O final com a estrela da morte é incrivel. A trilha sonora, os enquadramentos fizeram da cena um das mais lindas da saga inteira. É bom demais amar essa saga e ser recompensado com um filme fantástico assim.
Não tem muito o que não gostar nesse filme, talvez ele seja longo demais e explore exaustivamente a capacidade do DiCaprio de ficar parado perto de uma fogueira, mas ele é um filme normal. Um belo Western e um belo filme de perseguição. Nada de muito especial. Só uma história interessante apresentada sob o olhar de um diretor que se importa com preservação do próprio estilo de narrativa e da própria identidade visual e eu, sinceramente, acho isso louvável em termos de cinema. Agora se você for um crítico gourmetizador de ideias vai escrever voltas e voltas de groselha pra dizer que o filme é "pretensioso na sua profundidade", como li na crítica do B9.
House of Cards voltou. Os 4 primeiros episódios já marcaram o que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato e no nível mais cinematográfico que qualquer série já conseguiu atingir. O primeiro episódio brinca com a expectativa do público e forja o clima denso, misterioso, introspectivo e ao mesmo tempo intenso da temporada. Pela nova trilha do Jeff Beal, já dá pra notar a total mudança de tom que se estenderia nos próximos episódios. Talvez, pra mim, seja a primeira vez em que eu realmente perceba em House of Cards um filme de 13 horas, nos seus cortes precisos, nas suas cores densas e na sua trilha sonora baseada em novos temas, o formato se consolida como uma alternativa, uma nova forma de se contar uma história, entregar à TV um trabalho que, em outros tempos, pertenceria somente ao cinema. Devo dizer que o Kevin Spacey evolui no personagem de forma majestosa. Nos episódios finais da temporada, a interpretação do cara tá visceral. Nunca esteve tão maligno, inescrupuloso, filho da puta, evil como Francis Underwood. Eu realmente fiquei com medo do que a sua ganância e egoísmo poderiam desencadear. Sua arrogância conseguiu se sobrepor até a sua inteligência pra agir com diplomacia quando deveria, mesmo que pelos motivos errados, afinal todo mundo curte um bom vilão. Francis consegue ser mais odiado do que admirado. Não à toa deixa seus planos menos claros no começo, afetados por uma fase de fraqueza em que conhecemos um Francis pequeno, com a sua ironia característica nos monólogos em menor número. Parece que pela primeira vez, Francis está perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. Enfim, vislumbramos na ascensão de Francis nada além de uma vitória vazia, a vergonha no lugar da glória. O trabalho que fazem no áudio, no nível grave da voz do Kevin Spacey, ainda me surpreende. Grande parte da postura intimidadora do cara surge a partir da voz. O grande diferencial agora é a atenção dada ao material humano da série. Nessa temporada a escolha foi diminuir o ritmo pra explorar o apelo atrativo que seus personagens possuem. Depois de três temporadas, o público já adora o casal Underwood suficientemente pra entender quando é hora de fazer o que estava em segundo plano tomar seu lugar no primeiro. Parece que toda a trama tem como objetivo principal mostrar ao público as emoções do casal. Se, por um lado, parecia inevitável que a relação dos dois fosse trabalhada de forma eloquente com o Francis no lugar de presidente, a série surpreende mais uma vez com uma puta construção de personagem e situação no seu roteiro depressivo, cercado de crises morais que por momentos nos levam a crer em algum tipo de redenção. Talvez a intenção disso seja reafirmar a ligação afetiva com o público, mostrá-los como humanos, desconstruindo a figura mitológica do casal. Em Claire paira um senso de justiça e impotência ao mesmo tempo. Francis não se contentou em ser um vice-Presidente comum, Claire também não se ateria a ser a usual primeira-dama. Robin Wright, mais maravilhosa do que nunca, justifica a completa obsessão do Francis por Claire em cada cena. Uma obsessão tão forte (e pura) assim seria obviamente seria sua maior fraqueza. Dessa vez, o único castelo de cartas que desmorona em cima do casal vinha sendo montado e equilibrado há quase 30 anos. Essa temporada atingiu um nível de maturidade difícil de alcançar e, corajosamente, manteve-se no caminho. Há de se notar o verdadeiro tom político que o roteiro escolheu trazer. As sátiras aqui parecem tomar um caráter mais realista. Por trás da invenção, vemos a realidade do mundo grafada nas cenas. A arte imitando a vida em seu pleno funcionamento.
Tô no episódio 5 e posso ver que os 4 primeiros marcam um fase da temporada que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato. É uma fase de fraqueza, e
é uma fase em que conhecemos um Francis fraco e que nos leva em pensar em redenção (?) A trilha sonora desenvolvida é puta maravilhosa... Os monologos em menor frequência deixaram o clima mais denso, e não irônico. Parece que pela primeira vez, Francis tá perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. E então. , com tudo dando errado, ele volta a ativa de verdade e o clima das temporadas anteriores é restabelecido (incluve com temas sonoros da segubnda temporada)
Vim aqui ver encontrar alguém pra compartilhar minha tristeza pela Sybil e aí pego, sem querer, o spoiler que do Mattew. Como lidar com duas tragédias do entretenimento ( as mortes e o spoiler ) na mesma noite??
Quando ela tava na bicicleta, indo embora do show do Maroon 5, o mais óbvio a se pensar era que ela estaria indo pra ficar com o Mark Rufallo. Aí eu pensei "não! Não faz isso, não corre pra esse final óbvio. Não destrói a beleza simples que esse filme construiu sem recorrer a clichês de comédia romântica. " E então a próxima cena foi o Rufallo com a mulher dele, e ela somente andando pra lugar nenhum.
Caramba, adoro quando um final de filme foge assim do óbvio... Muito bom.
Eu, 20 anos, sento no pc entediado e sem sono num domingo de madrugada, vejo que tem esse filme no meu computador e penso " que raio de filme é esse?" Dou o play e fico completamente hipnotizado por um filme pra família infantil. Sério, a maior tristeza desse filme pra mim é ele ter 1h20min SÓ! eu não queria que acabasse. Caramba, não sei o que aconteceu, filme leve e absolutamente apaixonável com esse baita elenco bacana... Sei lá, terminei o filme e fiquei feliz, só isso. Por mais filmes que me façam sentir essa felicidade genuína...
Me sinto um pouco envergonhado de só descobrir sobre a existência do Alan Turing depois de assistir a esse filme. Histórias como a dele devem ser contadas e valorizadas...
Sobem os créditos, toca Deep Blue do Arcade Fire. De algum modo, apesar de quase dormir em vários momentos, eu sei que o filme conseguiu. Sei porque passo os próximos minutos olhando pra tela preta, estático. É, na verdade, complicado de explicar. É um filme sem clímax, sem uma linha de acontecimentos interessantes acontecendo e, mesmo assim, no final só se sente nostalgia, um daqueles sentimentos bonitos. No final dá pra se sentir satisfeito, com a subjetividade alimentada ainda que pra isso não tenha visto nada além do óbvio. Nada além da sua própria vida espelhada, até nas partes chatas. Parece que a história de todo mundo daria um puta filme. É do tipo de filme que tem que embarcar na ideia. Tem que embarcar nos diálogos triviais e até nos divagatórios que não te levarão a lugar nenhum. Pode até sentir sono nessas horas, mas tem que ter os olhos certos de quem assiste procurando nas entrelinhas. E lá não encontrará nada novo. Sem elfos, somente baleias. Percebi que eu compreendi tão bem cada passo da vida do garoto, como se eu soubesse o que se passava na cabeça dele, cada detalhe. Mas os detalhes aqui pouco importam, seguem vivos nos momentos que se aproveitam de nós. Nós, na vida pessoal, na família funcional e inabalável. E seguindo assim por anos, como se fosse eu, falando sobre uma classe de pessoas específica. Um monte de Eus e um monte de muita gente, uma geração inteira indo embora, na estrada e no tempo. Com diálogos pequenos e sem muitos arranjos vem o final, que é só o final do filme por um momento, porque é assim que a vida é. Foi como terminar de assistir um série que você gosta muito ou como olhar pra trás em algum momento da vida e sentir que se despede de uma história muito particular, mesmo sendo um filme só e só um filme. E então seguir em frente. Por isso eu acho que esse diretor merece os prêmios que receber. O cara tava disposto a fazer algo inovador nesse nível e entregou um puta trabalho pro cinema. Merece todos os seus prêmios, sem dúvida. E, apesar de toda a melancolia progressiva, de toda a resistência juvenil, o final não é um final... é um começo. Na realidade é o único começo que existe no filme. Ali, sempre será agora. Certamente virou um clássico da minha juventude...
Não terminei essa temporada ainda, mas acho intrigante como essa série insiste em dividir o seu propósito em roteiros puta inteligentes que se amarram nas notícias verdadeiras e em dramatizar de forma tão ¨piegas¨ as relações dos funcionários da redação do jornal. É quase contraditório e eu tendo a acreditar que é proposital. Como se toda aquela sentimentalização precisasse existir pra, de alguma forma, representar o sentimento lírico que existe em todo mundo que se disponha a argumentar sobre a realidade.
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/11/veja-o-que-o-fisico-kip-thorne-tem-dizer-sobre-interestelar.html Pra quem tiver interesse na Física do filme, vale a pena ler.
Eu lembro de quando fiquei insatisfeito com Planeta dos Macacos : A origem. Mas agora vejo que os planos dos caras pra essa franquia eram maiores e o filme anterior cumpriu seu papel e muito bem como filme de origem. Filme ESPETACULAR. Quem não viu, veja!
Louis C.K. é um puta comediante. Quem conhece o trabalho do cara com stand up antes de ter visto a série sabe que ele trás aquele humor desregrado e sem filtros que quem já viu George Carlin conhece bem. Talvez desregrado e sem filtros não signifique falta de moralidade ou de bom senso, não na comédia e essa série é especialmente excelente por causa disso. O cara mostra que existe uma vida inteira de insegurança, medo, monotonia, tabus de infância, solidão, tudo fora do palco e da performance de um comediante. Tem episódio que não é nem mesmo engraçado, como o que
ele vai até a casa do garoto que prometeu quebrar a cara dele e descobre que a família do cara era despreparada. Não chega a dar tempo de julgar a família, pois no momento em que o Louie e o pai do tal garoto sentam na escada, fumam e conversam tu percebe o outro lado do problema.
E o episódio termina ali!! É tudo tão fluido que a pessoa termina o episódio satisfeita, talvez sem perceber que assistiu uma história essencialmente dramática em uma série de comédia. Isso pra mim é genial.
Queer as Folk (5ª Temporada)
4.6 1212017 foi o ano em que conheci Brian Kinney e nunca mais irei esquecer haha que série. Ainda sem palavras.
Rogue One: Uma História Star Wars
4.2 1,8K Assista AgoraO final com a estrela da morte é incrivel. A trilha sonora, os enquadramentos fizeram da cena um das mais lindas da saga inteira. É bom demais amar essa saga e ser recompensado com um filme fantástico assim.
O Regresso
4.0 3,5K Assista AgoraNão tem muito o que não gostar nesse filme, talvez ele seja longo demais e explore exaustivamente a capacidade do DiCaprio de ficar parado perto de uma fogueira, mas ele é um filme normal. Um belo Western e um belo filme de perseguição. Nada de muito especial. Só uma história interessante apresentada sob o olhar de um diretor que se importa com preservação do próprio estilo de narrativa e da própria identidade visual e eu, sinceramente, acho isso louvável em termos de cinema. Agora se você for um crítico gourmetizador de ideias vai escrever voltas e voltas de groselha pra dizer que o filme é "pretensioso na sua profundidade", como li na crítica do B9.
House of Cards (3ª Temporada)
4.4 413House of Cards voltou.
Os 4 primeiros episódios já marcaram o que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato e no nível mais cinematográfico que qualquer série já conseguiu atingir. O primeiro episódio brinca com a expectativa do público e forja o clima denso, misterioso, introspectivo e ao mesmo tempo intenso da temporada. Pela nova trilha do Jeff Beal, já dá pra notar a total mudança de tom que se estenderia nos próximos episódios. Talvez, pra mim, seja a primeira vez em que eu realmente perceba em House of Cards um filme de 13 horas, nos seus cortes precisos, nas suas cores densas e na sua trilha sonora baseada em novos temas, o formato se consolida como uma alternativa, uma nova forma de se contar uma história, entregar à TV um trabalho que, em outros tempos, pertenceria somente ao cinema.
Devo dizer que o Kevin Spacey evolui no personagem de forma majestosa. Nos episódios finais da temporada, a interpretação do cara tá visceral. Nunca esteve tão maligno, inescrupuloso, filho da puta, evil como Francis Underwood. Eu realmente fiquei com medo do que a sua ganância e egoísmo poderiam desencadear. Sua arrogância conseguiu se sobrepor até a sua inteligência pra agir com diplomacia quando deveria, mesmo que pelos motivos errados, afinal todo mundo curte um bom vilão. Francis consegue ser mais odiado do que admirado. Não à toa deixa seus planos menos claros no começo, afetados por uma fase de fraqueza em que conhecemos um Francis pequeno, com a sua ironia característica nos monólogos em menor número. Parece que pela primeira vez, Francis está perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. Enfim, vislumbramos na ascensão de Francis nada além de uma vitória vazia, a vergonha no lugar da glória. O trabalho que fazem no áudio, no nível grave da voz do Kevin Spacey, ainda me surpreende. Grande parte da postura intimidadora do cara surge a partir da voz.
O grande diferencial agora é a atenção dada ao material humano da série. Nessa temporada a escolha foi diminuir o ritmo pra explorar o apelo atrativo que seus personagens possuem. Depois de três temporadas, o público já adora o casal Underwood suficientemente pra entender quando é hora de fazer o que estava em segundo plano tomar seu lugar no primeiro. Parece que toda a trama tem como objetivo principal mostrar ao público as emoções do casal. Se, por um lado, parecia inevitável que a relação dos dois fosse trabalhada de forma eloquente com o Francis no lugar de presidente, a série surpreende mais uma vez com uma puta construção de personagem e situação no seu roteiro depressivo, cercado de crises morais que por momentos nos levam a crer em algum tipo de redenção. Talvez a intenção disso seja reafirmar a ligação afetiva com o público, mostrá-los como humanos, desconstruindo a figura mitológica do casal. Em Claire paira um senso de justiça e impotência ao mesmo tempo. Francis não se contentou em ser um vice-Presidente comum, Claire também não se ateria a ser a usual primeira-dama. Robin Wright, mais maravilhosa do que nunca, justifica a completa obsessão do Francis por Claire em cada cena. Uma obsessão tão forte (e pura) assim seria obviamente seria sua maior fraqueza. Dessa vez, o único castelo de cartas que desmorona em cima do casal vinha sendo montado e equilibrado há quase 30 anos.
Essa temporada atingiu um nível de maturidade difícil de alcançar e, corajosamente, manteve-se no caminho. Há de se notar o verdadeiro tom político que o roteiro escolheu trazer. As sátiras aqui parecem tomar um caráter mais realista. Por trás da invenção, vemos a realidade do mundo grafada nas cenas. A arte imitando a vida em seu pleno funcionamento.
House of Cards (3ª Temporada)
4.4 413Tô no episódio 5 e posso ver que os 4 primeiros marcam um fase da temporada que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato. É uma fase de fraqueza, e
é uma fase em que conhecemos um Francis fraco e que nos leva em pensar em redenção (?) A trilha sonora desenvolvida é puta maravilhosa... Os monologos em menor frequência deixaram o clima mais denso, e não irônico. Parece que pela primeira vez, Francis tá perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. E então. , com tudo dando errado, ele volta a ativa de verdade e o clima das temporadas anteriores é restabelecido (incluve com temas sonoros da segubnda temporada)
Tô no quinto e completamente ansioso pelo resto.
Downton Abbey (3ª Temporada)
4.5 317 Assista AgoraVim aqui ver encontrar alguém pra compartilhar minha tristeza pela Sybil e aí pego, sem querer, o spoiler que do Mattew. Como lidar com duas tragédias do entretenimento ( as mortes e o spoiler ) na mesma noite??
Mesmo se Nada der Certo
4.0 1,9K Assista AgoraSobre o final...
Quando ela tava na bicicleta, indo embora do show do Maroon 5, o mais óbvio a se pensar era que ela estaria indo pra ficar com o Mark Rufallo. Aí eu pensei "não! Não faz isso, não corre pra esse final óbvio. Não destrói a beleza simples que esse filme construiu sem recorrer a clichês de comédia romântica. " E então a próxima cena foi o Rufallo com a mulher dele, e ela somente andando pra lugar nenhum.
Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso
3.2 347 Assista AgoraEu, 20 anos, sento no pc entediado e sem sono num domingo de madrugada, vejo que tem esse filme no meu computador e penso " que raio de filme é esse?" Dou o play e fico completamente hipnotizado por um filme pra família infantil. Sério, a maior tristeza desse filme pra mim é ele ter 1h20min SÓ! eu não queria que acabasse. Caramba, não sei o que aconteceu, filme leve e absolutamente apaixonável com esse baita elenco bacana... Sei lá, terminei o filme e fiquei feliz, só isso. Por mais filmes que me façam sentir essa felicidade genuína...
Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista AgoraJ.K Simmons é inacreditável... Um sargento Hartman da música nesse filme. Aliás, que filmaço... o final pra é deixar qualquer um sem fôlego...
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista AgoraEssa trilha só na batera é sensacional...
O Jogo da Imitação
4.3 3,0K Assista AgoraMe sinto um pouco envergonhado de só descobrir sobre a existência do Alan Turing depois de assistir a esse filme. Histórias como a dele devem ser contadas e valorizadas...
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraSobem os créditos, toca Deep Blue do Arcade Fire. De algum modo, apesar de quase dormir em vários momentos, eu sei que o filme conseguiu. Sei porque passo os próximos minutos olhando pra tela preta, estático. É, na verdade, complicado de explicar. É um filme sem clímax, sem uma linha de acontecimentos interessantes acontecendo e, mesmo assim, no final só se sente nostalgia, um daqueles sentimentos bonitos. No final dá pra se sentir satisfeito, com a subjetividade alimentada ainda que pra isso não tenha visto nada além do óbvio. Nada além da sua própria vida espelhada, até nas partes chatas. Parece que a história de todo mundo daria um puta filme.
É do tipo de filme que tem que embarcar na ideia. Tem que embarcar nos diálogos triviais e até nos divagatórios que não te levarão a lugar nenhum. Pode até sentir sono nessas horas, mas tem que ter os olhos certos de quem assiste procurando nas entrelinhas. E lá não encontrará nada novo. Sem elfos, somente baleias. Percebi que eu compreendi tão bem cada passo da vida do garoto, como se eu soubesse o que se passava na cabeça dele, cada detalhe. Mas os detalhes aqui pouco importam, seguem vivos nos momentos que se aproveitam de nós. Nós, na vida pessoal, na família funcional e inabalável. E seguindo assim por anos, como se fosse eu, falando sobre uma classe de pessoas específica. Um monte de Eus e um monte de muita gente, uma geração inteira indo embora, na estrada e no tempo.
Com diálogos pequenos e sem muitos arranjos vem o final, que é só o final do filme por um momento, porque é assim que a vida é. Foi como terminar de assistir um série que você gosta muito ou como olhar pra trás em algum momento da vida e sentir que se despede de uma história muito particular, mesmo sendo um filme só e só um filme. E então seguir em frente. Por isso eu acho que esse diretor merece os prêmios que receber. O cara tava disposto a fazer algo inovador nesse nível e entregou um puta trabalho pro cinema. Merece todos os seus prêmios, sem dúvida. E, apesar de toda a melancolia progressiva, de toda a resistência juvenil, o final não é um final... é um começo. Na realidade é o único começo que existe no filme. Ali, sempre será agora.
Certamente virou um clássico da minha juventude...
O Grande Hotel Budapeste
4.2 3,0KNão tem como não adorar os filmes desse cara. Um Tarantino meio burlesco...
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraMelhor suspense de 2014, assistido em 2015.
The Newsroom (2ª Temporada)
4.5 52 Assista AgoraNão terminei essa temporada ainda, mas acho intrigante como essa série insiste em dividir o seu propósito em roteiros puta inteligentes que se amarram nas notícias verdadeiras e em dramatizar de forma tão ¨piegas¨ as relações dos funcionários da redação do jornal. É quase contraditório e eu tendo a acreditar que é proposital. Como se toda aquela sentimentalização precisasse existir pra, de alguma forma, representar o sentimento lírico que existe em todo mundo que se disponha a argumentar sobre a realidade.
O Predestinado
4.0 1,7K Assista AgoraSe alguém entendeu esse filme, que faça o favor de me explicar...
Interestelar
4.4 5,8K Assista Agorahttp://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/11/veja-o-que-o-fisico-kip-thorne-tem-dizer-sobre-interestelar.html Pra quem tiver interesse na Física do filme, vale a pena ler.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraAlguém tem link pra baixar a trilha sonora aí?
Planeta dos Macacos: O Confronto
3.9 1,8KEu lembro de quando fiquei insatisfeito com Planeta dos Macacos : A origem. Mas agora vejo que os planos dos caras pra essa franquia eram maiores e o filme anterior cumpriu seu papel e muito bem como filme de origem. Filme ESPETACULAR. Quem não viu, veja!
Louie (1ª Temporada)
4.3 42Louis C.K. é um puta comediante. Quem conhece o trabalho do cara com stand up antes de ter visto a série sabe que ele trás aquele humor desregrado e sem filtros que quem já viu George Carlin conhece bem. Talvez desregrado e sem filtros não signifique falta de moralidade ou de bom senso, não na comédia e essa série é especialmente excelente por causa disso. O cara mostra que existe uma vida inteira de insegurança, medo, monotonia, tabus de infância, solidão, tudo fora do palco e da performance de um comediante. Tem episódio que não é nem mesmo engraçado, como o que
ele vai até a casa do garoto que prometeu quebrar a cara dele e descobre que a família do cara era despreparada. Não chega a dar tempo de julgar a família, pois no momento em que o Louie e o pai do tal garoto sentam na escada, fumam e conversam tu percebe o outro lado do problema.
E foi só a primeira temporada.
Orange Is The New Black (2ª Temporada)
4.4 875 Assista AgoraCinco estrelas por aquela cena final da Rosa...
Cosmos: Uma Odisséia No Espaço Tempo
4.8 338Vocês aí tranquilos enquanto falta só um episódio pra série acabar tipo... PRA SEMPRE!
Cosmos: Uma Odisséia No Espaço Tempo
4.8 338O encantamento assistindo essa série parece ser geral, mas eu queria deixar aqui uma das responsáveis por essa série ser tão maravilhosa.
https://www.youtube.com/watch?v=0W34Hd36X-U
Grande, GRANDE Alan Silvestri.
Cosmos: Uma Odisséia No Espaço Tempo
4.8 338FODA!