A MUBI anunciou que o filme seria retirado do catálogo. Corri pra assisti-lo. Senti que poderia perder uma grande oportunidade e também iria preencher um vazio de referências, da nouvelle vague, das direções aclamadas. Dá pra entender a importância de Acossado. Ainda em 2025 parece jovial, apressado, frívolo. Ao mesmo tempo não consegui me desligar do caráter de registro histórico: as ruas abarrotadas de Paris, não apenas pessoas como muitos carros também; os franceses mergulhados na crítica estética e pela voz de Michel reclamações sobre a arquitetura da cidade; os cafés sendo ponto de encontro; o banho que incluiu somente limpeza dos pés; e cigarro, quanto cigarro, como fumam, por que tanto fumam?
Os elementos do Almodóvar estavam lá! Nas cores, cenografia, fotografia, na forma como as histórias são contadas e na direção. Não ficou caricato, acredito que ele tenha conseguido uma forma de expressar sua identidade sem perder suas raizes. Só que ainda assim parece que faltou algo, que ainda não sei muito bem descrever. Talvez precise de um tempo pra digerir.
Me emocionei com as sutilezas e com a brutalidade de tantas vidas atravessadas pela falta. Todos estão em busca de algo que parece ser impossível, mas seguem abertos a viver o melhor cada dia. O final embora confuso foi um presente à nós, criou um laço simbólico pra ajudar a ilustrar um encontro feliz e mágico.
Assisti a esse filme pela primeira vez há mais de uma década atrás, antes mesmo do meu primeiro relacionamento LGBT. Me lembro que fiquei capturado por ele. Queria rever agora mas não consigo encontrar em nenhum lugar, caso alguém saiba de algum lugar em que ele esteja disponível, por favor, responda a este comentário :)
Sou fã absoluto do Almodóvar e também da Tilda, mas aqui alguma coisa não casou. Achei cansativo, arrastado. Embora tenha uma direção de fotografia interessante.
Eu tô cada vez mais fascinado com o estilo sul-coreano de contar histórias. E a crise econômica deixou marcas profundas na maneira como eles produzem cultura.
Já vi uma boa parte das obras de Almodóvar e curiosamente esse que talvez seja um clássico dele foi o último que escolhi assistir. Quem sabe até por isso estivesse esperando mais, por ter feito o caminho inverso e assistido as produções mais maduras e desenvolvidas do diretor primeiro. Uma coisa não dá pra negar: o espírito provocativo e com sub-narrativas importantes está tão presente nesse gravado há mais de 30 anos quanto no que foi lançado em 2019, Dor e Glória. Aqui o que mais se destacou pra mim foi imaginar o quão questionador e autêntico ele foi ao dar vida a personagens tão emblemáticos. Legal também ver Antônio Banderas bem novo, na fase inicial de sua carreira.
Me emocionou profundamente. Nos identificamos com o outro também pela dor. O filme nos aproxima das dores da guerra civil na Argélia, que representa uma das faces do totalitarismo e o extremismo religioso que ameaça a vida em tantos lugares. Papicha ecoa lindamente sobre como a resistência é importante e cobra preços altos. As atuações são incríveis e tem uma trilha que encaixa muito bem.
É uma aproximação com o universo do Almodóvar, talvez faça mais sentido pra quem é fã e consegue entender melhor os símbolos da vida dele na tela. É claro, não poderia faltar a metalinguagem!! Gostei do final.
Boa história, com desenvolvimento lento. Ao final, sabia que tinha achado interessante mas fiquei com uma sensação de (???), nem sei o que dizer. Pareciam várias cenas colocadas numa sequência qualquer.
Se alguém ao ler esse comentário já tiver criado uma lista sobre filmes baseados em fatos reais que retratam como tema principal ou secundário os conflitos políticos e territoriais da África no século passado, por favor me mande. Seria ótimo reunir tantas obras interessantes que contam a luta do povo Africano (até os dias atuais) pela emancipação de seus espaços. Não fazia a menor ideia sobre o contexto que envolveu a saída de Botswana da Commonwealth e foi ótimo descobrir sobre isso e repugnante ver o quanto o racismo já foi ainda mais institucional.
Não conhecia a história de Reinaldo Arenas e esse filme é um sopro de sensibilidade e uma grande aula sobre senso de comunidade. Se você de alguma se enquadra em qualquer letra do universo LGBTQI+ é obrigatório entender a luta pela qual outras pessoas passaram pra apenas ter o direito de se expressar. Javier Barden está impecável no papel de Reinaldo.
Elenco incrível, diretores impecáveis. Ansioso pra assistir e tem tudo pra ser uma experiência maravilhosa. Curioso pra saber os comentários dos cinéfilos que estiveram presentes na sessão do filme em Cannes, ao que tudo indica são pelo menos 16 só aqui no filmow.
Esperava mais. A narrativa se desenvolve lentamente em elementos sutis. Mas isso não desmerece a qualidade do roteiro, das atuações e dos elementos simbólicos incríveis. Me senti fascinado ao perceber a relação do cinema chinês na representação de Pequim. Grosseiramente, é como acompanhar os filmes americanos ao projetarem LA ou NY como referência a seus enredos ou a relação do cinema europeu com Paris e Londres. Não deveria ser surpresa, afinal, a China é uma enorme potência econômica e tambem geopolítica, mas se torna ao trazer elementos orientais que talvez não sejam familiares a quem acompanha ainda pouco a produção audiovisual do outro lado do mundo.
É simples, leve e descontraído. Você pode interpretar como uma mensagem de superficialidade sobre doenças mentais ou entender que trata-se de uma abordagem caricata, em linguagem pastelão, sobre algo importante e que precisa ser exposto que são os TOCs. Escolhi a segunda possibilidade, me parece ser a mais evidente para um produto que não é documental e que além de tudo evidencia a todo tempo a necessidade de respeito com a diferença do outro por meio da fala dos personagens.
Acossado
4.1 522 Assista AgoraA MUBI anunciou que o filme seria retirado do catálogo. Corri pra assisti-lo. Senti que poderia perder uma grande oportunidade e também iria preencher um vazio de referências, da nouvelle vague, das direções aclamadas. Dá pra entender a importância de Acossado. Ainda em 2025 parece jovial, apressado, frívolo. Ao mesmo tempo não consegui me desligar do caráter de registro histórico: as ruas abarrotadas de Paris, não apenas pessoas como muitos carros também; os franceses mergulhados na crítica estética e pela voz de Michel reclamações sobre a arquitetura da cidade; os cafés sendo ponto de encontro; o banho que incluiu somente limpeza dos pés; e cigarro, quanto cigarro, como fumam, por que tanto fumam?
O Quarto ao Lado
3.6 192 Assista AgoraOs elementos do Almodóvar estavam lá! Nas cores, cenografia, fotografia, na forma como as histórias são contadas e na direção. Não ficou caricato, acredito que ele tenha conseguido uma forma de expressar sua identidade sem perder suas raizes. Só que ainda assim parece que faltou algo, que ainda não sei muito bem descrever. Talvez precise de um tempo pra digerir.
Caminhos Cruzados
4.1 49 Assista AgoraMe emocionei com as sutilezas e com a brutalidade de tantas vidas atravessadas pela falta. Todos estão em busca de algo que parece ser impossível, mas seguem abertos a viver o melhor cada dia. O final embora confuso foi um presente à nós, criou um laço simbólico pra ajudar a ilustrar um encontro feliz e mágico.
Strapped
3.4 129Assisti a esse filme pela primeira vez há mais de uma década atrás, antes mesmo do meu primeiro relacionamento LGBT. Me lembro que fiquei capturado por ele. Queria rever agora mas não consigo encontrar em nenhum lugar, caso alguém saiba de algum lugar em que ele esteja disponível, por favor, responda a este comentário :)
Rotting in the Sun
3.5 103 Assista AgoraEsse filme fez um eco na minha cabeça por dias!
A Voz Humana
3.8 85 Assista AgoraSou fã absoluto do Almodóvar e também da Tilda, mas aqui alguma coisa não casou. Achei cansativo, arrastado. Embora tenha uma direção de fotografia interessante.
Mães Paralelas
3.7 419Tão ansioso esperando por esse filme!
Rastros de um Sequestro
3.8 608 Assista AgoraEu tô cada vez mais fascinado com o estilo sul-coreano de contar histórias. E a crise econômica deixou marcas profundas na maneira como eles produzem cultura.
Três Verões
3.2 82A Regina Casé é o ponto alto. Entrega muito.
Não Sou Eu, Eu Juro!
4.4 577Alguém tem recomendações de como assistir? Não achei em serviços de streaming conhecidos. Torrent?
A Lei do Desejo
3.8 324 Assista AgoraJá vi uma boa parte das obras de Almodóvar e curiosamente esse que talvez seja um clássico dele foi o último que escolhi assistir. Quem sabe até por isso estivesse esperando mais, por ter feito o caminho inverso e assistido as produções mais maduras e desenvolvidas do diretor primeiro. Uma coisa não dá pra negar: o espírito provocativo e com sub-narrativas importantes está tão presente nesse gravado há mais de 30 anos quanto no que foi lançado em 2019, Dor e Glória.
Aqui o que mais se destacou pra mim foi imaginar o quão questionador e autêntico ele foi ao dar vida a personagens tão emblemáticos. Legal também ver Antônio Banderas bem novo, na fase inicial de sua carreira.
Nada Ortodoxa
4.3 333Lindo! Depois da série fiquei fascinado na história da comunidade hassídica.
The Morning Show (1ª Temporada)
4.3 224Me surpreendeu muito. Ótima produção, direção e atuações.
Papicha
4.2 45 Assista AgoraMe emocionou profundamente. Nos identificamos com o outro também pela dor. O filme nos aproxima das dores da guerra civil na Argélia, que representa uma das faces do totalitarismo e o extremismo religioso que ameaça a vida em tantos lugares. Papicha ecoa lindamente sobre como a resistência é importante e cobra preços altos. As atuações são incríveis e tem uma trilha que encaixa muito bem.
Love
3.5 881 Assista AgoraTem cenas de sexo interessantes. É pretensioso e cansa também.
Dor e Glória
4.2 624É uma aproximação com o universo do Almodóvar, talvez faça mais sentido pra quem é fã e consegue entender melhor os símbolos da vida dele na tela. É claro, não poderia faltar a metalinguagem!! Gostei do final.
Piercing
2.8 49Eu tentei, mas não fez sentido nenhum. Nada. Atuações boas e só.
Na Próxima, Acerto o Coração
3.2 81 Assista AgoraBoa história, com desenvolvimento lento. Ao final, sabia que tinha achado interessante mas fiquei com uma sensação de (???), nem sei o que dizer. Pareciam várias cenas colocadas numa sequência qualquer.
Um Reino Unido
3.7 95 Assista AgoraSe alguém ao ler esse comentário já tiver criado uma lista sobre filmes baseados em fatos reais que retratam como tema principal ou secundário os conflitos políticos e territoriais da África no século passado, por favor me mande. Seria ótimo reunir tantas obras interessantes que contam a luta do povo Africano (até os dias atuais) pela emancipação de seus espaços. Não fazia a menor ideia sobre o contexto que envolveu a saída de Botswana da Commonwealth e foi ótimo descobrir sobre isso e repugnante ver o quanto o racismo já foi ainda mais institucional.
Antes do Anoitecer
3.9 145Não conhecia a história de Reinaldo Arenas e esse filme é um sopro de sensibilidade e uma grande aula sobre senso de comunidade. Se você de alguma se enquadra em qualquer letra do universo LGBTQI+ é obrigatório entender a luta pela qual outras pessoas passaram pra apenas ter o direito de se expressar. Javier Barden está impecável no papel de Reinaldo.
Bacurau
4.3 2,8K Assista AgoraElenco incrível, diretores impecáveis. Ansioso pra assistir e tem tudo pra ser uma experiência maravilhosa. Curioso pra saber os comentários dos cinéfilos que estiveram presentes na sessão do filme em Cannes, ao que tudo indica são pelo menos 16 só aqui no filmow.
Instant Hotel (1ª Temporada)
3.9 50To apaixonado por essa série. Confusão, gritaria, estratégias e acomodações de medianas a boas.
Pérolas no Mar
4.2 148Esperava mais. A narrativa se desenvolve lentamente em elementos sutis. Mas isso não desmerece a qualidade do roteiro, das atuações e dos elementos simbólicos incríveis. Me senti fascinado ao perceber a relação do cinema chinês na representação de Pequim. Grosseiramente, é como acompanhar os filmes americanos ao projetarem LA ou NY como referência a seus enredos ou a relação do cinema europeu com Paris e Londres. Não deveria ser surpresa, afinal, a China é uma enorme potência econômica e tambem geopolítica, mas se torna ao trazer elementos orientais que talvez não sejam familiares a quem acompanha ainda pouco a produção audiovisual do outro lado do mundo.
Toc Toc
3.7 604É simples, leve e descontraído. Você pode interpretar como uma mensagem de superficialidade sobre doenças mentais ou entender que trata-se de uma abordagem caricata, em linguagem pastelão, sobre algo importante e que precisa ser exposto que são os TOCs. Escolhi a segunda possibilidade, me parece ser a mais evidente para um produto que não é documental e que além de tudo evidencia a todo tempo a necessidade de respeito com a diferença do outro por meio da fala dos personagens.