Me prometeram filme de múmia e me deram (mais um) filme de possessão demoníaca. É um filme qualquer de alguém possuído, só que aqui tentam ambientar no Egito e nem isso conseguem fazer. Poderiam pelo menos usar os elementos clássicos das histórias de múmias pra uma imersão e originalidade, mas não. Realmente optaram em ir pelo caminho mais fácil e ainda fizeram isso em intermináveis DUAS HORAS DE FILME. Gente, qualquer um sabe que um filme de possessão dificilmente vai precisar de tanto tempo de tela, tanto que quando termina a gente percebe que os personagens não possuem quase nenhum desenvolvimento, só uma apresentação rasa de quem são e qual será seu papel ao longo da trama e nem mesmo a tão conhecida dinâmica familiar conseguiu ser bem usada. As crianças praticamente não têm qualquer importância e cada personagem está ali só pra contribuir com cenas exageradas que poderiam ser descartadas, mas é uma bagunça: tem levitação, cenas gore, vômito, se cortando, mordendo... Alguém fez uma listinhas com os clichês de filme de possessão e deu um jeito de enfiar no filme. Se queria chamar de "A Múmia", então porque não pesquisaram o básico para trazer algo grandioso que esse filme merecia? Cadê as maldições do antigo Egito? Tempestade de areia? Pragas? Tudo isso poderia muito bem ter sido usado por esse vilão, mas ele não faz nada. É o filme todo demonstrando "seu poder" até vermos um final previsível e chato.
Não chega a ser tão violento ou apelativo como O Conto da Aia foi durante um tempo, e eu até entendo as críticas sobre isso. É quase como uma versão mais amenizada de Gilead, mas acho que isso é porque as Aias estavam mais envolvidas em violência, tortura e punições enquanto as Ameixas sofrem mais uma doutrinação e violência psicológica devido ao excesso de restrições que lhes são impostas. Mas as personagens são muito interessantes de acompanhar, a rotina delas nos estudos e as atrizes formam um ótimo combo. Senti falta de cenas mais tensas, de sentir mais medo do que poderia acontecer, mas realmente á uma série bem mais adolescente. Mas gostei e estou ansioso para a próxima temporada.
A maior parte do tempo a gente morre de vergonha alheia porque Collin se submete a um tipo de vida deprimente. Não por se interessar por BDSM, mas por aceitar (BEM) menos do que merece, se tornando um capacho que é visto apenas como subserviência sem ser ouvido. É muito, muito triste. Mas, ao mesmo tempo, faz parte de sua jornada de amadurecimento, de construção de personagem. No entanto
esse "amadurecimento" vem parcialmente nas telas porque depois que o Ray vai embora e ele se sente finalmente pronto para tentar se relacionar, ele busca o mesmo tipo de homem na posição de "mestre", sem que o filme nos mostre o quanto esse "mestre" consegue ceder ou ouvi-lo, enquanto o Ray apenas foge quando se permite ter um vislumbre de uma relação mais leve. Ele gosta desse dia, isso fica nítido. Porém, ele escolhe fugir e ser um covarde. Ok, o Collin coloca pequenas regras na bio do App, mas ainda se coloca como subserviente e amarrando o cadarço do cara que ele literalmente acabou de conhecer. Não tem problema continuar praticamente de BDSM, desde que ele esteja feliz e ele chega a dizer com todas as letras que SIM, está feliz. No entanto, a gente mal vê esses momentos de felicidade dele. É o tempo todo obedecendo em cenas absurdamente desconfortáveis e sem afeto. Afeto que ele almeja, que ele lamenta não ter. Vez ou outra ele sorri com as poucas migalhas que recebe. Não temos como ter certeza até que ponto Collin vai permitir ser usado assim no futuro.
É um bom filme, apesar de surpreender mais nas situações em si do que no roteiro que acaba sendo mais previsível. E gosto bastante dos dois atores.
Qualquer edit que aparecer pra você no tiktok vai ser mil vezes melhor do que o filme em si. Apela pro visual com CGI em excesso e nem pra usar o clichê não presta. Bem ruim
Começou muito bom, mas se torna cansativa rápida. Acho que 40 minutos por episódio é muito pra esse tipo de série, tanto que eles tiveram que apostar em flashback em excesso pra encher linguiça e pior: para passar pano pra personagens tão tóxicos. A relação do casal nunca foi a das melhores, mas apresentar o Les como um sujeito tão deplorável, controlador, tóxico e abusivo e depois tentar "justificar" dizendo que a Lindy tinha seus defeitos, foi a pior coisa. Chega ao ponto da agressividade do Les se tornar extrema e aí
no final, ele mesmo justifica tentar matar a esposa com "fui provocado" e ela ainda perdoa ele, colocando quase como num papel de herói. Desde quando normalizar um comportamento agressivo se tornou aceitável? Antes ele morresse como alguém que buscou a redenção do que ter o perdão
Sério, não dá pra entender qual foi a proposta da série. Podiam ter apostado numa comédia pastelão de 20 minutos, que acho que seria bem mais interessante e divertido de assistir
Não achei ruim, mas também não achei bom. É menos cansativo de assistir do que muitos filmes de heróis, mas não gostei de nenhum personagem. O Wyatt Russell é um gostoso, mas o personagem é bem chatinho. Acho que a falta de personagens carismáticos fez com que o roteiro apostasse no humor, mas também não funciona porque destoa demais. Tem personagens com passado bem obscuro, mas não convence porque o filme está com uma piadinha a cada cinco minutos, esses personagens da Marvel parece que são todos humoristas de stand up antes de serem heróis, eles não conseguem manter seriedade e fica tudo muito infantil. 90% dos filmes da Marvel sofrem com isso. O vilão é um diferencial, talvez o maior acerto, mas ainda fiquei esperando algo mais.
Tudo terminar com discurso motivacional, algo como "não seja violento, é isso que ele quer" não me atrai mais, mas quando eu era pré-adolescente adorava esse tipo de coisa, então entendo quem goste.
É inegavelmente um filme majestoso. Os cenários, a quantidade de figuração, o figurino que a Elizabeth Taylor usa ao longe das mais de três horas de filme... tudo nele esbanja grandiosidade. Mas eu acho que os pontos positivos ficam por toda essa parte técnica e a atuação dela com certeza, mas achei o filme um tanto confuso. A narrativa chega a mudar de forma abrupta e eu descobri pesquisando que foi porque o ator que fazia o Júlio César desistiu e saiu do filme, tendo que mudarem o roteiro pra trazer a segunda parte focada especificamente no Marco Antônio e isso não é muito bem explicado, às vezes o filho dela some da história, nem sempre entendemos realmente o que está acontecendo. Acho que o filme foca na sedução dela e nos romances meio diplomáticos e esquece um pouco de centralizar melhor essa questão das regiões. Será que precisava ser tão longo assim o filme? Sabemos que não, mas dá pra ir parcelando e assistindo aos poucos. Não me arrependo de ver, mas não veria de novo.
Uma das melhores coisas que esse documentário mostrou foi o empenho em construir todo esse universo dos livros. Percebe-se que, mesmo os livros já tendo sido adaptados tanto para o cinema quanto para os jogos, existe um cuidado muito grande em inovar e não apenas copiar. Parece que não vão aproveitar quase nada do visual que vimos nos filmes e onde puderem inovar e criar quase que do zero, eles vão fazer. Aliás, acho que o Hogwarts Legacy tem servido de base pra muita coisa, já que tem uma galera mais nova que conheceu melhor Harry Potter pelo jogo. Hogwarts deixando de ser apenas um castelo europeu pra ter uma relação muito mais próxima com a natureza é o que mais me deixou empolgado, Até mesmo ratos e corujas que eles podiam botar um CGI ou animais de verdade, vão ter animatrônicos pra trazer mais veracidade em algumas cenas. O logo de Hogwarts que foi divulgado eu confesso que ainda me causa estranheza, mas acho que vai ser assim com muita coisa ainda. Não quer dizer que está ruim, apenas diferente até eu ir me acostumando. E a escolha do elenco foi bem acertado, pelo visto. Em algumas imagens que saíram, eu vejo muito a Hermione nessa nova atriz. Aquele papo de "os personagens me remetem aos atores dos filmes" ficou pra trás. Eu vejo os três personagens nesse novo trio. Inclusive eu estendo esse meu comentário aos demais atores: Dumbledore, Minerva e Snape. Único defeito que vi foi na dublagem. Eu espero que ainda não tenham decidido os dubladores ainda e que ainda estejam rolando testes, porque eu detestei essa voz no Snape. Não combina em nada nem com o personagem/ator e nem com a voz dele no original. Enfim, como ainda não saiu trailer dublado, espero que estejam sendo bem rigorosos nos testes com elenco de dublagem.
Eu fui rever a série antiga porque estava doido pra ver essa nova versão, já que os X-Men são meus heróis preferidos, mas a série clássica é lenta demais, muito bagunçada, cheia de personagens e arcos chatos. Acabei pulando as temporadas 4 e 5 e vim direto pra cá. Melhor coisa que eu fiz. O ritmo de X-Men 97 é outro. É muito mais dinâmico, bonito e os arcos são interessantes. Único problema é ser uma temporada curta demais. Agora que acertaram no ritmo, bem que podiam ter feito uma temporada mais longa. Senti que certas tramas foram um pouco corridas. Agora é torcer pra qualidade continuar subindo.
Que temporada ruim, credo. Tudo bem que Coven, apesar da popularidade, é uma das temporadas mais bobinhas por apostarem em algo mais adolescente, romance, clichês de bruxas etc, mas ainda era interessante ver as personagens e o desenrolar da história. Mas aqui fica nítido que nem mesmo as bruxas foram capazes de salvar essa temporada. O que é aquele papel ridículo da Kathy Bates, coitada? Um ciborgue? Boa parte da matança não é com feitiços e magia, mas sim com armas de fogo?! Teria sido mais interessante ver as bruxas da terceira temporada se elas fizessem mais que figuração. Algumas tem 5 falas e olhe lá, sendo que antes foram apresentadas como tão poderosas. O vilão principal é chatíssimo, eu não lembrava de 80% do que rolou na primeira temporada e a série não é boa o bastante pra me fazer assistir nem resumo, muito menos rever a temporada toda. E as bruxas tudo voltando pra um combate de fim de mundo e morrendo em 10 segundos? Cadê os poderes? Não souberam nem explorar de forma criativa como o trabalho em equipe delas podia ter sido épico. Gastaram tanto tempo oferecem bons cachês pra todo mundo voltar que não sobrou tempo pra pagar roteiristas?
Já comentei aqui no Filmow que O Conto da Aia é não só um livro MUITO BOM, mas também uma série que manteve qualidade lá em cima por uns bons anos. Acho que ela decai no meio da quarta temporada e teve uma quinta temporada que eu achei bem ruim. Então, a única coisa que eu esperava nessa temporada era desfechos. Eu nem me importava muito com o que ia acontecer, desde que me desse um final, porque é uma série difícil de ver. Antes era difícil porque tudo é muito pesado, tem muita tortura, sofrimento, assassinatos de personagens importantes, mas tudo era feito com uma qualidade impressionante. Agora, é tudo muito conveniente, muito forçado... parece que a série tem poucos momentos realmente caprichados. A parte do casamento, algumas passagens sobre a vestimenta das Aias, talvez. Mas no geral, eu acho que falharam em não terem encerrando as histórias ao longo da 5º temporada. Para piorar, a gente tem o final
por um lado é ótimo ver a June encerrando a série meio que escrevendo o livro que daria origem à série. Mas cadê a Hannah? Foi tudo por ela, desde o começo tudo o que aconteceu com a June foi por ela. Eu sei que eles querem dar gancho para o spin off, mas eu não achei justo nem com a personagem e nem com que acompanhou 6 temporadas esperando um desfecho. Que fizessem a próxima série focando em personagens originais justamente pra evitar o desgaste de repetir plots ou bater na mesma tecla com as mesmas pessoas
Terminei a série com sensação de exaustão. Não é uma temporada ruim, acho que ela demora um pouco pra engatar, mas depois fica melhor. Só acho que é cansativa mesmo.
Queria entender quem teve a "brilhante" ideia de pegar Laranja Mecânica e enfiar apocalipse zumbi junto e ainda fazer um negócio ruim desses. Depois de um filme tão legal que respeita a os filmes antigos e consegue reinventar pra atualidade, a gente recebe essa porcaria? Dedicaram tanto tempo em pegar tudo de Laranja Mecânica (a gangue, a violência, o visual bizarro, o bordão "chiclete"...) que esqueceram que aqui é outra franquia. Não ficou bom.
Uma ótima adaptação. Praticamente tudo de importante no livro foi pro filme e ainda consertaram o final, que no livro é bem ruinzinho e bobo. Conseguiram dar mais tensão e adrenalina na cena final lá da casa. A história em si é meio novela, mas tem uma reviravolta interessante que muda um pouco as coisas. O maior ponto negativo do filme continua sendo o maior ponto negativo do livro
quer dizer que DO NADA justamente a policial que vai lá atender o chamado de repente já conhecia o cara e seu passado suspeito porque convenientemente a irmã sofreu nas mãos desse cara? E a mulher que é policial nunca pensou em se vingar ou fazer justiça, mesmo esse sendo o plot mais óbvio se ESSA POLICIAL fosse a protagonista?
Dá uma preguiça essa resolução novelesca, então eu tinha esperanças de darem uma amadurecida nesse ponto
Impressionante como essa série é mais madura e BEM mais sombria, tendo inclusive cadáveres, violência e até assassinato (algo que nunca foi comum na franquia Scooby-Doo), e mesmo assim consegue ser divertida e explorar bem a personalidade de cada um do grupo. Achei legal as referências a filmes de terror e, mesmo achando meio viajado demais toda a coisa do disco planisférico, é também uma ótima referência ao horror cósmico de Lovecraft e acaba funcionando. O design dos personagens e toda estética e ambientação são um charme a parte. Infelizmente, a versão brasileira sofre com a mudança de vozes dos protagonistas na metade da 2º temporada, o que na época causou um enorme estranhamento. Uma pena não ter uma 3º temporada, mas ao mesmo tempo, dá um certo alívio, pois me senti um tanto exausto quando acabou.
"A mão que balança o berço" (eu AMO esse título) é famoso justamente pelo suspense bem construído do filme original e apesar de tantos elementos que podiam ser usados, senti que não souberam aproveitar e ficou tudo muito jogado, sem vida, sem personalidade... Ficou tudo muito raso. As atuações são boas, acho que a maioria vê até o fim mais por causa das duas atrizes mesmo. O filme não consegue trazer aquela atmosfera de suspense que só os filmes dos anos 90 possuem e acho que é o que mais pesa é que, sem saber brincar e aproveitar com o suspense, o filme apela pra uma violência gráfica no final que já não conversa com o que assistimos desde o começo. É uma pena um remake tão esquecível.
Depois de um péssimo sexto filme, finalmente Sidney volta para a franquia. Gostei bastante do filme porque ele não só traz a protagonista de volta, mas faz isso de um jeito um pouco diferente. Pela primeira vez a gente vê a personagem com sua família, sua tentativa de ter uma vida feliz depois de tanta desgraça ao longo dos anos. É legal ver a família unida contra um perigo iminente e também é interessante ver a relação da Sidney com a filha adolescente (aliás, preciso entender a cronologia sobre isso: em Pânico 4 (2011) Sidney está solteira e sem filhos, porque ela não comenta nada sobre família e mesmo assim sua filha teria 15 anos. Em Pânico 5 ela só aparece com as filhas gêmeas num carrinho de bebê e comenta que deixou as meninas em segurança com o Mark. Ou seja: única explicação plausível é o filme se passar pelo menos dois anos no futuro? Por volta de 2028 ou 2029? Se alguém souber...)
Claro que o filme não tem mais como inovar tanto, mas acho que isso é o que a gente já espera da franquia: mortes violentas, ligações ameaçadoras... e dessa vez ainda brincaram mais com a tecnologia atual. Não tem mais a originalidade e boas sacadas narrativas que os primeiros, mas ainda funciona, ainda é um ótimo entretenimento. As duas irmãs chatas dos filmes 5 e 6 não fizeram nenhuma falta e achei engraçado o filme alfinetar tanto o sexto filme sem a Sidney. Acho que o maior ponto negativo é a motivação do Ghostface. Lembro que fiquei tipo "Sério?" hahaha
Achei que a Anaconda (que leva o título do filme) acabou ficando em segundo plano. Eles podiam estar gravando qualquer outro filme que a premissa seria a mesma e mudaria só a "criatura" e o lugar. Parece que a primeira ideia era "um grupo atrapalhado vai fazer um filme e algo dá errado" e no processo eles decidiram que seria Anaconda. Tem até uma piadinha no filme sobre Hollywood começar a filmar sem nem terem o roteiro completo ainda...
Queria muito que tivessem feito um Anaconda de terror, porque eu amo o segundo filme e acho que todo mundo tem um pouco de medo e aflição de cobra, ainda mais uma Sucuri. Mas quando anunciaram esse elenco eu já imaginei que seria uma comédia pastelão. Uma pena.
Vou confessar que existem, sim, momentos divertidos e que dá para rir. Curiosamente, acho que ri das piadas que eles menos apostavam. A cena da picada da aranha e o lance da Sony me pegaram de surpresa. Legal ver Selton Melo em um filme desse nível global, mas queria ter visto mais dele.
Será que na época funcionou mais? Achei tão chatinho, talvez o mais interessante é ver que ela e o pai tinham toda aquela questão sobre a mãe dela ter largado a família e isso porque não mostraram nada, foi algo mais explorado com menos obviedade enquanto que a maioria dos filmes ia optar por ser mais explícito mostrando a mãe indo embora, trazendo mais exemplos visuais do impacto disso. Não sei se a intenção era realmente focar na trama da menina e o baile e deixar essa questão quase nos bastidores e trazendo à tona aos poucos. Mas pra mim funcionou bem. O que me incomodou foi
ela ficar com o chatinho lá. Preferia que ela tivesse ficado com o amigo dela que apesar daquela cena de ciúmes onde ele foi meio babaca, realmente se importava com ela, não magoava ela
A série entregou o que o público merece acima de tudo: um desfecho digno. Sempre que uma série foi cancelada, o streaming, produtora sei lá deveria ser obrigada a fazer um especial para finalizar a história que os fãs acompanharam ao invés de só descartar e desrespeitar fãs e assinantes. Aqui a gente vê como cada personagem recebeu um cuidado especial no seu próprio "final". Gosto quando citam personagens que não mudam, porque essa coisa de todo mundo se transformar no final não dá. É fantasioso demais. Foi um final bonito pra série e ainda deixa gosto de "quero mais" porque o final de cada personagem é claramente o início de um novo ciclo que poderia ser explorado em outra temporada se quisessem.
Por um lado, é ótimo ver séries onde os protagonistas são gays adultos, porque eles conseguem sair do clichê de sala de aula e autodescoberta. Quando a gente passa dos 30, sente falta desse tipo de representatividade hahaha Mas por outro lado, os personagens me irritaram um pouco quando se mostraram bem egoístas e aí me irritei mais ainda porque a resolução dos problemas não foi exatamente como eu esperava, mas acho que é porque sou muito diferente desses personagens.
Sexo é algo extremamente importante para eles, às vezes mais até do que o emocional, do que as relações saudáveis que não envolvam segundas intenções. Às vezes parecia que era regra o sexo n]ao faltar, enquanto o desenvolvimento do relacionamento era mais limitado, sabe? Uns caras agindo como babacas e o outro lado ao invés de trazer um grande confronto ou ponto final, acaba aceitando meio numa boa
A temporada mais fraca. Parece aqueles casos quando tem briga nos bastidores ou greve dos roteiristas que prejudica o enredo, porque foi quase insuportável de ver. A série em si já não é grande coisa, é uma narrativa muito rasa e que tem muito medo de explorar possibilidades, mas o que fizeram nessa última temporada aqui... Nossa! Os filhos dele podiam ter ganhado um espaço maior, mas foram deixados de lado, tornaram-se ainda mais insuportáveis. Todos os personagens são irritantes e a gente não consegue gostar de nenhum. Até existe um episódio interessante sobre a moça transexual, mas pela época a gente vê que também foi mal abordado e, o que podia ter aberto brechas pra explorar inclusive homens querendo contratar o Ray, nunca foi adiante. Nem mesmo o Jason que aparentemente não se incomodava com isso, não falava sobre o assunto. A série até traz esse ponto de sexualização e objetificação do homem como contraponto, mas não sabe explorar muito porque foi escrita por homens héteros que não queriam a sexualidade, a virilidade do protagonista afetada por ele atender homens. Se mostrassem Jason com algum cliente homem, certamente pensariam que a visão que o público teria dele seria diferente. No fim, fica a amarga sensação de que uma série tão curta com apenas 10 episódios por temporada é mais longa do que deveria, porque ela simplesmente não sabe ao certo para onde ir.
Gostei do documentário, mas senti falta de um confronto maior contra figuras céticas que acusaram os ufólogos e as testemunhas de mentirem sobre a aparição. Por exemplo:
Aquele homem careca rebatendo a versão oficial dos ufólogos dizendo que tudo o que eles tinham eram relatos, da boca pra fora dos militares confirmando a história. Mas ele só tinha a suposta confissão dos mesmos militares dizendo que foram coagidos e pagos pra inventar a história.
As meninas foram visitadas por um homem de preto que ofereceu muito dinheiro para elas "desmentirem" em rede nacional e pôr um fim na história do ET de Varginha. Isso é fato, elas contam isso desde aquela época. Mas para os militares envolvidos é inconcebível governo chantagear ou coagir civis, mas naturalmente possível ufólogos pagarem pra que militares (militares!) mentirem?
Pacaccini se tornou odiado, especialmente pelo governo militar, desde que conseguiu relatos de envolvidos e testemunhas oculares. Desde então, seus esforços tendem a ser desmoralizados. Tanto que o G1 fez uma reportagem essa semana com a manchete "ex militar REVELA farsa sobre ET", mas ele não trouxe nenhuma prova, só acusação.
Por que testemunhas civis quando falam sobre o ET estão mentindo e militar quando chama de farsa está falando a verdade? Militar esse que disse lá atrás que tudo era verdade. Ele não trouxe qualquer prova das acusações. Quem garante que não foram pagos pra desmentir tudo, exatamente como tentaram fazer com as meninas em Varginha? E a Operação Prato? Ela existiu e foi amplamente documentada, mas o documentário não cita que o Brasil já foi palco de outras situações "sem explicação" envolvendo OVNI e extraterrestre, não fizeram nenhuma correlação. Inclusive alguns desses casos envolveram mortes estranhas dadas POR MILITARES como suicídio, mesmo em situações bem estranhas pra alguém se matar.
Então, acho que faltou um confronto maior com esses fatos. Ficou parecendo que a narrativa queria atacar o Pacaccini porque ele foi questionado e continuou jurando não ter coagido ninguém a nada. Enquanto que o homem careca responsabilizou ele, mas sem qualquer prova. Criticou a falta de provas enquanto fazia grave acusação (nas palavras do próprio jornalista convidado) sem apresentar provas também. E sem achar no mínimo estranho que alguém que mudou a versão de repente agora mereça algum voto de confiança.
Militares não são figuras totalmente dispostas a falarem a verdade. Ele deu duas versões, uma oposta a outra. Qual é a versão verdadeira? Não dá pra responder isso em base só em depoimentos, mas levando em consideração as demais testemunhas tanto da criatura quanto de OVNI na região, além é claro do histórico do Brasil e AÇÕES militares envolvendo o mesmo tema. A História nos ensinou que militares não são o melhor grupo pra confiar cegamente.
Eu teria gostado mais se a grande decisão a ser tomada não fosse com base em relacionamento, em dois homens brigando por uma mulher, em guiar sua vida pensando exclusivamente na pessoa com quem escolheu se relacionar. Como o filme cria a regra (bem absurda e injusta) de que você não pode visitar outras Eternidades e nem ter contato com moradores de lá, acaba que a pessoa não tem muito rumo. Se fosse uma pessoa solteira, ela só escolheria qualquer um e pronto, mas aí essa regra prende os personagens uns aos outros, porque o relacionamento é a única coisa que eles estão tendo a chance de manter, de levar pro outro lado. Teria sido bem mais interessante se eles levassem em consideração quem eles foram em vida (de forma independente e não como casal), seus acertos, erros, bondade, maldade... Mas acaba que tudo é sobre eles como casal, eles se relacionando... Sei lá, a vida é tanta coisa além de um namoro/casamento. Enfim, uma ideia legal mas mal executada na minha opinião.
Eu sei que a tal reviravolta e revelação é o grande mousse que o filme quer entregar, mas eu acho que teria sido muito mais interessante se fosse só mais um filme de desastre natural com pessoas buscando sobreviver. Tem um anime de poucos episódios na Netflix chamado Japão Submerso que consegue tudo o que esse filme tenta. Se tivessem seguido mais ou menos a mesma proposta podia ser um filmaço!
Maldição da Múmia
3.1 211 Assista AgoraMe prometeram filme de múmia e me deram (mais um) filme de possessão demoníaca. É um filme qualquer de alguém possuído, só que aqui tentam ambientar no Egito e nem isso conseguem fazer. Poderiam pelo menos usar os elementos clássicos das histórias de múmias pra uma imersão e originalidade, mas não. Realmente optaram em ir pelo caminho mais fácil e ainda fizeram isso em intermináveis DUAS HORAS DE FILME. Gente, qualquer um sabe que um filme de possessão dificilmente vai precisar de tanto tempo de tela, tanto que quando termina a gente percebe que os personagens não possuem quase nenhum desenvolvimento, só uma apresentação rasa de quem são e qual será seu papel ao longo da trama e nem mesmo a tão conhecida dinâmica familiar conseguiu ser bem usada. As crianças praticamente não têm qualquer importância e cada personagem está ali só pra contribuir com cenas exageradas que poderiam ser descartadas, mas é uma bagunça: tem levitação, cenas gore, vômito, se cortando, mordendo... Alguém fez uma listinhas com os clichês de filme de possessão e deu um jeito de enfiar no filme. Se queria chamar de "A Múmia", então porque não pesquisaram o básico para trazer algo grandioso que esse filme merecia? Cadê as maldições do antigo Egito? Tempestade de areia? Pragas? Tudo isso poderia muito bem ter sido usado por esse vilão, mas ele não faz nada. É o filme todo demonstrando "seu poder" até vermos um final previsível e chato.
Os Testamentos: Das Filhas De Gilead (1ª Temporada)
4.2 35 Assista AgoraNão chega a ser tão violento ou apelativo como O Conto da Aia foi durante um tempo, e eu até entendo as críticas sobre isso. É quase como uma versão mais amenizada de Gilead, mas acho que isso é porque as Aias estavam mais envolvidas em violência, tortura e punições enquanto as Ameixas sofrem mais uma doutrinação e violência psicológica devido ao excesso de restrições que lhes são impostas. Mas as personagens são muito interessantes de acompanhar, a rotina delas nos estudos e as atrizes formam um ótimo combo. Senti falta de cenas mais tensas, de sentir mais medo do que poderia acontecer, mas realmente á uma série bem mais adolescente. Mas gostei e estou ansioso para a próxima temporada.
Pillion
3.2 74A maior parte do tempo a gente morre de vergonha alheia porque Collin se submete a um tipo de vida deprimente. Não por se interessar por BDSM, mas por aceitar (BEM) menos do que merece, se tornando um capacho que é visto apenas como subserviência sem ser ouvido. É muito, muito triste. Mas, ao mesmo tempo, faz parte de sua jornada de amadurecimento, de construção de personagem. No entanto
esse "amadurecimento" vem parcialmente nas telas porque depois que o Ray vai embora e ele se sente finalmente pronto para tentar se relacionar, ele busca o mesmo tipo de homem na posição de "mestre", sem que o filme nos mostre o quanto esse "mestre" consegue ceder ou ouvi-lo, enquanto o Ray apenas foge quando se permite ter um vislumbre de uma relação mais leve. Ele gosta desse dia, isso fica nítido. Porém, ele escolhe fugir e ser um covarde. Ok, o Collin coloca pequenas regras na bio do App, mas ainda se coloca como subserviente e amarrando o cadarço do cara que ele literalmente acabou de conhecer. Não tem problema continuar praticamente de BDSM, desde que ele esteja feliz e ele chega a dizer com todas as letras que SIM, está feliz. No entanto, a gente mal vê esses momentos de felicidade dele. É o tempo todo obedecendo em cenas absurdamente desconfortáveis e sem afeto. Afeto que ele almeja, que ele lamenta não ter. Vez ou outra ele sorri com as poucas migalhas que recebe. Não temos como ter certeza até que ponto Collin vai permitir ser usado assim no futuro.
É um bom filme, apesar de surpreender mais nas situações em si do que no roteiro que acaba sendo mais previsível. E gosto bastante dos dois atores.
Anatema
1.4 8 Assista AgoraQualquer edit que aparecer pra você no tiktok vai ser mil vezes melhor do que o filme em si. Apela pro visual com CGI em excesso e nem pra usar o clichê não presta. Bem ruim
Uma Esposa em Miniatura (1ª Temporada)
2.2 3 Assista AgoraComeçou muito bom, mas se torna cansativa rápida. Acho que 40 minutos por episódio é muito pra esse tipo de série, tanto que eles tiveram que apostar em flashback em excesso pra encher linguiça e pior: para passar pano pra personagens tão tóxicos. A relação do casal nunca foi a das melhores, mas apresentar o Les como um sujeito tão deplorável, controlador, tóxico e abusivo e depois tentar "justificar" dizendo que a Lindy tinha seus defeitos, foi a pior coisa. Chega ao ponto da agressividade do Les se tornar extrema e aí
no final, ele mesmo justifica tentar matar a esposa com "fui provocado" e ela ainda perdoa ele, colocando quase como num papel de herói. Desde quando normalizar um comportamento agressivo se tornou aceitável? Antes ele morresse como alguém que buscou a redenção do que ter o perdão
Sério, não dá pra entender qual foi a proposta da série. Podiam ter apostado numa comédia pastelão de 20 minutos, que acho que seria bem mais interessante e divertido de assistir
Thunderbolts*
3.4 465 Assista AgoraNão achei ruim, mas também não achei bom. É menos cansativo de assistir do que muitos filmes de heróis, mas não gostei de nenhum personagem. O Wyatt Russell é um gostoso, mas o personagem é bem chatinho. Acho que a falta de personagens carismáticos fez com que o roteiro apostasse no humor, mas também não funciona porque destoa demais. Tem personagens com passado bem obscuro, mas não convence porque o filme está com uma piadinha a cada cinco minutos, esses personagens da Marvel parece que são todos humoristas de stand up antes de serem heróis, eles não conseguem manter seriedade e fica tudo muito infantil. 90% dos filmes da Marvel sofrem com isso. O vilão é um diferencial, talvez o maior acerto, mas ainda fiquei esperando algo mais.
Tudo terminar com discurso motivacional, algo como "não seja violento, é isso que ele quer" não me atrai mais, mas quando eu era pré-adolescente adorava esse tipo de coisa, então entendo quem goste.
Cleópatra
4.0 325 Assista AgoraÉ inegavelmente um filme majestoso. Os cenários, a quantidade de figuração, o figurino que a Elizabeth Taylor usa ao longe das mais de três horas de filme... tudo nele esbanja grandiosidade. Mas eu acho que os pontos positivos ficam por toda essa parte técnica e a atuação dela com certeza, mas achei o filme um tanto confuso. A narrativa chega a mudar de forma abrupta e eu descobri pesquisando que foi porque o ator que fazia o Júlio César desistiu e saiu do filme, tendo que mudarem o roteiro pra trazer a segunda parte focada especificamente no Marco Antônio e isso não é muito bem explicado, às vezes o filho dela some da história, nem sempre entendemos realmente o que está acontecendo. Acho que o filme foca na sedução dela e nos romances meio diplomáticos e esquece um pouco de centralizar melhor essa questão das regiões. Será que precisava ser tão longo assim o filme? Sabemos que não, mas dá pra ir parcelando e assistindo aos poucos. Não me arrependo de ver, mas não veria de novo.
À Procura de Harry: A Arte por Trás da Magia
3.7 3 Assista AgoraUma das melhores coisas que esse documentário mostrou foi o empenho em construir todo esse universo dos livros. Percebe-se que, mesmo os livros já tendo sido adaptados tanto para o cinema quanto para os jogos, existe um cuidado muito grande em inovar e não apenas copiar. Parece que não vão aproveitar quase nada do visual que vimos nos filmes e onde puderem inovar e criar quase que do zero, eles vão fazer. Aliás, acho que o Hogwarts Legacy tem servido de base pra muita coisa, já que tem uma galera mais nova que conheceu melhor Harry Potter pelo jogo. Hogwarts deixando de ser apenas um castelo europeu pra ter uma relação muito mais próxima com a natureza é o que mais me deixou empolgado, Até mesmo ratos e corujas que eles podiam botar um CGI ou animais de verdade, vão ter animatrônicos pra trazer mais veracidade em algumas cenas. O logo de Hogwarts que foi divulgado eu confesso que ainda me causa estranheza, mas acho que vai ser assim com muita coisa ainda. Não quer dizer que está ruim, apenas diferente até eu ir me acostumando. E a escolha do elenco foi bem acertado, pelo visto. Em algumas imagens que saíram, eu vejo muito a Hermione nessa nova atriz. Aquele papo de "os personagens me remetem aos atores dos filmes" ficou pra trás. Eu vejo os três personagens nesse novo trio. Inclusive eu estendo esse meu comentário aos demais atores: Dumbledore, Minerva e Snape. Único defeito que vi foi na dublagem. Eu espero que ainda não tenham decidido os dubladores ainda e que ainda estejam rolando testes, porque eu detestei essa voz no Snape. Não combina em nada nem com o personagem/ator e nem com a voz dele no original. Enfim, como ainda não saiu trailer dublado, espero que estejam sendo bem rigorosos nos testes com elenco de dublagem.
X-Men '97 (1ª Temporada)
4.5 260Eu fui rever a série antiga porque estava doido pra ver essa nova versão, já que os X-Men são meus heróis preferidos, mas a série clássica é lenta demais, muito bagunçada, cheia de personagens e arcos chatos. Acabei pulando as temporadas 4 e 5 e vim direto pra cá. Melhor coisa que eu fiz. O ritmo de X-Men 97 é outro. É muito mais dinâmico, bonito e os arcos são interessantes. Único problema é ser uma temporada curta demais. Agora que acertaram no ritmo, bem que podiam ter feito uma temporada mais longa. Senti que certas tramas foram um pouco corridas. Agora é torcer pra qualidade continuar subindo.
American Horror Story: Apocalypse (8ª Temporada)
3.5 513Que temporada ruim, credo. Tudo bem que Coven, apesar da popularidade, é uma das temporadas mais bobinhas por apostarem em algo mais adolescente, romance, clichês de bruxas etc, mas ainda era interessante ver as personagens e o desenrolar da história. Mas aqui fica nítido que nem mesmo as bruxas foram capazes de salvar essa temporada. O que é aquele papel ridículo da Kathy Bates, coitada? Um ciborgue? Boa parte da matança não é com feitiços e magia, mas sim com armas de fogo?! Teria sido mais interessante ver as bruxas da terceira temporada se elas fizessem mais que figuração. Algumas tem 5 falas e olhe lá, sendo que antes foram apresentadas como tão poderosas. O vilão principal é chatíssimo, eu não lembrava de 80% do que rolou na primeira temporada e a série não é boa o bastante pra me fazer assistir nem resumo, muito menos rever a temporada toda. E as bruxas tudo voltando pra um combate de fim de mundo e morrendo em 10 segundos? Cadê os poderes? Não souberam nem explorar de forma criativa como o trabalho em equipe delas podia ter sido épico. Gastaram tanto tempo oferecem bons cachês pra todo mundo voltar que não sobrou tempo pra pagar roteiristas?
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 174 Assista AgoraJá comentei aqui no Filmow que O Conto da Aia é não só um livro MUITO BOM, mas também uma série que manteve qualidade lá em cima por uns bons anos. Acho que ela decai no meio da quarta temporada e teve uma quinta temporada que eu achei bem ruim. Então, a única coisa que eu esperava nessa temporada era desfechos. Eu nem me importava muito com o que ia acontecer, desde que me desse um final, porque é uma série difícil de ver. Antes era difícil porque tudo é muito pesado, tem muita tortura, sofrimento, assassinatos de personagens importantes, mas tudo era feito com uma qualidade impressionante. Agora, é tudo muito conveniente, muito forçado... parece que a série tem poucos momentos realmente caprichados. A parte do casamento, algumas passagens sobre a vestimenta das Aias, talvez. Mas no geral, eu acho que falharam em não terem encerrando as histórias ao longo da 5º temporada. Para piorar, a gente tem o final
por um lado é ótimo ver a June encerrando a série meio que escrevendo o livro que daria origem à série. Mas cadê a Hannah? Foi tudo por ela, desde o começo tudo o que aconteceu com a June foi por ela. Eu sei que eles querem dar gancho para o spin off, mas eu não achei justo nem com a personagem e nem com que acompanhou 6 temporadas esperando um desfecho. Que fizessem a próxima série focando em personagens originais justamente pra evitar o desgaste de repetir plots ou bater na mesma tecla com as mesmas pessoas
Terminei a série com sensação de exaustão. Não é uma temporada ruim, acho que ela demora um pouco pra engatar, mas depois fica melhor. Só acho que é cansativa mesmo.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.3 242 Assista AgoraQueria entender quem teve a "brilhante" ideia de pegar Laranja Mecânica e enfiar apocalipse zumbi junto e ainda fazer um negócio ruim desses. Depois de um filme tão legal que respeita a os filmes antigos e consegue reinventar pra atualidade, a gente recebe essa porcaria? Dedicaram tanto tempo em pegar tudo de Laranja Mecânica (a gangue, a violência, o visual bizarro, o bordão "chiclete"...) que esqueceram que aqui é outra franquia. Não ficou bom.
A Empregada
3.4 611 Assista AgoraUma ótima adaptação. Praticamente tudo de importante no livro foi pro filme e ainda consertaram o final, que no livro é bem ruinzinho e bobo. Conseguiram dar mais tensão e adrenalina na cena final lá da casa. A história em si é meio novela, mas tem uma reviravolta interessante que muda um pouco as coisas. O maior ponto negativo do filme continua sendo o maior ponto negativo do livro
quer dizer que DO NADA justamente a policial que vai lá atender o chamado de repente já conhecia o cara e seu passado suspeito porque convenientemente a irmã sofreu nas mãos desse cara? E a mulher que é policial nunca pensou em se vingar ou fazer justiça, mesmo esse sendo o plot mais óbvio se ESSA POLICIAL fosse a protagonista?
Scooby-Doo! Mistério S/A (2ª Temporada)
4.1 14 Assista AgoraImpressionante como essa série é mais madura e BEM mais sombria, tendo inclusive cadáveres, violência e até assassinato (algo que nunca foi comum na franquia Scooby-Doo), e mesmo assim consegue ser divertida e explorar bem a personalidade de cada um do grupo. Achei legal as referências a filmes de terror e, mesmo achando meio viajado demais toda a coisa do disco planisférico, é também uma ótima referência ao horror cósmico de Lovecraft e acaba funcionando. O design dos personagens e toda estética e ambientação são um charme a parte. Infelizmente, a versão brasileira sofre com a mudança de vozes dos protagonistas na metade da 2º temporada, o que na época causou um enorme estranhamento. Uma pena não ter uma 3º temporada, mas ao mesmo tempo, dá um certo alívio, pois me senti um tanto exausto quando acabou.
A Mão que Balança o Berço
2.3 83 Assista Agora"A mão que balança o berço" (eu AMO esse título) é famoso justamente pelo suspense bem construído do filme original e apesar de tantos elementos que podiam ser usados, senti que não souberam aproveitar e ficou tudo muito jogado, sem vida, sem personalidade... Ficou tudo muito raso. As atuações são boas, acho que a maioria vê até o fim mais por causa das duas atrizes mesmo. O filme não consegue trazer aquela atmosfera de suspense que só os filmes dos anos 90 possuem e acho que é o que mais pesa é que, sem saber brincar e aproveitar com o suspense, o filme apela pra uma violência gráfica no final que já não conversa com o que assistimos desde o começo. É uma pena um remake tão esquecível.
Pânico 7
2.7 397 Assista AgoraDepois de um péssimo sexto filme, finalmente Sidney volta para a franquia. Gostei bastante do filme porque ele não só traz a protagonista de volta, mas faz isso de um jeito um pouco diferente. Pela primeira vez a gente vê a personagem com sua família, sua tentativa de ter uma vida feliz depois de tanta desgraça ao longo dos anos. É legal ver a família unida contra um perigo iminente e também é interessante ver a relação da Sidney com a filha adolescente (aliás, preciso entender a cronologia sobre isso: em Pânico 4 (2011) Sidney está solteira e sem filhos, porque ela não comenta nada sobre família e mesmo assim sua filha teria 15 anos. Em Pânico 5 ela só aparece com as filhas gêmeas num carrinho de bebê e comenta que deixou as meninas em segurança com o Mark. Ou seja: única explicação plausível é o filme se passar pelo menos dois anos no futuro? Por volta de 2028 ou 2029? Se alguém souber...)
Claro que o filme não tem mais como inovar tanto, mas acho que isso é o que a gente já espera da franquia: mortes violentas, ligações ameaçadoras... e dessa vez ainda brincaram mais com a tecnologia atual. Não tem mais a originalidade e boas sacadas narrativas que os primeiros, mas ainda funciona, ainda é um ótimo entretenimento. As duas irmãs chatas dos filmes 5 e 6 não fizeram nenhuma falta e achei engraçado o filme alfinetar tanto o sexto filme sem a Sidney. Acho que o maior ponto negativo é a motivação do Ghostface. Lembro que fiquei tipo "Sério?" hahaha
Anaconda
2.5 263Achei que a Anaconda (que leva o título do filme) acabou ficando em segundo plano. Eles podiam estar gravando qualquer outro filme que a premissa seria a mesma e mudaria só a "criatura" e o lugar. Parece que a primeira ideia era "um grupo atrapalhado vai fazer um filme e algo dá errado" e no processo eles decidiram que seria Anaconda. Tem até uma piadinha no filme sobre Hollywood começar a filmar sem nem terem o roteiro completo ainda...
Queria muito que tivessem feito um Anaconda de terror, porque eu amo o segundo filme e acho que todo mundo tem um pouco de medo e aflição de cobra, ainda mais uma Sucuri. Mas quando anunciaram esse elenco eu já imaginei que seria uma comédia pastelão. Uma pena.
Vou confessar que existem, sim, momentos divertidos e que dá para rir. Curiosamente, acho que ri das piadas que eles menos apostavam. A cena da picada da aranha e o lance da Sony me pegaram de surpresa. Legal ver Selton Melo em um filme desse nível global, mas queria ter visto mais dele.
A Garota de Rosa-Shocking
3.6 552 Assista AgoraSerá que na época funcionou mais? Achei tão chatinho, talvez o mais interessante é ver que ela e o pai tinham toda aquela questão sobre a mãe dela ter largado a família e isso porque não mostraram nada, foi algo mais explorado com menos obviedade enquanto que a maioria dos filmes ia optar por ser mais explícito mostrando a mãe indo embora, trazendo mais exemplos visuais do impacto disso. Não sei se a intenção era realmente focar na trama da menina e o baile e deixar essa questão quase nos bastidores e trazendo à tona aos poucos. Mas pra mim funcionou bem. O que me incomodou foi
ela ficar com o chatinho lá. Preferia que ela tivesse ficado com o amigo dela que apesar daquela cena de ciúmes onde ele foi meio babaca, realmente se importava com ela, não magoava ela
Looking: O Filme
4.0 251 Assista AgoraA série entregou o que o público merece acima de tudo: um desfecho digno. Sempre que uma série foi cancelada, o streaming, produtora sei lá deveria ser obrigada a fazer um especial para finalizar a história que os fãs acompanharam ao invés de só descartar e desrespeitar fãs e assinantes. Aqui a gente vê como cada personagem recebeu um cuidado especial no seu próprio "final". Gosto quando citam personagens que não mudam, porque essa coisa de todo mundo se transformar no final não dá. É fantasioso demais. Foi um final bonito pra série e ainda deixa gosto de "quero mais" porque o final de cada personagem é claramente o início de um novo ciclo que poderia ser explorado em outra temporada se quisessem.
Looking (1ª Temporada)
4.0 385 Assista AgoraPor um lado, é ótimo ver séries onde os protagonistas são gays adultos, porque eles conseguem sair do clichê de sala de aula e autodescoberta. Quando a gente passa dos 30, sente falta desse tipo de representatividade hahaha Mas por outro lado, os personagens me irritaram um pouco quando se mostraram bem egoístas e aí me irritei mais ainda porque a resolução dos problemas não foi exatamente como eu esperava, mas acho que é porque sou muito diferente desses personagens.
Por exemplo:
Sexo é algo extremamente importante para eles, às vezes mais até do que o emocional, do que as relações saudáveis que não envolvam segundas intenções. Às vezes parecia que era regra o sexo n]ao faltar, enquanto o desenvolvimento do relacionamento era mais limitado, sabe? Uns caras agindo como babacas e o outro lado ao invés de trazer um grande confronto ou ponto final, acaba aceitando meio numa boa
Hung (3ª Temporada)
3.6 12 Assista AgoraA temporada mais fraca. Parece aqueles casos quando tem briga nos bastidores ou greve dos roteiristas que prejudica o enredo, porque foi quase insuportável de ver. A série em si já não é grande coisa, é uma narrativa muito rasa e que tem muito medo de explorar possibilidades, mas o que fizeram nessa última temporada aqui... Nossa! Os filhos dele podiam ter ganhado um espaço maior, mas foram deixados de lado, tornaram-se ainda mais insuportáveis. Todos os personagens são irritantes e a gente não consegue gostar de nenhum. Até existe um episódio interessante sobre a moça transexual, mas pela época a gente vê que também foi mal abordado e, o que podia ter aberto brechas pra explorar inclusive homens querendo contratar o Ray, nunca foi adiante. Nem mesmo o Jason que aparentemente não se incomodava com isso, não falava sobre o assunto. A série até traz esse ponto de sexualização e objetificação do homem como contraponto, mas não sabe explorar muito porque foi escrita por homens héteros que não queriam a sexualidade, a virilidade do protagonista afetada por ele atender homens. Se mostrassem Jason com algum cliente homem, certamente pensariam que a visão que o público teria dele seria diferente. No fim, fica a amarga sensação de que uma série tão curta com apenas 10 episódios por temporada é mais longa do que deveria, porque ela simplesmente não sabe ao certo para onde ir.
O Mistério de Varginha
3.2 35Gostei do documentário, mas senti falta de um confronto maior contra figuras céticas que acusaram os ufólogos e as testemunhas de mentirem sobre a aparição. Por exemplo:
Aquele homem careca rebatendo a versão oficial dos ufólogos dizendo que tudo o que eles tinham eram relatos, da boca pra fora dos militares confirmando a história. Mas ele só tinha a suposta confissão dos mesmos militares dizendo que foram coagidos e pagos pra inventar a história.
As meninas foram visitadas por um homem de preto que ofereceu muito dinheiro para elas "desmentirem" em rede nacional e pôr um fim na história do ET de Varginha. Isso é fato, elas contam isso desde aquela época. Mas para os militares envolvidos é inconcebível governo chantagear ou coagir civis, mas naturalmente possível ufólogos pagarem pra que militares (militares!) mentirem?
Pacaccini se tornou odiado, especialmente pelo governo militar, desde que conseguiu relatos de envolvidos e testemunhas oculares. Desde então, seus esforços tendem a ser desmoralizados. Tanto que o G1 fez uma reportagem essa semana com a manchete "ex militar REVELA farsa sobre ET", mas ele não trouxe nenhuma prova, só acusação.
Por que testemunhas civis quando falam sobre o ET estão mentindo e militar quando chama de farsa está falando a verdade? Militar esse que disse lá atrás que tudo era verdade. Ele não trouxe qualquer prova das acusações. Quem garante que não foram pagos pra desmentir tudo, exatamente como tentaram fazer com as meninas em Varginha? E a Operação Prato? Ela existiu e foi amplamente documentada, mas o documentário não cita que o Brasil já foi palco de outras situações "sem explicação" envolvendo OVNI e extraterrestre, não fizeram nenhuma correlação. Inclusive alguns desses casos envolveram mortes estranhas dadas POR MILITARES como suicídio, mesmo em situações bem estranhas pra alguém se matar.
Então, acho que faltou um confronto maior com esses fatos. Ficou parecendo que a narrativa queria atacar o Pacaccini porque ele foi questionado e continuou jurando não ter coagido ninguém a nada. Enquanto que o homem careca responsabilizou ele, mas sem qualquer prova. Criticou a falta de provas enquanto fazia grave acusação (nas palavras do próprio jornalista convidado) sem apresentar provas também. E sem achar no mínimo estranho que alguém que mudou a versão de repente agora mereça algum voto de confiança.
Militares não são figuras totalmente dispostas a falarem a verdade. Ele deu duas versões, uma oposta a outra. Qual é a versão verdadeira? Não dá pra responder isso em base só em depoimentos, mas levando em consideração as demais testemunhas tanto da criatura quanto de OVNI na região, além é claro do histórico do Brasil e AÇÕES militares envolvendo o mesmo tema. A História nos ensinou que militares não são o melhor grupo pra confiar cegamente.
Eternidade
3.5 161 Assista AgoraEu teria gostado mais se a grande decisão a ser tomada não fosse com base em relacionamento, em dois homens brigando por uma mulher, em guiar sua vida pensando exclusivamente na pessoa com quem escolheu se relacionar. Como o filme cria a regra (bem absurda e injusta) de que você não pode visitar outras Eternidades e nem ter contato com moradores de lá, acaba que a pessoa não tem muito rumo. Se fosse uma pessoa solteira, ela só escolheria qualquer um e pronto, mas aí essa regra prende os personagens uns aos outros, porque o relacionamento é a única coisa que eles estão tendo a chance de manter, de levar pro outro lado. Teria sido bem mais interessante se eles levassem em consideração quem eles foram em vida (de forma independente e não como casal), seus acertos, erros, bondade, maldade... Mas acaba que tudo é sobre eles como casal, eles se relacionando... Sei lá, a vida é tanta coisa além de um namoro/casamento. Enfim, uma ideia legal mas mal executada na minha opinião.
A Grande Inundação
2.7 162 Assista AgoraEu sei que a tal reviravolta e revelação é o grande mousse que o filme quer entregar, mas eu acho que teria sido muito mais interessante se fosse só mais um filme de desastre natural com pessoas buscando sobreviver. Tem um anime de poucos episódios na Netflix chamado Japão Submerso que consegue tudo o que esse filme tenta. Se tivessem seguido mais ou menos a mesma proposta podia ser um filmaço!