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O antigo prefeito da cidade de Tubiacanga, localizada no sertão nordestino, Feliciano Mota da Costa, acredita que há ouro na cidade. Para comprovar sua tese, exibe uma enorme pepita e convence a população a entregar-lhe suas economias para a construção de uma empresa de mineração. Os moradores descobrem que a pepita era falsa e se revoltam. Obrigados a fugir de canoa, Feliciano e a mulher são atingidos por um pistoleiro, morrem e são enterrados pelo filho, Feliciano Júnior.
Quinze anos mais tarde, Feliciano Júnior retorna à Tubiacanga para vingar a morte dos pais. Para tanto assume uma outra identidade, Raimundo Flamel, um homem misterioso que aguça a curiosidade e a ambição dos moradores da cidade ao se declarar capaz de transformar ossos humanos em ouro. Tudo faz parte de seu plano de destruir as pessoas responsáveis pela morte de sua família, os poderosos de Tubiacanga, representados principalmente pelo prefeito Demóstenes e pelo Major Emiliano Bentes.
O prefeito Demóstenes é um político corrupto que tem um caso velado com a fogosa Rubra Rosa, a autora de seus discursos inflamados e mulher de seu opositor, o vereador Numa Pompílio de Castro. O relacionamento dos dois fica abalado com a chegada da atriz Perla Menescau, com quem Rubra passa a disputar o prefeito. Rubra Rosa ainda interfere no namoro do filho Áureo Poente com a jovem Zigfrida, filha da costureira da cidade, Margarida Weber, a tia de Feliciano, cujo marido foi morto junto com os pais deste, e portanto, uma das poucas pessoas que tomam conhecimento de seus planos.
O Major Bentes é um homem ambicioso e prepotente que dita as regras e se diz dono da cidade. Os fantasmas do passado o assombram com a chegada de Salustiana Maria, uma mulher perigosa com quem o major tivera um envolvimento amoroso, e, com intuito de lhe extorquir dinheiro, vem exigir que ele assuma a paternidade de seu filho Cassi Jones. O filho legítimo do major, Guilherme, namora a doce e ao mesmo tempo temperamental Linda Inês, a filha do prefeito, que entra em constante atrito com Raimundo Flamel, sem imaginar que ele é na verdade Feliciano Júnior, seu namoradinho de infância.
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e as outrora cidades pequenas cujo talvez o simples barulho de uma barata voando, vulgo deva causar frisson alem de curiosidade desmedida no tocante as suas existencias plenamente acostumadas com a rotina patetica envolta a nada, de repente transformarem se em um antro de futriqueiros, fofoqueiros, curiosos, alem de logico completos panacas atrasados em sua cultura caipiristica, junto a direção de quem distoa de tal modo de vida, sem duvida aqui ha exatos 27 anos, mais precisamente em meio ao muquifo urbano em forma de criaturas paradas no tempo intitulada tupiacanga, um exemplo claro do dito logo acima, o que logico felismente para nós envoltos a selvas de pedra que nunca param para nada, longe estamos de merecer atenção por parte seja do tipo caricato como major bentes, animal, assim como do vingativo travestido de caipira misterioso raimundo flamel a contento, no entanto aos condenados a viverem em morrerem em meio a tal meio para sempre bem ? " duas palavras", PARA BENS, pelo destino triste, pois acredite, ainda estou sendo comedido, ao nao dizer de cara SO LAMENTO, quer terceiros discordem, quer não, se e´que porventura me entendem. BOA NOVELA. " feristicamente" NOTA 9.5
Muito boa e mistura várias obras da literatura brasileira.
A saudade da infância fez com que eu assistisse o primeiro capítulo de Fera Ferida, e por consequência acabei assistindo na íntegra.
Foi como viajar no tempo por alguns momentos, ainda mais ao som de Garotos, o elenco pra época era de peso, destaque para as ótimas interpretações de Lima Duarte, José Wilker, Joana Fomm, Hugo Carvana, Suzana Vieira e a maravilhosa Cássia Kiss.
Cássia Kiss como Ilka está excelente, esbanja humor, inocência, delicadeza, principalmente na cena em que ela e o Timbó se acertam, esbanja romantismo e faz com que a gente se penalize por sua personagem. Falando sobre a Ilka e o Ataliba, um dos melhores casais das novelas.
Vale a pena salientar que algumas falas, principalmente as da Salustiana, atualmente não seriam toleradas (e que bom isso).
O desfecho de Numa e Maxwell fica a interpretação de quem assiste, pra mim foi bem claro que entre os dois, existia algo bem além de uma relação patrão X empregado.
O núcleo do Coveiro, assim como o da Irmandade, parecem que não faziam parte da novela, a tal Clara dos Anjos que foi tão falada até a metade da novela, acabou sendo irrelevante pro andamento da história.
Vera Holtz que é uma excelente atriz, acabou tendo pouca utilidade na novela, só serviu pra ser conselheira, Claúdia Ohana que havia sido protagonista do último sucesso das 19 horas na época (Vamp), foi escalada para uma personagem terciária, que apesar de ter uma história interessante, acabou também servindo apenas como conselheira dos demais personagens, e Maria Ceiça que foi destaque e teve uma ótima atuação na novela Felicidade (recente pra época), infelizmente acabou sendo mal utilizada.
A resolução da vingança foi frustrante, assim como o último capítulo, que como quase todas as novelas, utilizou dos recursos da mulherada toda tendo filhos, casamento e os vilões não sendo penalizados, na realidade, poderia ter acabado no penúltimo capítulo.
Mesmo tendo alguns capítulos aos quais nada acontecia e com o desfecho da tal da vingança, que finalizou muito fraca ou sequer aconteceu de verdade, a novela cumpriu o propósito de entreter.
A crítica política continua sendo válida e se encaixando aos dias atuais.
as pequenas cidades na mesma proporção o qual em geral encontram se repletas de historias,curiosidades, bem como a estupida alem de patetica caipirice desprezivel pertinente ao interior, a tendencia e´que uma boa parte de sua sobrevivencia condicione a uma economia simples, bem como dependente da boa vontade do coronelismo de familias patriarcais, em outras palavras, semelhante a ficticia tupiacanga, quem puder, que fuja deste verdadeiro marasmo em forma de vida atrasada, futriqueiros intrometidos, marias faladeiras identicas a papagaios sem lingua controlada, bem como a demais personagens, cujo não importa o quanto tentem se destacar em meio aos demais como raimundo flameu, pois com certeza, esta obra antiga de dennis carvalho mostrou muito bem o que fato tais sociedades são, resumindo, um reduto de criaturas paradas no tempo, enquanto o verdadeiro mundo real ou seja, as grandes metropoles, graças a deus se movimenta. NOTA 9.5
O autor (em sua boa fase) trouxe mais uma trama abordando o universo fantástico, só que dessa vez recheado de metáforas políticas, do comportamento humano e mistérios da alquimia . Edson Celulari como Raimundo Flamel e Giulia Gam como Linda Inês tinham uma química perfeita, Grande elenco!!