Lembro que assisti pela primeira vez uns boooons anos atrás, numa época que todos os filmes do Tarantino ainda estavam bem frescos na mente, e sendo indicação de uma pessoa querida, lembro que fiquei: uaaaaaau, krl, que f#da, que loucura.
Revendo hoje, em um outro momento da vida, já podendo e querendo rever todos esses títulos, o que me chamou atenção não foi a teoria, foi o cenário que evocou uma nostalgia que bateu forte. Não sei, parece que fui brevemente transportado pra essa outra época, num domingo à noite conversando sobre assuntos que já não converso mais.
Além de "A Falecida", o curta tem também como fundamento a canção "O X do Problema", composição de Noel Rosa e com diversas interpretações ao longo do tempo. Deixo duas: Aracy de Almeida e Teresa Cristina.
Um curta lento, melancólico e frio. Uma madrugada urbana transformada em arte.
Ao meu sentir, tudo conseguiu se encaixar dentro dessa proposta. A montagem com os três sempre se revezando na sequência ficou muito bem-feita, e destaco o silêncio como forma de expressar o vazio, um vazio de quando o desespero bate de forma consciente, aquela tristeza profunda sem grito e sem choro, apenas o silêncio.
6 anos depois de assistir pela primeira vez e até comentar aqui no Filmow, voltei a trombar com Pop Killer.
Retiro a parte de ser ruim, o roteiro é ótimo e assustadoramente atual, principalmente em tempos de redes sociais em que vale TUDO pelo engajamento (e já valia antes com a TV, os anos 90 que o diga). A arte imita a vida e a vida imita a arte. Não consigo conceber como uma simples obra de ficção, é uma coisa muito real do nosso cotidiano, ao ponto de o horror ter se tornado banal.
O que ferra um pouco o curta é que o Wagner Moura já é gigante atuando desde o começo da carreira, engolindo completamente o parceiro de cena. Um desbalanço que, na interpretação das vozes da minha cabeça, acaba sendo respondido ironicamente dentro da própria obra: "detesto figuração".
A história do Muybridge é bem interessante, ele basicamente inaugurou o macabro no cinema antes do cinema existir, o que viria a influenciar vários outros, entre eles Lumiére e Walt Disney. Fotografo de profissão, deixou a Inglaterra para ir fotografar as paisagens dos EUA e desenvolveu um interesse pela morte. As fotografias não são enxergadas aqui como criação de vida e sim a projeção de fantasmas que já existiram um dia e hoje não mais representados na tela. Fotografava esqueletos de animais com essa intenção e lançou esse ''stop motion'' visionário aqui, um prelúdio das caveiras que viriam nas décadas seguintes.
Meu Amigo Nietzsche
4.2 79Visto em 2018 e revisto em 2026.
Esse curta tá envelhecendo como vinho.
O Código Tarantino
4.4 713Lembro que assisti pela primeira vez uns boooons anos atrás, numa época que todos os filmes do Tarantino ainda estavam bem frescos na mente, e sendo indicação de uma pessoa querida, lembro que fiquei: uaaaaaau, krl, que f#da, que loucura.
Revendo hoje, em um outro momento da vida, já podendo e querendo rever todos esses títulos, o que me chamou atenção não foi a teoria, foi o cenário que evocou uma nostalgia que bateu forte. Não sei, parece que fui brevemente transportado pra essa outra época, num domingo à noite conversando sobre assuntos que já não converso mais.
É, amigos, bateu.
Matinta
4.0 14Eu quero.
A Dama do Estácio
3.6 38Além de "A Falecida", o curta tem também como fundamento a canção "O X do Problema", composição de Noel Rosa e com diversas interpretações ao longo do tempo. Deixo duas: Aracy de Almeida e Teresa Cristina.
Nada
4.1 12BH é quem?
BH é nóis!
Noite Fria
3.2 13Um curta lento, melancólico e frio. Uma madrugada urbana transformada em arte.
Ao meu sentir, tudo conseguiu se encaixar dentro dessa proposta. A montagem com os três sempre se revezando na sequência ficou muito bem-feita, e destaco o silêncio como forma de expressar o vazio, um vazio de quando o desespero bate de forma consciente, aquela tristeza profunda sem grito e sem choro, apenas o silêncio.
Rádio Gogó
3.0 2Surpreendentemente bom, simples e gostosinho de assistir; com menção honrosa pra trilha sonora.
Pop Killer
2.9 86 anos depois de assistir pela primeira vez e até comentar aqui no Filmow, voltei a trombar com Pop Killer.
Retiro a parte de ser ruim, o roteiro é ótimo e assustadoramente atual, principalmente em tempos de redes sociais em que vale TUDO pelo engajamento (e já valia antes com a TV, os anos 90 que o diga). A arte imita a vida e a vida imita a arte. Não consigo conceber como uma simples obra de ficção, é uma coisa muito real do nosso cotidiano, ao ponto de o horror ter se tornado banal.
O que ferra um pouco o curta é que o Wagner Moura já é gigante atuando desde o começo da carreira, engolindo completamente o parceiro de cena. Um desbalanço que, na interpretação das vozes da minha cabeça, acaba sendo respondido ironicamente dentro da própria obra: "detesto figuração".
Lady Gaga feat. Beyoncé: Telephone
4.3 7Clássico!
Je Vous Aime
3.4 3O contexto da criação foi muito nobre
O Avião do Mickey
4.0 21QUE ISSO, MICKEY?
Monkeyshines, No. 1
2.6 18DESCUBRA!
Leisurely Pedestrians, Open Topped Buses and Hansom Cabs with Trotting …
2.0 3Foi considerado lost film até ser redescoberto em 2019
Obs: reportei para o site, a data certa é 1889 e não 1989
Accordion Player
3.3 12Hoje é dia de rock, bb
Roundhay Garden Scene
3.8 39O mais impressionante é o desenvolvimento dos personagens, muito bom
Traffic Crossing Leeds Bridge
3.7 19Um dia normal em 1888 que foi eternizado
Man Walking Around the Corner
2.8 13Me trouxe a lembrança de algumas músicas do The Doors: People Are Strange e Riders on the Storm.
Child Bringing Bouquet to Woman
3.6 7Um trem até meio teatro da Grécia Antiga
Capybara Walking
3.3 1Os primórdios de ''filmar'' bichinhos fofos para postar na internet só que em 1887
L’homme machine
3.2 1Étienne-Jules Marey foi um cientista e inventor, essa obra tinha um cunho científico na área da fisiologia.
Buffalo Running
3.5 5Buffalo Buffalo Buffalo Buffalo Bill
Skeleton of Horse
3.7 1A história do Muybridge é bem interessante, ele basicamente inaugurou o macabro no cinema antes do cinema existir, o que viria a influenciar vários outros, entre eles Lumiére e Walt Disney. Fotografo de profissão, deixou a Inglaterra para ir fotografar as paisagens dos EUA e desenvolveu um interesse pela morte. As fotografias não são enxergadas aqui como criação de vida e sim a projeção de fantasmas que já existiram um dia e hoje não mais representados na tela. Fotografava esqueletos de animais com essa intenção e lançou esse ''stop motion'' visionário aqui, um prelúdio das caveiras que viriam nas décadas seguintes.
Athlete Swinging a Pick
3.0 4Rapaz, isso aqui foi perigoso...
Les Chiens Savants
3.8 2Que bonitinhos os cachorrinhos pulando