A premissa kafkiana da história é muito boa (não conheço o conto que serviu de inspiração). A execução foi interessante, com uma narrativa pensada para ser propositalmente caótica e engraçadinha.
No meio de uma profusão de comédias de Natal insossas em todos os serviços de streaming, essa aqui se destaca. O humor de Rowan Atkinson ainda é muito eficiente e rende várias cenas "épicas". Em uma comédia, queremos primeiro rir, depois pensamos em detalhes como a verossimilhança da história. E aqui a gente consegue rir várias vezes. Honestamente, salvou a minha temporada de "filmes natalinos", porque tava difícil achar algum minimamente bom.
Não é um filme "ruim" (há muitos filmes de Natal piores), tem uma mensagem interessante (a de as mulheres assumirem a maior parte das responsabilidades pelas festas de final de ano, mas sem receber a devida valorização por isso), mas também não é nenhuma obra-prima. Achei que alguns dramas paralelos não foram suficientemente desenvolvidos. E, pelo amor de Deus, a Taylor é a pessoa mais escrota do mundo com o cunhado dela.
Já esperava que não estivesse à altura do primeiro, mas conseguiu ser pior do que eu imaginava. Ainda que eu tenha tentado "esquecer" que é só uma história e não precisa fazer sentido sempre, pareceu-me muito inverossímil tudo o que Victor conseguiu fazer para impedir que o pai conseguisse aquele maldito urso. Além disso, não houve um desenvolvimento crível nos personagens que justificasse a "redenção" deles ao final. E, fala sério, se o teu marido se mostra ser um completo psicopata, isso não estragaria o seu Natal? Pois aqui isso não teve nenhum impacto.
Nos últimos anos, têm surgido tantos filmes de Natal sobre famílias "disfuncionais" que se reúnem no fim do ano, mas este filme aqui já tinha um enredo semelhante em 1952. É a família de um clérigo, com filhos que vivem cada um seus dramas pessoais, e muito disso por não terem uma relação saudável com a figura do pai. No Natal da história, é chegado o momento de enfim colocarem em pratos limpos as relações familiares. Embora o desenvolvimento por vezes tenha me parecido acelerado, esse filme ainda tem aquelas boas narrativas que caracterizavam os filmes dos anos 40 e 50, e no diálogo entre o clérigo e Margaret, já na parte final da história, há uma ótima discussão existencialista.
Achei que teve um bom desenvolvimento e criou algumas tensões bem interessantes. Embora reconheça que esse tipo de filme sempre terá que lidar com os estereótipos, não deixo de lamentar a necessidade de tudo se resolver rapidamente no final (sobretudo quando um dos personagens não merece). Em todo caso, é um filme de que gostei de assistir. É mais um filme a explorar o tema dos "segredos familiares". Ultimamente, são vários os filmes e séries de Natal que exploram a questão dos segredos.
Uma das obras mais tristes já feitas sobre o Natal. Algumas histórias podem parecer melhores do que outras, mas todas são tristes e melancólicas. E isso é um elogio. Também gostei bastante do nível de tensão que existe na maior parte das histórias. E tenho uma suspeita de que o diretor se inspirou em "Anjo de vidro", que eu amo.
Há oito décadas já tinha filme com homens fazendo homices (vale para o protagonista e para o ex-marido). Em todo caso, é uma história que busca passar uma mensagem positiva, de valorizar determinadas coisas na vida, sem se iludir com outras que podem custar muito caro (e às vezes levando a erros que não podem ser consertados). E toda a história começa com um gesto de generosidade na Véspera de Natal, gesto, aliás, que seria muito improvável nos dias atuais.
Cheguei até esse filme procurando por "filmes de Natal". Bem, não deixa de ser também! A história mais underground possível de Natal, e isso é ótimo, porque, convenhamos, os filmes de Natal atuais, com raras exceções, estão em uma mesmice burguesa terrível. Uma história como essa é, muito vezes, muito mais próxima do "mundo real" do que os cenários que são criados nos filmes tradicionais de Natal. Adorei!
Tenho a impressão de que, nos últimos anos, os únicos filmes de Natal que se salvam são os que não foram feitos nos Estados Unidos. Este é um filme que tem lá sua "lição de moral" por trás (mas uma lição de moral das mais justas nos tempos atuais) e, ao mesmo tempo, é uma comédia honesta, bem conduzida e que entretém durante todo o tempo. O fato de serem italianos parece que deixa algumas cenas até mais engraçadas.
Este é um filme com mais de 50 anos, cuja história se passa há 90 anos... E, no entanto, não é difícil perceber que é melhor do que a maioria dos filmes de Natal que têm surgido nos últimos anos. É uma história bonita, não exatamente original, mas contada de um jeito agradável, com um desenvolvimento interessante dos personagens.
Há o drama principal, que é o do pai que não chega em casa, mas enquanto isso há o drama do filho-narrador, às voltas com os desafios do seu próprio amadurecimento. E cada um dos filhos parece ter uma história que merecia ser aprofundada também (talvez o seja no livro que serviu de base).
Há cenas que não parecem contribuir exatamente para a trama, como as que se passam durante um culto de Natal, mas mesmo isso tem a sua beleza e talvez um sentido maior.
Embora haja um término mais ou menos feliz, com a crença no amor como algo capaz de vencer os obstáculos, é interessante que não terminaram os desafios, ou seja, não é aquele tipo de filme em que tudo se resolveu. Houve algumas soluções momentâneas, adotadas em nome do Natal, mas muito mais haveria ainda a ser feito. Achei isso legal.
Muito bacana acompanhar uma história que se passa nos anos imediatos à Grande Depressão nos EUA e os efeitos que isso teve na vida das pessoas, além de ser interessante observar aspectos da cultura e da educação austera daquela gente.
Vale mais a pena que a maior parte dos filmes de Natal da Netflix.
É uma história bonita, voltada talvez a uma publico um pouco mais infantil, mas traz uma mensagem importante sobre serem as pessoas que fazem o Natal. As coisas já andavam mal no jeito como as pessoas comemoravam o Natal em 1984, imagine então na atualidade. Precisamos de alguns anjos por aqui.
Pegaram todos os clichês dos filmes de troca de corpos, colocaram em um ambiente de Natal e fizeram pior. A única coisa mais ou menos engraçada foi a troca entre o bebê e o cachorro, mas foi pouco explorada. E tem outra,
Tenho percebido um aumento dos filmes e das séries de Natal que focam "segredos de família", às vezes de toda uma vida, às vezes circunstanciais, como o desta série, mas ainda segredos que, de alguma forma, desestruturam a família envolvida. No Natal, tem-se sempre a ideia de que as pessoas devem encontrar suas famílias e ser felizes juntos, mas isso frequentemente mascara realidades que só a muito custo são descobertas.
Nesta série há também alguns segredos, e o protagonista definitivamente não lida nada bem com eles. Sua falta de maturidade é nítida, e por isso mesmo convincente, pois é o que enxergamos com frequência na vida real também. Mas esta série tem, durante a maior parte do tempo, uma pegada leva e divertida, às vezes bem cômica mesmo, o que inclui alguns bons momentos a la Lucas Silva e Silva, "onde tudo pode acontecer".
Há uma parte dramática que, ao fim, se resolve da mesma maneira que são resolvidos os problemas de todos os filmes-clichês de Natal, mas, de qualquer forma, essa ainda é uma experiência bem mais válida do que a de que quase todos os filmes de Natal que estão no catálogo da Netflix (tem cada coisa horrorosa!). Esta série entretem bem e tem como um dos pontos mais fortes a trilha sonora, que realmente esteve muito acima da média.
Incrível como os filmes antigos tinham um ritmo e uma narrativa invejáveis, bem mais construídos e desenvolvidos, difíceis de se encontrar nos filmes de streaming hoje. Este mesmo não é dos meus favoritos, mas ainda está à frente da maior parte dos filmes associados ao Natal que estão na Netflix.
Este sim é um bom filme-clichê de Natal, não como certas coisas horrorosas que têm sido feitas recentemente e divulgadas na Netflix. Uma história bem Sessão da Tarde que mantém a nossa atenção e garante um bom entretenimento.
Não funciona como drama, não funciona como comédia, não funciona como romance e, pelo menos para mim, não funciona sequer como clichê. Já fizeram filmes-clichês de Natal muito melhores.
Muitas vezes, o Natal das pessoas não é muito mais que isso: uma série de tradições que são seguidas e que não podem nunca ser quebradas, mesmo que ninguém entenda muito bem qual a razão por trás delas. Esse apego exagerado e sem sentido às tradições se torna muito mais visível quando um elemento de fora é inserido no meio desse ambiente. O filme faz isso ao colocar um indiano no meio das tradições norueguesas.
Acho que é um filme interessante por problematizar a questão das tradições, ainda que a execução não tenha sido nada de extraordinário e, inclusive, o desfecho pareça ter sido bem mais acelerado do que fariam crer os problemas vivenciadas pelo casal.
Veneno
3.3 35 Assista AgoraA premissa kafkiana da história é muito boa (não conheço o conto que serviu de inspiração). A execução foi interessante, com uma narrativa pensada para ser propositalmente caótica e engraçadinha.
The Resemblance
3.2 4 Assista AgoraForte, e tem a vantagem de não dar a resposta pronta. Mas não fui tão fã do final.
E Depois?
3.2 76 Assista AgoraDilacerante.
Homem X Bebê
3.3 31 Assista AgoraNo meio de uma profusão de comédias de Natal insossas em todos os serviços de streaming, essa aqui se destaca. O humor de Rowan Atkinson ainda é muito eficiente e rende várias cenas "épicas". Em uma comédia, queremos primeiro rir, depois pensamos em detalhes como a verossimilhança da história. E aqui a gente consegue rir várias vezes. Honestamente, salvou a minha temporada de "filmes natalinos", porque tava difícil achar algum minimamente bom.
Um. Natal. Surreal.
2.7 55 Assista AgoraNão é um filme "ruim" (há muitos filmes de Natal piores), tem uma mensagem interessante (a de as mulheres assumirem a maior parte das responsabilidades pelas festas de final de ano, mas sem receber a devida valorização por isso), mas também não é nenhuma obra-prima. Achei que alguns dramas paralelos não foram suficientemente desenvolvidos. E, pelo amor de Deus, a Taylor é a pessoa mais escrota do mundo com o cunhado dela.
Um Herói de Brinquedo 2
2.4 26 Assista AgoraJá esperava que não estivesse à altura do primeiro, mas conseguiu ser pior do que eu imaginava. Ainda que eu tenha tentado "esquecer" que é só uma história e não precisa fazer sentido sempre, pareceu-me muito inverossímil tudo o que Victor conseguiu fazer para impedir que o pai conseguisse aquele maldito urso. Além disso, não houve um desenvolvimento crível nos personagens que justificasse a "redenção" deles ao final. E, fala sério, se o teu marido se mostra ser um completo psicopata, isso não estragaria o seu Natal? Pois aqui isso não teve nenhum impacto.
Nosso Natal em Família
4.0 2Nos últimos anos, têm surgido tantos filmes de Natal sobre famílias "disfuncionais" que se reúnem no fim do ano, mas este filme aqui já tinha um enredo semelhante em 1952. É a família de um clérigo, com filhos que vivem cada um seus dramas pessoais, e muito disso por não terem uma relação saudável com a figura do pai. No Natal da história, é chegado o momento de enfim colocarem em pratos limpos as relações familiares. Embora o desenvolvimento por vezes tenha me parecido acelerado, esse filme ainda tem aquelas boas narrativas que caracterizavam os filmes dos anos 40 e 50, e no diálogo entre o clérigo e Margaret, já na parte final da história, há uma ótima discussão existencialista.
Um Natal Quase Perfeito
3.2 22Consegue entreter, tem alguns momentos um pouco mais engraçados, e alguns dramas um pouco mais fortes, mas nada que faça o filme sair da média.
Alguém Avisa?
3.5 352 Assista AgoraAchei que teve um bom desenvolvimento e criou algumas tensões bem interessantes. Embora reconheça que esse tipo de filme sempre terá que lidar com os estereótipos, não deixo de lamentar a necessidade de tudo se resolver rapidamente no final (sobretudo quando um dos personagens não merece). Em todo caso, é um filme de que gostei de assistir. É mais um filme a explorar o tema dos "segredos familiares". Ultimamente, são vários os filmes e séries de Natal que exploram a questão dos segredos.
Natal
4.0 1Uma das obras mais tristes já feitas sobre o Natal. Algumas histórias podem parecer melhores do que outras, mas todas são tristes e melancólicas. E isso é um elogio. Também gostei bastante do nível de tensão que existe na maior parte das histórias. E tenho uma suspeita de que o diretor se inspirou em "Anjo de vidro", que eu amo.
O Natal de Angela 2
4.0 20 Assista AgoraEmbora eu prefira o anterior, acho que este ainda é bastante significativo e bonito.
O Natal de Angela
4.0 55 Assista AgoraLindo, com mensagem mais edificante que a maior parte dos filmes de Natal ditos adultos e que pretendem passar uma lição.
O Verdadeiro Espírito do Natal
3.7 5 Assista AgoraHá oito décadas já tinha filme com homens fazendo homices (vale para o protagonista e para o ex-marido). Em todo caso, é uma história que busca passar uma mensagem positiva, de valorizar determinadas coisas na vida, sem se iludir com outras que podem custar muito caro (e às vezes levando a erros que não podem ser consertados). E toda a história começa com um gesto de generosidade na Véspera de Natal, gesto, aliás, que seria muito improvável nos dias atuais.
Padrinhos de Tóquio
4.3 207História bonita e bem construída, com personagens significativos.
Tangerina
4.0 297Cheguei até esse filme procurando por "filmes de Natal". Bem, não deixa de ser também! A história mais underground possível de Natal, e isso é ótimo, porque, convenhamos, os filmes de Natal atuais, com raras exceções, estão em uma mesmice burguesa terrível. Uma história como essa é, muito vezes, muito mais próxima do "mundo real" do que os cenários que são criados nos filmes tradicionais de Natal. Adorei!
O Preço da Família
3.2 19 Assista AgoraTenho a impressão de que, nos últimos anos, os únicos filmes de Natal que se salvam são os que não foram feitos nos Estados Unidos. Este é um filme que tem lá sua "lição de moral" por trás (mas uma lição de moral das mais justas nos tempos atuais) e, ao mesmo tempo, é uma comédia honesta, bem conduzida e que entretém durante todo o tempo. O fato de serem italianos parece que deixa algumas cenas até mais engraçadas.
Venha Passar o Natal Conosco, Papai
3.6 1Este é um filme com mais de 50 anos, cuja história se passa há 90 anos... E, no entanto, não é difícil perceber que é melhor do que a maioria dos filmes de Natal que têm surgido nos últimos anos. É uma história bonita, não exatamente original, mas contada de um jeito agradável, com um desenvolvimento interessante dos personagens.
Há o drama principal, que é o do pai que não chega em casa, mas enquanto isso há o drama do filho-narrador, às voltas com os desafios do seu próprio amadurecimento. E cada um dos filhos parece ter uma história que merecia ser aprofundada também (talvez o seja no livro que serviu de base).
Há cenas que não parecem contribuir exatamente para a trama, como as que se passam durante um culto de Natal, mas mesmo isso tem a sua beleza e talvez um sentido maior.
Embora haja um término mais ou menos feliz, com a crença no amor como algo capaz de vencer os obstáculos, é interessante que não terminaram os desafios, ou seja, não é aquele tipo de filme em que tudo se resolveu. Houve algumas soluções momentâneas, adotadas em nome do Natal, mas muito mais haveria ainda a ser feito. Achei isso legal.
Muito bacana acompanhar uma história que se passa nos anos imediatos à Grande Depressão nos EUA e os efeitos que isso teve na vida das pessoas, além de ser interessante observar aspectos da cultura e da educação austera daquela gente.
Vale mais a pena que a maior parte dos filmes de Natal da Netflix.
Uma História Natalina
3.7 3É uma história bonita, voltada talvez a uma publico um pouco mais infantil, mas traz uma mensagem importante sobre serem as pessoas que fazem o Natal. As coisas já andavam mal no jeito como as pessoas comemoravam o Natal em 1984, imagine então na atualidade. Precisamos de alguns anjos por aqui.
Trocados
2.8 112 Assista AgoraPegaram todos os clichês dos filmes de troca de corpos, colocaram em um ambiente de Natal e fizeram pior. A única coisa mais ou menos engraçada foi a troca entre o bebê e o cachorro, mas foi pouco explorada. E tem outra,
só o piá se deu mal, porque Yale não quis ele.
Também acho que, se esse tipo de troca acontecesse na realidade, ninguém em sã consciência iria esconder o que aconteceu.
Um Natal Nada Normal
3.3 16 Assista AgoraTenho percebido um aumento dos filmes e das séries de Natal que focam "segredos de família", às vezes de toda uma vida, às vezes circunstanciais, como o desta série, mas ainda segredos que, de alguma forma, desestruturam a família envolvida. No Natal, tem-se sempre a ideia de que as pessoas devem encontrar suas famílias e ser felizes juntos, mas isso frequentemente mascara realidades que só a muito custo são descobertas.
Nesta série há também alguns segredos, e o protagonista definitivamente não lida nada bem com eles. Sua falta de maturidade é nítida, e por isso mesmo convincente, pois é o que enxergamos com frequência na vida real também. Mas esta série tem, durante a maior parte do tempo, uma pegada leva e divertida, às vezes bem cômica mesmo, o que inclui alguns bons momentos a la Lucas Silva e Silva, "onde tudo pode acontecer".
Há uma parte dramática que, ao fim, se resolve da mesma maneira que são resolvidos os problemas de todos os filmes-clichês de Natal, mas, de qualquer forma, essa ainda é uma experiência bem mais válida do que a de que quase todos os filmes de Natal que estão no catálogo da Netflix (tem cada coisa horrorosa!). Esta série entretem bem e tem como um dos pontos mais fortes a trilha sonora, que realmente esteve muito acima da média.
Agora Seremos Felizes
4.0 94 Assista AgoraIncrível como os filmes antigos tinham um ritmo e uma narrativa invejáveis, bem mais construídos e desenvolvidos, difíceis de se encontrar nos filmes de streaming hoje. Este mesmo não é dos meus favoritos, mas ainda está à frente da maior parte dos filmes associados ao Natal que estão na Netflix.
PS: Aquela Tootie era o próprio diabo, pelamor.
A Pequena Milionária
3.7 22Este sim é um bom filme-clichê de Natal, não como certas coisas horrorosas que têm sido feitas recentemente e divulgadas na Netflix. Uma história bem Sessão da Tarde que mantém a nossa atenção e garante um bom entretenimento.
O Natal Está no Ar
2.6 23Não funciona como drama, não funciona como comédia, não funciona como romance e, pelo menos para mim, não funciona sequer como clichê. Já fizeram filmes-clichês de Natal muito melhores.
O Natal de Costume
2.6 23 Assista AgoraMuitas vezes, o Natal das pessoas não é muito mais que isso: uma série de tradições que são seguidas e que não podem nunca ser quebradas, mesmo que ninguém entenda muito bem qual a razão por trás delas. Esse apego exagerado e sem sentido às tradições se torna muito mais visível quando um elemento de fora é inserido no meio desse ambiente. O filme faz isso ao colocar um indiano no meio das tradições norueguesas.
Acho que é um filme interessante por problematizar a questão das tradições, ainda que a execução não tenha sido nada de extraordinário e, inclusive, o desfecho pareça ter sido bem mais acelerado do que fariam crer os problemas vivenciadas pelo casal.