Coração Alado

1980

Coração Alado

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salvando

Juca Pitanga (Tarcísio Meira) é um artista plástico pernambucano, que deixa sua terra natal e vem para o Rio de Janeiro em busca de maior visibilidade para sua carreira. No Rio, ele se envolve com Catucha (Débora Duarte), filha do respeitável marchand Alberto Karany (Walmor Chagas), e Vivian (Vera Fischer), uma mulher simples e sofrida. Apesar do amor que sente por Vivian, Juca se casa com Catucha, pensando que ela o ajudaria a crescer profissionalmente. Porém, o artista termina seu relacionamento com Catucha para acompanhar o exílio, no México, do seu irmão Gabriel (Carlos Vereza), um perseguido político pela ditadura militar. Juca e Catucha se reencontram anos depois, com a decretação da lei da anista no Brasil.

Uma das tramas em destaque na história é a investigação da morte de Silvana Karany (Bárbara Fanzio), ex-mulher de Alberto e mãe de Catucha. Ela desaparece num misterioso acidente de carro. Os principais suspeitos são Alberto Karany e Juca Pitanga. A própria Catucha acusa Juca pelo assassinato de Silvana.

Na história, a personagem Maria-Faz-Favor (Aracy Balabanian) conquistou a simpatia dos telespectadores. Maria era uma mulher batalhadora e trabalhava como trocadora de ônibus. Ela era apaixonada pelo mau-cárater barão Von Strauss (Jardel Filho). Ele era um massagista que sonhava em se tornar colunista social e tentava se dar bem em todas as situações. Von Strauss fingia ser um barão e enganava Maria-Faz-Favor, enquanto se envolvia com mulheres da alta sociedade.

Outro personagem em destaque na novela foi Leandro Serrano (Ney Latorraca), um executivo, que roubou algumas obras de Juca Pitanga. Na tramas, Leandro violenta a personagem Vivian, protagonizando uma das cenas mais fortes da novela.

Janete Clair inseriu algumas novidades na narrativa. No início da trama, os personagens se apresetavam em off aos telespectadores ou faziam comentários uns sobre os outros. A autora tentava evitar, na trama, ações e diálogos longos para explicar as situações.

Janete Clair teve vários problemas com a censura e com a aceitação de algumas histórias pelo público. O personagem Alberto Karany Jr. (Mário Cardoso) era diabético e precisava tomar insulina diariamente. A TV Globo recebeu centenas de reclamações dos telespectadores, muitos pais de crianças com diabete. O personagem passou, então, a dispensar a medicação. Porém, a Associação de Diabetes Juvenil realizou uma série de protestos, mostrando que a novela era uma oportunidade de informar a população sobre a doença. A autora decidiu voltar à história original do personagem no capítulo 101.

Estreia Brasil:
11 de Agosto de 1980
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