Depois do clímax da segunda temporada, o que acontece por aqui é um processo gradativo de desinteresse pelo desdobramento da trama rumo a um dos finais mais previsíveis que já vi por aí.
Gosto de como a série promete ficar em pé mesmo fora dos jogos até determinado momento. Detesto que tenham dividido uma temporada em duas somente para criar uma "ponte" e matar o clímax da temporada.
Chegando na série muito tempo depois do hype e é interessante como "Round 6" marcou uma virada no consumo do audiovisual sul-coreano lá em 2021 com conteúdo e valor estético. A série é inteligente, precisa e sabe dosar o drama, por mais que algumas coisas sejam óbvias a nível de roteiro. Torcendo para que as demais temporadas se mantenham em pé de forma coerente.
Tirando o fato de que o algoritmo da Netflix não me indica mais nada que não seja dorama depois que eu assisti isso aqui, eu adoro as beiradas dessa trama. Me refiro à maneira como temas como a amizade e o envelhecimento são retratados, ressaltando mesmo que à paisana alguns elementos sociais críticos na sociedade hipercompetitiva que é a sul-coreana. Para mim, perde o fôlego quando o romance dos protagonistas engata, sobrando menos espaço para aquilo que mais me interessava.
Eu subestimei esse dorama com força e paguei com a língua. Série inteligente que sabe muito bem dosar o romance com a intriga política. A guinada do roteiro nos últimos episódios é um deleite. Tudo isso costurado por um respeito muito bonito pela culinária, a francesa e a sul-coreana.
Comecei a ficar desesperado com o plot desta temporada com a inserção de tantos elementos "novos" e a missão de amarrar muito bem o laço em 8 episódios. Terminei em estado meio catatônico e com preguiça de procurar as pontas soltas de tão complexo que a coisa ficou. Final decente que não deixará saudades.
"Marco Polo" é uma baita produção, isso é inegável, mas peca em alguns quesitos que são fundamentais, sobretudo em séries que retratam períodos históricos, como o roteiro. Sinto que a série traça relações muito fracas entre os episódios e quase não há um "gancho" que sustente o interesse de quem assiste. Isso mais o carisma de uma porta do protagonista, cujos atos perdem a relevância e nos entendiam quando são o centro da narrativa. Há histórias secundárias, por outro lado, que são muito mais interessantes e tem um desdobramento lento (ou inexistente), como é o caso da concubina Jing Fei. As atuações de Benedict Wong e Chin Han, operando como os dois pólos do conflito, também são excelentes.
Mesmo com os claros acenos a clássicos da ficção científica como H.G. Wells e Arthur C. Clarke, nada em "O Problema dos 3 Corpos" é óbvio, o que me deixa querendo muito abandonar a adaptação em andamento para correr atrás do livros de Cixin Liu. A produção, no entanto, é fina e bem realizada, com ótimos diálogos e um bom jogo dramático. A ver como todas as pontas levantadas nesta primeira temporada serão amarradas nas próximas.
Maratonei loucamente, mais pelo intuito de chegar mesmo ao fim da série. É a temporada em que as protagonistas estão mais distantes uma da outra e mais envoltas com questões pessoais, o que faz com que a curva de suas histórias e personalidades mude de rota e não agrade a todos. Nesse ponto, gostei mais do desenvolvimento da Eve que do da Villanelle. A química entre as duas, por outro lado, segue explosiva.
Poxa, tem algo que me incomoda no andamento do roteiro desta temporada. As coisas parecem demorar a engatar até que todas as engrenagens estejam no lugar certo, mas ainda assim é sensacional acompanhar essas duas.
A genialidade da série permanece, mantendo a acidez do humor enquanto adensa as questões sociopolíticas mais críticas e estabelece pontes necessárias para compreendermos a balança do poder no mundo: a travessia da fronteira México x EUA, a colonização predatória e violenta de israel sobre as terras palestinas. Há também momentos belíssimos em que o sentido de família grita e é inevitável perder lágrimas. Uma preciosidade, de verdade.
Assim que terminei de ver "Asura", uma das melhores coisas que assisti nos últimos anos, corri para ver "Makanai", também disponível na Netflix. É simplesmente lindo como duas séries tão distintas carregam a marca da sensibilidade do Koreeda, com um mundo inteiro cabendo em cada detalhe do texto, do gesto, da cena, o que já conhecemos bem pelos seus filmes. Que alegria é viver na mesma época deste diretor, de verdade.
Mohammed Amer é um GÊNIO! "Mo" tem um roteiro brutal e angustiante, pois sabemos que as mazelas apresentadas na série são comuns a centenas de milhares de pessoas migrantes no mundo (sobretudo as que são cotidianamente mastigadas nos EUA), mas amarra ao mordaz uma comédia irônica, que insiste em jogar na cara da audiência questões que muitas vezes podem passar despercebidas para os mais leigos em história e geopolítica. Há também uma sensibilidade muito própria nesta série, que abraça as personagens mais marginalizadas da sociedade estadunidense e as faz protagonistas. Um primor, para rir e para chorar.
Uma leitura turca de "Frankenstein". O que é super interessante, não fossem os problemas no roteiro que fazem com que seja desafiador vencer o tédio e avançar pelos episódios.
A nova série surgiu do nada no catálogo da Netflix, sem sequer uma chamada na página do streaming, zero propagandas (mesmo após o sucesso que "Monster" provou ser nos cinemas há não muito tempo). Mas, como tudo o que o Koreeda nos apresenta, a série é puro ouro, dessas que serão aquelas joias raras escondidas no catálogo. É linda a construção das personagens, das cenas, das relações que vagam entre o conflito e a cumplicidade, da maneira como as questões de gênero são trabalhadas. Vejam e se apaixonem.
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 317 Assista AgoraDepois do clímax da segunda temporada, o que acontece por aqui é um processo gradativo de desinteresse pelo desdobramento da trama rumo a um dos finais mais previsíveis que já vi por aí.
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista AgoraGosto de como a série promete ficar em pé mesmo fora dos jogos até determinado momento. Detesto que tenham dividido uma temporada em duas somente para criar uma "ponte" e matar o clímax da temporada.
Round 6 (1ª Temporada)
4.0 1,3K Assista AgoraChegando na série muito tempo depois do hype e é interessante como "Round 6" marcou uma virada no consumo do audiovisual sul-coreano lá em 2021 com conteúdo e valor estético. A série é inteligente, precisa e sabe dosar o drama, por mais que algumas coisas sejam óbvias a nível de roteiro. Torcendo para que as demais temporadas se mantenham em pé de forma coerente.
O Amor Mora ao Lado
3.6 43 Assista AgoraTirando o fato de que o algoritmo da Netflix não me indica mais nada que não seja dorama depois que eu assisti isso aqui, eu adoro as beiradas dessa trama. Me refiro à maneira como temas como a amizade e o envelhecimento são retratados, ressaltando mesmo que à paisana alguns elementos sociais críticos na sociedade hipercompetitiva que é a sul-coreana. Para mim, perde o fôlego quando o romance dos protagonistas engata, sobrando menos espaço para aquilo que mais me interessava.
Bon Appétit, Vossa Majestade
4.1 26 Assista AgoraEu subestimei esse dorama com força e paguei com a língua. Série inteligente que sabe muito bem dosar o romance com a intriga política. A guinada do roteiro nos últimos episódios é um deleite. Tudo isso costurado por um respeito muito bonito pela culinária, a francesa e a sul-coreana.
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3KComecei a ficar desesperado com o plot desta temporada com a inserção de tantos elementos "novos" e a missão de amarrar muito bem o laço em 8 episódios. Terminei em estado meio catatônico e com preguiça de procurar as pontas soltas de tão complexo que a coisa ficou. Final decente que não deixará saudades.
Dark (2ª Temporada)
4.5 905Amei cada segundo que duvidei da minha sanidade assistindo esta temporada.
Marco Polo (1ª Temporada)
4.2 227 Assista Agora"Marco Polo" é uma baita produção, isso é inegável, mas peca em alguns quesitos que são fundamentais, sobretudo em séries que retratam períodos históricos, como o roteiro. Sinto que a série traça relações muito fracas entre os episódios e quase não há um "gancho" que sustente o interesse de quem assiste. Isso mais o carisma de uma porta do protagonista, cujos atos perdem a relevância e nos entendiam quando são o centro da narrativa. Há histórias secundárias, por outro lado, que são muito mais interessantes e tem um desdobramento lento (ou inexistente), como é o caso da concubina Jing Fei. As atuações de Benedict Wong e Chin Han, operando como os dois pólos do conflito, também são excelentes.
O Problema dos 3 Corpos (1ª Temporada)
3.5 207 Assista AgoraMesmo com os claros acenos a clássicos da ficção científica como H.G. Wells e Arthur C. Clarke, nada em "O Problema dos 3 Corpos" é óbvio, o que me deixa querendo muito abandonar a adaptação em andamento para correr atrás do livros de Cixin Liu. A produção, no entanto, é fina e bem realizada, com ótimos diálogos e um bom jogo dramático. A ver como todas as pontas levantadas nesta primeira temporada serão amarradas nas próximas.
Killing Eve - Dupla Obsessão (4ª Temporada)
2.7 118 Assista AgoraMe avisaram tanto, mas TANTO, que esse final era tenebroso, mas eu fui lá e busquei a humilhação. Que tristeza de final...
Killing Eve - Dupla Obsessão (3ª Temporada)
3.8 174 Assista AgoraMaratonei loucamente, mais pelo intuito de chegar mesmo ao fim da série. É a temporada em que as protagonistas estão mais distantes uma da outra e mais envoltas com questões pessoais, o que faz com que a curva de suas histórias e personalidades mude de rota e não agrade a todos. Nesse ponto, gostei mais do desenvolvimento da Eve que do da Villanelle. A química entre as duas, por outro lado, segue explosiva.
Killing Eve - Dupla Obsessão (2ª Temporada)
4.2 218 Assista AgoraPoxa, tem algo que me incomoda no andamento do roteiro desta temporada. As coisas parecem demorar a engatar até que todas as engrenagens estejam no lugar certo, mas ainda assim é sensacional acompanhar essas duas.
Mo (2ª Temporada)
4.0 3A genialidade da série permanece, mantendo a acidez do humor enquanto adensa as questões sociopolíticas mais críticas e estabelece pontes necessárias para compreendermos a balança do poder no mundo: a travessia da fronteira México x EUA, a colonização predatória e violenta de israel sobre as terras palestinas. Há também momentos belíssimos em que o sentido de família grita e é inevitável perder lágrimas. Uma preciosidade, de verdade.
The Boys (4ª Temporada)
3.6 372 Assista AgoraTá cada vez mais difícil continuar assistindo essa série só pela beleza do Karl Urban, viu?
Makanai: Cozinhando Para A Casa Maiko
4.2 14 Assista AgoraAssim que terminei de ver "Asura", uma das melhores coisas que assisti nos últimos anos, corri para ver "Makanai", também disponível na Netflix. É simplesmente lindo como duas séries tão distintas carregam a marca da sensibilidade do Koreeda, com um mundo inteiro cabendo em cada detalhe do texto, do gesto, da cena, o que já conhecemos bem pelos seus filmes. Que alegria é viver na mesma época deste diretor, de verdade.
Mo (1ª Temporada)
3.9 7 Assista AgoraMohammed Amer é um GÊNIO! "Mo" tem um roteiro brutal e angustiante, pois sabemos que as mazelas apresentadas na série são comuns a centenas de milhares de pessoas migrantes no mundo (sobretudo as que são cotidianamente mastigadas nos EUA), mas amarra ao mordaz uma comédia irônica, que insiste em jogar na cara da audiência questões que muitas vezes podem passar despercebidas para os mais leigos em história e geopolítica. Há também uma sensibilidade muito própria nesta série, que abraça as personagens mais marginalizadas da sociedade estadunidense e as faz protagonistas. Um primor, para rir e para chorar.
A Criatura
3.4 12 Assista AgoraUma leitura turca de "Frankenstein". O que é super interessante, não fossem os problemas no roteiro que fazem com que seja desafiador vencer o tédio e avançar pelos episódios.
Asura
4.1 6A nova série surgiu do nada no catálogo da Netflix, sem sequer uma chamada na página do streaming, zero propagandas (mesmo após o sucesso que "Monster" provou ser nos cinemas há não muito tempo). Mas, como tudo o que o Koreeda nos apresenta, a série é puro ouro, dessas que serão aquelas joias raras escondidas no catálogo. É linda a construção das personagens, das cenas, das relações que vagam entre o conflito e a cumplicidade, da maneira como as questões de gênero são trabalhadas. Vejam e se apaixonem.
A Fórmula de Sultan (1ª Temporada)
3.0 2Divertida e redondinha, perfeita para desmistificar alguns tabus do imaginário orientalista.