Uma visão distinta sobre estratégia de tudo que já vi a respeito de Segunda Guerra Mundial no cinema, onde conseguiram criar uma tensão e suspense até o final, e que compensou muito contra a falta de cenas mais intensas de batalhas no front. Andrew Scott roubou a cena aqui, mas não posso deixar de elogiar o quanto Brendan Fraser evoluiu nos últimos anos.
Entrega a melhor fase do Homem Aranha de Tom Holland, um equilíbrio entre o melancólico Peter lidando com seus dilemas e um herói menos dependente em dividir protagonismo, mas quando usa seu traje, continuamos com um problema crônico da Marvel, a falta de um vilão que se destaque mais. Enfim, se já fizeram o macabro Thanos chorar nas telas, então eu nem reclamo disso mais.
Drama basicão já visto milhares de vezes por aí, onde achei pouca intensidade na perseguição e o carisma da atriz mirim fez muita diferença. E que título genérico foi dado no Brasil, apesar do original não ter lá muito sentido.
Poderia ter dado mais voz aos problemas do protagonista para criar mais intensidade e sentido de alerta para o desfecho, mas boa parte do filme tenta agradar um romance adolescente que tava na cara em como ia acabar. Talvez agrade mais o público jovem por isso.
As interpretações e a falta de intensidade nas cenas e relacionamentos deixaram o filme bem morno em boa parte do tempo, mas o fato de ser baseado na realidade e o final devastador acaba causando uma empatia maior pela história e consideração aos protagonistas reais, algo além da capacidade que o filme teve de causar muito mais comoção.
Estava achando que fosse uma homenagem à melhor década que vivi em minha vida dado o começo com referências musicais, cinéfilas e gamísticas, mas foca na iniciação precoce do Stevie nos vícios, sexualidade e conflitos de família, muito bem interpretado aqui pelo Sunny Suljic que esbanja simpatia e me trouxe um convencimento e peso enorme em ver o garoto pulando etapas da infância para se sentir incluído no meio em que sentia afinidade. A turma ao qual foi aceito, mesmo cada um com seus defeitos, o supria com a atenção que não tinha em casa.
(o que ficou evidente no final quando o irmão trouxe o suco e a mãe, vendo a galera dormindo no hospital esperando por notícias, chamou eles para ver o filho acidentado).
Ótimo filme, curto como deve ser, sentia falta de ver algo do gênero, cru, visceral e um tanto necessário.
Uma linguagem cômica sobre uma mulher quadrinista em crise existencial aos 30, sempre na defensiva com todos ao seu redor, e tem lá seus motivos. No fundo, Camila tem um pouco de nós, que independente de escolhas erradas, de ciclos mal encerrados ou conquistas que parecem distantes, não precisamos de regras de comportamento, julgamentos o tempo todo ou conselhos óbvios para resolver nossos problemas. O final deixa claro que afinal de contas ninguém anda lá muito satisfeito com seus resultados, mesmo parecendo ter seguindo o caminho certo.
Tem saído tantos filmes de terror com roteiros acima da média que estes convencionais não têm me agradado tanto. Este aqui então, totalmente dispensável.
Filme que critica os "ismos" sem deixar levar diretamente para alguma ideologia e que certamente algum fanático de direita ou esquerda deverá se apropriar da história como exemplo de seus adversários. A família vai se destruindo por suas escolhas políticas, escolhas que não são feitas de forma consciente da mesma forma em que acontece aqui fora, já que não há equilíbrio em nenhum tipo de sistema e mesmo assim não se pode criticar seus defeitos a seus defensores. Fica o exemplo de lição do totalitarismo que você deveria questionar se não é o que sua ideologia sempre está buscando. De bonito na história catastrófica fica o clássico "Don't dream its over", música do Crowded House e tema dos pais, nome sugestivo ao filme por sinal, de que isso não vai acabar tão cedo. E que pela letra, não deve ter sido escolhido como um mero acaso.
O filme perfeito para uma criança talvez um tanto perturbada como eu que torcia para o Tom, Frajola e o protagonista Coiote. Muitas referências aos clássicos da Warner que trazem um saudosismo bom das manhãs que nunca mais voltarão.
Filme que cativa mais pela simplicidade e ritmo lento combinando com o ambiente bucólico do que a história em si, que não se preocupa em aprofundar os temas abordados, mas não chega a ser um problema; o plot merecia um pouco mais de tempo de tela, ficou raso. Destaque para a atriz principal, que também é roteirista.
Filme bonito de se ver, muito contemplativo quando foca nos cenários que parecem pinturas e nas execuções na cozinha acompanhadas do devido silêncio. Quando surgem os diálogos, parecem um bando de pedantes falando algo com coisa nenhuma, onde o carisma passa a um km de distância, mesmo no elenco mais jovem. Juliette Binoche é a única que causa algum tipo de empatia e convencimento e quando o ato principal acontece, daí pra frente o filme fica torturante.
Assisti pela cena usada com exaustão no Instagram onde o primeiro casal fala sobre o convite de saírem juntos, mas este é o mais chato da história, com o desfecho dos dois sendo tratado com bastante displicência. A partir daí o filme flui bem, são aquelas situações que já passamos ou talvez vamos passar e mexe muito com o nosso lado sentimental.
Muita coisa acontecendo a todo o momento, nem se vê o tempo passar, enquanto boas atuações ajudam a fluir bem o roteiro cheio de reviravoltas. Muito bom.
Gosto dessa atmosfera perturbadora, longe do comum e com altos e baixos em sua intensidade, assim como em O Mistério de Silver Lake do mesmo diretor. O terror psicológico funciona bem quando se tem a sensação de que parece que as coisas nunca irão se resolver, causando aquela angústia boa de filmes do gênero.
Pessoas caricatas, efusivas ou sei lá qual adjetivo dar a mais, neste filme cheio de exageros, inclusive no constrangimento e vergonha alheia quando sempre vinha uma resposta batida ou ação da dupla descolada para dar lição de moral no casal problemático que parece ter um problema sério em agir de acordo com suas respectivas idades.
O filme todo se baseia em diálogos num lugar comum, fórmula que gosto, mas aqui não vi profundidade, sequer um mínimo de maturidade, e se a proposta não era esta e havia algum momento para achar isso genial ou engraçado, falhei miseravelmente.
O final traz um alívio quando vem com uma dose de normalidade que não vi em nenhum outro momento do filme, sempre coberto de excessos.
Demorei muito para assitir este filme que me perseguia de certa forma, pelas resenhas muito positivas e comentários, e acredito que havia um propósito de ser no momento certo, porque, quando mais novo, com o meu moralismo embaixo do braço eu julgaria demais a Francesca, mas a vida ensina muito, que ela é implacável no tempo; tempo que não espera, que não cura como dizem, e não há preço que o faça voltar. O momento breve em que tiveram toda esta intensidade foi muito bem desenvolvido, transmitido, conduzido pela Meryl Streep e Clint Eastwood em um tema difícil de romantizar pelas circunstâncias da vida da protagonista. Ainda sobre atuações, se eu tivesse que falar de um erro grave deste filme, seria o pouco aprofundamento e atuações ruins dos demais do elenco. <br/><br/>A vida de Francesca diz muito de exemplos por aí, a reflexão dos filhos dela talvez seja uma metáfora disso, sobre o tempo que desperdiçamos em um lugar, um lar que é onde mais precisamos de suporte, amor, segurança, e muitas vezes é onde menos queremos estar pela carga que temos que suportar sozinhos. Temos certeza disso quando o volume do som do carro é aumentado. <br/><br/>Deixamos de viver para viverem por nós. Mas quem sabe estamos também fazendo alguém suportar... Cabe mudar, deixar ir, ou ir.
Frankie Corio rouba toda a cena aqui, que atuação espetacular de uma atriz tão nova, que age de forma tão natural em todo tipo de cena. Com já disseram abaixo, é um filme para sentir, vivenciar... não há início, meio e fim, e sim momentos entre pai e filha, que nos cativam na simplicidade e ao mesmo tempo, talvez por causa da trilha sonora, das imagens com a câmera antiga e no prolongamento de cenas simples, causa um certo tipo de aflição, sensação de que aqueles poucos momentos precisam ser detalhados até onde pode porque vai eternizar só ali, naquelas férias entre os dois. Não vai acontecer novamente. E no final tudo parece ter sido muito bem trabalhado pela direção do filme para causar em nós aqui fora a mesma sensação da Sophie quando adulta.
Pressão
3.4 22Uma visão distinta sobre estratégia de tudo que já vi a respeito de Segunda Guerra Mundial no cinema, onde conseguiram criar uma tensão e suspense até o final, e que compensou muito contra a falta de cenas mais intensas de batalhas no front. Andrew Scott roubou a cena aqui, mas não posso deixar de elogiar o quanto Brendan Fraser evoluiu nos últimos anos.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 423 Assista AgoraEntrega a melhor fase do Homem Aranha de Tom Holland, um equilíbrio entre o melancólico Peter lidando com seus dilemas e um herói menos dependente em dividir protagonismo, mas quando usa seu traje, continuamos com um problema crônico da Marvel, a falta de um vilão que se destaque mais. Enfim, se já fizeram o macabro Thanos chorar nas telas, então eu nem reclamo disso mais.
Corações em Conflito
3.3 168 Assista AgoraQuer assistir algo que tenha a ver com relacionamentos problemáticos, chame a Michelle Williams!
Fuga Fatal
3.2 45 Assista AgoraDrama basicão já visto milhares de vezes por aí, onde achei pouca intensidade na perseguição e o carisma da atriz mirim fez muita diferença. E que título genérico foi dado no Brasil, apesar do original não ter lá muito sentido.
Por Lugares Incríveis
3.2 641 Assista AgoraPoderia ter dado mais voz aos problemas do protagonista para criar mais intensidade e sentido de alerta para o desfecho, mas boa parte do filme tenta agradar um romance adolescente que tava na cara em como ia acabar. Talvez agrade mais o público jovem por isso.
Homens de Coragem
3.9 189 Assista AgoraAs interpretações e a falta de intensidade nas cenas e relacionamentos deixaram o filme bem morno em boa parte do tempo, mas o fato de ser baseado na realidade e o final devastador acaba causando uma empatia maior pela história e consideração aos protagonistas reais, algo além da capacidade que o filme teve de causar muito mais comoção.
Anos 90
3.9 518Estava achando que fosse uma homenagem à melhor década que vivi em minha vida dado o começo com referências musicais, cinéfilas e gamísticas, mas foca na iniciação precoce do Stevie nos vícios, sexualidade e conflitos de família, muito bem interpretado aqui pelo Sunny Suljic que esbanja simpatia e me trouxe um convencimento e peso enorme em ver o garoto pulando etapas da infância para se sentir incluído no meio em que sentia afinidade. A turma ao qual foi aceito, mesmo cada um com seus defeitos, o supria com a atenção que não tinha em casa.
(o que ficou evidente no final quando o irmão trouxe o suco e a mãe, vendo a galera dormindo no hospital esperando por notícias, chamou eles para ver o filho acidentado).
O Desaparecimento de Sidney Hall
3.5 35 Assista AgoraExtremamente trágico. Acredito que o final teve um desfecho satisfatório, dado o peso inestimável que a vida o impôs.
Talvez funcionasse melhor com uma linearidade até o ato final, onde mostrasse os pontos chave do filme, ficou um tanto confuso. Enfim, bem impactante.
Chasing Home
3.5 1Uma linguagem cômica sobre uma mulher quadrinista em crise existencial aos 30, sempre na defensiva com todos ao seu redor, e tem lá seus motivos. No fundo, Camila tem um pouco de nós, que independente de escolhas erradas, de ciclos mal encerrados ou conquistas que parecem distantes, não precisamos de regras de comportamento, julgamentos o tempo todo ou conselhos óbvios para resolver nossos problemas. O final deixa claro que afinal de contas ninguém anda lá muito satisfeito com seus resultados, mesmo parecendo ter seguindo o caminho certo.
Master Cheng
3.5 6 Assista AgoraPeca pela simplicidade excessiva e explora pouco do tema, diferente de outros filmes sobre gastronomia. Pra quem quer algo despretensioso.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.1 114 Assista AgoraPretensioso, entrega muito pouco, quer ser complexo, mas é muito barulho por nada.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 294 Assista AgoraTem saído tantos filmes de terror com roteiros acima da média que estes convencionais não têm me agradado tanto. Este aqui então, totalmente dispensável.
Amor e Outras Drogas
3.6 2,6K Assista AgoraEsperava um pouco mais de maturidade dado o tema da doença, mas os diálogos são bem rasos e o pessoal com uma pegada bem superficial.
O Aniversário
3.6 168 Assista AgoraFilme que critica os "ismos" sem deixar levar diretamente para alguma ideologia e que certamente algum fanático de direita ou esquerda deverá se apropriar da história como exemplo de seus adversários. A família vai se destruindo por suas escolhas políticas, escolhas que não são feitas de forma consciente da mesma forma em que acontece aqui fora, já que não há equilíbrio em nenhum tipo de sistema e mesmo assim não se pode criticar seus defeitos a seus defensores. Fica o exemplo de lição do totalitarismo que você deveria questionar se não é o que sua ideologia sempre está buscando.
De bonito na história catastrófica fica o clássico "Don't dream its over", música do Crowded House e tema dos pais, nome sugestivo ao filme por sinal, de que isso não vai acabar tão cedo. E que pela letra, não deve ter sido escolhido como um mero acaso.
Coyote vs. Acme
3.7 92O filme perfeito para uma criança talvez um tanto perturbada como eu que torcia para o Tom, Frajola e o protagonista Coiote. Muitas referências aos clássicos da Warner que trazem um saudosismo bom das manhãs que nunca mais voltarão.
Carrie: A Estranha
3.6 29Carrie de novo? Com certeza verei 😅.
O Coreto
2.8 1 Assista AgoraFilme que cativa mais pela simplicidade e ritmo lento combinando com o ambiente bucólico do que a história em si, que não se preocupa em aprofundar os temas abordados, mas não chega a ser um problema; o plot merecia um pouco mais de tempo de tela, ficou raso. Destaque para a atriz principal, que também é roteirista.
O Sabor da Vida
3.7 95 Assista AgoraFilme bonito de se ver, muito contemplativo quando foca nos cenários que parecem pinturas e nas execuções na cozinha acompanhadas do devido silêncio. Quando surgem os diálogos, parecem um bando de pedantes falando algo com coisa nenhuma, onde o carisma passa a um km de distância, mesmo no elenco mais jovem. Juliette Binoche é a única que causa algum tipo de empatia e convencimento e quando o ato principal acontece, daí pra frente o filme fica torturante.
A Vida em Si
4.0 355 Assista AgoraAssisti pela cena usada com exaustão no Instagram onde o primeiro casal fala sobre o convite de saírem juntos, mas este é o mais chato da história, com o desfecho dos dois sendo tratado com bastante displicência. A partir daí o filme flui bem, são aquelas situações que já passamos ou talvez vamos passar e mexe muito com o nosso lado sentimental.
Adoráveis Mulheres
4.0 997 Assista AgoraMuita coisa acontecendo a todo o momento, nem se vê o tempo passar, enquanto boas atuações ajudam a fluir bem o roteiro cheio de reviravoltas. Muito bom.
Corrente do Mal
3.2 1,8K Assista AgoraGosto dessa atmosfera perturbadora, longe do comum e com altos e baixos em sua intensidade, assim como em O Mistério de Silver Lake do mesmo diretor. O terror psicológico funciona bem quando se tem a sensação de que parece que as coisas nunca irão se resolver, causando aquela angústia boa de filmes do gênero.
O Convite
3.9 354 Assista AgoraPessoas caricatas, efusivas ou sei lá qual adjetivo dar a mais, neste filme cheio de exageros, inclusive no constrangimento e vergonha alheia quando sempre vinha uma resposta batida ou ação da dupla descolada para dar lição de moral no casal problemático que parece ter um problema sério em agir de acordo com suas respectivas idades.
O filme todo se baseia em diálogos num lugar comum, fórmula que gosto, mas aqui não vi profundidade, sequer um mínimo de maturidade, e se a proposta não era esta e havia algum momento para achar isso genial ou engraçado, falhei miseravelmente.
O final traz um alívio quando vem com uma dose de normalidade que não vi em nenhum outro momento do filme, sempre coberto de excessos.
As Pontes de Madison
4.2 886 Assista AgoraDemorei muito para assitir este filme que me perseguia de certa forma, pelas resenhas muito positivas e comentários, e acredito que havia um propósito de ser no momento certo, porque, quando mais novo, com o meu moralismo embaixo do braço eu julgaria demais a Francesca, mas a vida ensina muito, que ela é implacável no tempo; tempo que não espera, que não cura como dizem, e não há preço que o faça voltar. O momento breve em que tiveram toda esta intensidade foi muito bem desenvolvido, transmitido, conduzido pela Meryl Streep e Clint Eastwood em um tema difícil de romantizar pelas circunstâncias da vida da protagonista. Ainda sobre atuações, se eu tivesse que falar de um erro grave deste filme, seria o pouco aprofundamento e atuações ruins dos demais do elenco. <br/><br/>A vida de Francesca diz muito de exemplos por aí, a reflexão dos filhos dela talvez seja uma metáfora disso, sobre o tempo que desperdiçamos em um lugar, um lar que é onde mais precisamos de suporte, amor, segurança, e muitas vezes é onde menos queremos estar pela carga que temos que suportar sozinhos. Temos certeza disso quando o volume do som do carro é aumentado. <br/><br/>Deixamos de viver para viverem por nós. Mas quem sabe estamos também fazendo alguém suportar... Cabe mudar, deixar ir, ou ir.
Aftersun
4.0 802Frankie Corio rouba toda a cena aqui, que atuação espetacular de uma atriz tão nova, que age de forma tão natural em todo tipo de cena. Com já disseram abaixo, é um filme para sentir, vivenciar... não há início, meio e fim, e sim momentos entre pai e filha, que nos cativam na simplicidade e ao mesmo tempo, talvez por causa da trilha sonora, das imagens com a câmera antiga e no prolongamento de cenas simples, causa um certo tipo de aflição, sensação de que aqueles poucos momentos precisam ser detalhados até onde pode porque vai eternizar só ali, naquelas férias entre os dois. Não vai acontecer novamente. E no final tudo parece ter sido muito bem trabalhado pela direção do filme para causar em nós aqui fora a mesma sensação da Sophie quando adulta.