Assim que terminei de assistir Guerreiros do Sol, logo pensei essa novela deveria estar ocupando o horário mais nobre da Globo, porque ela contém uma narrativa forte, provocadora e uma fotografia maravilhosa. Depois pensei melhor... Algumas cenas ficariam de fora por serem pesadas e algumas pessoas não estão preparadas para encarar cenas de perder o fôlego, mesmo sendo de teve muita qualidade.
Transportando o espectador para os anos 1920 e 1930, Guerreiros do Sol oferece o pano de fundo o sertão nordestino para acompanhar o romance proibido entre Rosa Bandeira (Isadora Cruz), moça bela e determinada, inspirada na Maria Bonita e Josué Alencar (Tomás Aquino), líder dos cangaceiros que foi inspirado em Lampião, figura que foi temida pelos coronéis e autoridades.
Depois que terminei de assistir a novela, que descobri que Guerreiros do Sol foi inspirado no livro "Guerreiros do Sol: Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil", do historiador Frederico Pernambucano de Mello, publicado em 1985. Nem preciso dizer que o livro entrou na lista de desejados, pois a novela foi tão bem construída e sem deixar pontas soltas, que o livro ganhou destaque na minha lista de desejados. Guerreiros do Sol é aquele tipo de história que não pode se apegar em nenhum personagem, pois o espectador não sabe quanto tempo ele irá sobreviver a guerra sangrenta entre a polícia e os cangaceiros. Especialmente depois que Arduíno foi para o lado oposto dos cangaceiros e tornou-se o grande vilão da novela. Entrou na minha lista de vilões favoritos.
As histórias secundárias também são pratos cheios para despertar a curiosidade para descobrir o desfecho de cada personagem. Destaco a drama do câncer de mama com a Valiana Novaes (Nathalia Dill) em uma época em que a doença era praticamente desconhecida, luta de Jânia pelo voto feminino e sua candidatura para a prefeitura contra Arduíno e o sofrimento das pessoas no Centro de Flagelados da Seca, que eram jogadas no local para morrerem de fome e sede. Neném Pellegrino (Cláudio Jaborandy), pai das irmãs Rosa e Otília foi um exemplo de sofrimento que Arduíno provocou na população. Por isso eu disse que não tem como apegar-se em algum personagem de Guerreiros do sol.
Guerreiros do Sol entrou fácil na minha lista de novelas favoritas, por causa da sua ousadia e intensidade. Retratou o cangaço com muita coragem, atitude e liberdade ao tratar seus personagens com respeito. Recheada de Brasilidade, a novela oferece temas de vingança, paixões, traições, lealdade e muito mais. Mesmo com poucos capítulos, é um enredo enriquecedor e pode ter certeza que não contei praticamente nada dos acontecimentos ocorridos na novela. Enfim, Guerreiros do Sol é uma verdadeira obra-prima.
A primeira vez que li Dona Flor e Seus Dois Maridos, eu conhecia apenas a primeira adaptação cinematográfica da história, mas com a releitura que fiz durante o carnaval, aproveitei para conhecer todas as versões de Dona Flor e Seus Dois Maridos e logo de cara vou dizendo... A versão de 1976 é velhinha, mas ainda é a minha favorita. Depois do livro. É claro!
No livro, a história de Dona Flor e Seus Dois Maridos se passa entre os anos 1930 e 1940 e na primeira versão cinematográfica de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), essa sensação permanece, pois ela é bastante fiel ao livro. Nesta versão de 1998, a trama foi atualizada para os anos 1990 com algumas modificações. Uma delas foi Dona Rosilda e seu filho Heitor morarem junto com Flor. Alias Vadinho vai morar com eles após o casamento com Flor e da mesma maneira acontece com Teodoro. No livro e na primeira versão a casa onde Flor mora com Vadinho e depois com Teodoro é alugada. Outro detalhe que a segunda versão trouxe e é inexistente no livro e no primeiro filme, foi acrescentar um casal homossexual, interpretado por Celeste (Dira Paes) e Juliana (Cyria Coentro), além de explorar o universo dos bicheiros.
Não tem como negar, a série contém um ótimo elenco e o desenvolvimento do enredo conseguiu trazer a história para o contemporâneo da época que foi exibida, mas sinceramente, quando menciono os personagens principais da história são José Wilker como Vadinho, Sônia Braga como Flor e Mauro Mendonça como Teodoro que vem na minha mente. A Giulia Gam, Edson Celurari e Marco Nanini trouxeram uma Flor, Vadinho e Teodoro numa versão mais calma, especialmente o personagem Vadinho que é um verdadeiro ícone da literatura brasileira. Apenas uma cena que o fantasma do Vadinho assustando a Dona Rosilda, mãe de Flor que conseguiu arrancar uma boa risada. Novamente tenho que admitir Vadinho na versão de José Wilker consegue arrancar várias risadas no primeiro filme. Sendo bem sincera, eu imaginava que a minissérie, por ser exibida na TV aberta, seria mais divertida, porque tem a oportunidade de desenvolver melhor a história.
Essa é minha opinião e você tem todo direito de pensar ao contrário. Enfim, segunda versão de Dona Flor e Seus Dois Maridos assistida e mesmo contendo várias mudanças que afastou um pouco da história original, recomendo para todos que gostam de assistir séries nacionais e deseja conhecer todas as versões adaptadas de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Novamente quero relembrar que é uma história com cenas de nudez e conteúdo sexual, então aconselho que seja para maiores de 18 anos. Assista e tira suas próprias conclusões, mas falando a verdade, aconselho que leia o livro de Jorge Amado para conhecer a história original. O livro vale muito a pena.
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Guerreiros do Sol
4.3 29Assim que terminei de assistir Guerreiros do Sol, logo pensei essa novela deveria estar ocupando o horário mais nobre da Globo, porque ela contém uma narrativa forte, provocadora e uma fotografia maravilhosa. Depois pensei melhor... Algumas cenas ficariam de fora por serem pesadas e algumas pessoas não estão preparadas para encarar cenas de perder o fôlego, mesmo sendo de teve muita qualidade.
Transportando o espectador para os anos 1920 e 1930, Guerreiros do Sol oferece o pano de fundo o sertão nordestino para acompanhar o romance proibido entre Rosa Bandeira (Isadora Cruz), moça bela e determinada, inspirada na Maria Bonita e Josué Alencar (Tomás Aquino), líder dos cangaceiros que foi inspirado em Lampião, figura que foi temida pelos coronéis e autoridades.
Depois que terminei de assistir a novela, que descobri que Guerreiros do Sol foi inspirado no livro "Guerreiros do Sol: Violência e Banditismo no Nordeste do Brasil", do historiador Frederico Pernambucano de Mello, publicado em 1985. Nem preciso dizer que o livro entrou na lista de desejados, pois a novela foi tão bem construída e sem deixar pontas soltas, que o livro ganhou destaque na minha lista de desejados. Guerreiros do Sol é aquele tipo de história que não pode se apegar em nenhum personagem, pois o espectador não sabe quanto tempo ele irá sobreviver a guerra sangrenta entre a polícia e os cangaceiros. Especialmente depois que Arduíno foi para o lado oposto dos cangaceiros e tornou-se o grande vilão da novela. Entrou na minha lista de vilões favoritos.
As histórias secundárias também são pratos cheios para despertar a curiosidade para descobrir o desfecho de cada personagem. Destaco a drama do câncer de mama com a Valiana Novaes (Nathalia Dill) em uma época em que a doença era praticamente desconhecida, luta de Jânia pelo voto feminino e sua candidatura para a prefeitura contra Arduíno e o sofrimento das pessoas no Centro de Flagelados da Seca, que eram jogadas no local para morrerem de fome e sede. Neném Pellegrino (Cláudio Jaborandy), pai das irmãs Rosa e Otília foi um exemplo de sofrimento que Arduíno provocou na população. Por isso eu disse que não tem como apegar-se em algum personagem de Guerreiros do sol.
Guerreiros do Sol entrou fácil na minha lista de novelas favoritas, por causa da sua ousadia e intensidade. Retratou o cangaço com muita coragem, atitude e liberdade ao tratar seus personagens com respeito. Recheada de Brasilidade, a novela oferece temas de vingança, paixões, traições, lealdade e muito mais. Mesmo com poucos capítulos, é um enredo enriquecedor e pode ter certeza que não contei praticamente nada dos acontecimentos ocorridos na novela. Enfim, Guerreiros do Sol é uma verdadeira obra-prima.
Dona Flor e Seus Dois Maridos
3.4 16A primeira vez que li Dona Flor e Seus Dois Maridos, eu conhecia apenas a primeira adaptação cinematográfica da história, mas com a releitura que fiz durante o carnaval, aproveitei para conhecer todas as versões de Dona Flor e Seus Dois Maridos e logo de cara vou dizendo... A versão de 1976 é velhinha, mas ainda é a minha favorita. Depois do livro. É claro!
No livro, a história de Dona Flor e Seus Dois Maridos se passa entre os anos 1930 e 1940 e na primeira versão cinematográfica de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), essa sensação permanece, pois ela é bastante fiel ao livro. Nesta versão de 1998, a trama foi atualizada para os anos 1990 com algumas modificações. Uma delas foi Dona Rosilda e seu filho Heitor morarem junto com Flor. Alias Vadinho vai morar com eles após o casamento com Flor e da mesma maneira acontece com Teodoro. No livro e na primeira versão a casa onde Flor mora com Vadinho e depois com Teodoro é alugada. Outro detalhe que a segunda versão trouxe e é inexistente no livro e no primeiro filme, foi acrescentar um casal homossexual, interpretado por Celeste (Dira Paes) e Juliana (Cyria Coentro), além de explorar o universo dos bicheiros.
Não tem como negar, a série contém um ótimo elenco e o desenvolvimento do enredo conseguiu trazer a história para o contemporâneo da época que foi exibida, mas sinceramente, quando menciono os personagens principais da história são José Wilker como Vadinho, Sônia Braga como Flor e Mauro Mendonça como Teodoro que vem na minha mente. A Giulia Gam, Edson Celurari e Marco Nanini trouxeram uma Flor, Vadinho e Teodoro numa versão mais calma, especialmente o personagem Vadinho que é um verdadeiro ícone da literatura brasileira. Apenas uma cena que o fantasma do Vadinho assustando a Dona Rosilda, mãe de Flor que conseguiu arrancar uma boa risada. Novamente tenho que admitir Vadinho na versão de José Wilker consegue arrancar várias risadas no primeiro filme. Sendo bem sincera, eu imaginava que a minissérie, por ser exibida na TV aberta, seria mais divertida, porque tem a oportunidade de desenvolver melhor a história.
Essa é minha opinião e você tem todo direito de pensar ao contrário. Enfim, segunda versão de Dona Flor e Seus Dois Maridos assistida e mesmo contendo várias mudanças que afastou um pouco da história original, recomendo para todos que gostam de assistir séries nacionais e deseja conhecer todas as versões adaptadas de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Novamente quero relembrar que é uma história com cenas de nudez e conteúdo sexual, então aconselho que seja para maiores de 18 anos. Assista e tira suas próprias conclusões, mas falando a verdade, aconselho que leia o livro de Jorge Amado para conhecer a história original. O livro vale muito a pena.