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Fernando, homem de meia idade bonito e charmoso, mas de carater duvidoso, perde suas ultimas economias, e decide, junto com sua esposa Estela, ir ao encontro do seu filho com quem teve pouco contato, Solano, em uma cidade chamada Pirenopolis. Ao chegar a cidade, Fernando descobre que sua mãe biológica está muito doente. Nem Fernando nem Solano a conhecem e, por isso, Mariquita pede que eles a acompanhem até a cidade de Girassol, às margens do Araguaia, onde mora Antoninha, para que sejam apresentados a ela.
Surpresa, mas contente por conhecer seu filho, neto e nora, Antoninha os alerta para que vão embora do Araguaia por causa da maldição. Ninguém acredita. Pouco tempo depois, Antoninha morre. Mesmo depois dos avisos de sua mãe, Fernando decide permanecer na região para herdar as terras que Antoninha deixou e vendê-las para, então, poder seguir seu rumo. Entretanto, ao descobrir que a propriedade da estância irá passar para as mãos do coronel Max como pagamento por dívidas antigas da fazendeira, Fernando resolve ir embora. Mas já é tarde: na véspera de sua partida, Fernando morre. Solano decide se estabelecer na estância e viverá uma verdadeira paixão às margens do Araguaia, ao conhecer Manuela, filha de Max, um coronel autoritário e que manda na região e que encontra em Solano um desafeto. Não só Max, Solano enfrentará um conturbado triangulo amoroso com a madrasta Estela, moça misteriosa e que fica apaixonada pelo enteado; e inicialmente também por Vitor, rapaz rico e noivo de Manuela. E sem falar da maldição que o assola.
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A monotonia de Araguaia
A novela das 18 horas da Rede Globo tem um grande elenco e lindas imagens, ainda sim falta uma boa história para se tornar atraente para o telespectador. O tema central trata de feitiços praticados por índios que dura séculos e vai matando todos os homens da família do protagonista (Solano-Murilo Rosa). Com isso, já morreram todos, inclusive seu pai, portanto só restando o mesmo como a próxima vítima da terrível maldição.
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Difícil...
As subtramas também não são nada incríveis. Há um viúva (Suzana Pires) que idolatra o marido e com isso reluta em assumir seu amor por um bonitão (Fred-Raphael Vianna) filho do vilão da historia (Max-Lima Duarte), e ainda tem que disputá-lo com sua irmã invejosa (Nancy-Marianna Rios). Temos um núcleo circense chatíssimo formado pelos ótimos Emilio Orciollo Neto, Nando Cunha e Thaís Garayp, além de mais algumas tramas que nada acrescentam.
Os bons momentos da novela se devem às atuações de Laura Cardoso, Eva Wilma, Yunes Chami (o hilario Mamede Mascate), Julia Lemmerts e Lima Duarte. Milena Toscano segura bem o posto de protagonista e não faz feio. O mesmo não se pode dizer de Cléo Pires, que está muito ruim e não tem expressão alguma.
Há mais uma falha grave na novela: a falta de agilidade. Hoje em dia o público não tolera mais histórias lentas e que se arrastam ao longo dos capítulos. Em Araguaia nada acontece com rapidez e verdade seja dita, nem tem histórias o suficiente para movimentar a trama. Com isso, o telespectador pode ficar duas semanas sem ver a novela que não perderá grandes acontecimentos.
A novela vem obtendo baixos índices de audiência (em torno dos 20/23 pontos) devido ao horário de verão, que sempre prejudica qualquer produto exibido no final de tarde. Mas não podemos negar que isso também se deve à falta de criatividade e desenvolvimento da história.
Após o sucesso de 'Cama de Gato' e 'Escrito nas Estrelas', 'Araguaia' tinha a missão de manter os elevados índices no horário, mas fatalmente não conseguirá. Walther Negrão já escreveu grandes novelas, como as mais "recentes" 'Desejo Proibido' e 'Como uma Onda'(essa apesar de ter sido boa não teve grande repercussão). Agora definitivamente o autor não foi feliz em 'Araguaia'.
Na sua trama, Walther optou por uma história pouco atraente, cujo tema principal era baseado em feitiços indígenas, que evoluía lentamente. Além de não se sentir atraído pela trama, o telespectador ainda via diversos personagens desnecessários e que pouco acrescentavam. E para piorar, os papéis centrais também sofriam pela falta de uma bom enredo. O resultado foi um vilão (Max - Lima Duarte) que não funcionou e um casal protagonista (Manuela/Milena Toscano e Solano/Murilo Rosa) que deu errado. A novela terminou sem empolgar e com um clima de monotonia que reinou do início ao fim. Agora, com seus erros, Walther Negrão mostraria que aprendeu com seus deslizes.
Gostava tanto dessa novela.
Apesar do final bem sem graça e da viajada no esquema de "maldição" dos homens da família... gostava da novela, da rotina dos personagens, o belo lugar em que se passou a história e do triângulo amoroso. haha
Esquecível.