É como Beasts of No Nation, um filme vazio, violência pela violência, uma representação do estrago que Tarantino produziu em Hollywood. Os personagens são caricatos e rasos. As situações são irreais. Na linha temática desse filme muito mais interessante é Filhos da Esperança (2006).
Faltou um tiquinho pra ser um filme memorável de sessão da tarde. Um pouco mais de humor ou um pouco mais de seriedade, ficou ali em cima do muro em alguns momentos e isso atrapalhou um pouco. No mais, valeu a pena assistir. Muito melhor que a média do conteúdo que as plataformas de streaming oferecem.
O primeiro problema é que a tradução brasileira entrega o principal segredo que o primeiro episódio guarda. Depois falta dar um pouco mais de contexto de Utah e a sociedade mórmon, nem todo mundo conhece os detalhes. Por fim, o último episódio é puro dramalhão americano de programa de entrevistas vespertino.
Vou dar minha opinião. Esclareço que esse foi meu primeiro contato com o universo de Duna. E também já tive a oportunidade de ler livros densos convertidos em filmes e ficar um pouco triste pelo tanto de história e desenvolvimento de personagens que tem que ser sacrificado.
Dito isso, gostei muito do filme. Bom, eu também gostei muito do filme anterior do diretor, A Chegada, e as influências são notórias. Noto que alguns personagens, como o traidor, não tiveram tempo suficiente para seu desenvolvimento e para, portanto, criar empatia o suficiente a ponto da gente sentir penosamente sua traição, mas aí é uma impossibilidade de contar a história num tempo tão exíguo. É uma história que, de cara, a gente percebe que merecia uma série com algumas temporadas sem enrolação!
Engraçado que se o final fosse mais simples, a série teria ficado melhor. Mas roteirista de série de mistério policial sempre quer fazer o final meio diferentão e acaba pesando a mão. Mas vale a diversão.
O filme é um ótimo documentário. Já de cara tem dois pontos positivos fantásticos: a história contada e seus protagonistas, de um Brasil muito pouco lembrado e desvalorizado.
Isso posto, discordo muito de uma certa glamourização que o diretor faz da "vida pacata de antigamente" de Toritama e discordo um pouco do filme ter se centrado na crítica à "uberização" do trabalho. Isso porque que não é uma região onde houve destruição do trabalho formal para criação de "empreendedorismo" de fancaria, na verdade é o processo histórico de industrialização ainda está se formando, é como a China ou Vietnã de 20 anos atrás.
O grande desafio é o salto que vem a seguir, o como subir a escada de sofisticação do processo industrial, tal como fizeram as nações do sudeste asiático, o que depende de projetamento estatal adequado e de driblar a elite perversa do país, que quer ver sua população eternamente como burros de carga.
Depois de ver Broen e a versão original dinamarquesa de The Killing, é covardia ver essa aqui. Fraquinha. A detetive principal decepciona. O culpado decepciona. Quem de fato desvenda o mistério decepciona. Pior nordic noir que eu já vi.
Para quem deseja conhecer os bastidores do funcionamento de uma equipe de ciclismo na mais famosa das grandes voltas (Tour de France), essa série é perfeita.
O principal ponto de marketing da série, o fato de ser colorizada a partir de originais em Preto&Branco não tem muita relevância, em realidade. O que a série tem de interessante é abordar o conflito a partir dos diversos cenários da guerra, não se concentrando apenas nas ações dos Estados Unidos, como costuma acontecer nos documentários produzidos nesse país.
Claro, ainda assim há distorções. O documentário é britânico e puxa mesmo a sardinha pro lado dos seus compatriotas. Os demais aliados são retratados como meio bobos, como os americanos (que um certo desdém inglês só concede o benefício de reconhecer que ganharam as suas batalhas por motivos de logística) ou crueis, como os soviéticos (quando os ingleses varrem uma cidade do mapa com mais de 200 mil civis, é estratégia de guerra; quando os soviéticos fazem ago parecido, mesmo em escala muito menor, é crueldade stalinista).
O último episódio é dedicado a construir argumentação favorável ao emprego das bombas nucleares nos ataques à Hiroshima e Nagasaki.
Quando eu ouvi falar na série, pensei que ela iria desenvolver com calma o tema da queda da civilização. Que nada, tudo acontece muito rápido e assim se perde o diferencial da série, que ficou mais para um The Walking Dead Califórnia.
E mais, os personagens e suas ações caem fácil no maniqueísmo! _Toda_ boa ação é inevitavelmente "recompensada" com uma trairagem. Eu sei que há um ponto a se provar, "na crise é preciso ser duro", mas há formas inteligentes e elegantes pra se fazer isso, estamos falando de uma série de orçamento prime, não é filme B.
Uma pequena joia escondida no catálogo da Netflix. Além do mérito em elaborar uma boa trama para um filme whodunit ("quem matou?" na gíria da literatura de romances policiais), há uma boa denúncia na obra pelo descaso com que é encarada a violência contra a mulher, mesmo na Europa.
E em tempos de conflito aberto Catalunha vs Governo Central espanhol é interessante notar que mesmo na pacata Galiza — talvez hoje a menos combativa das nacionalidades históricas que atualmente integram a Espanha, junto ao País Vasco à própria Catalunha — as tensões entre galegos e não galegos estão à flor da pele. Basta observar a dinâmica entre o Inspetor, galego, o agente, possivelmente de Madri ou Castela, e a população local.
Ótima temporada, digna dos melhores momentos das séries de Jornada das Estrelas. Uma pena que finalmente a série foi se encontrar às vésperas de fechar as portas.
O tema de abertura, do qual tantos reclamam, me pareceu muito adequado à temática pioneira da série.
Esta temporada ainda nos reserva uma pérola, um par de episódios (In a mirror, Darkly, parte 1 e 2) que, para mim, são os melhores de universo paralelo de todas as séries de Jornada!
O enredo da temporada melhorou muito, mas ainda houve vários episódios com roteiro pífio. Os dilemas éticos são de fazer corar qualquer fã de Nova Geração, a representatividade está muito fraca, as mulheres são adornos ou representam personagens esquecíveis e Mayweather é o personagem negro mais irrelevante de todo o catálogo de Jornada nas Estrelas. Ainda assim, no geral, supera fácil a 1ª e 2ª temporadas.
Outra temporada esquecível. Se na primeira, a humanidade agia de forma destrambelhada para horror dos vulcanos, aqui a coisa se inverte, com a raça que nos deu Spock se revelando protagonista de mesquinharias. O ponto alto é a trama envolvendo os andorianos e os últimos episódios (exceto quando apela, como já aconteceu antes, pros dotes físicos de Jolene Blalock, a T´Pol), quando a série parece deixar entrever um roteiro inteligente. O drama por causa da intervenção que resulta numa morte parece incoerente quando lembramos que uma ação omitiva na temporada anterior condenou toda uma espécie com bilhões de seres sensientes à morte certa.
Deep Space 9 mostrou que uma série de Jornada nas Estrelas novelizada (ou seja, não ancorada unicamente em episódios independentes e isolados) tem muito a oferecer ao universo da ficção científica.
Guerra Civil
3.5 649 Assista AgoraÉ como Beasts of No Nation, um filme vazio, violência pela violência, uma representação do estrago que Tarantino produziu em Hollywood. Os personagens são caricatos e rasos. As situações são irreais. Na linha temática desse filme muito mais interessante é Filhos da Esperança (2006).
7 Mulheres e Um Mistério
2.6 60 Assista AgoraFaltou um tiquinho pra ser um filme memorável de sessão da tarde. Um pouco mais de humor ou um pouco mais de seriedade, ficou ali em cima do muro em alguns momentos e isso atrapalhou um pouco. No mais, valeu a pena assistir. Muito melhor que a média do conteúdo que as plataformas de streaming oferecem.
O Eternauta (1ª Temporada)
3.7 165 Assista AgoraMelhor série que vi na Netflix em muitos anos. Uma história apocalíptica com tom sulamericano. Muitos pontos de encontro com a realidade brasileira.
O Falsificador Mórmon
3.6 19 Assista AgoraO primeiro problema é que a tradução brasileira entrega o principal segredo que o primeiro episódio guarda. Depois falta dar um pouco mais de contexto de Utah e a sociedade mórmon, nem todo mundo conhece os detalhes. Por fim, o último episódio é puro dramalhão americano de programa de entrevistas vespertino.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraVou dar minha opinião. Esclareço que esse foi meu primeiro contato com o universo de Duna. E também já tive a oportunidade de ler livros densos convertidos em filmes e ficar um pouco triste pelo tanto de história e desenvolvimento de personagens que tem que ser sacrificado.
Dito isso, gostei muito do filme. Bom, eu também gostei muito do filme anterior do diretor, A Chegada, e as influências são notórias. Noto que alguns personagens, como o traidor, não tiveram tempo suficiente para seu desenvolvimento e para, portanto, criar empatia o suficiente a ponto da gente sentir penosamente sua traição, mas aí é uma impossibilidade de contar a história num tempo tão exíguo. É uma história que, de cara, a gente percebe que merecia uma série com algumas temporadas sem enrolação!
Halo (1ª Temporada)
3.6 98 Assista AgoraParece uma novela das 18h com orçamento anabolizado e muito gore.
Star Trek: Strange New Worlds (1ª Temporada)
4.2 25 Assista AgoraMelhor série da nova safra iniciada em 2017.
Os Segredos de Manscheid (1ª Temporada)
3.2 47 Assista AgoraEngraçado que se o final fosse mais simples, a série teria ficado melhor. Mas roteirista de série de mistério policial sempre quer fazer o final meio diferentão e acaba pesando a mão. Mas vale a diversão.
Hitler's Circle of Evil
4.4 35 Assista AgoraA força e a fraqueza da série é girar em torno das fofocas e disputas de poder do círculo íntimo de Hitler.
Departamento Q: Guardiões das Causas Perdidas
3.8 107Só achei parte das cenas de violência apelativas e dispensáveis, no mais um ótimo filme.
Deadwind (1ª Temporada)
3.6 53 Assista AgoraApesar do roteiro cheio de reviravoltas pouco verossímeis, é uma série bacaninha no estilo nordic noir. Bom entretenimento.
Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar
4.3 215O filme é um ótimo documentário. Já de cara tem dois pontos positivos fantásticos: a história contada e seus protagonistas, de um Brasil muito pouco lembrado e desvalorizado.
Isso posto, discordo muito de uma certa glamourização que o diretor faz da "vida pacata de antigamente" de Toritama e discordo um pouco do filme ter se centrado na crítica à "uberização" do trabalho. Isso porque que não é uma região onde houve destruição do trabalho formal para criação de "empreendedorismo" de fancaria, na verdade é o processo histórico de industrialização ainda está se formando, é como a China ou Vietnã de 20 anos atrás.
O grande desafio é o salto que vem a seguir, o como subir a escada de sofisticação do processo industrial, tal como fizeram as nações do sudeste asiático, o que depende de projetamento estatal adequado e de driblar a elite perversa do país, que quer ver sua população eternamente como burros de carga.
Enfim, pra mim a nota do filme é 9 de 10.
O Assassino de Valhalla (1ª Temporada)
3.5 72Depois de ver Broen e a versão original dinamarquesa de The Killing, é covardia ver essa aqui. Fraquinha. A detetive principal decepciona. O culpado decepciona. Quem de fato desvenda o mistério decepciona. Pior nordic noir que eu já vi.
Mortes em Batz
2.7 22 Assista AgoraComo o também francês Morte no Montblanc, tem uma quedinha pro dramalhão, mas aqui a história se segura um pouco melhor.
Comer. Competir. Vencer.
4.0 3Para quem deseja conhecer os bastidores do funcionamento de uma equipe de ciclismo na mais famosa das grandes voltas (Tour de France), essa série é perfeita.
Glacé
3.1 33Na linha das melhores séries de mistério policial europeias. É um estilo muito próprio e bem diferente das americanas.
Duas Catalunhas
3.5 9Filme fraco, uma metralhadora giratória de declarações de ambos lados em que, ao final, quem assiste sai mais confuso do que antes do início.
Segunda Guerra Mundial em Cores
4.5 37O principal ponto de marketing da série, o fato de ser colorizada a partir de originais em Preto&Branco não tem muita relevância, em realidade. O que a série tem de interessante é abordar o conflito a partir dos diversos cenários da guerra, não se concentrando apenas nas ações dos Estados Unidos, como costuma acontecer nos documentários produzidos nesse país.
Claro, ainda assim há distorções. O documentário é britânico e puxa mesmo a sardinha pro lado dos seus compatriotas. Os demais aliados são retratados como meio bobos, como os americanos (que um certo desdém inglês só concede o benefício de reconhecer que ganharam as suas batalhas por motivos de logística) ou crueis, como os soviéticos (quando os ingleses varrem uma cidade do mapa com mais de 200 mil civis, é estratégia de guerra; quando os soviéticos fazem ago parecido, mesmo em escala muito menor, é crueldade stalinista).
O último episódio é dedicado a construir argumentação favorável ao emprego das bombas nucleares nos ataques à Hiroshima e Nagasaki.
Fear the Walking Dead (1ª Temporada)
3.5 560Quando eu ouvi falar na série, pensei que ela iria desenvolver com calma o tema da queda da civilização. Que nada, tudo acontece muito rápido e assim se perde o diferencial da série, que ficou mais para um The Walking Dead Califórnia.
E mais, os personagens e suas ações caem fácil no maniqueísmo! _Toda_ boa ação é inevitavelmente "recompensada" com uma trairagem. Eu sei que há um ponto a se provar, "na crise é preciso ser duro", mas há formas inteligentes e elegantes pra se fazer isso, estamos falando de uma série de orçamento prime, não é filme B.
A Praia dos Afogados
3.1 29Uma pequena joia escondida no catálogo da Netflix. Além do mérito em elaborar uma boa trama para um filme whodunit ("quem matou?" na gíria da literatura de romances policiais), há uma boa denúncia na obra pelo descaso com que é encarada a violência contra a mulher, mesmo na Europa.
E em tempos de conflito aberto Catalunha vs Governo Central espanhol é interessante notar que mesmo na pacata Galiza — talvez hoje a menos combativa das nacionalidades históricas que atualmente integram a Espanha, junto ao País Vasco à própria Catalunha — as tensões entre galegos e não galegos estão à flor da pele. Basta observar a dinâmica entre o Inspetor, galego, o agente, possivelmente de Madri ou Castela, e a população local.
Jornada nas Estrelas: Enterprise (4ª Temporada)
4.1 21 Assista AgoraÓtima temporada, digna dos melhores momentos das séries de Jornada das Estrelas. Uma pena que finalmente a série foi se encontrar às vésperas de fechar as portas.
O tema de abertura, do qual tantos reclamam, me pareceu muito adequado à temática pioneira da série.
Esta temporada ainda nos reserva uma pérola, um par de episódios (In a mirror, Darkly, parte 1 e 2) que, para mim, são os melhores de universo paralelo de todas as séries de Jornada!
Jornada nas Estrelas: Enterprise (3ª Temporada)
3.9 19 Assista AgoraO enredo da temporada melhorou muito, mas ainda houve vários episódios com roteiro pífio. Os dilemas éticos são de fazer corar qualquer fã de Nova Geração, a representatividade está muito fraca, as mulheres são adornos ou representam personagens esquecíveis e Mayweather é o personagem negro mais irrelevante de todo o catálogo de Jornada nas Estrelas. Ainda assim, no geral, supera fácil a 1ª e 2ª temporadas.
Jornada nas Estrelas: Enterprise (2ª Temporada)
3.9 8 Assista AgoraOutra temporada esquecível. Se na primeira, a humanidade agia de forma destrambelhada para horror dos vulcanos, aqui a coisa se inverte, com a raça que nos deu Spock se revelando protagonista de mesquinharias. O ponto alto é a trama envolvendo os andorianos e os últimos episódios (exceto quando apela, como já aconteceu antes, pros dotes físicos de Jolene Blalock, a T´Pol), quando a série parece deixar entrever um roteiro inteligente. O drama por causa da intervenção que resulta numa morte parece incoerente quando lembramos que uma ação omitiva na temporada anterior condenou toda uma espécie com bilhões de seres sensientes à morte certa.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (7ª Temporada)
4.2 17 Assista AgoraDeep Space 9 mostrou que uma série de Jornada nas Estrelas novelizada (ou seja, não ancorada unicamente em episódios independentes e isolados) tem muito a oferecer ao universo da ficção científica.