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Data de lançamento
30 Março 1998Madalena, para se livrar do comportamento possessivo do marido Danilo, foge para a Europa com o amigo Maneco Dionísio. Trabalhando como artistas de rua, eles são descobertos e voltam para o Brasil clandestinamente. Para continuar foragida, Madalena aceita um emprego de governanta no interior do sul do país. Vai trabalhar na mansão do poderoso Xistus para cuidar de seus espevitados netos: Glorinha, Zé Maria, Marizé e Fafá, órfãos de mãe, a filha de Xistus. As crianças são filhos do veterinário Álvaro, que mora num sítio com seu pai Pepe e é noivo da desequilibrada Bruna, filha de seu patrão Ruddy, um homem falido que vive de aparências. Madalena desperta uma paixão no velho Xistus, mas ela de fato passa a amar Álvaro. Mas Xistus e Bruna se unem para lutar contra essa amor. As coisas pioram quando Danilo descobre o paradeiro de sua mulher.
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Novelinha gostosa de assistir. Vi quando criança mas como não lembrava muito da história, revi agora pelo globoplay. Cara, que beleza! Como faz bem essas novelas antigas. Só achei o último capítulo muito corrido.
Fabulosa novela. Boa época da minha infância!
Amei rever. Lembrança de infância preservada com sucesso. Lindo acompanhar minha linda e doce Madalena (Drica Moraes), que mocinha gostosa de acompanhar, né? Adorava torcer por ela. Ainda que a super vilã Bruna (Andréia Beltrão) fosse realmente um êxtase como cantava Frejat na sua música tema. E o viril protagonista defendido por Herson Capri, Álvaro é tudo!
Ah, que saudades do Vô Pepe. Ele era um cara que todo neto sonhava em ter, né?
Destaques também para Quitéria, Emília e Filé, a detetive Heloísa e a tempestiva amizade do Frei Chicão e Maneco, este segundo, o amigo que todo mundo queria ter.
E não menos importantes: as crianças! Que delícia acompanha-los! Principalmente o Fafá, um traquina daqueles para ninguém colocar defeito. Um pequeno gênio.
Novela linda, família e muito bem escrita, Walter Negrão foi bem feliz aqui.
Minha novela favorita da vida.
Típica novela das 18h. Barriguda, apesar de curta.
Drica Moraes tava ótima com uma mocinha que não era uma completa pateta insuportável, de praxe nesse horário. Mas o grande destaque foi Andréa Beltrão com a vilã Bruna. Carregou a reta final nas costas e dava um show a cada cena.
Assisti a novela Era Uma Vez (1998) de Walther Negrão no Canal Viva. Eu tinha visto um pouco dessa novela em alguma reprise, quis ver. Sempre amei a família do sítio. Quatro crianças (Luiza Curvo, Alexandre Lemos, Alessandra Aguiar e Pedro Agum), um pai (Herson Capri) e um avô (Elias Gleiser). Na época que passou eu mal ficava em casa, trabalhava direto, sem folga. Madalena (Drica Moraes) vai se esconder em uma cidadezinha "no meio do nada" pra fugir de um marido violento (Tuca Andrada). Emprega-se de governanta dos pestinhas. Ela e o pai das crianças se apaixonam. Sim, é uma novela antiga, quando ainda achavam que não precisavam ser muito realistas, e sim, muito texto é machista, mas Elizabeth Jinh é uma colaboradora e já é possível ver excelentes diálogos atuais sobre a condição de mulheres e relacionamentos. Ainda era a época que as novelas não precisavam ter negros em suas tramas, então a novela ignora que a maior parte da população brasileira é de negros. Acho que os casalzinhos mais esquisitos eram os mais jovens da trama. O playboy filé (Cláudio Henrich) vivia com uma turma em esportes radicais, depois que o pai (Jorge Dória) arruína financeiramente a vida da família, ele toma juízo. Mas é tudo muito fake, é bem história de rico que fica pobre, mas não é bem assim. Hipotecada a fazenda, conseguem de volta com uma chantagem frouxa e continuam ricos. Os duas pretendentes tem 18 anos, mas ainda estão no colégio. Emília (Débora Secco) é muito estudiosa, mas deve ter repetido de ano várias vezes pra ainda não estar na faculdade. Até dá pra entender a pressa de Filé pra casar com Babi (Nívea Stelmann) que queria intimidade só casando, mas casar aos 18 anos, os dois sem trabalho, é bem surreal. Ele acaba se decidindo por Emília, em vez de só namorar e os dois estudarem, casam rapidinho também. E o celeiro? Ok, ele com raiva do pai vai morar no celeiro. "Não quero nada do meu pai". Bom, mas o celeiro estava nas terras do pai e o celeiro era do pai. Filé não entende porque Babi não quer morar com ele no celeiro, mas como é uma novela da ilha da fantasia, não tem banheiro. Oi? Viver de modo simples é uma coisa, mas sem banheiro? Gostei que a Heloísa (Suzy Rêgo) ficou com o Xistos (Cláudio Marzo). Ela é detetive e aparece na trama praticamente como uma vilã. A novela resolve ser boazinha com os maus da trama. Heloísa se redime do mal que fez, ela passa a novela com comportamentos antiéticos, mas se redime ajudando Álvaro a encontrar Madalena. Os vilões também são chamados de loucos e internados em um hospício de luxo. Em novela hospício sempre é um bom lugar pra loucos, inclusive os pra ricos. Letícia (Sura Bertichevsky) não tem a mesma redenção. Depois de cometer um crime gravíssimo, abandona o filho em um orfanato, a pobre sofre o pão que o diabo amassou na novela, não arrumam um companheiro pra ela, nem uma carreira melhor. Até o filho (André Gonçalves) esqueceu-se dela depois que ela vai embora e some da trama. Até Waldir foi perdoado melhor que a pobre da Letícia. Waldir, depois de todas as maldades que fez a família do Xistos, volta ao seu emprego. A família que eu mais amava era a do Catulo (Emiliano Queiroz) e da Quitéria (Stella Freitas). Ele era o sábio da novela, ponderado, aconselhava todos. O Xistos o tinha como confidente. Quitéria era a adivinha da trama, ela percebia tudo, como amo esses atores. Eles adotaram um filho, a história do filho deles também é bonita. Ele se apaixona por uma mulher mais velha (Myrian Rios) com um filho adolescente (Eduardo Caldas). Lindo como os pais defendem o namoro do filho. Mas é novela antiga como eu disse, o pobre do adolescente só trabalha, estuda também, mas após os estudos tem que trabalhar, exaustivamente. Relações trabalhistas em novelas antigas são sempre esquisitas pra dizer o mínimo. O Pepe tinha o melhor arroz da região. Mas na hora da colheita explorava a cidade inteira na colheita em troca de uma macarronada. Ganhava a vida às custas de trabalho escravo. Não tinha um funcionário no "sítio". Mas achei importante abordar o abuso do ricaço sobre o seu funcionário. Rudy comprava cavalos, ok, sabia escolher bons cavalos, mas também ganhava as corridas porque tinha um bom jóquei. Apesar dele ganhar muito dinheiro com as apostas e enriquecer, era incapaz de remunerar melhor o seu funcionário, ou partilhar os lucros com ele. Tinham muitos personagens que eu gostava. A doce Cema (Maria Carol Rebello), uma irmã que todo mundo queria ter. Frei Chicão (Diogo Vilela) e Dona Santa (Nair Belo) tinham momentos lindos. Belíssimo o diálogo do frei falando pra irmã que ela fazia vista grossa as irresponsabilidades do filho (Marcos Frota). E ainda Luciano Vianna, Rejane Goulart e Tereza Rachel. Em 1998 já tinha a mania de na última semana ter um sequestro, achando que o público gosta. Ainda era a época que as novelas não tomavam certos cuidados com produtos para crianças. Pela família do sítio, muita criança amava e acompanhava a novela, mas a trama fica pesadíssima no final. Teve tentativa de estupro, mostrou assassinatos, tentaram matar o Maneco, ele só sobreviveu porque a bala não o matou, mas foi espancado na televisão e atiraram nele, sequestros, mais de um. Eu insisti porque queria ver o final, mas a novela fica muito ruim e chata nessa fase. Teve uma crítica muito grande com o surgimento da classificação indicativa, sim, pode ter alguns moralismos, exageros, mas é muito bom que as novelas para crianças sejam mais cuidadosos com violências.