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Duração
A ex-guerrilhera Ana, ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene, uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo, seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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- é uma linda homenagem a uma companheira que se foi, mas como filme não funciona tão bem assim
- o que mais gostei foi ter mantido a ana jovem e uma figura onipresente
- pensamentos muito bons, mas como um todo fica vago e não cativa
A Memória que Me contam - Brasil - 2012 - visto no dia 30.11.2020
Filme muito ruim. Tenho certeza que foi um dos piores filmes nacionais que já vi. História mal construída, nada interessante, chato, monótono, desperdício de produção e tempo. Contextos muito mal explorado, personagens tão vazios, sem graça que você tem mais vontade de abandonar o filme, torcer para acabar logo do que qualquer coisa. O tema é muito vasto, muito importante mas aqui é desperdiçado. Primeiro, a sinopse da trama atrai, pois contar memórias de uma época difícil como a ditadura militar é sempre interessante para estudo e análise, ainda mais quando revivência aqueles momentos trágicos no contexto mental falando, os traumas históricos e sequelas E aqui tentam falar de uma moça e seus amigos que lutaram de frente contra a ditadura, que hoje esse grupo tipo se "reencontra", após
uma dos militantes amigos vai ao hospital e fica em estado grave e todo mundo se reencontra para acompanhar a possível recuperação, tratamento da amiga no hospital.
não mostrar a vítima deitada na maca morrendo, deveria ter mostrado mais detalhes sobre o seu estado atual, só houve comentários, mas mostrar mesmo,
jovem
fantasma
eles tentaram criar uma memória viva a todo momento onde a moça acompanha os personagens mesmo a distância, os acompanha mentalmente, pois eles se lembram dela e torna uma memória viva, mas o que ela acrescentou na trama?
aparecia de repente, vivia fumando o seu cigarrinho
que não somos só vítimas
crianças
homoafetivas
Nota: 2,5
Achei uma trama extremamente deprimente e nem o bom elenco salva, ele atira para muitos lados e não conquista, pelo tema, esperava algo mais interessante.
É chato, desinteressante, não envolve e nem emociona.
Um tema sério desses merecia um filme bom.
Apesar de trazer à tona um dos temas mais complexos e relevantes da história do Brasil - os meandros e as contradições da luta contra a ditadura militar implantada após o golpe de 64 - o filme não consegue sustentar a si próprio. Com uma estrutura blasé, dispersa, quase memorialista ou etérea, a impressão que se tem é que uma alta burguesia brasileira advinda dos movimentos de 68, resolveu sentar em um divã caríssimo para tomar vinho e contar suas histórias. Assim, o filme passa a ter um tom exemplar a cada cena e todos os horrores da ditadura parecem um fantasma um tanto distante que parecem através e uma crise de culpa ou outra. A própria Ana, que após sofrer torturas tem sua vida destruída pela ditadura, é retratada com um distanciamento quase tedioso, sempre fumando e fazendo caras para uma câmera que parece ausente. Um outro ponto de distanciamento, este bastante incômodo, é a constante inserções de falas, pensamentos e diálogos em outras línguas, recurso que visa trazer novas camadas de sonoridade e poesia, mas soa pretensioso, dispendioso diante e tanta dor que se quer expor. Não dá para não repetir: se você não faz recorte de classe, você está sempre a beira de ignorar muita coisa que fica no caminho.
Fui assistir ao filme com a empolgação de fã de Lúcia Murat e fiquei com a sensação de que vi um filme ainda não terminado...como a memória. Talvez seja a proposta. Passou-me ao lado.