House of Cards voltou. Os 4 primeiros episódios já marcaram o que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato e no nível mais cinematográfico que qualquer série já conseguiu atingir. O primeiro episódio brinca com a expectativa do público e forja o clima denso, misterioso, introspectivo e ao mesmo tempo intenso da temporada. Pela nova trilha do Jeff Beal, já dá pra notar a total mudança de tom que se estenderia nos próximos episódios. Talvez, pra mim, seja a primeira vez em que eu realmente perceba em House of Cards um filme de 13 horas, nos seus cortes precisos, nas suas cores densas e na sua trilha sonora baseada em novos temas, o formato se consolida como uma alternativa, uma nova forma de se contar uma história, entregar à TV um trabalho que, em outros tempos, pertenceria somente ao cinema. Devo dizer que o Kevin Spacey evolui no personagem de forma majestosa. Nos episódios finais da temporada, a interpretação do cara tá visceral. Nunca esteve tão maligno, inescrupuloso, filho da puta, evil como Francis Underwood. Eu realmente fiquei com medo do que a sua ganância e egoísmo poderiam desencadear. Sua arrogância conseguiu se sobrepor até a sua inteligência pra agir com diplomacia quando deveria, mesmo que pelos motivos errados, afinal todo mundo curte um bom vilão. Francis consegue ser mais odiado do que admirado. Não à toa deixa seus planos menos claros no começo, afetados por uma fase de fraqueza em que conhecemos um Francis pequeno, com a sua ironia característica nos monólogos em menor número. Parece que pela primeira vez, Francis está perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. Enfim, vislumbramos na ascensão de Francis nada além de uma vitória vazia, a vergonha no lugar da glória. O trabalho que fazem no áudio, no nível grave da voz do Kevin Spacey, ainda me surpreende. Grande parte da postura intimidadora do cara surge a partir da voz. O grande diferencial agora é a atenção dada ao material humano da série. Nessa temporada a escolha foi diminuir o ritmo pra explorar o apelo atrativo que seus personagens possuem. Depois de três temporadas, o público já adora o casal Underwood suficientemente pra entender quando é hora de fazer o que estava em segundo plano tomar seu lugar no primeiro. Parece que toda a trama tem como objetivo principal mostrar ao público as emoções do casal. Se, por um lado, parecia inevitável que a relação dos dois fosse trabalhada de forma eloquente com o Francis no lugar de presidente, a série surpreende mais uma vez com uma puta construção de personagem e situação no seu roteiro depressivo, cercado de crises morais que por momentos nos levam a crer em algum tipo de redenção. Talvez a intenção disso seja reafirmar a ligação afetiva com o público, mostrá-los como humanos, desconstruindo a figura mitológica do casal. Em Claire paira um senso de justiça e impotência ao mesmo tempo. Francis não se contentou em ser um vice-Presidente comum, Claire também não se ateria a ser a usual primeira-dama. Robin Wright, mais maravilhosa do que nunca, justifica a completa obsessão do Francis por Claire em cada cena. Uma obsessão tão forte (e pura) assim seria obviamente seria sua maior fraqueza. Dessa vez, o único castelo de cartas que desmorona em cima do casal vinha sendo montado e equilibrado há quase 30 anos. Essa temporada atingiu um nível de maturidade difícil de alcançar e, corajosamente, manteve-se no caminho. Há de se notar o verdadeiro tom político que o roteiro escolheu trazer. As sátiras aqui parecem tomar um caráter mais realista. Por trás da invenção, vemos a realidade do mundo grafada nas cenas. A arte imitando a vida em seu pleno funcionamento.
Tô no episódio 5 e posso ver que os 4 primeiros marcam um fase da temporada que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato. É uma fase de fraqueza, e
é uma fase em que conhecemos um Francis fraco e que nos leva em pensar em redenção (?) A trilha sonora desenvolvida é puta maravilhosa... Os monologos em menor frequência deixaram o clima mais denso, e não irônico. Parece que pela primeira vez, Francis tá perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. E então. , com tudo dando errado, ele volta a ativa de verdade e o clima das temporadas anteriores é restabelecido (incluve com temas sonoros da segubnda temporada)
Vim aqui ver encontrar alguém pra compartilhar minha tristeza pela Sybil e aí pego, sem querer, o spoiler que do Mattew. Como lidar com duas tragédias do entretenimento ( as mortes e o spoiler ) na mesma noite??
Não terminei essa temporada ainda, mas acho intrigante como essa série insiste em dividir o seu propósito em roteiros puta inteligentes que se amarram nas notícias verdadeiras e em dramatizar de forma tão ¨piegas¨ as relações dos funcionários da redação do jornal. É quase contraditório e eu tendo a acreditar que é proposital. Como se toda aquela sentimentalização precisasse existir pra, de alguma forma, representar o sentimento lírico que existe em todo mundo que se disponha a argumentar sobre a realidade.
Louis C.K. é um puta comediante. Quem conhece o trabalho do cara com stand up antes de ter visto a série sabe que ele trás aquele humor desregrado e sem filtros que quem já viu George Carlin conhece bem. Talvez desregrado e sem filtros não signifique falta de moralidade ou de bom senso, não na comédia e essa série é especialmente excelente por causa disso. O cara mostra que existe uma vida inteira de insegurança, medo, monotonia, tabus de infância, solidão, tudo fora do palco e da performance de um comediante. Tem episódio que não é nem mesmo engraçado, como o que
ele vai até a casa do garoto que prometeu quebrar a cara dele e descobre que a família do cara era despreparada. Não chega a dar tempo de julgar a família, pois no momento em que o Louie e o pai do tal garoto sentam na escada, fumam e conversam tu percebe o outro lado do problema.
E o episódio termina ali!! É tudo tão fluido que a pessoa termina o episódio satisfeita, talvez sem perceber que assistiu uma história essencialmente dramática em uma série de comédia. Isso pra mim é genial.
Queer as Folk (5ª Temporada)
4.6 1212017 foi o ano em que conheci Brian Kinney e nunca mais irei esquecer haha que série. Ainda sem palavras.
House of Cards (3ª Temporada)
4.4 413House of Cards voltou.
Os 4 primeiros episódios já marcaram o que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato e no nível mais cinematográfico que qualquer série já conseguiu atingir. O primeiro episódio brinca com a expectativa do público e forja o clima denso, misterioso, introspectivo e ao mesmo tempo intenso da temporada. Pela nova trilha do Jeff Beal, já dá pra notar a total mudança de tom que se estenderia nos próximos episódios. Talvez, pra mim, seja a primeira vez em que eu realmente perceba em House of Cards um filme de 13 horas, nos seus cortes precisos, nas suas cores densas e na sua trilha sonora baseada em novos temas, o formato se consolida como uma alternativa, uma nova forma de se contar uma história, entregar à TV um trabalho que, em outros tempos, pertenceria somente ao cinema.
Devo dizer que o Kevin Spacey evolui no personagem de forma majestosa. Nos episódios finais da temporada, a interpretação do cara tá visceral. Nunca esteve tão maligno, inescrupuloso, filho da puta, evil como Francis Underwood. Eu realmente fiquei com medo do que a sua ganância e egoísmo poderiam desencadear. Sua arrogância conseguiu se sobrepor até a sua inteligência pra agir com diplomacia quando deveria, mesmo que pelos motivos errados, afinal todo mundo curte um bom vilão. Francis consegue ser mais odiado do que admirado. Não à toa deixa seus planos menos claros no começo, afetados por uma fase de fraqueza em que conhecemos um Francis pequeno, com a sua ironia característica nos monólogos em menor número. Parece que pela primeira vez, Francis está perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. Enfim, vislumbramos na ascensão de Francis nada além de uma vitória vazia, a vergonha no lugar da glória. O trabalho que fazem no áudio, no nível grave da voz do Kevin Spacey, ainda me surpreende. Grande parte da postura intimidadora do cara surge a partir da voz.
O grande diferencial agora é a atenção dada ao material humano da série. Nessa temporada a escolha foi diminuir o ritmo pra explorar o apelo atrativo que seus personagens possuem. Depois de três temporadas, o público já adora o casal Underwood suficientemente pra entender quando é hora de fazer o que estava em segundo plano tomar seu lugar no primeiro. Parece que toda a trama tem como objetivo principal mostrar ao público as emoções do casal. Se, por um lado, parecia inevitável que a relação dos dois fosse trabalhada de forma eloquente com o Francis no lugar de presidente, a série surpreende mais uma vez com uma puta construção de personagem e situação no seu roteiro depressivo, cercado de crises morais que por momentos nos levam a crer em algum tipo de redenção. Talvez a intenção disso seja reafirmar a ligação afetiva com o público, mostrá-los como humanos, desconstruindo a figura mitológica do casal. Em Claire paira um senso de justiça e impotência ao mesmo tempo. Francis não se contentou em ser um vice-Presidente comum, Claire também não se ateria a ser a usual primeira-dama. Robin Wright, mais maravilhosa do que nunca, justifica a completa obsessão do Francis por Claire em cada cena. Uma obsessão tão forte (e pura) assim seria obviamente seria sua maior fraqueza. Dessa vez, o único castelo de cartas que desmorona em cima do casal vinha sendo montado e equilibrado há quase 30 anos.
Essa temporada atingiu um nível de maturidade difícil de alcançar e, corajosamente, manteve-se no caminho. Há de se notar o verdadeiro tom político que o roteiro escolheu trazer. As sátiras aqui parecem tomar um caráter mais realista. Por trás da invenção, vemos a realidade do mundo grafada nas cenas. A arte imitando a vida em seu pleno funcionamento.
House of Cards (3ª Temporada)
4.4 413Tô no episódio 5 e posso ver que os 4 primeiros marcam um fase da temporada que eu acredito ser a produção mais espetacular feita nesse formato. É uma fase de fraqueza, e
é uma fase em que conhecemos um Francis fraco e que nos leva em pensar em redenção (?) A trilha sonora desenvolvida é puta maravilhosa... Os monologos em menor frequência deixaram o clima mais denso, e não irônico. Parece que pela primeira vez, Francis tá perdendo o jogo, um jogo que o reservou uma posição ridícula. E então. , com tudo dando errado, ele volta a ativa de verdade e o clima das temporadas anteriores é restabelecido (incluve com temas sonoros da segubnda temporada)
Tô no quinto e completamente ansioso pelo resto.
Downton Abbey (3ª Temporada)
4.5 317 Assista AgoraVim aqui ver encontrar alguém pra compartilhar minha tristeza pela Sybil e aí pego, sem querer, o spoiler que do Mattew. Como lidar com duas tragédias do entretenimento ( as mortes e o spoiler ) na mesma noite??
The Newsroom (2ª Temporada)
4.5 52 Assista AgoraNão terminei essa temporada ainda, mas acho intrigante como essa série insiste em dividir o seu propósito em roteiros puta inteligentes que se amarram nas notícias verdadeiras e em dramatizar de forma tão ¨piegas¨ as relações dos funcionários da redação do jornal. É quase contraditório e eu tendo a acreditar que é proposital. Como se toda aquela sentimentalização precisasse existir pra, de alguma forma, representar o sentimento lírico que existe em todo mundo que se disponha a argumentar sobre a realidade.
Louie (1ª Temporada)
4.3 42Louis C.K. é um puta comediante. Quem conhece o trabalho do cara com stand up antes de ter visto a série sabe que ele trás aquele humor desregrado e sem filtros que quem já viu George Carlin conhece bem. Talvez desregrado e sem filtros não signifique falta de moralidade ou de bom senso, não na comédia e essa série é especialmente excelente por causa disso. O cara mostra que existe uma vida inteira de insegurança, medo, monotonia, tabus de infância, solidão, tudo fora do palco e da performance de um comediante. Tem episódio que não é nem mesmo engraçado, como o que
ele vai até a casa do garoto que prometeu quebrar a cara dele e descobre que a família do cara era despreparada. Não chega a dar tempo de julgar a família, pois no momento em que o Louie e o pai do tal garoto sentam na escada, fumam e conversam tu percebe o outro lado do problema.
E foi só a primeira temporada.
Orange Is The New Black (2ª Temporada)
4.4 875 Assista AgoraCinco estrelas por aquela cena final da Rosa...
Cosmos: Uma Odisséia No Espaço Tempo
4.8 338Vocês aí tranquilos enquanto falta só um episódio pra série acabar tipo... PRA SEMPRE!
Cosmos: Uma Odisséia No Espaço Tempo
4.8 338O encantamento assistindo essa série parece ser geral, mas eu queria deixar aqui uma das responsáveis por essa série ser tão maravilhosa.
https://www.youtube.com/watch?v=0W34Hd36X-U
Grande, GRANDE Alan Silvestri.
Cosmos: Uma Odisséia No Espaço Tempo
4.8 338FODA!
True Detective (1ª Temporada)
4.7 1,6K Assista Agora"And like a lot of dreams, there's a monster at the end of it..."
House of Cards (1ª Temporada)
4.5 608 Assista AgoraNão consigo parar de assistir....
The Newsroom (1ª Temporada)
4.5 145 Assista AgoraÓtima primeira temporada. O episódio piloto e o do Bin Laden foram sensacionais.
Breaking Bad (5ª Temporada)
4.8 3,1K Assista AgoraMal posso esperar pra ouvir aquela abertura de novo...
Breaking Bad (5ª Temporada)
4.8 3,1K Assista AgoraMelhor temporada. Walter se tornando tudo o que eu esperava que ele se tornasse !
Breaking Bad (2ª Temporada)
4.5 790A cena mais icônica da série inteira tá nessa temporada !
Breaking Bad (3ª Temporada)
4.6 858Final épico, Walter mostrando que não tinha mais volta pra o que ele se tornou.