incrível e emocionante, os atores também todos são muito bons!
Apesar dos poucos episódios, a relação construída entre os personagens e o telespectador é bem convincente e gostei da forma como a série encerrou, é um assunto muito importante a ser discutido, pois vejo que muitos desses movimentos incel/red pill estão adoecendo muitos garotos jovens, pois possuem um ar muito fatalista, e usam de estatísticas e estudos que podem até em certo ponto possuírem um grau de verdade, mas, basta você ir em um shopping popular e vai ver centenas de casais onde a mulher é muito bonita e o homem pouco bonito ou até feio, os incels levam essa coisa do jaw line, hunter eyes etc muito ao pé da letra e de forma fatalista, afinal, às vezes o moleque tá na fase da puberdade e na puberdade quase todo mundo é esquisito e ele já pensa que é o fim dele e que ele nunca vai conseguir uma mulher por possuir aquela aparência.
Mas, o que vejo é que os pais precisam antes monitorar o que os filhos veem, eu sou contra deixar os filhos usarem o computador, celular e internet antes dos 17 e se deixasse, iria monitorar de alguma forma.
Mas a culpa não é somente dos incels e red pills, vejo que a sociedade ainda é sim muito misógina e sexista e a série demonstrou isso muito bem, seja quando a diretora da escola apresenta apenas o homem como o oficial da polícia, ou na forma como os alunos se referem às mulheres, é algo também cultural, e com isso não estou dizendo que o extremo oposto está correto necessariamente, mas que existe sim misoginia e reconhecer isso nem é preciso ser feminista para saber.
Mas, o problema do movimento incel e red pill ao meu ver, é que eles acham que as mulheres tem obrigação de ficar com eles, sendo que ninguém nos deve nada, nem homens devem nada para mulheres e nem vice-versa.
Mas enfim, e agora falando dos detalhes da série com SPOILERS, digo que minha conclusão foi:
- Os 3 estavam envolvidos no crime e acho que a decisão final do garoto de mudar o depoimento e confessar o crime é porque ele participou sim, ele não foi o único a dar as facadas e os outros também participaram, cada um com sua razão.
- O episódio 3 foi muito intrigante, aquele debate entre a psicóloga e o moleque e ele mudando de humor toda hora e demonstrando seus sinais de uma espécie de loucura, dominação, obsessão por poder, ao mesmo tempo fragilidade, fraqueza e anormalidade.
- Eu fiquei arrepiada quando no último episódio, o pai entra na loja e ao perguntar sobre a tinta, ouve aquele funcionário confessar que existem milhares de garotos iguais ao filho dele e que por esta razão, estão do lado deles, somente por serem homens, independente de que estejam certos ou errados, pois ele até diz que muito provavelmente os policiais é que estão errados e inventando mentiras sobre o caso, somente porque eles começam a desconfiar tanto de todas as instituições, porque acham que elas só querem prejudicar os homens, que não percebem o absurdo que é dizer o que dizem e defender o que defendem.
Agora finalizando tudo o que eu disse, a série é muito boa e indiquem para toda família que tem filhos jovens, é muito útil e importante estarmos atentos aos possíveis sinais, na nossa família ou em colegas dos nossos filhos.
Nota 9.5!
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista AgoraTerminei de assistir a 2a temporada (maratonei ontem) e gostei.
Achei que a série começa lenta, leva 2 episódios inteiros até os jogos começarem, mas gostei que:
- Depois o ritmo evolui bem;
- Não senti que teve muito apelo à violência extrema, parece que eles focaram mais em mostrar ao público alguns problemas graves sociais que enfrentamos atualmente;
Vou aprofundar meu ponto de vista e acho agora essa série muito boa, do ponto de vista da crítica social.
Quando a primeira temporada de "Round 6" lançou, foi chocante para algumas pessoas a tamanha violência explícita que a série mostra.
Mas hoje, com um olhar um pouco mais maduro, eu penso que a série retrata e tece críticas inteligentes e realistas sobre a luta das pessoas contra o sistema.
Para mim, Round 6 é sobre a nossa luta contra a roda dos ratos.
Os jogos são como o Estado (governos, partidos e políticos), a mídia (jornalismo), o emburrecimento através da cultura com músicas e filmes 'idiotizantes', a internet com os jogos de aposta e a "Tik Tokzação" da vida humana, as relações líquidas modernas, a exposição exagerada e todo o sistema subjugam nossas vidas à miséria,nos prometendo "milagres" em em troca do nosso desespero, da nossa miséria, das nossas dificuldades.
Em termos de crítica social a série desempenhou esse papel de forma genial e realista:
- Falou sobre como as próprias pessoas fazem merda com a própria vida, fazem más escolhas e depois culpam os outros por estarem na merda, esse tópico sobre o livre arbítrio e como a pobreza também gera mais pobreza, como um ciclo, como uma serpente que devora a própria cauda.
- A série fez críticas duras e necessárias sobre a verdadeira face e consequência dos jogos de apostas: Pessoas arriscando tudo o que tem e perdendo, depois enganando os outros e a si mesma de que "Será a última vez", mas nunca param e perdem cada vez mais.
- O episódio dos mini jogos, no final, quando o grupo dos rejeitados estão vencendo e recebendo o apoio de todos, foi a coisa mais linda e emocionante.
Além disso, quando o personagem principal tenta retornar ao jogo, ele tenta alertar as pessoas sobre os riscos, mas alguns desdenham dele, descreditam dele, e isso lembra muito as histórias de Sócrates e Jesus Cristo, que foram condenados por pregarem uma verdade que muitos não compreendiam ou rejeitavam.
E por fim, um ponto muito interessante também é que pessoas que geralmente ferram a própria vida tomando várias decisões erradas, escolhas ruins, geralmente estão constantemente a procura de uma espécie de um "Salvador", algo ou alguém que resolva toda a vida dela, todos os problemas dela da noite para o dia, por isso muitas pessoas se agarram a uma ideia, a um político, a um grupo, para que eles possam "salvá-las" de si mesmas.
Poucos procuram uma solução real e concreta, que exija sacríficios, longo prazo, paciência e trabalho duro. E não adianta, se você não mudar sua mentalidade, você vai continuar criando mais problemas e não vai consguir construir soluções, porque a mente que constrói o problema não pode ser a mesma que resolve o problema.
Desse ponto de vista Sociológico, achei a série muito boa, achei que o último episódio se perderam um pouco, esse episódio 7, não sei se vão lançar mais algum dessa 2a temporada, mas se tiver continuidade nessa temporada ou em outra, espero que seja mais longa e que tenha um final mais impactante.
Nota 8.4!
Senna
4.0 239Terminei de assistir a série do Senna e gostei bastante.
O cara foi o melhor ou um dos melhores pilotos de fórmula 1 do mundo na época, salvou praticamente a vida de um amigo, enfrentou o sistema e ajudou milhares de crianças.
Além de ter alegrado milhares de lares brasileiros que na época enfrentavam uma série de problemas políticos e econômicos, então ele representava não apenas o piloto e a corrida, mas também os momentos juntos em família, os almoços juntos, os sorrisos, os abraços, as cervejas compartilhadas entre amigos, o Senna unia o Brasil através do esporte e trouxe muita alegria pra aquele povo que necessitava, que tinha tanta vontade de vencer quanto ele, apesar das dificuldades e corrupção do sistema também.
Vi uma polêmica no Twitter/X recentemente sobre a parte do romance e cara, que absurdo, porque de toda a série do Senna, a parte do romance foi minoria, a maior parte foi focada em falar da pessoa dele, do profissional excelente que ele era.
Essa galera que trouxe essa discussão imbecil pra internet só me faz ter raiva, eu to cada vez mais de saco cheio desse tipo de gente.
Agora algo mais pessoal: Já assisti documentários sobre ele e foi muito bom assistir essa serie dele da Netflix, porque eu só o conheci depois de sua morte, já que em 94 eu tinha só 2 aninhos, mas minha família é muito fã dele há anos e quando eu era criança eu lia vários gibis do Senninha, lembro-me de ainda na infância ter lido e eu adorava.
E há uns anos atrás, eu fiz uma apresentação no curso de Inglês sobre o Senna.
Ele até hoje me inspira, assim como também acredito inspirar milhares de pessoas. Ele faz parte daquele pouco de história boa que temos para contar sobre o nosso país. ♥
Temos que ter coragem e ousadia para enfrentar o sistema, assim como o Senna, porque todos que são bons e honestos, os homens de poder querem derrubar, diminuir, aniquilar, para manterem seu poder injusto sobre os justos, por isso é preciso de coragem, muita vontade e disposição, uni-vos povo brasileiro contra esse sistema podre e que juntos possamos através da liberdade individual, direito à propriedade privada e direito à vida e muita fé em Deus nos unirmos para que novos Sennas possam existir.
No final fiquei bem emocionada, embora eu já soubesse o desfecho, mas a série foi muito bem produzida, a atriz metade americana e metade brasileira ficou bem legal na série também, geralmente as pessoas brasileiras gostam de ver gringo falando português hahaha e a atriz que fez a Xuxa ficou tão parecida que eu pensei que fosse aquela menina gringa que faz cover dela, muito bom mesmo e o ator do Senna e do Galvão também gostei muito, a figura do pai e da mãe foram essenciais também.
Nota 10!!!
Serial Experiments Lain
4.4 158Primeiramente: O anime é complexo, profético mas muito bem elaborado e o próprio fato de muitas pessoas não entenderem ou ficarem entediadas durante alguns episódios, é um sintoma justamente de um dos problemas centrais que o anime aborda: Essa pressa mental que desenvolvemos por conta do uso excessivo de tecnologias e ferramentas em ritmos acelerados.
Vamos por partes, para quem já assistiu, o comentário abaixo contém spoilers, mas tem quase tudo explicado do começo ao fim para quem não entendeu algumas partes:
É fato que todos nós temos várias versões de "eu" nossos, pois, em cada situação e com cada pessoa/grupo de pessoas, seja pessoalmente mas principalmente virtualmente, nos comportamos de forma diferente, às vezes somos tão diferente entre uma rede social e outra, que muitos se surpreenderiam se vissem o nosso "outro eu" de outra rede social. As outras versões da Lain é basicamente sobre isso.
Segundo ponto: Devido ao ano de lançamento do anime, ele merece um grande reconhecimento e aplauso por conseguir ser tão profético e falar de realidades simuladas antes mesmo do lançamento do filme "Matrix", que revolucionou o cinema trazendo essa reflexão que se tornou uma longa discussão por anos e até hoje continua sendo.
Terceiro ponto: O anime é psicodélico, cyberpunk, caótico e confuso, seria uma mistura, um jogo, um teste ou uma brincadeira com a nossa mente para testar nossa consciência sobre se tudo o que acontece é real ou não, se são memórias ou o momento presente, o anime brinca bastante com esse elemento de mexer com a nossa mente e achei isso genial.
O episódio 4, 6, 8, 11 e 13 acho que são os meus favoritos, gostei muito mesmo e são os mais impactantes, pelo menos pra mim.
Quarto ponto: Eu fiquei sabendo que tem um jogo de PS1 sobre esse anime e pelo o que vi é preciso primeiro assistir o anime e depois jogar o game, parece ser pesado, em termos psicológicos, mas, fiquei interessada em jogar.
Quinto ponto: Quando a Lain fala sobre se "metaformizar" me lembrou muito a obra de Kafka "Metamorfose" e fiquei pensando no quanto ela estaria meio que adoecia mentalmente nessa ambição de fugir da própria solidão, vazio e falta de sensação de pertencimento, causados pelos rumos que a sociedade leva devido ao uso excessivo de tecnologias e essa busca infinita por dinheiro e sempre mais e mais.
Sexto ponto: Pelo visto, a cidade sofre um ataque hacker, por isso tem aquelas coisas bizarras acontecendo lá pro episódio 8-11, a irmã da Lain também parece ter a mente hackeada, por isso ela começa a imitar um modem e a agir estranhamente.
Sétimo ponto: As reflexões nos últimos episódios sobre memórias, Deus e existência são bem existencialistas, racionalistas e filosóficos, fiquei refletindo nisso por dias e ainda estou.
Oitavo ponto: Para quem não entendeu, os hackers se interessam pela Lain porque ela se torna uma hacker bem habilidosa, só que ela está desconfiada, porque como ela recebeu os emails daquela menina morta dizendo que estava com Deus, e esse grupo de hackers também veneravam Deus e acreditavam que existia um Deus na internet.
E esse papo de Deus deixa a Lain intrigada e ela quer encontrar Deus, mas ela tá no meio de um cabo de guerra, porque os computadores da marca Navi usam um microchip são produzidos pela empresa "Tachibana General labs" e essa empresa contratou mercenários para irem atrás dos hackers e eles pensam em usar como cavalo de Tróia a própria Lain, e eles querem fazer isso, porque a Wired (internet) ela opera a partir de um Protocolo 6, desenvolvido pela Tachibana, contudo, havia um grande programador que trabalhava para eles que havia desenvolvido o Protocolo 7, e o esse programador era aquele velho no episódio 8, que tirou a própria vida, após ter um conflito com a empresa. Mas, esse programador que estava morto, ele conseguiu se manter vivo pela internet e não apenas isso, ele se tornou aquele "Deus" da internet.
Estar vivo na internet não é apenas fisicamente, tem a ver com o acúmulo de dados e informações nossas na internet. Pense: Quantas postagens ainda estão lá no Facebook/Instagram de pessoas que já morreram? Se uma I.A pegar as fotos e postagens dessa pessoa, ela consegue criar uma espécie de "cópia" dessa pessoa. Claro que o anime em si não é sobre isso, mas só estou explicando para desenvolver a imaginação de vocês sobre isso.
Voltando à história do anime, esse programador é agora um Deus e ele agora está empregando esse protocolo 7 e tá usando o grupo de hackers para atualizar isso de dentro pra fora. Já a empresa Tachibana não quer que isso aconteça.
E o que seria esse "Protocolo 7"? Isso é bem teoria da conspiração, mas, segundo o anime, a internet começa com o caso "Roswell", o famoso caso de avistamento de alienígenas que aconteceu nos EUA em 1947, que uma nave teria caído e os aliens teriam sido pegos pelo governo. E essa teoria segue atual, pois muitos dizem que a fibra óptica só existe por engenharia reversa da tecnologia alienígena.
E a partir disso o anime constrói uma genealogia da internet um tanto conspiratória, misturando eventos reais com eventos absurdos.
O que a gente acompanha no anime é o projeto Magestic 12 que foi desmetindo, mas teria sido um grupo de 12 cientistas escolhidos pelo presidente dos EUA para estudarem os alienígenas encontradoss em Roswell. - Isso já foi comprovado claramente que é teoria da conspiração, mas os envolvidos são pessoas reais sim.
É o caso do modelo dos 8 circuitos da consciência, que é uma parada doida, tem a presença também do cientista John C. Lilly que estudou a comunicação dos golfinhos, pensando como os efeitos dos alucinógenos poderiam mudar a nossa consciência.
Aparece também a Memex um protótipo de computador, também aparece o nome de Ted Nelson, um importante filósofo e sociólogo famoso por termos como "Hipertexto", "Hiperlink", "Hipermídia", uma série de saberes que estão além da compreensão humana.
E o objetivo do Protocolo 7 é levar isso a uma nova instância, porque o que eles estão buscando é conseguir acionar a ressonância Shuman pra fazer uma integração completa do ser humano com o mundo real.
A ressonância Shuman são os picos que acontecem no campo eletromagnético da terra que vai desde a superfície da terra até as camadas mais baixas da ionosfera e que é profundamente afetado por tempestades, descargas elétricas, raios e hoje há uma discussão sobre o quanto que as mudanças climáticas podem estar afetando a ressonância Shuman, mas tudo isso por enquanto é teoria da conspiração.
Existe uma galera que a ressonância Shuman é uma pulsação do planeta, e tem gente que acha que isso tem a ver com nossos humores, por exemplo, um dia de pico na ressonância Shuman, são dias que na terra acontecem algo terrível ou tem alguma correspondência. Mas não há nenhuma evidência disso.
Seja como for, no anime a ressonância é pensada como um espaço onde é possível habitar o pensamento humano: É produzir internet na nuvem, não na nuvem em si mas na ressonância Shuman, ou seja, colocar os pensamentos humanos conectados a partir de um campo eletromagnético que tem picos e esses picos seriam os próprios movimentos dos pensamentos.
E Lain diz que é possível uma internet "da terra" e que nesse sentido estamos todos conectados. O que seria o virtual segundo um psicólogo: Nada mais nada menos que uma núvem em volta do atual. Vamos ao exemplo:
A Lain no meio dessa confusão em busca de Deus, que na verdade é o Protocolo 7 e que vai mudar o mundo a partir de uma internet onipresente, ela acaba também descobrindo quem é a Lain malígna. Aí ela descobre que existem 3 Lain's.
E o que as diferencia além das expressões faciais, cada uma delas é escrita com idiomas diferentes, são elas:
1. Lain boazinha;
2. Lain Malígna;
3. Lain ousada.
Mas na verdade elas são a mesma pessoa e aí vem o plotwist mortal carpado, que ao que tudo indica: A LAIN NUNCA FOI HUMANA, ELA É UM PROGAMA, UM PROGRAMA QUE DE ALGUMA MANEIRA CONSEGUIU SE MATERIALIZAR.
O anime entrega isso logo no primeiro episódio com as sombras nas paisagens, aquela sombra preta com manchas avermelhadas. A sombra não bate com o que imaginamos da vida real.
A família dela provavelmente nem existe direito. O pai dela estava ali para fazer com que ela gostasse de computadores e fizesse o programa gostasse de programar e isso tudo vai ficando nebuloso. Mas como ela começa a ficar apegada ao pai, mas o pai que estava ali apenas para treiná-la, se apega nela também. Já a irmã da Lain surtou de vez, e talvez ela seja humana e o evento traumático pra ela foi se ver como uma outra, um duplo virtual, ou pode ser que a irmã dela era um outro programa que não deu certo, que não aguentou a pressão de ter uma consciência e ter várias versões de si mesma e aí ela pirou.
E trazendo isso para a vida real, o quanto que o excesso de informação e desorientação pode gerar casos agudos de psicose, o que parece ser o caso da irmã da Lain.
Contudo, o alicerce de Lain é a Alice, que clama pela humanidade da Lain, porque vemos durante todo o anime a Lain se transformar cada vez mais em uma máquina. No final do anime ela já está toda atravessada de tubos, mas o anime mostra também que existe algo de humano ainda lá presente, existe algo que a máquina não toma conta, quando o garoto que gosta da Lain beija ela ou quando a Alice olha pra Lain que tá ali dizendo que ela é só um programa, que a humanidade não importa, que a carne não interessa, então a Alice coloca as mãos no rosto da Lain e diz: "Mas eu estou te sentindo, você é quente, você tem uma pele, como assim o seu corpo não importa?" e aí a Alice coloca a mão no coração dela e diz "O seu coração pulsa", porque aí fica as duas repetindo o som do coração e conseguem restituir uma humanidade.
Seria equivalente a alguém chegar pra você e dizer "Ei, olha para mim, eu estou aqui e você também, vamos aproveitar o momento, larga um pouco o computador, me sente."
Mas a coisa não é simples, o Deus estava usando a Lain a seus propósitos, o ex programador e aí a coisa vira body horror com monstros formados por pedaços de carnes sintéticas. Exemplo: A Lain existia para conseguir consumar o Protocolo 7, ela é o grande programa que serve para integrar a humanidade com a internet, fazendo com que não haja mais distinção entre o real e o virtual. Contudo, Lain começa a ficar tão poderosa que ela começa a se questionar se na verdade ela não seria o verdadeiro Deus, e aí você tem esse conflito com questões teológicas e aí ela decide sacrificar Deus, matar Deus (referência à frase de Nietzsche), e Lain acaba se tornando deusa e ela entende que ser Deus não é legal, porque como a Alice ensinou à ela: Ser Deus é "chato", é ser onipresente e onisciente, e ficar olhando as pessoas à distância com uma certa impessoalidade que torna apenas a vida mais chata. E nesse arco todo da Lain aparece esse distanciamento e essa alienação que as pessoas vão criando em relação à outras pessoas e a si mesmas quando tem a internet atravessando as coisas, os jovens vão se desligando de conexões reais para ficarem em transe em conexões virtuais.
Então, mesmo com tudo isso, o arco de Lain lembra muito uma menina viciada em computador e tem uma outra amiga que está querendo trazer ela de volta para o mundo real e continua sendo a companheira dela e está deixando claro, que essa maneira de viver à distância como um "deus", esse modo de vida vai fazer ela mergulhar cada vez mais em um abismo.
E com o anime vem a pergunta: O que é real?
E aqui uma resposta: O atual é aquilo o que se materializa, já o virtual é uma núvem de possibilidades.
A memória, por exemplo, toda vez que a gente lembra de algo a gente lembra de um jeito diferente, pode parecer que lembremos igualmente sempre, mas muda, de acordo com o que a gente aciona que faz com que a gente se lembre mais daquilo por motivo X, Y, Z etc.
Quando vamos para a internet, é um mundo que atua demais sobre a nossa própria vida, até que ponto nós já não estamos progamados pelas redes sociais? Pela internet? O fato de estarmos mais irritados, porque as próprias redes sociais são feitas para nos gerar mais irritação, porque isso gera polêmica, engajamento e faz com que usemos mais as redes sociais, até que ponto um ódio programado não gera uma sociedade de monstros?
Então, a pergunta do que é real é quase dispensável, porque a realidade é composta de possibilidades também do que é materializado. O dilema é muito mais ético sobre como nós estamos nos comportando no mundo agora com a internet.
E Lain é um lembrete para nós sobre os rumos que a sociedade está levando e os problemas que passaram a existir por isso e ainda não resolvemos, mas precisamos ou nosso rumo será tão semelhante quanto do anime.
E o uso da energia psíquica das crianças para produzir máquinas, porque o protocolo 7 é uma concentração da criatividade de crianças, que inclusive foram mortas durante a experiência. E o significado é o quanto que há muita criatividade e imaginação na internet, mas até que ponto nossa imaginação e criatividade não está sendo sugada de nós? Esvaida, de modo a no final, não restar mais nada de nós, inclusive das próprias crianças que estão tendo contato com a internet.
E sobre o final do anime: Lain consegue reprogramar a realidade, o que é bem doido, fazendo com que ela nunca tenha existindo, fazendo com que aquela amiga dela nunca tenha cometido suic¨*dio, aquele tal de Deus passou a não existir e todas as coisas ruins não aconteceram. Mas aí ela também perdeu o contato, no sentido de intimidade, com sua amiga Alice e então por isso no final a Alice não a reconhece, embora a ache familiar e a Lain diz: Nos vemos por aí, eu estou em todo lugar. Ou seja, a Lain é o avatar da internet e apesar dela estar ali para conectar todos nós, ela tem com a Alice uma conexão de outro tipo.
Lain é uma visão sombria sobre a internet e que joga uma pergunta difícil de responder:
O que nos torna humanos?
Precisamos nos conectar, mas não necessariamente pela internet ou apenas por ela.
Essa explicação é referência ao vídeo do Quadrinhos na Sarjeta.
Nota 10!!!
Monstros (1ª Temporada) - Dahmer: Um Canibal Americano
4.0 681 Assista AgoraTerminei de assistir a série do Jeffrey Dahmer e que série foda!
O elenco está excelente, todos são ótimos atores.
A direção de arte, trilha sonora, paleta de cores, referências aos anos 80/90 etc são muito bons.
O final achei estilo “Crime e Castigo”.
Aos que estão dizendo que a série "romantizou" o psicopata, PELO AMOR DE DEUS PESSOAL, quase todos os psicopatas são muito sedutores e convincentes, por isso é fácil sentir empatia por eles em alguns momentos e a série retratou justamente isso, não é uma romantização, quem nunca leu sobre psicopatas talvez não saiba disso, mas, é um fato estatístico e até por isso muitos deles demoram a serem pegos.
Se tem uma coisa que Ryan Murphy faz bem, é escolher os atores para suas obras. Evan Peters entregou tanto que ficou mais parecido com o Dahmer do que ele mesmo.
O olhar distante, o jeito de andar, falar... Tudo impecável. Toda vez que aparecia em cena, eu sentia um calafrio na espinha. Aliás, espero que ele esteja bem mentalmente, pois, estudar afundo a mente de um serial killer monstruoso assim é perturbador. A escolha do elenco inteira foi pontual, que atores INCRÍVEIS! Além do protagonista, o personagem que faz o pai dele e a sua vizinha Glenda, são sensacionais! Até a mãe dele.
Série sensacional, atmosfera pesadíssima e sufocante na maior parte do tempo. Trilha sonora marcante. Sem romantizar o assassino, mostrando a dor das famílias das vítimas e a negligência e desrespeito dos policiais com o caso na época.
Dahmer não fazia questão nenhuma de esconder o que estava fazendo. Ele não era muito inteligente e muito menos cuidadoso. Com passagem pela polícia e diversas reclamações do cheiro ruim e barulhos vindos do apartamento, se a polícia não fosse extremamente pr3conceitu0sa e r4c!st4 e tivesse dado o mínimo de atenção para as ligações dos vizinhos, evitariam que ele fizesse mais vítimas.
Outro ponto que achei muito interessante e que deixou a série ainda mais aterrorizante, foi no final, quando mostram brevemente outros psicopatas da época, como Ed Gein e o Palhaço Assassino (esses dois casos também são de arrepiar).
Essa série é tão boa que se tornou a minha segunda favorita, atrás apenas de Breaking Bad.
Amei. Nota 10/10!
Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas (1ª Temporada)
4.4 114 Assista AgoraAnime maravilhoso, repleto de lições sobre virtudes e ensinamentos sobre a vida, a morte, a luta entre o bem e o mal.
Fora que os personagens são carismáticos, fáceis de sentir empatia e de se envolver na história, muito bonito esteticamente, uma trilha sonora muito boa.
Uma verdadeira obra de arte, viciante além de tudo!
Nota 10!
Chernobyl
4.7 1,4K Assista AgoraA serie me prendeu logo no primeiro episódio, que já começa de forma bem direta no dia e na hora da explosão.
E caramba, quanta negligência ocorreu, quantas mentiras, quantas mortes e sofrimentos evitáveis foram causados! Acho que essa serie é ótima para refletir um pouco os dias de hoje também durante a pandemia do COVID-19, onde autoridades e "cientistas" fazem afirmações sobre o vírus e o "combate" dele e as pessoas cegamente acreditam somente pelo aspecto de autoridade que essas pessoas/instituições tem no ofício que possuem.
É uma ótima serie e eu adorei a personagem que eles criaram para representar todos os que lutaram para provar a verdade dos fatos, adorei que a dubladora é a Miriam Ficher, ela dublou a Tess em The Last of Us, a Angelina Jolie em "Sr. e Sra. Smith", a Jane de Tarzan e tantos outros filmes e desenhos, adoro essa dubladora e a voz dela é linda.
Enfim, serie ótima, o final ainda é trágico, mas pelo menos a verdade veio à tona.
Que Deus abençoe cada herói e cada vítima dessa fatalidade.
Homem-Aranha: A Nova Série Animada
3.0 33 Assista AgoraEsse desenho passava na Tv Globinho e era um dos meus favoritos.
Nostalgia demais.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraAnsiosíssima!
Espero que a serie seja tão boa quanto o jogo, espero que tenha alguns flashbacks da DLC e ainda alguns elementos e uma breve sequência conforme o "The last of us part II".
Inclusive, para a Ellie deviam chamar a Ellen Page para o papel, com a ajuda de efeitos digitais ou alguma maquiagem para dar uma aparência mais nova nela, já que ela não é mais tão nova assim, e para o papel do Joel pensei nesses caras: Gerard Butler, Christian Bale ou Tom Hardy (deixariam a barba crescer, deixariam o cabelo um pouco grisalho e tá tudo certo).
Quem vocês acham que seria ideal para o papel da Ellie e do Joel?
HBO não nos decepcione, pois nós fãs de The last of us esperamos nada menos do que algo fiel ao jogo e tão incrível quanto. ;)
Rick e Morty (1ª Temporada)
4.5 416 Assista AgoraEu simplesmente AMO esse desenho e o seu humor negro hahahaha
BoJack Horseman (1ª Temporada)
4.3 291 Assista AgoraEu simplesmente amo o humor negro dessa serie, o politicamente incorreto, as piadas com os estereótipos etc. Me identifico com o Bojack hahahaha recomendo pra quem gosta desses tipos de coisas.
Vikings (2ª Temporada)
4.5 560 Assista AgoraAinda não terminei de assistir essa temporada, mas uma das coisas que mais está me prendendo na serie é a transformação tanto da Lagertha quanto do padre, ambos são personagens muito fortes na minha opinião, em todos os aspectos. Me sinto muito bem representada com uma personagem feminina como a Lagertha.
As vezes quero matar Ragnar, mas no fundo eu torço pra ele se dar bem.
Vikings (1ª Temporada)
4.3 779 Assista AgoraConfesso que a serie me surpreendeu e acabei achando mais do que estava esperando. E claro, já tenho minha personagem favorita: Lagertha <3
The 100 (3ª Temporada)
4.0 387O bom dessa serie é que tudo pode acontecer (e acontece), mesmo que algumas coisas sejam previsíveis, mas eles consegue reverter a história de forma inteligente. Eu achei foda colocarem a maioria das personagens femininas como líderes. Eu, como mulher me sinto representada muito bem e por mulheres tão fortes. Ainda não to sabendo lidar com o 7 episódio, mas espero que a história continue foda e melhorando sempre. Eu sou team Clarke e Octavia, pra mim são as melhores personagens da serie <3
Obs:
Eu não sei se tem a ver, mas acho que a Lexa pode não ter morrido ou pode aparecer novamente, como uma I.A. Tanto que no episódio 8 a Clarke não aparece e não fala nada sobre depois do que houve com a Lexa, então pode ser que eles fizeram um "teste" pra ver o que o público acharia sobre a morte da Lexa, pra posteriormente decidir se a morte dela é definitiva ou não e como ela era uma personagem icônica, isso só reforça essa possibilidade dela voltar/não estar morta (literalmente ou não).
Jessica Jones (1ª Temporada)
4.1 1,1K Assista AgoraEu simplesmente adorei, talvez pelo fato de nunca ter lido uma HQ da Jessica Jones, então por isso eu comecei a assistir sem esperar muito, sem sequer conhecer algo sobre, mas decidi me arriscar ainda sim, até porque fiz a mesma coisa com o Demolidor anteriormente e deu bastante certo, me agradou imensuravelmente. Enfim, a serie tem suas falhas de roteiro, atuação e filmagem, mas a história me prendeu, talvez pela curiosidade justamente por não saber o que iria acontecer e o suspense que conduz cada episódio, deixando o espectador ainda mais curioso. Mas, claro, fora isso achei bem bacana, até por essa situação em que vemos na serie e se reflete na vida real, quando vivenciamos relacionamentos abusivos, principalmente as mulheres que costumam ser mais vítimas desse tipo de coisa, e a serie consegue abordar de forma cuidadosa e séria o assunto. Eu gostei também do humor elaborado pra cada momento adequado (ou não), e a serie é do tipo em que cada episódio é tão diferente um do outro, que faz com que não acabe se tornando repetitivo, mesmo que os motivos por trás de tudo sejam o mesmo e gostei do desfecho (mais do que o desfecho do Demolidor), teve o que podemos chamar de "final" e "justiça" (embora ouvi alguns boatos de que algo poderá acontecer que tratá alguns pesadelos de volta), em suma, eu particularmente gostei da atuação da Krysten Ritter, principalmente
quando a Trish ta na ambulância por ter tomado as pílulas e ela fica desesperada, chorando e apreensiva.