Data de lançamento
26 Março 2012Duração
Aos 11 anos de idade, relatam os especialistas, a criança tem um senso de justiça bastante aflorado. É também nesta fase em que o olhar crítico se acentua. Rita (Mel Maia), a protagonista desta história, tem exatos 11 anos quando sofre um duro golpe e vê o seu mundo virar ao avesso. Esta rasteira lhe deixa marcas profundas, chaga que Rita carregará pela vida inteira.
A menina, órfã de mãe, é criada pelo pai. Amoroso, Genésio (Tony Ramos) jamais imaginou que a sua segunda esposa pudesse representar o pior de seus pesadelos. Carminha (Adriana Esteves), a madrasta, rouba tudo da enteada: os sonhos, a casa, a família e a esperança. Rita conhece um modelo de vida sem esperança, de muitas perdas e solidão. Ela sente, na pele, a amargura da decepção.
Mas enganam-se aqueles que subestimam a capacidade de sobrevivência de Rita. A menina não sucumbe ao longo dos anos. De tudo o que lhe foi tirado, restou apenas um único e vital sentimento: a sede por um acerto de contas. É neste momento em que o limite para que os fins justifiquem os meios entra em discussão. Esse limite, por diversas vezes, não se encaixa no formato simples e dicotômico de certo ou errado. Na saga pela sua própria justiça, Rita deixa para trás o passado frágil e se transforma em Nina (Débora Falabella), uma mulher obstinada, firme e blindada para as surpresas que o destino lhe reserva. A vida se encarregou desta metamorfose. Está feito, não há como voltar..
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Eu sempre fui muito noveleiro, mas Avenida Brasil estreou justamente na época em que resolvi largar novelas e BBB pq achava que já tinha superado essa “fase”.
Depois do remake de Vale Tudo, bateu a vontade de voltar a assistir novela e finalmente resolvi ver Avenida Brasil, que tanta gente chama de a melhor novela de todos os tempos. Faço coro à visão.
Além de ser boa demais, ela passa uma sensação estranha de nostalgia. É um retrato de um Brasil que nem faz tanto tempo assim, mas que parece ter ficado no passado. Os personagens, o humor, a trilha sonora, o jeito das pessoas… tudo tem uma identidade muito brasileira. Devorei a novela em menos de dois meses durante a Copa.
O final é um pouco esquisito, tem algumas forçadas aqui e ali. Mas que novela não tem isso? No fim das contas, isso também faz parte da beleza.
E o melhor é que, acima de tudo, é engraçadíssima. O Leleco é um personagem inesquecível, e o Cadinho não fica atrás. O Alexandre Borges nasceu para interpretar esse tipo de galanteador falastrão. O Marcos Caruso está no papel da vida dele!
Novela superestimada. Só a Carminha salva!
Uma das melhores produções brasileiras.
Isso aqui é uma novela PSICOLÓGICA. Cinematografia pura.
Como deixar passar elementos e detalhes tão bem pensados, citando alguns como: O contraste das vestes brancas de Carminha, que tanto tenta passar uma imagem de pura (lembra muito uma nova classe da sociedade brasileira, né?) que tanto prega o valor da família, religião, como alguns ditos cidadãos de bem, que no fim, são corruptos, preconceituosos e manipuladores; Contrastando com o uniforme da Nina: vermelho. Cor da vingança, da raiva, da impulsividade.
Com o tempo a gente vai percebendo o quanto as duas personagens vão se aproximando em vários sentidos.
Uma outra coisa que não posso deixar de mencionar: o Jorginho é de longe O PIOR personagem dessa história. Mimado, manipulador, misógino em um nível absurdo, passa encima de todos pra conseguir o que acha que é certo, e só faz merda do início ao fim.
Por mim, poderia ter morrido, seria melhor pra história. Chegou uma hora que já não aguentava mais ver em cena. Como pode ter sido tão venerado naquela época né? Enfim…
Tirando algumas coisas aqui e ali, é sim, uma das melhores novelas da história.
Eterna Carminha, a melhor vilã de todos os tempos. Personagem simplesmente IMPECAVEL, Adriana Esteves foi GIGANTE!
Revendo um bom tempo depois cheguei as seguintes conclusões:
1) È uma novela maçante. Acho muito superestimada pelo público.
2) O núcleo do Candinho é insuportável. A única que se salva é a Verônica com a suas falas elitistas a respeito do pessoal do Divino.
3) A família do tufão é um pé no saco
4) Max é surreal de canastrão
5) Jorginho: um rebelde sem causa.
6) Nina e sua vingança não convence: houve um trauma de infância, porém ela teve várias chances de se vingar e ao invés disso resolveu ficar naquele blábláblá sem fim . Sem contar que ficou com uma grana boa para curtir a vida e deixou o problemático do Jorginho a ver navios quando o mesmo queria largar tudo para ir embora com ela e começar uma nova vida .
7) Leleco fazendo merd@s se valendo do filho famoso.
8) Carminha: Diva !!!!
A premissa é bem batida. O tema de vingança gera inúmeros clichês ao longo dos tempos, essa se apoia em duas atuações memoráveis, mas os demais personagens são rasos e chatos. A partir do capítulo 100 a trama começa de fato a prender o telespectador. Nota 80