Não chega a ser tão violento ou apelativo como O Conto da Aia foi durante um tempo, e eu até entendo as críticas sobre isso. É quase como uma versão mais amenizada de Gilead, mas acho que isso é porque as Aias estavam mais envolvidas em violência, tortura e punições enquanto as Ameixas sofrem mais uma doutrinação e violência psicológica devido ao excesso de restrições que lhes são impostas. Mas as personagens são muito interessantes de acompanhar, a rotina delas nos estudos e as atrizes formam um ótimo combo. Senti falta de cenas mais tensas, de sentir mais medo do que poderia acontecer, mas realmente á uma série bem mais adolescente. Mas gostei e estou ansioso para a próxima temporada.
Começou muito bom, mas se torna cansativa rápida. Acho que 40 minutos por episódio é muito pra esse tipo de série, tanto que eles tiveram que apostar em flashback em excesso pra encher linguiça e pior: para passar pano pra personagens tão tóxicos. A relação do casal nunca foi a das melhores, mas apresentar o Les como um sujeito tão deplorável, controlador, tóxico e abusivo e depois tentar "justificar" dizendo que a Lindy tinha seus defeitos, foi a pior coisa. Chega ao ponto da agressividade do Les se tornar extrema e aí
no final, ele mesmo justifica tentar matar a esposa com "fui provocado" e ela ainda perdoa ele, colocando quase como num papel de herói. Desde quando normalizar um comportamento agressivo se tornou aceitável? Antes ele morresse como alguém que buscou a redenção do que ter o perdão
Sério, não dá pra entender qual foi a proposta da série. Podiam ter apostado numa comédia pastelão de 20 minutos, que acho que seria bem mais interessante e divertido de assistir
Eu fui rever a série antiga porque estava doido pra ver essa nova versão, já que os X-Men são meus heróis preferidos, mas a série clássica é lenta demais, muito bagunçada, cheia de personagens e arcos chatos. Acabei pulando as temporadas 4 e 5 e vim direto pra cá. Melhor coisa que eu fiz. O ritmo de X-Men 97 é outro. É muito mais dinâmico, bonito e os arcos são interessantes. Único problema é ser uma temporada curta demais. Agora que acertaram no ritmo, bem que podiam ter feito uma temporada mais longa. Senti que certas tramas foram um pouco corridas. Agora é torcer pra qualidade continuar subindo.
Que temporada ruim, credo. Tudo bem que Coven, apesar da popularidade, é uma das temporadas mais bobinhas por apostarem em algo mais adolescente, romance, clichês de bruxas etc, mas ainda era interessante ver as personagens e o desenrolar da história. Mas aqui fica nítido que nem mesmo as bruxas foram capazes de salvar essa temporada. O que é aquele papel ridículo da Kathy Bates, coitada? Um ciborgue? Boa parte da matança não é com feitiços e magia, mas sim com armas de fogo?! Teria sido mais interessante ver as bruxas da terceira temporada se elas fizessem mais que figuração. Algumas tem 5 falas e olhe lá, sendo que antes foram apresentadas como tão poderosas. O vilão principal é chatíssimo, eu não lembrava de 80% do que rolou na primeira temporada e a série não é boa o bastante pra me fazer assistir nem resumo, muito menos rever a temporada toda. E as bruxas tudo voltando pra um combate de fim de mundo e morrendo em 10 segundos? Cadê os poderes? Não souberam nem explorar de forma criativa como o trabalho em equipe delas podia ter sido épico. Gastaram tanto tempo oferecem bons cachês pra todo mundo voltar que não sobrou tempo pra pagar roteiristas?
Já comentei aqui no Filmow que O Conto da Aia é não só um livro MUITO BOM, mas também uma série que manteve qualidade lá em cima por uns bons anos. Acho que ela decai no meio da quarta temporada e teve uma quinta temporada que eu achei bem ruim. Então, a única coisa que eu esperava nessa temporada era desfechos. Eu nem me importava muito com o que ia acontecer, desde que me desse um final, porque é uma série difícil de ver. Antes era difícil porque tudo é muito pesado, tem muita tortura, sofrimento, assassinatos de personagens importantes, mas tudo era feito com uma qualidade impressionante. Agora, é tudo muito conveniente, muito forçado... parece que a série tem poucos momentos realmente caprichados. A parte do casamento, algumas passagens sobre a vestimenta das Aias, talvez. Mas no geral, eu acho que falharam em não terem encerrando as histórias ao longo da 5º temporada. Para piorar, a gente tem o final
por um lado é ótimo ver a June encerrando a série meio que escrevendo o livro que daria origem à série. Mas cadê a Hannah? Foi tudo por ela, desde o começo tudo o que aconteceu com a June foi por ela. Eu sei que eles querem dar gancho para o spin off, mas eu não achei justo nem com a personagem e nem com que acompanhou 6 temporadas esperando um desfecho. Que fizessem a próxima série focando em personagens originais justamente pra evitar o desgaste de repetir plots ou bater na mesma tecla com as mesmas pessoas
Terminei a série com sensação de exaustão. Não é uma temporada ruim, acho que ela demora um pouco pra engatar, mas depois fica melhor. Só acho que é cansativa mesmo.
Impressionante como essa série é mais madura e BEM mais sombria, tendo inclusive cadáveres, violência e até assassinato (algo que nunca foi comum na franquia Scooby-Doo), e mesmo assim consegue ser divertida e explorar bem a personalidade de cada um do grupo. Achei legal as referências a filmes de terror e, mesmo achando meio viajado demais toda a coisa do disco planisférico, é também uma ótima referência ao horror cósmico de Lovecraft e acaba funcionando. O design dos personagens e toda estética e ambientação são um charme a parte. Infelizmente, a versão brasileira sofre com a mudança de vozes dos protagonistas na metade da 2º temporada, o que na época causou um enorme estranhamento. Uma pena não ter uma 3º temporada, mas ao mesmo tempo, dá um certo alívio, pois me senti um tanto exausto quando acabou.
Por um lado, é ótimo ver séries onde os protagonistas são gays adultos, porque eles conseguem sair do clichê de sala de aula e autodescoberta. Quando a gente passa dos 30, sente falta desse tipo de representatividade hahaha Mas por outro lado, os personagens me irritaram um pouco quando se mostraram bem egoístas e aí me irritei mais ainda porque a resolução dos problemas não foi exatamente como eu esperava, mas acho que é porque sou muito diferente desses personagens.
Sexo é algo extremamente importante para eles, às vezes mais até do que o emocional, do que as relações saudáveis que não envolvam segundas intenções. Às vezes parecia que era regra o sexo n]ao faltar, enquanto o desenvolvimento do relacionamento era mais limitado, sabe? Uns caras agindo como babacas e o outro lado ao invés de trazer um grande confronto ou ponto final, acaba aceitando meio numa boa
A temporada mais fraca. Parece aqueles casos quando tem briga nos bastidores ou greve dos roteiristas que prejudica o enredo, porque foi quase insuportável de ver. A série em si já não é grande coisa, é uma narrativa muito rasa e que tem muito medo de explorar possibilidades, mas o que fizeram nessa última temporada aqui... Nossa! Os filhos dele podiam ter ganhado um espaço maior, mas foram deixados de lado, tornaram-se ainda mais insuportáveis. Todos os personagens são irritantes e a gente não consegue gostar de nenhum. Até existe um episódio interessante sobre a moça transexual, mas pela época a gente vê que também foi mal abordado e, o que podia ter aberto brechas pra explorar inclusive homens querendo contratar o Ray, nunca foi adiante. Nem mesmo o Jason que aparentemente não se incomodava com isso, não falava sobre o assunto. A série até traz esse ponto de sexualização e objetificação do homem como contraponto, mas não sabe explorar muito porque foi escrita por homens héteros que não queriam a sexualidade, a virilidade do protagonista afetada por ele atender homens. Se mostrassem Jason com algum cliente homem, certamente pensariam que a visão que o público teria dele seria diferente. No fim, fica a amarga sensação de que uma série tão curta com apenas 10 episódios por temporada é mais longa do que deveria, porque ela simplesmente não sabe ao certo para onde ir.
Gostei do documentário, mas senti falta de um confronto maior contra figuras céticas que acusaram os ufólogos e as testemunhas de mentirem sobre a aparição. Por exemplo:
Aquele homem careca rebatendo a versão oficial dos ufólogos dizendo que tudo o que eles tinham eram relatos, da boca pra fora dos militares confirmando a história. Mas ele só tinha a suposta confissão dos mesmos militares dizendo que foram coagidos e pagos pra inventar a história.
As meninas foram visitadas por um homem de preto que ofereceu muito dinheiro para elas "desmentirem" em rede nacional e pôr um fim na história do ET de Varginha. Isso é fato, elas contam isso desde aquela época. Mas para os militares envolvidos é inconcebível governo chantagear ou coagir civis, mas naturalmente possível ufólogos pagarem pra que militares (militares!) mentirem?
Pacaccini se tornou odiado, especialmente pelo governo militar, desde que conseguiu relatos de envolvidos e testemunhas oculares. Desde então, seus esforços tendem a ser desmoralizados. Tanto que o G1 fez uma reportagem essa semana com a manchete "ex militar REVELA farsa sobre ET", mas ele não trouxe nenhuma prova, só acusação.
Por que testemunhas civis quando falam sobre o ET estão mentindo e militar quando chama de farsa está falando a verdade? Militar esse que disse lá atrás que tudo era verdade. Ele não trouxe qualquer prova das acusações. Quem garante que não foram pagos pra desmentir tudo, exatamente como tentaram fazer com as meninas em Varginha? E a Operação Prato? Ela existiu e foi amplamente documentada, mas o documentário não cita que o Brasil já foi palco de outras situações "sem explicação" envolvendo OVNI e extraterrestre, não fizeram nenhuma correlação. Inclusive alguns desses casos envolveram mortes estranhas dadas POR MILITARES como suicídio, mesmo em situações bem estranhas pra alguém se matar.
Então, acho que faltou um confronto maior com esses fatos. Ficou parecendo que a narrativa queria atacar o Pacaccini porque ele foi questionado e continuou jurando não ter coagido ninguém a nada. Enquanto que o homem careca responsabilizou ele, mas sem qualquer prova. Criticou a falta de provas enquanto fazia grave acusação (nas palavras do próprio jornalista convidado) sem apresentar provas também. E sem achar no mínimo estranho que alguém que mudou a versão de repente agora mereça algum voto de confiança.
Militares não são figuras totalmente dispostas a falarem a verdade. Ele deu duas versões, uma oposta a outra. Qual é a versão verdadeira? Não dá pra responder isso em base só em depoimentos, mas levando em consideração as demais testemunhas tanto da criatura quanto de OVNI na região, além é claro do histórico do Brasil e AÇÕES militares envolvendo o mesmo tema. A História nos ensinou que militares não são o melhor grupo pra confiar cegamente.
Esse aqui é bem mais engraçado e divertido que o da abelha. Acertaram em cheio em trazer menos episódios e ainda exploraram bem as possibilidades no hotel, mas podiam ter causado um pouco de caos no mercado também. Tomara que tenha mais!
Tudo nessa série é incrível. O elenco é muito bom, os personagens são todos carismáticos, então é muito fácil se importar com cada um deles. A série vai abordando o tema por diferentes pontos de vista e consequências e, embora eu tenha me acabado de chorar em vários episódios, a série consegue tratar a tristeza com leveza e até poesia. Cenas que poderiam ser dramáticas demais, fortes demais ou até apelativas ficam no subentendido e isso é bem interessante de ver
quem fez a denúncia anônima sobre o avião? A moça de olhos lindos comentou que o piloto não faria isso porque ele era um covarde e o policial que vai lá comenta que a situação daria merda pra ele, então acho que ele não ia armar isso pra chegar lá e ter que prender eles, dar uma confusão etc né?
Sempre teve muito machismo no Largados e Pelados e isso é incontestável. Mas ainda não consigo entender a normalização disso até mesmo por parte dos participantes quando a gente tem vários nomes femininos que fizeram história ao longo de todos esses anos. Já teve mulher a beira da anemia que caçou sozinha jacaré, teve uma temporada que uma mulher salvou a vida de um cara porque ela era expert em botânica e reconheceu um fruto extremamente venenoso, impedindo ele de comer mais que uma mordida e acionando os médicos pra avaliação. A própria Laura é talvez a mulher mais importante que passou pelo reality e mesmo assim, todo mundo insiste em estereótipos machistas, sobre mulheres não serem tão boas quanto os homens nas desafios, no físico etc. Nessa temporada
ver mulheres reafirmando isso e simplesmente abandonando o programa foi bem decepcionante
Entendo um pouco o lado delas porque tanto nessa quanto nas duas primeiras temporadas da "Competição" há muita crítica sobre essa formato se parecer muito mais com uma gincana na natureza do que um desafio de sobreviver por conta própria, seja em equipe ou sozinho, tanto que eles ganham materiais cruciais ou até um animal enorme recém caçado. A essência do Largados e Pelados não é isso. Não deveria ser. E a insistência em repetir participantes obviamente favoritos pelo programa pra ver se eles vencem alguma temporada, é um erro.
Qual sentido do programa trazer participantes da temporada anterior? Há anos, o programa fica lambendo o chão que o Jeff e o Dan pisam e ai os dois foram derrotados na primeira temporada da "Competição", mas agora o programa traz os dois novamente, sem nem dar um hiatus maior em suas participações e mudam regras que obviamente beneficiam o Jeff em relação a temporada anterior... Até o Dan tava meio insuportável nessa temporada e olha que já tinha sido meu preferido porque é gay e não é o tipo de programa que eu esperava ver um cara LGBT ali, mas nessa temporada ele foi bem escroto em alguns momentos. Tentou manipular a KY, ficou ao lado da outra menina pra ficar com os itens dela e ainda teve aquela acusação dele botar carne estragada pra prejudicar os outros. Não gostei nada dele aqui. Esse Largados e Pelados é meio chato porque é mais uma gincana na natureza do que testes de sobrevivência. Eles participarem de provas pra ganhar o animal recém caçado é o cúmulo. A ideia não era eles mesmos caçarem? Mas ganham sal, comida... Tudo isso deixa menos interessante do que temporadas marcantes como Ilhados, que inclusive faz falta.
Por um lado, fico empolgado de ver que o programa conseguiu um jeito de trazer uma inovação para a proposta do reality, mas por outro lado, concordo com o Steven quando ele reflete que o desafio era mais sobre gincana do que sobrevivência como ele estava acostumado. Acho que se fossem menos dias e talvez mais provas de eliminação, seria menos cansativo de assistir.
Jeff é mesmo um vilão, né? Que sujeito insuportável e provavelmente um narcisista que ninguém merece cruzar o caminho. Sei que ele movimentou essa temporada, mas a troco de quê? Muito desconfortável vê-lo deixar sua humanidade e empatia de lado para se tornar um egoísta vitimista que tirava minha vontade de assistir aos episódios.
Acho que a avaliação pessoal de cada participante deveria contar inclusive sobre suas decisões pessoais, já que tudo ali impacta na competição e na sobrevivência. Jeff decidiu jogar sozinho desde o começo, decidiu que ele era o melhor dali e que todo mundo tem medo dele. Ele escolheu se isolar, mesmo o programa mostrando que as maiores conquistas dos participantes foram resultados de trabalho em equipe. Acho que a avaliação do Jeff deveria ser afetada pelo fato DELE criar a regra de jogar sozinho mesmo sendo colocado em dupla ou grupo, e mais afetada ainda porque ele ficou dependente dos outros o tempo todo. Toda hora algum imbecil levava comida pra ele, mesmo ele tratando eles feito otários e se fazendo de vítima, chegando a acusar os outros de bullying, quando só responderam com a mesma moeda, jogando pelas regras do próprio Jeff.
Isso também coloca em questão a proposta da temporada: é ou não é uma competição? Só tem um vencedor, mas são obrigados a viverem em grupo? Automaticamente, isso faz com que queiram trabalhar em equipe e aí de repente o programa traz etapas onde os grupos são movimentados em gincanas individuais, mas laços já foram formados e ai a gente via eles montando acampamento juntos outra vez, inclusive se organizando em tarefas juntos e repartindo conquistas. No fim das contas, as gincanas até inovaram nesse novo formato, mas elas não condizem com a proposta de sobrevivência (teve gente eliminada por não ter conseguido realizar tarefa, mesmo tendo feito coisas muito mais impactantes antes). No fim, é o mesmo largados e pelados, mas quando surgia uma gincana, a produção forçava eles a seguirem as regras de individualismo.
Que história revoltante. O descaso, o deboche, a cara de pau, a maldade, a minimização desse horror... É tanta coisa difícil de digerir que a gente termina a série com um nó na garganta. Gostei que o documentário é muito bem feito e didático. Eu por exemplo nunca ouvi falar do podcast e mesmo sem saber nada da história, não senti falta de nada. Conseguiram tratar o caso com respeito. Aliás, faltou só uma coisinha
Eu gostei, mas acho que preferia uma narrativa mais cronológica do que dessa forma que escolheram, ou pelo menos podia não ficar indo e voltando tantas vezes, porque além de deixar confuso, ficava chatinho. Quem é fã e gosta de pesquisar sobre a vida dos atores, sabe que muita coisa aqui é inventado ou modificado como o próprio aviso deixa claro no início dos episódios. Por exemplo, os atores que faziam a Florinda e Kiko tiveram seus problemas com o elenco, mas dá pra perceber que isso é muito mais exagerado aqui, porque apesar de problemas nos bastidores, todo mundo sempre disse que era divertido gravar, a convivência era muito boa por muito tempo etc. Aqui a gente ODEIA o Kiko e tem ranço enorme da Florinda, não por acaso os nomes deles foram os mais alterados na série. E isso é porque os filhos do Chespirito é que estão por trás dessa série, de modo que obviamente eles vão demonizar a segunda esposa do seu pai, que causou tanto sofrimento e rompimento de sua família. Isso também fica claro na representação da atriz que fez a Chiquinha, que também teve briga judicial com o Roberto pelo uso da personagem, mas isso ficou de fora. Na série ela diz que quer sair para fazer outros papéis, enquanto na vida real se não me engano, foi porque engravidou, mas depois ela voltou sem problemas antes de sair definitivamente anos depois. Acredito que como ela era próxima da primeira esposa do Roberto, os filhos tinham um certo respeito por essa memória, pois a série para antes de todos esses conflitos. O negócio de mudar de emissora também foi inventado e, na minha opinião, uma escolha criativa dispensável. Senti falta de entender melhor sobre o Godinez, que nem mostrou muito desse irmão, quando ele aparecia era mais pra parte burocrática. Mas enfim, é muita legal ver a série, me emocionei várias vezes e adorei saber mais sobre o processo criativo dele e como aproveitou situações e pessoas reais da sua infância.
A qualidade continua impecável. Impressionante como o cenário é idêntico ao jogo, inclusive enquadramento de cenas, alguns objetos... Não são meras referências e fan services, mas sim um cuidado enorme em passar aquela sensação nostálgica que quem jogou, vai adorar. Que bom que a série não teve medo de seguir o jogo quando o assunto foi o Joel e acho que a Bella Ramsey carregou a série nas costas, afinal a gente acompanha o ponto de vista dela boa parte sem o Joel ao seu lado e consequentemente sem a química que existe entre os atores. Mas é inegável que o número menor de episódios e a decisão de parar a série abruptamente foi algo que pesou aqui. A gente assiste a temporada toda esperando um grande embate e quando o protagonismo muda da Ellie para Abby (assim como acontece no jogo) a série decidiu encerrar. Parece até piada de mau gosto porque não fez sentido. Eu até entendo, especialmente se pretendem fazer uma temporada com a Abby como protagonista e com a Ellie tendo um papel menor, pelo menos na primeira fase da 3º temporada, mas acho que então precisavam ter tido mais liberdade criativa para justificar esse fim que mais tem cara de hiatos dentro da própria temporada do que fim de temporada mesmo. Não temos um jogo 3, então eles vão terminar de adaptar o final do jogo 2 e inventar dali? Sei lá, na prática já vimos que esse tipo de coisa não costuma funcionar bem, mas quem sabe?
Será que quem só assistiu Garota Conhece o Mundo consegue realmente gostar da série? Porque tudo aqui é muito raso, mal desenvolvido, parece até focado em crianças bem novinhas, tanto que cada episódio traz uma lição extremamente didática, os personagens não têm tempo de desenvolver aquela lição, eles simplesmente erram e aprendem no mesmo episódio. Para quem assistiu "O mundo é dos Jovens" percebe como eles não souberam trabalhar o desenvolvimento dos personagens, nem mesmo a coisa mais clichê (triângulo amoroso) conseguiram desenvolver e deixou tudo beeeem bobo. As partes mais divertidas foram as boas sacadas com a série antiga e os personagens clássicos de volta
a Topanga ganha uma mega oportunidade e precisa escolher e MAIS UMA VEZ ela deixa sua vida pessoal, profissional de lado por causa de outra pessoa. Parece que ela tem sempre que fazer sacrifícios, mas os outros não podem fazer o mesmo. Ela não foi pra faculdade que queria para ficar com o Cory e agora ela não vai pra promoção em outro país por causa dos outros? Enquanto isso os próprios amigos da Riley estão indo cada um pra um canto?
Para mim, o pior de tudo é a doutrinação explícita que a série possui. Acho isso bem perigoso, na verdade. Um episódio onde dois personagens não acreditam em Deus e no final são convencidos a acreditarem e a orarem para o Deus cristão. A série é bem desrespeitosa em desconsiderar outras crenças e não respeitar nem mesmo o tempo dos personagens que são BEM JOVENS, eles têm tempo ainda pra descobrir se acreditam em alguma divindade ou não e, qualquer que seja a resposta, precisa haver respeito, algo que a série não demonstrou com esse episódio que, lembrando de novo: é focado para crianças.
Outro episódio problemático foi sobre comunismo, onde eles deturpam o significado, inventam mil maluquices e estereótipos e ainda insinuam que elas seriam uma decepção para os pais por gostarem ou se identificarem com comunismo e isso logo depois de um episódio onde o Farkle se sente péssimo por ter tanto dinheiro enquanto outros têm tão pouco. O episódio termina com eles fazendo doações para quem precisa, ou seja um episódio bem comunista, mas os estadunidenses são tão burros que não perceberam isso. Também desconsideram totalmente que em outro episódio defenderam a religião do comunista mais famoso do mundo (Jesus) só pra depois tentarem uma doutrinação nas crianças demonizando o comunismo. E o episódio que fala sobre imigrantes? Só faltou contar que muitos imigrantes saíram de seus países porque os EUA estavam bombardeando eles...
Enfim, só vale pela nostalgia, rever alguns atores, ver como os personagens clássicos estão, como se comportariam etc, mas no geral Garota Conhece o Mundo é um desastre de projeto. Uma pena, porque O Mundo é dos Jovens é uma das série mais legais dos anos 90.
Melhora em alguns pontos em relação à primeira, mas credo, que série ruim! A gente continua vendo porque alguns personagens são cativantes e temos o apego nostálgico aos personagens clássicos da série O Mundo é dos Jovens, mas o roteiro das séries "atuais" são muito menos criativos, menos ousados e apelam para um lado didático de dar raiva! Além de tudo, é tão confuso, que parece que os roteiristas dos episódios nem conversam entre si.
Enquanto, "O Mundo é dos Jovens" acompanhava o amadurecimento dos personagens de forma gradual, com o decorrer dos episódios e até através de temporadas, aqui tudo é na hora. No mesmo episódio eles entendem erros, consequências, valores... Nada fica para que a vida ensine. Tudo é fácil demais. No episódio 29 a Riley fala que é importante eles deixarem a infância para trás e se preparar para o futuro porque isso faz parte, apresenta numa raríssima vez um amadurecimento da personagem que é sempre tão boba, mas ai no episódio 30, ela não quer sair da escola, quer rejeitar o ensino médio.
E quando alguém falar que a Esquerda gosta de doutrinar alguém, apresente essa série, mais especificamente os episódios da CRENÇA, onde existe um desrespeito enorme com quem não acredita em divindades, não tem interesse em religião e faz dois personagens céticos/ateus a terminarem o episódio dizendo que acreditam em Deus (Deus cristão, vale ressaltar) e que até fizeram orações antes de dormir. Por que não ensinar que os personagens são novos ainda e podem mudar de ideia com o passar do tempo, mas que não tem nada de errado em seguir outras crenças ou não ter crença alguma?
Outro episódio que me irritou foi o do COMUNISMO, onde a série distorce tudo o que é comunismo, torna a explicação vaga e mentirosa dizendo que é um estilo de vida preguiçoso, com direito ao Cory (um homem adulto!) insinuando estar decepcionado com a filha por ela ter se interessado por comunismo. Eles ignoram que Jesus é retratado no cristianismo como comunista e isso logo depois de um episódio em que eles ficam revoltados que algumas pessoas têm muito dinheiro e outras não têm nada e que o episódio é todo comunista, com eles até fazendo doações no final. Ok que isso é reflexo da educação burra e alienada que os EUA têm como cultural mesmo, mas eu não esperava que essa doutrinação contra comunismo fosse tão explícita.
A série só vai ficando mais legal e engraçada à partir do episódio 16 quando o Shawn aparece. É nítido que o elenco original de O Mundo é dos Jovens carrega essa série nas costas e é tão bom ver que estão super a vontade nos personagens que não interpretavam há quase 20 anos!
Não tem como assistir sem fazer comparações, especialmente porque a própria série parece nos incentivar a fazer isso. Mas tudo aqui é mais infantil, mais bobo, menos profundo e extremamente didático.
No episódio em que elas precisam trabalhar na cantina e tem aquele papo sobre valorização de profissões invisíveis, é legal e tal, mas ainda é super bobo. Em O mundo é dos jovens, a moça da cantina morre e fica aquele sentimento de que ela fazia tanto por eles e os alunos mal a conheciam. Foi um episódio bem tocante.
Em outros momentos, a série quer deixar claro que as meninas são versões mais jovens de seus pais, mas acaba pecando em tratar do amadurecimento a longo prazo. Parece que todo episódio elas amadurecem aquela questão ao invés de deixar isso ser melhor desenvolvido com o passar dos episódios. Em O Mundo é dos Jovens, levou TEMPORADAS pra determinados personagens amadurecerem e enquanto isso, cometiam erros e iam aprendendo aos poucos. Aqui, é tudo mais fácil, mais bobo mesmo.
No último episódio, as meninas têm uma conversa sobre tudo estar mudando enquanto Cory e Topanga têm o mesmo diálogo. Os pais dizem que não estão com medo das mudanças porque tem um ao outro e as meninas falam a mesma coisa, mas não seria mais sensato elas admitirem ter medo, anda que ter uma a outra torne menos difícil? Elas estão entrando na fase mais conturbada da vida, então é absolutamente normal sentir medo. Traria mais profundidade elas admitirem esse medo.
Enfim, são questões que séries atuais não sabem desenvolver. Tudo tem que ser bobo, tem que ser didático, tem que ser mais leve e resolvido mais rápido. Tem algumas boas sacadas, mas no geral, é uma série chatinha. Só vou continuar vendo na esperança de que os personagens clássicos apareçam mais vezes. Por mim mandava essas crianças chatas pra um internato e focava só na Topanga, Cory e Shawn (meu crush) como deveria ser.
E aqui a série se afunda de vez. Tão ruim e tão perdida que quase desisti, mas eu só continuei porque queria ver "Garota conhece o Mundo". Um dos pontos altos da série é o amadurecimento dos personagens que não costumamos ver hoje em dia, mas tudo o que construíram ao longo das temporadas, foi destruído aqui. A impressão é que demitiram todos os roteiristas e jogaram no colo do primeiro que passou.
Concordo que o ator que faz o Eric tem um talento pra comédia e acho isso desde aquele episódio em que ele aluga o teatro para fazer um monólogo de sua vida desinteressante. Só que ao invés de mesclarem a comédia com o drama da série, transformaram ele em um marmanjo bobão. Ele chega a fazer coisas a nível de Chaves, onde os personagens tem 8 anos de idade! Cara, o Eric é adulto! Os melhores momentos dele são os mais maduros, como o episódio do Papai Noel, ele se interessando por uma mãe solo ou rejeitando a adoção do menino. De resto, ele foi caricato ao extremo. Não é necessário um alívio cômico numa série onde o foco já é o humor. Até o Sr. Feeny deixou de ser aquele sábio conselheiro para bajular as idiotices dos alunos?
O pior foi justo o Cory. Ok que a série é sobre ele, mas até quando a situação não era sobre ele, o roteiro direcionava para ele e não porque o personagem é narcisista e egoísta, mas porque o roteiro quer que ele seja o dono da razão. Esqueceram da importância de um protagonista falho que precisa aprender. O bebê no hospital podendo morrer e o Cory buscando uma solução mágica e infantil para ELE se sentir melhor. Em nenhum momento o Cory teve uma maturidade pra sentir a seriedade da situação, de chorar com os pais, de se preparar para um luto terrível. E ai a Topanga ainda pagou o pato, acusada de ter mudado, porque o Cory é um moleque ainda na temporada 7 e quem amadureceu é que está errado. Eu esperando o protagonista entender a situação e o que a série faz? Faz parecer que ELE estava certo, que no mundo real, numa situação dessas, o certo é agir como na infância, passar batom na cara, ignorar os riscos e tá tudo certo. A própria série passou ESSA solução. Que roteiro merda é esse??
Num episódio tem os pais do Cory forçando ele a amadurecer, a agir como adulto, a ter responsabilidades e, num outro episódio a imaturidade do personagem é jogada na nossa cara e os demais personagens aceitando isso do Cory, como se na vida real fizesse sentido.
Para fechar com chave de ouro a temporada ruim, o machismo escancarado se destaca. Se antes a série sabia que alguns personagens ou que a própria época tinha muito machismo, agora a série já não se importa em trazer lições de amadurecimento, de se colocar no lugar do outro. Aqui, a série abraça o machismo não como crítica social, mas como ferramenta de humor. De repente, o Cory que sempre foi apaixonado por Topanga e deu sim inúmeras provas de seu amor absoluto, agora ele quer o casamento pra perder a virgindade e ainda fala isso com todas as letras. Ele e Shawn, ambos em relacionamentos sérios, ficam de olho em outras meninas e o próprio Cory fica tentado a aceitar dinheiro pra casar com outra e ainda com o incentivo do Shawn. "Ah, mas o Shawn dá conselhos ruins". Sim, para que o Cory continuasse com a Topanga e não esse tipo de situação. Sério, que temporada ruim.
Eu torço para que Garota Conhece o Mundo tenha conseguido aproveitar os pontos altos de O mundo é dos Jovens e que seja uma boa série, com nostalgia, humor e amadurecimento.
Eu amo como essa série sabe desenvolver os personagens. É o tipo de coisa que não vemos mais hoje em dia. Que saudades do Minkus, fico triste por ele ter sido descartado sendo que era um dos personagens que podia ter movimentado bem algumas coisas na série, mas se por um lado a rápida aparição dele tenha sido divertida, por outro soa de extremo mal gosto o Sr. Turner ter sumido da série depois de todo aquele lance sentimental do acidente e a reação do Shawn.
Também adorei o episódio de Halloween com a Jennifer Love Hewitt e as referências a Pânico.
O tipo de série com qualidade que só os anos 90 conseguiam proporcionar. Além da vantagem da época de não ter tanta tecnologia e redes sociais, o que consequentemente reflete em mais desenvolvimento dos personagens, "O Mundo é dos Jovens" mistura personagens cativantes, um roteiro divertido e tramas originais que já não fazem hoje em dia. Já nessa primeira temporada, podemos ver o quanto os personagens amadurecem com temas que vão desde amizade, família e os icônicos conselhos do Sr. Feeny. Mesmo sendo uma série mais leve e juvenil, vários episódios me emocionaram.
A temporada mais fraca. Por mais que a Raven continue divertida, cativante e uma personagem que sempre tem algo a oferecer, os demais personagens da série não parecem ter espaço. Booker e seus amigos não são tão cativante e, por várias vezes, representam versões genéricas da Chelsea e Eddie, mas parece que ao invés da série entender esse problema, se mostra equivocada ao dispensar a Chelsea como se ELA fosse a culpada por parte dos personagens serem sem chatinhos. Qual a justificativa da Nia não aparecer? Para quem amava tanto os filhos e era um grude com eles e ainda é um grude com Booker, a Raven esqueceu fácil a única filha. Colocar ela na série, talvez até se descobrindo vidente de forma tardia movimentaria melhor a temporada. O que foi o episódio em que a Chelsea aparece de forma totalmente dispensável? Por que não fizeram um episódio especial de duas partes trazendo Chelsea, Nia e Levi? Não é possível que há 20 anos tivemos crossover com Feiticeiros de Waverly Place, Zack e Cody e Hannah Montana e hoje em dia nem mesmo um bom roteiro a gente tenha! Se não fossem a ausência de personagens importantes, o final da série teria sido melhor, porque parece que não tinha mais para onde ir.
Os Testamentos: Das Filhas De Gilead (1ª Temporada)
4.2 35 Assista AgoraNão chega a ser tão violento ou apelativo como O Conto da Aia foi durante um tempo, e eu até entendo as críticas sobre isso. É quase como uma versão mais amenizada de Gilead, mas acho que isso é porque as Aias estavam mais envolvidas em violência, tortura e punições enquanto as Ameixas sofrem mais uma doutrinação e violência psicológica devido ao excesso de restrições que lhes são impostas. Mas as personagens são muito interessantes de acompanhar, a rotina delas nos estudos e as atrizes formam um ótimo combo. Senti falta de cenas mais tensas, de sentir mais medo do que poderia acontecer, mas realmente á uma série bem mais adolescente. Mas gostei e estou ansioso para a próxima temporada.
Uma Esposa em Miniatura (1ª Temporada)
2.3 3 Assista AgoraComeçou muito bom, mas se torna cansativa rápida. Acho que 40 minutos por episódio é muito pra esse tipo de série, tanto que eles tiveram que apostar em flashback em excesso pra encher linguiça e pior: para passar pano pra personagens tão tóxicos. A relação do casal nunca foi a das melhores, mas apresentar o Les como um sujeito tão deplorável, controlador, tóxico e abusivo e depois tentar "justificar" dizendo que a Lindy tinha seus defeitos, foi a pior coisa. Chega ao ponto da agressividade do Les se tornar extrema e aí
no final, ele mesmo justifica tentar matar a esposa com "fui provocado" e ela ainda perdoa ele, colocando quase como num papel de herói. Desde quando normalizar um comportamento agressivo se tornou aceitável? Antes ele morresse como alguém que buscou a redenção do que ter o perdão
Sério, não dá pra entender qual foi a proposta da série. Podiam ter apostado numa comédia pastelão de 20 minutos, que acho que seria bem mais interessante e divertido de assistir
X-Men '97 (1ª Temporada)
4.5 260Eu fui rever a série antiga porque estava doido pra ver essa nova versão, já que os X-Men são meus heróis preferidos, mas a série clássica é lenta demais, muito bagunçada, cheia de personagens e arcos chatos. Acabei pulando as temporadas 4 e 5 e vim direto pra cá. Melhor coisa que eu fiz. O ritmo de X-Men 97 é outro. É muito mais dinâmico, bonito e os arcos são interessantes. Único problema é ser uma temporada curta demais. Agora que acertaram no ritmo, bem que podiam ter feito uma temporada mais longa. Senti que certas tramas foram um pouco corridas. Agora é torcer pra qualidade continuar subindo.
American Horror Story: Apocalypse (8ª Temporada)
3.5 513Que temporada ruim, credo. Tudo bem que Coven, apesar da popularidade, é uma das temporadas mais bobinhas por apostarem em algo mais adolescente, romance, clichês de bruxas etc, mas ainda era interessante ver as personagens e o desenrolar da história. Mas aqui fica nítido que nem mesmo as bruxas foram capazes de salvar essa temporada. O que é aquele papel ridículo da Kathy Bates, coitada? Um ciborgue? Boa parte da matança não é com feitiços e magia, mas sim com armas de fogo?! Teria sido mais interessante ver as bruxas da terceira temporada se elas fizessem mais que figuração. Algumas tem 5 falas e olhe lá, sendo que antes foram apresentadas como tão poderosas. O vilão principal é chatíssimo, eu não lembrava de 80% do que rolou na primeira temporada e a série não é boa o bastante pra me fazer assistir nem resumo, muito menos rever a temporada toda. E as bruxas tudo voltando pra um combate de fim de mundo e morrendo em 10 segundos? Cadê os poderes? Não souberam nem explorar de forma criativa como o trabalho em equipe delas podia ter sido épico. Gastaram tanto tempo oferecem bons cachês pra todo mundo voltar que não sobrou tempo pra pagar roteiristas?
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 176 Assista AgoraJá comentei aqui no Filmow que O Conto da Aia é não só um livro MUITO BOM, mas também uma série que manteve qualidade lá em cima por uns bons anos. Acho que ela decai no meio da quarta temporada e teve uma quinta temporada que eu achei bem ruim. Então, a única coisa que eu esperava nessa temporada era desfechos. Eu nem me importava muito com o que ia acontecer, desde que me desse um final, porque é uma série difícil de ver. Antes era difícil porque tudo é muito pesado, tem muita tortura, sofrimento, assassinatos de personagens importantes, mas tudo era feito com uma qualidade impressionante. Agora, é tudo muito conveniente, muito forçado... parece que a série tem poucos momentos realmente caprichados. A parte do casamento, algumas passagens sobre a vestimenta das Aias, talvez. Mas no geral, eu acho que falharam em não terem encerrando as histórias ao longo da 5º temporada. Para piorar, a gente tem o final
por um lado é ótimo ver a June encerrando a série meio que escrevendo o livro que daria origem à série. Mas cadê a Hannah? Foi tudo por ela, desde o começo tudo o que aconteceu com a June foi por ela. Eu sei que eles querem dar gancho para o spin off, mas eu não achei justo nem com a personagem e nem com que acompanhou 6 temporadas esperando um desfecho. Que fizessem a próxima série focando em personagens originais justamente pra evitar o desgaste de repetir plots ou bater na mesma tecla com as mesmas pessoas
Terminei a série com sensação de exaustão. Não é uma temporada ruim, acho que ela demora um pouco pra engatar, mas depois fica melhor. Só acho que é cansativa mesmo.
Scooby-Doo! Mistério S/A (2ª Temporada)
4.1 14 Assista AgoraImpressionante como essa série é mais madura e BEM mais sombria, tendo inclusive cadáveres, violência e até assassinato (algo que nunca foi comum na franquia Scooby-Doo), e mesmo assim consegue ser divertida e explorar bem a personalidade de cada um do grupo. Achei legal as referências a filmes de terror e, mesmo achando meio viajado demais toda a coisa do disco planisférico, é também uma ótima referência ao horror cósmico de Lovecraft e acaba funcionando. O design dos personagens e toda estética e ambientação são um charme a parte. Infelizmente, a versão brasileira sofre com a mudança de vozes dos protagonistas na metade da 2º temporada, o que na época causou um enorme estranhamento. Uma pena não ter uma 3º temporada, mas ao mesmo tempo, dá um certo alívio, pois me senti um tanto exausto quando acabou.
Looking (1ª Temporada)
4.0 385 Assista AgoraPor um lado, é ótimo ver séries onde os protagonistas são gays adultos, porque eles conseguem sair do clichê de sala de aula e autodescoberta. Quando a gente passa dos 30, sente falta desse tipo de representatividade hahaha Mas por outro lado, os personagens me irritaram um pouco quando se mostraram bem egoístas e aí me irritei mais ainda porque a resolução dos problemas não foi exatamente como eu esperava, mas acho que é porque sou muito diferente desses personagens.
Por exemplo:
Sexo é algo extremamente importante para eles, às vezes mais até do que o emocional, do que as relações saudáveis que não envolvam segundas intenções. Às vezes parecia que era regra o sexo n]ao faltar, enquanto o desenvolvimento do relacionamento era mais limitado, sabe? Uns caras agindo como babacas e o outro lado ao invés de trazer um grande confronto ou ponto final, acaba aceitando meio numa boa
Hung (3ª Temporada)
3.6 12 Assista AgoraA temporada mais fraca. Parece aqueles casos quando tem briga nos bastidores ou greve dos roteiristas que prejudica o enredo, porque foi quase insuportável de ver. A série em si já não é grande coisa, é uma narrativa muito rasa e que tem muito medo de explorar possibilidades, mas o que fizeram nessa última temporada aqui... Nossa! Os filhos dele podiam ter ganhado um espaço maior, mas foram deixados de lado, tornaram-se ainda mais insuportáveis. Todos os personagens são irritantes e a gente não consegue gostar de nenhum. Até existe um episódio interessante sobre a moça transexual, mas pela época a gente vê que também foi mal abordado e, o que podia ter aberto brechas pra explorar inclusive homens querendo contratar o Ray, nunca foi adiante. Nem mesmo o Jason que aparentemente não se incomodava com isso, não falava sobre o assunto. A série até traz esse ponto de sexualização e objetificação do homem como contraponto, mas não sabe explorar muito porque foi escrita por homens héteros que não queriam a sexualidade, a virilidade do protagonista afetada por ele atender homens. Se mostrassem Jason com algum cliente homem, certamente pensariam que a visão que o público teria dele seria diferente. No fim, fica a amarga sensação de que uma série tão curta com apenas 10 episódios por temporada é mais longa do que deveria, porque ela simplesmente não sabe ao certo para onde ir.
O Mistério de Varginha
3.2 35Gostei do documentário, mas senti falta de um confronto maior contra figuras céticas que acusaram os ufólogos e as testemunhas de mentirem sobre a aparição. Por exemplo:
Aquele homem careca rebatendo a versão oficial dos ufólogos dizendo que tudo o que eles tinham eram relatos, da boca pra fora dos militares confirmando a história. Mas ele só tinha a suposta confissão dos mesmos militares dizendo que foram coagidos e pagos pra inventar a história.
As meninas foram visitadas por um homem de preto que ofereceu muito dinheiro para elas "desmentirem" em rede nacional e pôr um fim na história do ET de Varginha. Isso é fato, elas contam isso desde aquela época. Mas para os militares envolvidos é inconcebível governo chantagear ou coagir civis, mas naturalmente possível ufólogos pagarem pra que militares (militares!) mentirem?
Pacaccini se tornou odiado, especialmente pelo governo militar, desde que conseguiu relatos de envolvidos e testemunhas oculares. Desde então, seus esforços tendem a ser desmoralizados. Tanto que o G1 fez uma reportagem essa semana com a manchete "ex militar REVELA farsa sobre ET", mas ele não trouxe nenhuma prova, só acusação.
Por que testemunhas civis quando falam sobre o ET estão mentindo e militar quando chama de farsa está falando a verdade? Militar esse que disse lá atrás que tudo era verdade. Ele não trouxe qualquer prova das acusações. Quem garante que não foram pagos pra desmentir tudo, exatamente como tentaram fazer com as meninas em Varginha? E a Operação Prato? Ela existiu e foi amplamente documentada, mas o documentário não cita que o Brasil já foi palco de outras situações "sem explicação" envolvendo OVNI e extraterrestre, não fizeram nenhuma correlação. Inclusive alguns desses casos envolveram mortes estranhas dadas POR MILITARES como suicídio, mesmo em situações bem estranhas pra alguém se matar.
Então, acho que faltou um confronto maior com esses fatos. Ficou parecendo que a narrativa queria atacar o Pacaccini porque ele foi questionado e continuou jurando não ter coagido ninguém a nada. Enquanto que o homem careca responsabilizou ele, mas sem qualquer prova. Criticou a falta de provas enquanto fazia grave acusação (nas palavras do próprio jornalista convidado) sem apresentar provas também. E sem achar no mínimo estranho que alguém que mudou a versão de repente agora mereça algum voto de confiança.
Militares não são figuras totalmente dispostas a falarem a verdade. Ele deu duas versões, uma oposta a outra. Qual é a versão verdadeira? Não dá pra responder isso em base só em depoimentos, mas levando em consideração as demais testemunhas tanto da criatura quanto de OVNI na região, além é claro do histórico do Brasil e AÇÕES militares envolvendo o mesmo tema. A História nos ensinou que militares não são o melhor grupo pra confiar cegamente.
Homem X Bebê
3.3 31 Assista AgoraEsse aqui é bem mais engraçado e divertido que o da abelha. Acertaram em cheio em trazer menos episódios e ainda exploraram bem as possibilidades no hotel, mas podiam ter causado um pouco de caos no mercado também. Tomara que tenha mais!
Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
4.3 54 Assista AgoraTudo nessa série é incrível. O elenco é muito bom, os personagens são todos carismáticos, então é muito fácil se importar com cada um deles. A série vai abordando o tema por diferentes pontos de vista e consequências e, embora eu tenha me acabado de chorar em vários episódios, a série consegue tratar a tristeza com leveza e até poesia. Cenas que poderiam ser dramáticas demais, fortes demais ou até apelativas ficam no subentendido e isso é bem interessante de ver
não temos cena explícita de suicídio ou conversas diretas contando pra pessoa que deu positivo pra Aids, por exemplo
Só tem uma coisa que não pesquei. Se alguém me explicar, por favor
quem fez a denúncia anônima sobre o avião? A moça de olhos lindos comentou que o piloto não faria isso porque ele era um covarde e o policial que vai lá comenta que a situação daria merda pra ele, então acho que ele não ia armar isso pra chegar lá e ter que prender eles, dar uma confusão etc né?
Largados e Pelados: A Competição (3º Temporada)
3.8 2Sempre teve muito machismo no Largados e Pelados e isso é incontestável. Mas ainda não consigo entender a normalização disso até mesmo por parte dos participantes quando a gente tem vários nomes femininos que fizeram história ao longo de todos esses anos. Já teve mulher a beira da anemia que caçou sozinha jacaré, teve uma temporada que uma mulher salvou a vida de um cara porque ela era expert em botânica e reconheceu um fruto extremamente venenoso, impedindo ele de comer mais que uma mordida e acionando os médicos pra avaliação. A própria Laura é talvez a mulher mais importante que passou pelo reality e mesmo assim, todo mundo insiste em estereótipos machistas, sobre mulheres não serem tão boas quanto os homens nas desafios, no físico etc. Nessa temporada
ver mulheres reafirmando isso e simplesmente abandonando o programa foi bem decepcionante
Entendo um pouco o lado delas porque tanto nessa quanto nas duas primeiras temporadas da "Competição" há muita crítica sobre essa formato se parecer muito mais com uma gincana na natureza do que um desafio de sobreviver por conta própria, seja em equipe ou sozinho, tanto que eles ganham materiais cruciais ou até um animal enorme recém caçado. A essência do Largados e Pelados não é isso. Não deveria ser. E a insistência em repetir participantes obviamente favoritos pelo programa pra ver se eles vencem alguma temporada, é um erro.
Largados e Pelados: A Competição (2ª Temporada)
3.6 1 Assista AgoraQual sentido do programa trazer participantes da temporada anterior? Há anos, o programa fica lambendo o chão que o Jeff e o Dan pisam e ai os dois foram derrotados na primeira temporada da "Competição", mas agora o programa traz os dois novamente, sem nem dar um hiatus maior em suas participações e mudam regras que obviamente beneficiam o Jeff em relação a temporada anterior... Até o Dan tava meio insuportável nessa temporada e olha que já tinha sido meu preferido porque é gay e não é o tipo de programa que eu esperava ver um cara LGBT ali, mas nessa temporada ele foi bem escroto em alguns momentos. Tentou manipular a KY, ficou ao lado da outra menina pra ficar com os itens dela e ainda teve aquela acusação dele botar carne estragada pra prejudicar os outros. Não gostei nada dele aqui. Esse Largados e Pelados é meio chato porque é mais uma gincana na natureza do que testes de sobrevivência. Eles participarem de provas pra ganhar o animal recém caçado é o cúmulo. A ideia não era eles mesmos caçarem? Mas ganham sal, comida... Tudo isso deixa menos interessante do que temporadas marcantes como Ilhados, que inclusive faz falta.
Largados e Pelados: A Competição
3.5 3 Assista AgoraPor um lado, fico empolgado de ver que o programa conseguiu um jeito de trazer uma inovação para a proposta do reality, mas por outro lado, concordo com o Steven quando ele reflete que o desafio era mais sobre gincana do que sobrevivência como ele estava acostumado. Acho que se fossem menos dias e talvez mais provas de eliminação, seria menos cansativo de assistir.
Jeff é mesmo um vilão, né? Que sujeito insuportável e provavelmente um narcisista que ninguém merece cruzar o caminho. Sei que ele movimentou essa temporada, mas a troco de quê? Muito desconfortável vê-lo deixar sua humanidade e empatia de lado para se tornar um egoísta vitimista que tirava minha vontade de assistir aos episódios.
Acho que a avaliação pessoal de cada participante deveria contar inclusive sobre suas decisões pessoais, já que tudo ali impacta na competição e na sobrevivência. Jeff decidiu jogar sozinho desde o começo, decidiu que ele era o melhor dali e que todo mundo tem medo dele. Ele escolheu se isolar, mesmo o programa mostrando que as maiores conquistas dos participantes foram resultados de trabalho em equipe. Acho que a avaliação do Jeff deveria ser afetada pelo fato DELE criar a regra de jogar sozinho mesmo sendo colocado em dupla ou grupo, e mais afetada ainda porque ele ficou dependente dos outros o tempo todo. Toda hora algum imbecil levava comida pra ele, mesmo ele tratando eles feito otários e se fazendo de vítima, chegando a acusar os outros de bullying, quando só responderam com a mesma moeda, jogando pelas regras do próprio Jeff.
Isso também coloca em questão a proposta da temporada: é ou não é uma competição? Só tem um vencedor, mas são obrigados a viverem em grupo? Automaticamente, isso faz com que queiram trabalhar em equipe e aí de repente o programa traz etapas onde os grupos são movimentados em gincanas individuais, mas laços já foram formados e ai a gente via eles montando acampamento juntos outra vez, inclusive se organizando em tarefas juntos e repartindo conquistas. No fim das contas, as gincanas até inovaram nesse novo formato, mas elas não condizem com a proposta de sobrevivência (teve gente eliminada por não ter conseguido realizar tarefa, mesmo tendo feito coisas muito mais impactantes antes). No fim, é o mesmo largados e pelados, mas quando surgia uma gincana, a produção forçava eles a seguirem as regras de individualismo.
A Mulher da Casa Abandonada
3.4 81 Assista AgoraQue história revoltante. O descaso, o deboche, a cara de pau, a maldade, a minimização desse horror... É tanta coisa difícil de digerir que a gente termina a série com um nó na garganta. Gostei que o documentário é muito bem feito e didático. Eu por exemplo nunca ouvi falar do podcast e mesmo sem saber nada da história, não senti falta de nada. Conseguiram tratar o caso com respeito. Aliás, faltou só uma coisinha
Justiça
Chespirito: Sem Querer Querendo
3.5 109 Assista AgoraEu gostei, mas acho que preferia uma narrativa mais cronológica do que dessa forma que escolheram, ou pelo menos podia não ficar indo e voltando tantas vezes, porque além de deixar confuso, ficava chatinho. Quem é fã e gosta de pesquisar sobre a vida dos atores, sabe que muita coisa aqui é inventado ou modificado como o próprio aviso deixa claro no início dos episódios. Por exemplo, os atores que faziam a Florinda e Kiko tiveram seus problemas com o elenco, mas dá pra perceber que isso é muito mais exagerado aqui, porque apesar de problemas nos bastidores, todo mundo sempre disse que era divertido gravar, a convivência era muito boa por muito tempo etc. Aqui a gente ODEIA o Kiko e tem ranço enorme da Florinda, não por acaso os nomes deles foram os mais alterados na série. E isso é porque os filhos do Chespirito é que estão por trás dessa série, de modo que obviamente eles vão demonizar a segunda esposa do seu pai, que causou tanto sofrimento e rompimento de sua família. Isso também fica claro na representação da atriz que fez a Chiquinha, que também teve briga judicial com o Roberto pelo uso da personagem, mas isso ficou de fora. Na série ela diz que quer sair para fazer outros papéis, enquanto na vida real se não me engano, foi porque engravidou, mas depois ela voltou sem problemas antes de sair definitivamente anos depois. Acredito que como ela era próxima da primeira esposa do Roberto, os filhos tinham um certo respeito por essa memória, pois a série para antes de todos esses conflitos. O negócio de mudar de emissora também foi inventado e, na minha opinião, uma escolha criativa dispensável. Senti falta de entender melhor sobre o Godinez, que nem mostrou muito desse irmão, quando ele aparecia era mais pra parte burocrática. Mas enfim, é muita legal ver a série, me emocionei várias vezes e adorei saber mais sobre o processo criativo dele e como aproveitou situações e pessoas reais da sua infância.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 464 Assista AgoraA qualidade continua impecável. Impressionante como o cenário é idêntico ao jogo, inclusive enquadramento de cenas, alguns objetos... Não são meras referências e fan services, mas sim um cuidado enorme em passar aquela sensação nostálgica que quem jogou, vai adorar. Que bom que a série não teve medo de seguir o jogo quando o assunto foi o Joel e acho que a Bella Ramsey carregou a série nas costas, afinal a gente acompanha o ponto de vista dela boa parte sem o Joel ao seu lado e consequentemente sem a química que existe entre os atores. Mas é inegável que o número menor de episódios e a decisão de parar a série abruptamente foi algo que pesou aqui. A gente assiste a temporada toda esperando um grande embate e quando o protagonismo muda da Ellie para Abby (assim como acontece no jogo) a série decidiu encerrar. Parece até piada de mau gosto porque não fez sentido. Eu até entendo, especialmente se pretendem fazer uma temporada com a Abby como protagonista e com a Ellie tendo um papel menor, pelo menos na primeira fase da 3º temporada, mas acho que então precisavam ter tido mais liberdade criativa para justificar esse fim que mais tem cara de hiatos dentro da própria temporada do que fim de temporada mesmo. Não temos um jogo 3, então eles vão terminar de adaptar o final do jogo 2 e inventar dali? Sei lá, na prática já vimos que esse tipo de coisa não costuma funcionar bem, mas quem sabe?
Garota Conhece o Mundo (3ª temporada)
4.1 6 Assista AgoraSerá que quem só assistiu Garota Conhece o Mundo consegue realmente gostar da série? Porque tudo aqui é muito raso, mal desenvolvido, parece até focado em crianças bem novinhas, tanto que cada episódio traz uma lição extremamente didática, os personagens não têm tempo de desenvolver aquela lição, eles simplesmente erram e aprendem no mesmo episódio. Para quem assistiu "O mundo é dos Jovens" percebe como eles não souberam trabalhar o desenvolvimento dos personagens, nem mesmo a coisa mais clichê (triângulo amoroso) conseguiram desenvolver e deixou tudo beeeem bobo. As partes mais divertidas foram as boas sacadas com a série antiga e os personagens clássicos de volta
as duas atrizes que fizeram a Morgan aparecendo juntas foi simplesmente GENIAL
Sempre que o Feeny aparecia, me emocionava. É lindo de ver um personagem tão importante e querido de volta
Achei meio sem noção esse final, onde
a Topanga ganha uma mega oportunidade e precisa escolher e MAIS UMA VEZ ela deixa sua vida pessoal, profissional de lado por causa de outra pessoa. Parece que ela tem sempre que fazer sacrifícios, mas os outros não podem fazer o mesmo. Ela não foi pra faculdade que queria para ficar com o Cory e agora ela não vai pra promoção em outro país por causa dos outros? Enquanto isso os próprios amigos da Riley estão indo cada um pra um canto?
Para mim, o pior de tudo é a doutrinação explícita que a série possui. Acho isso bem perigoso, na verdade. Um episódio onde dois personagens não acreditam em Deus e no final são convencidos a acreditarem e a orarem para o Deus cristão. A série é bem desrespeitosa em desconsiderar outras crenças e não respeitar nem mesmo o tempo dos personagens que são BEM JOVENS, eles têm tempo ainda pra descobrir se acreditam em alguma divindade ou não e, qualquer que seja a resposta, precisa haver respeito, algo que a série não demonstrou com esse episódio que, lembrando de novo: é focado para crianças.
Outro episódio problemático foi sobre comunismo, onde eles deturpam o significado, inventam mil maluquices e estereótipos e ainda insinuam que elas seriam uma decepção para os pais por gostarem ou se identificarem com comunismo e isso logo depois de um episódio onde o Farkle se sente péssimo por ter tanto dinheiro enquanto outros têm tão pouco. O episódio termina com eles fazendo doações para quem precisa, ou seja um episódio bem comunista, mas os estadunidenses são tão burros que não perceberam isso. Também desconsideram totalmente que em outro episódio defenderam a religião do comunista mais famoso do mundo (Jesus) só pra depois tentarem uma doutrinação nas crianças demonizando o comunismo. E o episódio que fala sobre imigrantes? Só faltou contar que muitos imigrantes saíram de seus países porque os EUA estavam bombardeando eles...
Enfim, só vale pela nostalgia, rever alguns atores, ver como os personagens clássicos estão, como se comportariam etc, mas no geral Garota Conhece o Mundo é um desastre de projeto. Uma pena, porque O Mundo é dos Jovens é uma das série mais legais dos anos 90.
Garota Conhece o Mundo (2ª temporada)
4.1 7 Assista AgoraMelhora em alguns pontos em relação à primeira, mas credo, que série ruim! A gente continua vendo porque alguns personagens são cativantes e temos o apego nostálgico aos personagens clássicos da série O Mundo é dos Jovens, mas o roteiro das séries "atuais" são muito menos criativos, menos ousados e apelam para um lado didático de dar raiva! Além de tudo, é tão confuso, que parece que os roteiristas dos episódios nem conversam entre si.
Enquanto, "O Mundo é dos Jovens" acompanhava o amadurecimento dos personagens de forma gradual, com o decorrer dos episódios e até através de temporadas, aqui tudo é na hora. No mesmo episódio eles entendem erros, consequências, valores... Nada fica para que a vida ensine. Tudo é fácil demais. No episódio 29 a Riley fala que é importante eles deixarem a infância para trás e se preparar para o futuro porque isso faz parte, apresenta numa raríssima vez um amadurecimento da personagem que é sempre tão boba, mas ai no episódio 30, ela não quer sair da escola, quer rejeitar o ensino médio.
E quando alguém falar que a Esquerda gosta de doutrinar alguém, apresente essa série, mais especificamente os episódios da CRENÇA, onde existe um desrespeito enorme com quem não acredita em divindades, não tem interesse em religião e faz dois personagens céticos/ateus a terminarem o episódio dizendo que acreditam em Deus (Deus cristão, vale ressaltar) e que até fizeram orações antes de dormir. Por que não ensinar que os personagens são novos ainda e podem mudar de ideia com o passar do tempo, mas que não tem nada de errado em seguir outras crenças ou não ter crença alguma?
Outro episódio que me irritou foi o do COMUNISMO, onde a série distorce tudo o que é comunismo, torna a explicação vaga e mentirosa dizendo que é um estilo de vida preguiçoso, com direito ao Cory (um homem adulto!) insinuando estar decepcionado com a filha por ela ter se interessado por comunismo. Eles ignoram que Jesus é retratado no cristianismo como comunista e isso logo depois de um episódio em que eles ficam revoltados que algumas pessoas têm muito dinheiro e outras não têm nada e que o episódio é todo comunista, com eles até fazendo doações no final. Ok que isso é reflexo da educação burra e alienada que os EUA têm como cultural mesmo, mas eu não esperava que essa doutrinação contra comunismo fosse tão explícita.
Garota Conhece o Mundo (1ª temporada)
4.0 9A série só vai ficando mais legal e engraçada à partir do episódio 16 quando o Shawn aparece. É nítido que o elenco original de O Mundo é dos Jovens carrega essa série nas costas e é tão bom ver que estão super a vontade nos personagens que não interpretavam há quase 20 anos!
Não tem como assistir sem fazer comparações, especialmente porque a própria série parece nos incentivar a fazer isso. Mas tudo aqui é mais infantil, mais bobo, menos profundo e extremamente didático.
No episódio em que elas precisam trabalhar na cantina e tem aquele papo sobre valorização de profissões invisíveis, é legal e tal, mas ainda é super bobo. Em O mundo é dos jovens, a moça da cantina morre e fica aquele sentimento de que ela fazia tanto por eles e os alunos mal a conheciam. Foi um episódio bem tocante.
Em outros momentos, a série quer deixar claro que as meninas são versões mais jovens de seus pais, mas acaba pecando em tratar do amadurecimento a longo prazo. Parece que todo episódio elas amadurecem aquela questão ao invés de deixar isso ser melhor desenvolvido com o passar dos episódios. Em O Mundo é dos Jovens, levou TEMPORADAS pra determinados personagens amadurecerem e enquanto isso, cometiam erros e iam aprendendo aos poucos. Aqui, é tudo mais fácil, mais bobo mesmo.
No último episódio, as meninas têm uma conversa sobre tudo estar mudando enquanto Cory e Topanga têm o mesmo diálogo. Os pais dizem que não estão com medo das mudanças porque tem um ao outro e as meninas falam a mesma coisa, mas não seria mais sensato elas admitirem ter medo, anda que ter uma a outra torne menos difícil? Elas estão entrando na fase mais conturbada da vida, então é absolutamente normal sentir medo. Traria mais profundidade elas admitirem esse medo.
Enfim, são questões que séries atuais não sabem desenvolver. Tudo tem que ser bobo, tem que ser didático, tem que ser mais leve e resolvido mais rápido. Tem algumas boas sacadas, mas no geral, é uma série chatinha. Só vou continuar vendo na esperança de que os personagens clássicos apareçam mais vezes. Por mim mandava essas crianças chatas pra um internato e focava só na Topanga, Cory e Shawn (meu crush) como deveria ser.
O Mundo é dos Jovens (7ª temporada)
4.2 8 Assista AgoraE aqui a série se afunda de vez. Tão ruim e tão perdida que quase desisti, mas eu só continuei porque queria ver "Garota conhece o Mundo". Um dos pontos altos da série é o amadurecimento dos personagens que não costumamos ver hoje em dia, mas tudo o que construíram ao longo das temporadas, foi destruído aqui. A impressão é que demitiram todos os roteiristas e jogaram no colo do primeiro que passou.
Concordo que o ator que faz o Eric tem um talento pra comédia e acho isso desde aquele episódio em que ele aluga o teatro para fazer um monólogo de sua vida desinteressante. Só que ao invés de mesclarem a comédia com o drama da série, transformaram ele em um marmanjo bobão. Ele chega a fazer coisas a nível de Chaves, onde os personagens tem 8 anos de idade! Cara, o Eric é adulto! Os melhores momentos dele são os mais maduros, como o episódio do Papai Noel, ele se interessando por uma mãe solo ou rejeitando a adoção do menino. De resto, ele foi caricato ao extremo. Não é necessário um alívio cômico numa série onde o foco já é o humor. Até o Sr. Feeny deixou de ser aquele sábio conselheiro para bajular as idiotices dos alunos?
O pior foi justo o Cory. Ok que a série é sobre ele, mas até quando a situação não era sobre ele, o roteiro direcionava para ele e não porque o personagem é narcisista e egoísta, mas porque o roteiro quer que ele seja o dono da razão. Esqueceram da importância de um protagonista falho que precisa aprender. O bebê no hospital podendo morrer e o Cory buscando uma solução mágica e infantil para ELE se sentir melhor. Em nenhum momento o Cory teve uma maturidade pra sentir a seriedade da situação, de chorar com os pais, de se preparar para um luto terrível. E ai a Topanga ainda pagou o pato, acusada de ter mudado, porque o Cory é um moleque ainda na temporada 7 e quem amadureceu é que está errado. Eu esperando o protagonista entender a situação e o que a série faz? Faz parecer que ELE estava certo, que no mundo real, numa situação dessas, o certo é agir como na infância, passar batom na cara, ignorar os riscos e tá tudo certo. A própria série passou ESSA solução. Que roteiro merda é esse??
Num episódio tem os pais do Cory forçando ele a amadurecer, a agir como adulto, a ter responsabilidades e, num outro episódio a imaturidade do personagem é jogada na nossa cara e os demais personagens aceitando isso do Cory, como se na vida real fizesse sentido.
Para fechar com chave de ouro a temporada ruim, o machismo escancarado se destaca. Se antes a série sabia que alguns personagens ou que a própria época tinha muito machismo, agora a série já não se importa em trazer lições de amadurecimento, de se colocar no lugar do outro. Aqui, a série abraça o machismo não como crítica social, mas como ferramenta de humor. De repente, o Cory que sempre foi apaixonado por Topanga e deu sim inúmeras provas de seu amor absoluto, agora ele quer o casamento pra perder a virgindade e ainda fala isso com todas as letras. Ele e Shawn, ambos em relacionamentos sérios, ficam de olho em outras meninas e o próprio Cory fica tentado a aceitar dinheiro pra casar com outra e ainda com o incentivo do Shawn. "Ah, mas o Shawn dá conselhos ruins". Sim, para que o Cory continuasse com a Topanga e não esse tipo de situação. Sério, que temporada ruim.
Eu torço para que Garota Conhece o Mundo tenha conseguido aproveitar os pontos altos de O mundo é dos Jovens e que seja uma boa série, com nostalgia, humor e amadurecimento.
O Mundo é dos Jovens (5ª temporada)
4.2 5 Assista AgoraEu amo como essa série sabe desenvolver os personagens. É o tipo de coisa que não vemos mais hoje em dia. Que saudades do Minkus, fico triste por ele ter sido descartado sendo que era um dos personagens que podia ter movimentado bem algumas coisas na série, mas se por um lado a rápida aparição dele tenha sido divertida, por outro soa de extremo mal gosto o Sr. Turner ter sumido da série depois de todo aquele lance sentimental do acidente e a reação do Shawn.
Também adorei o episódio de Halloween com a Jennifer Love Hewitt e as referências a Pânico.
O Mundo é dos Jovens (1ª Temporada)
4.3 32 Assista AgoraO tipo de série com qualidade que só os anos 90 conseguiam proporcionar. Além da vantagem da época de não ter tanta tecnologia e redes sociais, o que consequentemente reflete em mais desenvolvimento dos personagens, "O Mundo é dos Jovens" mistura personagens cativantes, um roteiro divertido e tramas originais que já não fazem hoje em dia. Já nessa primeira temporada, podemos ver o quanto os personagens amadurecem com temas que vão desde amizade, família e os icônicos conselhos do Sr. Feeny. Mesmo sendo uma série mais leve e juvenil, vários episódios me emocionaram.
A Casa da Raven (6ª Temporada)
3.1 5A temporada mais fraca. Por mais que a Raven continue divertida, cativante e uma personagem que sempre tem algo a oferecer, os demais personagens da série não parecem ter espaço. Booker e seus amigos não são tão cativante e, por várias vezes, representam versões genéricas da Chelsea e Eddie, mas parece que ao invés da série entender esse problema, se mostra equivocada ao dispensar a Chelsea como se ELA fosse a culpada por parte dos personagens serem sem chatinhos. Qual a justificativa da Nia não aparecer? Para quem amava tanto os filhos e era um grude com eles e ainda é um grude com Booker, a Raven esqueceu fácil a única filha. Colocar ela na série, talvez até se descobrindo vidente de forma tardia movimentaria melhor a temporada. O que foi o episódio em que a Chelsea aparece de forma totalmente dispensável? Por que não fizeram um episódio especial de duas partes trazendo Chelsea, Nia e Levi? Não é possível que há 20 anos tivemos crossover com Feiticeiros de Waverly Place, Zack e Cody e Hannah Montana e hoje em dia nem mesmo um bom roteiro a gente tenha! Se não fossem a ausência de personagens importantes, o final da série teria sido melhor, porque parece que não tinha mais para onde ir.