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Bia (Marisa Orth) é uma jornalista que chega a Brasília para assumir, durante o período eleitoral, a chefia da sucursal da principal rede de TV do país. O antigo diretor está deixando o cargo para chefiar a campanha de um jovem candidato a governador, que é apoiado por políticos conservadores. Metade dos profissionais da sucursal também está deixando o local, pelos mais variados motivos, entre eles a crise econômica pela qual passa o país e a falta de perspectiva do fim do século. Através dos discursos dos funcionários que estão deixando a sucursal é exibido o desenvolvimento das campanhas e os conflitos vividos pelos personagens.
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Mesmo modus operandi em eleições.
- um bom retrato dos bastidores de uma eleição e do jogo sujo que os politicos fazem pare serem eleitos
- pega até leve, a gente sabe que eles fazem coisa bem pior e como a corrupção reina
- pena que os personagens falando com a camera quebra o ritmo da narrativa, podia ser explorado de outra forma
Ver este filme era um anseio desde a adolescência, antes mesmo que eu optasse pelo Jornalismo enquanto carreira pretendida. E não era por acaso: a sinopse deixava evidente a preocupação deontológica, a capacidade de análise de uma cineasta bastante experimentada, elogiada e premiada em relação aos documentários políticos. Nessa sua estréia ficcional, o problema maior está na recusa em aceitar a contundente personagem de Marisa Orth como protagonista. Opta pela estratégia da metralhadora giratória denuncista sob múltiplas perspectivas (inclusive, adotando os depoimentos diretos para a câmera de funcionários da emissora de TV) e dilui um ponto de seu impacto no miolo narrativo. Mas envelheceu bem, conta com um elenco mui eficiente, tem muito a ver com a conjuntura partidária hodierna e escolheu uma excelente intérprete musical na voz e Adriana Calcanhotto, que inebria-nos sempre que "A Dona do Castelo" aparece na banda sonora. Valeu a pena esperar! (WPC>)
Como o Phelipe já apontou abaixo, a estética televisiva incomoda pela falta de originalidade dentro do contexto em que a obra está inserida e por fazer o filme soar várias vezes quase como uma montagem de esquetes, por mais que algumas dessas "esquetes" sejam incisivas e muitíssimo bem interpretadas.
A decepção de um modo geral vem mais por conta da abordagem um tanto canhestra do tema. No entanto, é uma das raras vezes em que vejo um filme nacional abordando a temática da mídia e sua influência no plano político, o que já faz com que ele mereça algum mérito e reconhecimento.
É um filme-ensaio que a Lúcia Murat fez com muita vontade mesmo, e isso é notável durante todo o filme. E tem muuuuita coisa interessante, embora outras descartáveis. Cada personagem é importantíssimo pra história, e olha que são muitos, coisa rara. Mas me impressiona como esses filmes da retomada do cinema brasileiro, em sua grande maioria, seguiam um estilo de produção muito televisivo. Isso aqui podia muito bem ser uma minissérie veiculada na Globo naquela época.