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Últimas opiniões enviadas

  • Cinema com Crítica

    Essa história de bandido bom ser bandido morto ou torturado a base de um porrete onde está escrito 'direitos humanos' não cola. Bandido bom é bandido recluso, cumprindo sua pena com respeito a sua dignidade. De preferência, devolvido à sociedade como mais um de seus membros funcionais e produtivos, não como pária. E o maior mérito desta série é evitar cair no jogo de quem pensa de maneira maniqueísta e binária (a especialidade dos últimos anos). Os membros da Irmandade são brutais e monstruosos, SIM, mas também são os policiais e carcereiros que impõem um estado de desumanidade e ilegalidade para o qual fechamos os olhos junto com o governo e a mídia.

    Aquilo por que lutam não é absurdo: melhores condições, e reconhecer isto não significa estar de acordo de como esta luta é travada. No meio disto, a personagem de Naruna Costa desponta como um pêndulo, movido para lá e para cá com base em princípios e especialmente no que precisa realizar para sobreviver, nem que isto importe em agir com ardil e indolência. Uma grande atriz trabalhando com uma protagonista maleável, apenas prejudicada por más decisões do roteiro, como aquela que a obriga a dispor de um corpo sorrateiramente e provocando consequências, sendo que a facção não hesitaria em ajudá-la, pois agiu para impedir um assalto ao caixa. Um desejo de criar conflitos para lá de artificiais e repetido mais vezes, como ao "esquecer" da existência de um personagem nos episódios 6 e 7 para trazê-lo de volta no 8º. Diretores talentosos do cinema nacional contemporâneo ajudam a conferir tensão a uma narrativa sem mocinhos, e uma atuação dominadora e impactante de Seu Jorge.

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  • Cinema com Crítica

    Confesso não ser fã de James e Alyssa, individualmente falando, mas admiro sua relação como o importante sinal de que o amor é um sentimento sem preconceitos. Até porque já cansei de assistir a romances envolvendo tipos perfeitinhos e idealizados, quando a vida prova, dia a dia, que o casal do mundo real foge das regras do cinema. Os desfuncionais James e Alyssa são mais significativos juntos do que já foram Tom Hanks e Meg Ryan em suas épocas de comédias românticas, por conseguirem exprimir tão bem a inadequação diário e o conforto emocional de encontrarem em sua cara metade a oportunidade de amadurecimento.

    Este enfoque ganha a adição da problemática Bonnie, que acaba se transformando, a sua maneira, em um membro inusitado naquela relação (não do ponto de vista amoroso, claro, mas do projeto de um trio que tem traumas e dores particulares). No mais, a narrativa mantém o que deu certo antes: o humor sarcástico britânico que combina violência e a secura de seus personagens, o uso da trilha musical e do silêncio como expressões que o casal sonega a nós e o formalismo da imagem, que tenta dividir o quadro em metades exatas divididas entre os dois, reconhecendo a importância que um possui na vida do próximo. Um doce, ainda que amargo na maioria das vocês.

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  • Cinema com Crítica

    Scorsese deve parte de sua carreira à violência que seus personagens infligem uns nos outros, ou que sofrem e vivenciam. Algo que provoca más consequências, pois ninguém permanece impune em seus filmes. Reconhecer isto é o mérito desta já jovem clássico, uma obra surpreendentemente bem-humorada e que, a todo momento, recorda como a vida é fugidia, melancólica, dolorida e pode escapar por entre os dedos no intervalo de apenas um segundo. É também o registro daquilo que mais importa: família, amigos e memórias.

    E com amigos, Scorsese pôde transformar a história com que sonhava há décadas em realidade e com liberdade. Não é qualquer diretor que receberia mais de 150 milhões de orçamento para um épico com mais de 3 horas e meia, em que cada minuto é mágico a fim de reverenciar o talento de De Niro (a cena no telefone, uou, impactante), Pacino e o seu Jimmy Hoffa inesquecível e Pesci, de quem mal sabia que sentia tanta saudade. Um trio aliado a coadjuvantes poderosos - com uma performance baseada no olhar somente de Anna Paquin -, uma direção competente e efeitos especiais de rejuvenescimento que ajudam a contar a história - ao invés de ofuscarem-na -, assim como fazem os figurinos e o design de produção evocativo da época e da personalidade de seus personagens. Amei cada instante e saio com o coração apertado, pois talvez jamais vejamos reunião igual a essa com tanto comprometimento e talento.

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  • Danielle Gomes
    Danielle Gomes

    Temos um alto grau de compatibilidade cinéfila. Aceita eu ai como amiga para que eu possa te acompanhar, suas criticas.

  • Fábio Andrade
    Fábio Andrade

    Gosto da visão das pessoas sobre os filmes. Vi q escreve bem. Adicionando por isso! ,)

  • Davi Fonteles
    Davi Fonteles

    Oi Marcio, sou eu o Davi do @davispielberg_lima. Quem diria encontrar você aqui. Muito legal.

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