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Otávio Augusto

Nomes Alternativos: Otávio Augusto de Azevedo Sousa

62Número de Fãs

Nascimento: 30 de Janeiro de 1945 (73 years)

São Manuel, São Paulo - Brasil

Otávio Augusto de Azevedo Sousa (São Manuel, 30 de janeiro de 1945) é um ator brasileiro. É casado com a atriz Cristina Mullins.

Participa de alguns dos mais importantes espetáculos do Teatro Oficina. Seu temperamento encontra terreno especialmente fértil na comédia, graças ao seu senso de humor agudo e singularmente distanciado.

Inicia sua trajetória em São Paulo, na primeira metade da década de 60, trabalhando em rádio e em dublagem e fazendo teatro amador. Ingressa na profissão participando de uma série de espetáculos importantes, a maioria no Teatro Oficina: Os Inimigos, de Máximo Gorki, com direção de José Celso Martinez Corrêa, 1966; a histórica montagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade (1890 - 1954), com participação destacada no papel de Perdigoto, 1967; Poder Negro, de LeRoi Jones, onde, além de ator, é também assistente de direção, em 1968; Galileu Galilei, no mesmo ano, e Na Selva das Cidades, 1969, ambos montagens emblemáticas, com texto de Bertolt Brecht. No Teatro da Esquina, atua em Marat-Sade, de Peter Weiss, sob a direção de Ademar Guerra, 1967.

Encerrada a sua significativa participação no Teatro Oficina, Otávio Augusto inicia sua carreira como ator free lance, interpretando Guildenstern no Hamlet dirigido por Flávio Rangel, 1969. Sob a direção de Antônio Abujamra faz A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, 1970. Integrando o elenco de Os Rapazes da Banda, de Mart Crowley, 1971, depois da temporada paulista do espetáculo, vai para o Rio de Janeiro, onde a sua carreira se concentra a partir de então. Seu primeiro desempenho carioca já é como protagonista, em A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato, de Bráulio Pedroso, com direção de Antônio Pedro, 1972, seguindo-se, no mesmo ano, sua participação em O Interrogatório, de Peter Weiss, dirigido por Celso Nunes. Torna-se um dos poucos atores de primeira linha a encontrar sempre bons papéis para desempenhar, sem no entanto participar empresarialmente das produções.

Entre seus trabalhos significativos podem ser incluídos: o Garçom em Encontro no Bar, de Bráulio Pedroso, Ernesto em Amanhã, Amélia, de Manhã, de Leilah Assumpção, Felipe Marcelo em O Amante de Madame Vidal, de Louis Verneuil, todos em 1973; João Brasílio em Mais Quero Asno que Me Carregue que Cavalo que Me Derrube, texto e direção de Carlos Alberto Soffredini, 1975; Nick Romano em A Noite dos Campeões, de Jason Miller, em 1975; Marcus em Os Filhos de Kennedy, de Robert Patrick, em 1976; Max Overseas em A Ópera do Malandro, de Chico Buarque, em 1978; Doutor em Murro em Ponta de Faca, de Augusto Boal, 1979; Tyrone Jr. em Longa Jornada Noite Adentro, Eugene O'Neill, 1980; Jorge Tessman em Hedda Gabler, de Henrik Ibsen, 1982; Inspetor Truscott em O Olho Azul da Falecida, de Joe Orton, 1983; Lúcio em Lua Nua, de Leilah Assumpção, 1988; e uma consagradora composição de cinco papéis diferentes em Suburbano Coração, de Naum Alves de Souza e Chico Buarque, em 1989, pela qual recebe o Prêmio Shell de melhor ator. Realiza também, embora sem maior repercussão, algumas experiências de direção, entre as quais a de Fala Baixo Senão Eu Grito, de Leilah Assumpção, 1988.

Uma atividade paralela de especial importância na carreira de Otávio Augusto é a de líder sindical. Realiza uma gestão profícua e combativa como presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos do Rio de Janeiro, de 1975 a 1978 e 1985 a 1988, trabalho pelo qual é distinguido com o Prêmio Estácio de Sá. Terminadas as gestões, continua participando da Diretoria do Sindicato.

Nos anos 90 sua atividade se concentra mais no cinema e na televisão. Ator extremamente ativo com mais de 50 trabalhos entre telenovelas e filmes, um balanço talvez sem igual entre os atores da sua geração. Nos palcos, atua em Querido Mundo, de Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella, direção Miguel Falabella, 1993, que lhe vale prêmio do Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos do Rio de Janeiro, Sated, e A Dama do Serrado, de Mauro Rasi, 1996. Em 2000, está ao lado de Paulo José e Matheus Nachtergaele, em A Controvérsia, de Jean-Claude Carrière, com direção de Paulo José e, em 2003, atua em O Dia do Redentor, de Bosco Brasil, com direção de Ariela Goldman.

Analisando a trajetória de Otávio Augusto, o crítico carioca Yan Michalski declara: "Na fase inicial da sua carreira, Otávio Augusto brilhava particularmente em papéis marcados por um humor popular, de tintas fortes. Foi afinando e ampliando o seu instrumental, até tornar-se um ator excepcionalmente versátil, dotado de uma notável facilidade de composição e precisão de expressão corporal e facial, além de uma real vocação para o teatro musicado".