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Florípedes, a Dona Flor, professora de culinária da escola Sabor & Arte (que se transforma no trocadilho saborear-te), perde seu marido Vadinho, malandro incorrigível, em pleno domingo de carnaval. De luto fechado, chorosa, recorda os altos e baixos desse relacionamento. Mas, como ainda é jovem e bonita, desperta a atenção do corretíssimo farmacêutico Teodoro, com quem se casa.
As diferenças entre os maridos são gritantes: se com Vadinho tudo era uma louca "vadiação", com Teodoro o sexo é regular e bem comportado; se com Vadinho o que sentia era emoção e insegurança, com Teodoro a solidez traz uma ponta melancólica de tédio. Até que o fantasma de Vadinho se intromete na cama de Dona Flor e de Teodoro.
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A primeira vez que li Dona Flor e Seus Dois Maridos, eu conhecia apenas a primeira adaptação cinematográfica da história, mas com a releitura que fiz durante o carnaval, aproveitei para conhecer todas as versões de Dona Flor e Seus Dois Maridos e logo de cara vou dizendo... A versão de 1976 é velhinha, mas ainda é a minha favorita. Depois do livro. É claro!
No livro, a história de Dona Flor e Seus Dois Maridos se passa entre os anos 1930 e 1940 e na primeira versão cinematográfica de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), essa sensação permanece, pois ela é bastante fiel ao livro. Nesta versão de 1998, a trama foi atualizada para os anos 1990 com algumas modificações. Uma delas foi Dona Rosilda e seu filho Heitor morarem junto com Flor. Alias Vadinho vai morar com eles após o casamento com Flor e da mesma maneira acontece com Teodoro. No livro e na primeira versão a casa onde Flor mora com Vadinho e depois com Teodoro é alugada. Outro detalhe que a segunda versão trouxe e é inexistente no livro e no primeiro filme, foi acrescentar um casal homossexual, interpretado por Celeste (Dira Paes) e Juliana (Cyria Coentro), além de explorar o universo dos bicheiros.
Não tem como negar, a série contém um ótimo elenco e o desenvolvimento do enredo conseguiu trazer a história para o contemporâneo da época que foi exibida, mas sinceramente, quando menciono os personagens principais da história são José Wilker como Vadinho, Sônia Braga como Flor e Mauro Mendonça como Teodoro que vem na minha mente. A Giulia Gam, Edson Celurari e Marco Nanini trouxeram uma Flor, Vadinho e Teodoro numa versão mais calma, especialmente o personagem Vadinho que é um verdadeiro ícone da literatura brasileira. Apenas uma cena que o fantasma do Vadinho assustando a Dona Rosilda, mãe de Flor que conseguiu arrancar uma boa risada. Novamente tenho que admitir Vadinho na versão de José Wilker consegue arrancar várias risadas no primeiro filme. Sendo bem sincera, eu imaginava que a minissérie, por ser exibida na TV aberta, seria mais divertida, porque tem a oportunidade de desenvolver melhor a história.
Essa é minha opinião e você tem todo direito de pensar ao contrário. Enfim, segunda versão de Dona Flor e Seus Dois Maridos assistida e mesmo contendo várias mudanças que afastou um pouco da história original, recomendo para todos que gostam de assistir séries nacionais e deseja conhecer todas as versões adaptadas de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Novamente quero relembrar que é uma história com cenas de nudez e conteúdo sexual, então aconselho que seja para maiores de 18 anos. Assista e tira suas próprias conclusões, mas falando a verdade, aconselho que leia o livro de Jorge Amado para conhecer a história original. O livro vale muito a pena.
Estou lendo o livro pela primeira vez (maravilhoso, por sinal) e bateu uma nostalgia de rever a série.
Só achei que o ator que interpretou o Dr. Teodoro não corresponde ao personagem descrito no livro. De resto adorei a versão para a TV, divertidíssima por sinal.
Em tempo, não assisti ao filme para comparar, mas penso que duas horas de película não suficientes para extrair o melhor do livro. Nisso a série leva vantagem.
Vi nos anos 90. Vou rever qualquer hora dessas.
Boa!!!
Faz jus a obra, até porque o elenco é competente.
Vi a primeira parte na globo na terça, mas na quinta dormir , quero ver o resto!