Um filme bem menos ambicioso que Interestelar, contudo isso não quer dizer que ele não tenha sido bom. Na verdade acho até que eles têm mais elementos em comum do que ao contrário. O filme nos mostra a importância da fraternidade e solidariedade para resolver os nossos problemas. Tanto em "Interestelar" como em "Perdido em Marte" as relações humanas são exploradas de maneira muito bonita: o seu companheiro(a), o próximo, é alguém pelo qual vale a pena lutar, é alguém pelo qual se deve amar. É esse amor, essa compaixão que são capazes de mudar o mundo, de salvar a humanidade. Em Interestelar, o amor pela sua filha salvou a personagem de Matthew McConaughey e salvou a humanidade. O amor da personagem de Anne Hathaway guiaria os astronautas para o planeta em que poderia ser iniciada uma nova sociedade. Nas próprias palavras da personagem: "Amor não é algo que nos inventamos. É poderoso. Tem que significar algo. Talvez até algo maior, algo que ainda não consigamos entender. Talvez seja algum indício, algum artefato de uma dimensão maior que nós não consigamos conceber conscientemente. Eu sou atraída através do universo a alguém que eu não vejo há uma década e que provavelmente está morto. Amor é a única coisa que nós somos capazes de sentir que transcende as dimensões do tempo e do espaço. Talvez devêssemos acreditar nisso, mesmo que ainda não consigamos entender." Em "Perdido em Marte" de nada importa os conhecimentos de botânica, de ciências, de matemática, em suma, da capacidade intelectual da personagem de Matt Damon de sobreviver no ambiente hostil de Marte. Ele só vai sair de lá se encontrar em seus companheiros a compaixão. O amor pelo próximo em ter que se arriscar numa missão incerta, insegura e muito mais longa deixando tudo e todos que os aguardam na Terra. Tanto a perder por apenas uma pessoa com poucas chances de sobrevivência. É de arrepiar. É um filme engraçado e emocionante. Vale a pena!
Cheio de clichês e com nada a dizer, American Sniper, história do maior atirador de elite dos EUA - Chris Kyle, não empolga e parece que foi um filme feito para TV. A verdade é que a diretora Kathryn Bigelow estabeleceu um alto padrão para os filmes sobre guerra que viessem depois dos dela (os excelentes Guerra ao Terror e A Hora Mais Escura). Antes que digam que o filme fala da realidade, eu digo que a realidade pode ser retratada sob diferentes perspectivas. Qual o propósito de fazer um filme sobre um "herói nacional" que matou mais de 250 pessoas nos quatro turnos em que participou da guerra do Iraque? Qual a mensagem que o diretor Clint Eastwood se propõe a passar para os telespectadores? De novo, tire como exemplo o trabalho de Kathryn Bigelow em A Hora Mais Escura: a mensagem que a diretora traz para os telespectadores e a sua perspectiva sobre eventos reais (com toda aquela história de que precisamos defender o ocidente dos terroristas, blá blá...) é muito mais contributivo para o cinema; ela não peca pela glorificação dos EUA na guerra ao terror como Eastwood faz - o final do filme é terrível e passa exatamente isso. As cenas no Iraque criam uma certa tensão em torno das ações em que o personagem principal precisa tomar (ter que tomar a decisão de, por exemplo, atirar ou não em uma criança com uma bomba na mão), mas até essas cenas parecem falsas. Eastwood transforma a guerra em algo como um videogame em que o level final é matar o "chefão" - atirador de elite dos terroristas. A cena em que o atirador de elite dos "inimigos" pula de telhado em telhado nos prédios do Iraque foi bem risível, se me permite dizer. Todo o conflito moral que Chris Kyle passa entre sua mulher e seus filhos em casa e as diversas vezes em que precisa tomar a decisão de matar ou não alguém poderia ser melhor explorado e não demonstrado em clichês tipo: "queria que você estivesse aqui"; "a guerra mudou você"; "mesmo com meu marido em casa, eu não o tenho aqui". Em resumo, American Sniper foi uma decepção cheia de oportunidades perdidas e com nada a dizer. Apesar de não ser muito fã do trabalho de Bradley Cooper, ele faz uma boa atuação aqui (entretanto, nada que mereça uma indicação no lugar de Jake Gyllenhaal).
Birdman é um filme que te deixa vidrado do início até o fim, simplesmente porque ele não para (literalmente) até a tela escurecer e aparecerem os créditos. Esse filme é uma verdadeira obra-prima da sétima arte, uma daquelas que demora para aparecer, mas quando aparece fica marcada. Simplesmente porque tudo que compõe esse filme é impecável: o roteiro, a mixagem de som, A CINEMATOGRAFIA (bendito seja Emmanuel Lubezki), a direção e as atuações. Todas elas excelentes. Sem nenhuma exceção. Iñárritu traz o melhor de sua carreira e se lança em algo completamente novo; um risco que deu muito certo. Acostumado com as histórias dramáticas e famoso pelos seus filmes com histórias cruzadas, o diretor faz um filme que é uma verdadeira montanha russa: você ri, você fica tenso, depois fica depressivo, depois ri de novo e depois fica ansioso: é um mar de emoções até o filme acabar. Iñárritu mantém sua tradição de interligar histórias, mas dessa vez as traz reunida na figura de Riggan (interpretado pelo Michael Keaton) que tem que lidar com o mundo ao redor entrando em colapso (inclusive ele mesmo) enquanto tenta ser alguém relevante. Como ser alguém relevante nos dias de hoje? O Birdman trata de muitos temas, dentre eles a vontade de ser alguém ao mesmo tempo do medo de ser ninguém. O Riggan, personagem do Keaton, não se vê na figura do Birdman que ele interpretou no passado, isso não é como ele quer ser lembrado, ele quer ser lembrado como um bom ator e não como um personagem de ficção. Mas é justamente o problema: Keaton entra em conflito porque ele não entende o mundo em que ele vive, ele não entende a lógica de como funciona "ser alguém" nos dias de hoje e ele não será ninguém porque ele não tem o conhecimento sobre esse novo mundo em que talento não é suficiente - e aí está explicado o título do filme: a Inesperada Virtude da Ignorância. Somos levados para dentro da cabeça do protagonista em conflito com o seu ego de modo que estamos tão envolvidos na perspectiva do protagonista que às vezes não conseguimos diferenciar a realidade da imaginação de Riggan. Todos nós de alguma maneira lutamos com o nosso ego para sermos alguém que queremos, seja em qualquer aspecto da nossa vida. E é por isso que Birdman é tão fascinante e fácil de se relacionar. Posso dizer com toda a certeza: o melhor filme de 2014.
Lembro que logo que começou o ano e foi anunciado o lançamento do novo filme dirigido por Angelina Jolie, Unbroken/Invencível, eu apostei que o filme seria vencedor do Oscar de 2015 e finalmente abriria o caminho para a carreira de diretora da Angelina Jolie: erro meu. Jolie perdeu uma oportunidade de ouro de contar a história de Louis Zamperini, corredor olímpico que lutou na Segunda Guerra Mundial e ficou à deriva no mar por 45 dias até se tornar prisioneiro de guerra no Japão. Eu digo isso porque parece que o novo filme da Jolie é sobre tudo menos a história de Zamperini. Talvez esse filme tenha sido a maior decepção dos mais esperados de 2014, não por causa de Angelina Jolie na verdade, mas muito mais por ver no time de roteiristas os irmãos Coen (Fargo, Bravura Indômita, Onde os Fracos não tem Vez e o excelente Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum). Quando eu vi o filme fiquei o tempo inteiro me perguntando: “será que esses caras realmente escreveram isso?”. Se você assistir o trailer do filme, basicamente estará assistindo o filme que para mim é um resumo da vida de Zamperini. Jolie transformou a história dele em algo tão medíocre que se resume a sofrimento, torturas e tristeza. E é só. Sem contar nas cenas no mar muito mal filmadas nos dando a impressão de terem sido feitas em uma piscina qualquer. Claro que é fundamental mostrar a parte da vida do protagonista quando esteve nos campos de guerra, mas eu não preciso de um filme de duas horas para saber os absurdos e o quanto foi difícil ser um prisioneiro de guerra. Isso foi uma superação não apenas para o Zamperini e sim para todos os que estiveram nesse momento com ele e que sobreviveram também. O fato de Zamperini ter sido um prisioneiro de guerra e ter sofrido torturas lá não o individualiza dos demais. Eu assisti o filme esperando conhecer quem foi Zamperini e terminei o filme me perguntando quem foi Zamperini? Ele correu, foi para as olimpíadas… Sim, mas quem foi Zamperini de verdade? Isso são “rótulos”, não quem ele foi. Quero saber como as experiências dele realmente afetaram a vida dele, como ele levou as suas experiências para outros momentos da sua vida e isso o filme não mostra e nos deixa apenas com informações escritas ao final do filme e com flashbacks de sua vida resumidos a clichês bizarros como: “if you can take it you can make it”. Fiquei curioso para saber o que ele passou até ser campeão olímpico, como foi disputar as olimpíadas no contexto nazista, quais foram as suas dificuldades… Só isso dava história para um filme e o fato de ele ter ido para a Guerra, ter sobrevivido no mar em um bote por 45 dias, ser feito prisioneiro de guerra e toda sua força tem relação com a sua história de vida e com tudo o que ele passou até chegar ali e isso, infelizmente, o filme não mostra. Quando termina o filme a impressão que dá foi que Deus salvou Zamperini no momento em que prometeu devoção a Ele enquanto estava em uma tempestade no mar. E disso se tira uma valiosa lição: não basta uma boa história, bons roteiristas e bons atores para se fazer um filme. Antes de ver o filme eu pensava que não tinha a possibilidade de um filme com uma história tão potente como essa, com um grupo de escritores fantástico e performances excelentes de Jack O’Connell, por exemplo, dar errado. Angelina Jolie tinha todos os elementos para fazer o filme dar certo e não o fez porque cometeu o erro de achar que uma história bonita de superação por si só faria tocar o coração de todos e dar um Oscar a ela. Jolie vai ter muito o que aprender se quiser ser levada a sério como diretora e eu sinceramente espero que ela consiga, porque a lista de diretoras renomadas está pequena e precisamos que ela cresça logo.
Esse filme mexeu comigo de tantas maneiras. É incrível como você identifica sua vida nesse filme. Você pode até não ter passado por tudo o que o filme traz, mas aquilo esteve perto de você de alguma maneira seja por um familiar, um amigo próximo que passou por situação parecida... Sabe aquela frase que a gente repete às vezes: "puta merda, minha vida daria um filme"? Pronto. Ta aí! Boyhood conseguiu. Ele transformou nossas vidas em filme e provou que a nossa vida é um filme. Que outro tema melhor do que a vida para trazer num filme? Cheia de altos e baixos, aprendizados, mar de emoções... Você acaba fazendo uma retrospectiva da sua vida quando você sai do filme. Sem contar que você acaba compreendendo os outros, principalmente seus pais e isso foi o que mais me marcou no filme. Ethan Hawke e Patricia Arquette (performance digna de Oscar!) sensacionais como pai e mãe conseguiram me fazer olhar para meu pai e minha mãe de outra maneira, consegui pela primeira vez entendê-los nessa tarefa tão difícil de ter responsabilidade por outras pessoas que dependem 100% de você. Tudo que eu queria fazer quando saí do filme era dizer um obrigado e me desculpe para meus pais. O filme não só faz a gente pensar no passado enquanto estávamos crescendo, mas nos dá uma perspectiva para o futuro. O que ele nos reserva? Dito isso, eu espero muito que esse filme ganhe todo o foco que ele merece. Não me importa se ele não ganhar o Oscar porque sei que Oscar não é necessariamente tradução de perfeição, mas seria bom que ele ganhasse porque não será uma vitória do filme e sim do Cinema. Para mim, o cinema já ganhou muito com Boyhood. Aos que falam que o filme não tem nada demais: tente fazer um filme de três horas relativamente simples, com 200 mil dólares de orçamento, filmar isso durante 12 anos, manter uma linearidade de um roteiro que foi sendo feito durante o tempo e fazer com que os atores mantenham o espírito do personagem durante 12 anos mesmo com outros projetos, pegue uma distribuidora pequena, sem dinheiro de campanha e ganhe todas as premiações e indicações. Isso é revolucionário. Ethan Hawke numa entrevista falou algo que sintetiza Boyhood: "O tempo molda o homem". Olhe os personagens no início do filme e olhe os personagens no final do filme, principalmente o personagem de Ethan Hawke. Vendo isso, não preciso dizer mais nada sobre Boyhood, o filme fala por si mesmo.
Esse com certeza não é o melhor filme do Nolan tecnicamente falando. Mas, mesmo assim, foi um dos filmes que mais gostei esse ano. De qualquer modo, preciso ser sincero nas críticas a ele: primeiramente cinematografia - WTF? os quadros fechados já estavam me dando agonia durante o filme. Não é dado ao telespectador a possibilidade de compreender o que se passa na maior parte do filme. Os robôs TARS e CASE quase não são vistos por inteiro durante o filme, aparecendo cortados na boa parte das vezes, bem como as aeronaves que a gente fica sem ver o formato completo num plano mais aberto. Acho importante o foco da câmera na expressão dos personagens, mas em cenas cruciais como nos pousos forçados e perigosos ou então nas decolagens você fica sem ter a mínima noção do que está acontecendo. Mixagem de som: outro problema do filme também. Achei a edição do som boa de modo geral, mas na hora da mistura com os diálogos talvez algumas situações não tenham ficado muito boas. Tinham diálogos que você mal ouvia o personagem e só via a legenda. O som também distraía tanto que eu às vezes nem prestava atenção no que ele estava falando. Entretanto, merece ponto pelos maravilhosos efeitos visuais que contribuíram para tornar Interestelar um trabalho muito bom. Apesar de nunca sabermos se os fenômenos retratados são realmente daquele jeito (nunca saberemos se um buraco negro se parece daquela maneira, rs), dou um crédito ao responsável porque conseguiu trazer um efeito bem real pra tela. Última crítica:
tá eu entendo que ele gostava mais da filha do que do filho, acho normal mesmo um pai ter uma relação mais forte com um dos filhos, mas porque diabos ele não estava nem aí para o filho dele? alguém se perguntou o que aconteceu com Tom??? Fora que não entendi porque do nada ele virou revolts lá com a vida, rs.
Sobre o filme de maneira geral: não acho que o foco do filme realmente quisesse ser sobre ciência e as teorias. O filme realmente retrata sobre o amor, amor de pai e filha. Tenho que admitir que chorei em algumas cenas e olha que ainda nem pai sou. Essas sensações são muito maiores para quem é pai e sente o que é estar disposto a fazer tudo para o filho, os filhos tornam as razões dos pais existirem (já pararam para pensar que eles dedicam TODA a sua vida para nos formar enquanto adultos?). E sim, por causa desse ser o tema central do filme achei uma sacada muito boa Nolan unir um tema subjetivo e emocional com outro tão exato e calculado como física, astronomia, etc. Talvez seja isso mesmo, o amor é capaz de transcender as barreiras do tempo, da gravidade ou do espaço e ele deve ter alguma utilidade para nós que ainda não conhecemos. Não se pode julgar, na minha opinião, um trabalho inteiro com críticas como: "forçado esse negócio de amor misturado com ciência". O amor nos move e nos transforma de uma maneira inexplicável, nem tudo o que não conhecemos não significa que não existe, o filme traz milhares de possibilidades para o nosso futuro. Tudo isso pode ser verdade ou tudo isso pode ser mentira, mas não são impossíveis até que se prove o contrário. A palavra que define o Nolan é uma: ambicioso. Ele definitivamente foi muito ambicioso nesse filme, talvez ela tenha mordido mais do que ele possa mastigar, foram muitos temas, muita coisa para falar, muita ciência, mas óbvio que no espaço-tempo de um filme você não consegue explicar tudo. Mas eu não posso deixar de aplaudi-lo e reconhecer o trabalho muito bom que fez aqui por meras falhas que o filme possa apresentar. Na ambição de fazer um filme tão complexo e blockbuster como esse, Nolan pode ter se perdido no caminho, mas não precisamos crucificá-lo por isso e sim olhar o todo que o filme nos traz. Se todos os diretores atuais fossem tão ambiciosos e dedicados como o Nolan, teríamos um cinema de outra qualidade, sem dúvidas. Palmas para Jessica Chastain que nunca me decepciona, ela realmente é o coração do filme e é a única que acredito que vá receber alguma indicação ao Oscar (melhor atriz coadjuvante). Gostei muito do personagem do Matt Damon também, somos tentados a odiar ele, é bem verdade, mas qualquer análise precoce é, no meu modo de ver, burra.
O diretor volta com um dos melhores e mais sólidos trabalhos dele desde O curioso caso de Benjamin Button e Clube da Luta. Garota Exemplar (ainda não me acostumei com esse nome ridículo fruto do nosso talento para traduzir títulos de filmes estrangeiros) é um filme daqueles que te faz pensar por dias e dias, não por causa do mistério em si, mas por causa dos temas relevantes que ele traz consigo. Ele é muito mais do que um simples suspense, é um filme de reflexão mesmo (pelo menos para mim que fiquei pensando sobre isso e tentando fazer às conexões com o nosso mundo real). O filme traz uma abordagem muito interessante sobre o casamento e relacionamentos que particularmente me fez refletir muito, especialmente quando ele dá errado: de quem é a culpa? Será que realmente existem culpados na crise de um relacionamento? Mas, na minha opinião, o tema que mais ficou na minha cabeça foi como a mídia hoje em dia explora os acontecimentos, principalmente os crimes que tem poder de mobilizar toda uma comunidade. E cada vez mais que vejo isso não posso deixar de lembrar como a mídia é cruel, existe apenas para defender seus interesses e lucrar em cima da vida de outras pessoas e como a cada dia mais age de maneira irresponsável (pode a mídia assumir o papel investigador da polícia? até que ponto vai o pré-julgamento dos fatos pela mídia?) - fato que aqui no nosso país é muito visível e dá ainda mais razão à luta pela democratização dos meios de comunicação. Sobre o roteiro: excelente; sobre a fotografia: boa; edição de som: excelente também. No que diz respeito às atuações, fico feliz em ver que Ben Affleck tem investido em papéis mais sólidos ultimamente deixando para trás fiascos de atuação, mas os créditos vão mesmo para Rosamund Pike que atuou excelentemente na pele de Amy Dunne, a garota exemplar (esperem uma indicação ao Oscar para ela). Sem prejuízo também do elenco coadjuvante que foram muito bons (Niel Patrick Harris, Tyler Perry e Carrie Coon). Eu queria poder falar mais do filme, mas esse é um daqueles filmes que você não pode falar muito, caso contrário vai quebrar o clima de suspense. Com isso dito, espere um filme um pouco bizarro (o que pode ser um ponto “negativo” para o filme, mas que para mim particularmente não foi). Os personagens são bens obscuros, doentios ou sociopatas. Mais um filme para a lista do Oscar em 2015.
"The question I've asked more often during our marriage, if not out loud, if not to the person who could answer. I supposed these questions stormcloud over every marriage: What are you thinking? How are you feeling? Who are you? What have we done to each other? What will we do?"
O que eu mais gosto desse filme é que mostra uma rivalidade sem maniqueísmos. Um filme sobre dois rivais, cada um com suas características, nenhum deles é mocinho ou vilão. São apenas humanos. Isso que torna o filme ainda mais sensacional!
"I never knew the son of a bitch even wanted to be a millionaire! He should have thought about that years ago and worked for it!" hahaha sou completamente apaixonado por June Squibb nesse filme! Eu amo esse filme em todos os sentidos. Os diálogos são sensacionais, não consigo escolher o melhor.
Esse é definitivamente o filme que eu estou mais ansioso pra ver nesse ano. Li críticas maravilhosas sobre a estreia do filme nos festivais de cinema (já tem nota 8,9 no IMDB, o que só aumentou ainda mais minha vontade de ver o filme).
Primeiramente: Jessica Chastain foi injustiçada por não levar aquele Oscar pra casa (rs). Talvez a única coisa que eu não tenha gostado do filme é que ele tem uma duração muito longa principalmente na parte depois que as torturas são proibidas e fica muito focado nas entrevistas, buscas no sistema, etc. É uma parte bem monótona e paradona, mas acabei percebendo que a intenção é essa mesmo. Nos dias de hoje as guerras são cada vez menos físicas pra serem mais estratégicas e virtuais, por isso ninguém realmente espera ou está preparado pra uma 'guerra' de verdade. Não acho que o filme traga a tortura como uma coisa boa ou uma coisa ruim, ele apenas traz um fato: existe tortura nos interrogatórios da CIA (óh, não me diga! que novidade). O foco do filme é a escuridão e como as pessoas se comportam nela. Maya passa 10 anos só fazendo o que ela faz da vida, a aparência dela, o modo como ela se comporta é deprimente. Talvez por isso o filme é tão parado, tão deprimente e tão (adivinhe só) escuro. Quem disser que o filme é uma propaganda pros EUA que matou Bin Laden e nos salvou da ameaça terrorista, não o compreendeu. O filme está longe de querer fazer da morte de Bin Landen um alívio ou felicidade, muito pelo contrário. Não há o menor traço de felicidade ou de missão cumprida quando os Soldados matam Bin Landen. Só há o choque e a sensação de tipo: puta que pariu! e agora?
Ninguém estava efetivamente preparado pras consequências do que tal ato levará. Os caras escreveram história! Isso deve dar um medo do caralho. Uma coisa muito legal que eu vi na internet sintetiza muito o filme: acabar com o que causou a escuridão não necessariamente resulta em acaba com a escuridão. Ao matar Bin Laden eles não acabaram com a guerra, só começaram uma outra.
Amo esse filme! Só me faz refletir uma coisa: a mente humana é uma caixa que você nunca sabe o pode sair de lá. Talvez a forma como a mãe de Kevin o tratou durante o seu crescimento "se acostumando" ao invés de realmente demonstrar sentimento verdadeiro pelo filho tenha feito ele fazer o que ele fez, ou talvez mesmo o Kevin já nasceu assim (acredito muito em genética pra definir comportamentos, gênios, etc). Posso estar errado, não sou nenhum especialista, mas acho que o Kevin já tinha essa pretensão. Às vezes não tem explicação mesmo essas coisas, elas simplesmente são. Se você está esperando uma grande explicação pra tudo,
não vai ter. Nem mesmo Kevin sabe porque ele fez o que ele fez ou porque ele é assim - atentar a cena final pra perceber isso!
(por isso sou muito tendente a ideia da 'genética do comportamento'). O Kevin teve amor de sua irmã e de seu pai e achava que não encontrava isso na mãe.
Mas apesar disso, acabou matando todos menos ela. Aplaudo a mãe também por apesar de tudo não 'desistir' do filho. Infelizmente ela teve que sofrer sozinha a revolta da sociedade
(por sinal, como a sociedade pode ser cruel às vezes). Mas, em sua, esse filme mais me deixou com dúvidas do que com respostas. E por isso é tão fascinante. Um indivíduo nunca é tão simples de se compreender. Ele é complexo, múltiplo e qualquer forma de redução é burra.
Esse filme é um mix de coisas pra mim. Inegável que ele traz uma nova forma de abordagem sobre a escravidão nos EUA. Poucos filmes como esse são feitos e eles deveriam ser feitos mais. O significado desse filme estar presente nas premiações e ter ganhado melhor filme é muito grande. Principalmente por ver negros ocupando esses espaços de foco e tendo oportunidade de contar sua própria história (da pra acreditar que um diretor negro NUNCA tinha levado um Oscar? e ainda dizem que racismo não existe... se isso não quer dizer alguma coisa, então pelo amor de Deus...). É possível ver o como a escravidão foi algo desumano e nojento e como tirou qualquer possibilidade de humanização dos negros (aquela cena
em que Platt diz que negro não foi feito pra ler só pra trabalhar. Quer dizer, a coisificação da pessoa chega num ponto absurdo)
. Eu consegui ver muito do Steve McQueen no filme. Apesar de ser um filme com mais "ação", com atuações que busquem mais explorar o "externo" às vezes, diferente por exemplo de Shame que é bem intimista, bem mais focado no "interno" do personagem (não sei se são as expressões certas), tem cenas no filme que exploram muito isso, por exemplo, quando passam cenas que ficam completamente em silêncio focando muito nos rostos das personagens, suas expressões, etc... Apesar de tudo isso, minha única crítica é que a história é sobre Solomon, sobre sua vida, seu sofrimento e o reencontro com a família, mas achei que o Chiwetel acabou não sendo o foco do filme (que deveria ser ele, já que a história é de sua personagem - mas não que ele não esteja muito bom no filme, claro). A cena final
que todos esperam do reencontro pra mim foi emocionante, mas não o suficiente.
Achei que faltou mais porque era a cena que você mais aguarda no filme inteiro e você espera que ela seja fantástica que vai te fazer chorar rios e rios de lágrimas (rs). Mas o filme continua sendo fantástico. Tudo o que deveria ter ido pra Chiwetel foi em excesso (no bom sentido) pra Lupita que está FANTÁSTICA! PUTA QUE PARIU, QUE MULHER É ESSA? TODAS AS CENAS DESSA MULHER SÃO DE ARREPIAR, DE EMOCIONAR! Ela sem dúvidas tomou o filme pra ela. E por último, mas não menos importante, Michael Fassbender que eu não preciso nem comentar né? O cara dispensa qualquer comentário!!!
Bom filme, mas nada de excepcional. A ideia de 'busca' ficou legal, porque geralmente aquilo que você não procurava ou das experiências que você menos espera é que você se descobre e aprende mais sobre si mesmo. Ele saiu pra buscar o filho, mas voltou outra pessoa. Só achei que faltou explorar mais essa "mudança" ou "descoberta", melhor dizendo. Em alguns momentos pra mim pareceu muito abrupta e meio forçada. Mas fica as três estrelas por causa de Wagner Moura e por causa do conceito do filme.
Tenho muito interesse por filmes que exploram o interior de personagens assassinos, loucos ou qualquer um que tenha feito algo muito horrível. Algumas cenas do filme são tão fortes e reais que deixa a gente incomodado e com náuseas. Dou três estrelas por conta do desenrolar da trama que ficou legal e deu pra compreender um pouco o drama da personagem de Leandra Leal (que foi a única atuação que prestou nesse filme, diga-se de passagem). Perdeu duas estrelas porque é inadmissível que o personagem principal que é peça chave no filme seja mal interpretado. Me desculpem, mas foi péssima a atuação de Milhem Cortaz, sério. Isso pra não falar de Juliano Cazarré que tem tanto talento e que me decepcionou nessa atuação dele como delegado também, muito ruim! Mas enfim, três estrelas por causa de Leandra Leal e o suspense do filme.
Nome do filme sintetiza muito sobre o filme. Atuação muito boa de Jennifer Lawrence (pra mim a melhor dela até hoje). A frieza do ambiente, tudo muito hostil, passa bastante para os personagens e como eles lidam uns com os outros: sem emoção alguma, com uma frieza que chega a ser agoniante. Mas, sinceramente, chega a um ponto que fica meio sem sentido todo o mistério ao redor do pai de Ree. Enfim, fiquei um pouco confuso e confesso que não tenho uma opinião se eu gostei ou não do filme, talvez tenha gostado. Mas as minhas estrelas vão mesmo por causa da atuação de J. Law...
Um dos meus filmes favoritos! Foi aquele filme que me pegou de surpresa porque não esperava que fosse tão bom como foi. A ideia do filme foi muito interessante no sentido de que num futuro, talvez próximo, o mundo real e o mundo virtual se confundam. Mas Spike Jonze (e seu brilhante roteiro que mereceu o Oscar que levou) não esquece de um detalhe: o homem nem suas relações podem ser substituídas por máquinas. Samantha bem que tenta, mas até ela mesmo compreende as suas limitações. No fim das contas mesmo apenas o homem é dotado de emoção e capacidade plena de refletir sobre sua existência, o final do filme é lindo porque mostra justamente isso:
aquela pessoa que tá do seu lado é a única capaz de te "sentir" cem por cento (não sei se me expressei muito bem)
. Abordagem de temas interessantes e de como a demonstração de sentimentos pode ser no futuro em um mundo onde tudo se virtualiza, a tecnologia cresce a cada dia mais e tudo fica cada vez mais mecanizado (a ideia que uma pessoa alheia ao relacionamento escreve cartas pessoais de amor para outras pessoas é tão absurda, mas ao mesmo tempo faz uma crítica a esse futuro virtual, tecnológico, mecanizado, etc etc). O que me deixou puto foi Joaquin Phoenix nem ter levado uma indicação pelo papel dele.
A atuação de Charlize Theron me deixou sem palavras! A gente sente o que faltou para sua personagem quando Selby (Christina Ricci - está fantástica também) diz
'Monster' explicando que na vida dela "sempre as coisas menos ofensivas são as que mais a machucavam" e para quando ela fala que as pessoas matam umas as outras todos os dias, portanto ela também poderia...
Captei muito sobre a personagem nessas duas partes. O mundo pode ser muito cruel para algumas pessoas, infelizmente. Oscar merecidíssimo para Charlize!
Confesso que tenho um pouco de receio em ver um filme que será dirigido por Angelina Jolie, mas em compensação esse filme é um prato cheio pra o Oscar com o tipo de história que a premiação adora dar visibilidade. Acredito que por conta disso é muito provável que ele esteja na temporada de premiações em 2015. Vai ser uma ótima ascensão pra Jack O'Connell que é um ator sensacional e se ele levar uma indicação pelo papel dele, melhor ainda. Estou mais ansioso pra ver a atuação dele e de Hedlund do que a história em si.
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Perdido em Marte
4.0 2,4K Assista AgoraUm filme bem menos ambicioso que Interestelar, contudo isso não quer dizer que ele não tenha sido bom. Na verdade acho até que eles têm mais elementos em comum do que ao contrário. O filme nos mostra a importância da fraternidade e solidariedade para resolver os nossos problemas. Tanto em "Interestelar" como em "Perdido em Marte" as relações humanas são exploradas de maneira muito bonita: o seu companheiro(a), o próximo, é alguém pelo qual vale a pena lutar, é alguém pelo qual se deve amar. É esse amor, essa compaixão que são capazes de mudar o mundo, de salvar a humanidade. Em Interestelar, o amor pela sua filha salvou a personagem de Matthew McConaughey e salvou a humanidade. O amor da personagem de Anne Hathaway guiaria os astronautas para o planeta em que poderia ser iniciada uma nova sociedade. Nas próprias palavras da personagem: "Amor não é algo que nos inventamos. É poderoso. Tem que significar algo. Talvez até algo maior, algo que ainda não consigamos entender. Talvez seja algum indício, algum artefato de uma dimensão maior que nós não consigamos conceber conscientemente. Eu sou atraída através do universo a alguém que eu não vejo há uma década e que provavelmente está morto. Amor é a única coisa que nós somos capazes de sentir que transcende as dimensões do tempo e do espaço. Talvez devêssemos acreditar nisso, mesmo que ainda não consigamos entender."
Em "Perdido em Marte" de nada importa os conhecimentos de botânica, de ciências, de matemática, em suma, da capacidade intelectual da personagem de Matt Damon de sobreviver no ambiente hostil de Marte. Ele só vai sair de lá se encontrar em seus companheiros a compaixão. O amor pelo próximo em ter que se arriscar numa missão incerta, insegura e muito mais longa deixando tudo e todos que os aguardam na Terra. Tanto a perder por apenas uma pessoa com poucas chances de sobrevivência. É de arrepiar. É um filme engraçado e emocionante. Vale a pena!
Sniper Americano
3.6 1,9K Assista AgoraCheio de clichês e com nada a dizer, American Sniper, história do maior atirador de elite dos EUA - Chris Kyle, não empolga e parece que foi um filme feito para TV. A verdade é que a diretora Kathryn Bigelow estabeleceu um alto padrão para os filmes sobre guerra que viessem depois dos dela (os excelentes Guerra ao Terror e A Hora Mais Escura). Antes que digam que o filme fala da realidade, eu digo que a realidade pode ser retratada sob diferentes perspectivas. Qual o propósito de fazer um filme sobre um "herói nacional" que matou mais de 250 pessoas nos quatro turnos em que participou da guerra do Iraque? Qual a mensagem que o diretor Clint Eastwood se propõe a passar para os telespectadores? De novo, tire como exemplo o trabalho de Kathryn Bigelow em A Hora Mais Escura: a mensagem que a diretora traz para os telespectadores e a sua perspectiva sobre eventos reais (com toda aquela história de que precisamos defender o ocidente dos terroristas, blá blá...) é muito mais contributivo para o cinema; ela não peca pela glorificação dos EUA na guerra ao terror como Eastwood faz - o final do filme é terrível e passa exatamente isso. As cenas no Iraque criam uma certa tensão em torno das ações em que o personagem principal precisa tomar (ter que tomar a decisão de, por exemplo, atirar ou não em uma criança com uma bomba na mão), mas até essas cenas parecem falsas. Eastwood transforma a guerra em algo como um videogame em que o level final é matar o "chefão" - atirador de elite dos terroristas. A cena em que o atirador de elite dos "inimigos" pula de telhado em telhado nos prédios do Iraque foi bem risível, se me permite dizer. Todo o conflito moral que Chris Kyle passa entre sua mulher e seus filhos em casa e as diversas vezes em que precisa tomar a decisão de matar ou não alguém poderia ser melhor explorado e não demonstrado em clichês tipo: "queria que você estivesse aqui"; "a guerra mudou você"; "mesmo com meu marido em casa, eu não o tenho aqui". Em resumo, American Sniper foi uma decepção cheia de oportunidades perdidas e com nada a dizer. Apesar de não ser muito fã do trabalho de Bradley Cooper, ele faz uma boa atuação aqui (entretanto, nada que mereça uma indicação no lugar de Jake Gyllenhaal).
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista AgoraBirdman é um filme que te deixa vidrado do início até o fim, simplesmente porque ele não para (literalmente) até a tela escurecer e aparecerem os créditos. Esse filme é uma verdadeira obra-prima da sétima arte, uma daquelas que demora para aparecer, mas quando aparece fica marcada. Simplesmente porque tudo que compõe esse filme é impecável: o roteiro, a mixagem de som, A CINEMATOGRAFIA (bendito seja Emmanuel Lubezki), a direção e as atuações. Todas elas excelentes. Sem nenhuma exceção. Iñárritu traz o melhor de sua carreira e se lança em algo completamente novo; um risco que deu muito certo. Acostumado com as histórias dramáticas e famoso pelos seus filmes com histórias cruzadas, o diretor faz um filme que é uma verdadeira montanha russa: você ri, você fica tenso, depois fica depressivo, depois ri de novo e depois fica ansioso: é um mar de emoções até o filme acabar. Iñárritu mantém sua tradição de interligar histórias, mas dessa vez as traz reunida na figura de Riggan (interpretado pelo Michael Keaton) que tem que lidar com o mundo ao redor entrando em colapso (inclusive ele mesmo) enquanto tenta ser alguém relevante. Como ser alguém relevante nos dias de hoje? O Birdman trata de muitos temas, dentre eles a vontade de ser alguém ao mesmo tempo do medo de ser ninguém. O Riggan, personagem do Keaton, não se vê na figura do Birdman que ele interpretou no passado, isso não é como ele quer ser lembrado, ele quer ser lembrado como um bom ator e não como um personagem de ficção. Mas é justamente o problema: Keaton entra em conflito porque ele não entende o mundo em que ele vive, ele não entende a lógica de como funciona "ser alguém" nos dias de hoje e ele não será ninguém porque ele não tem o conhecimento sobre esse novo mundo em que talento não é suficiente - e aí está explicado o título do filme: a Inesperada Virtude da Ignorância. Somos levados para dentro da cabeça do protagonista em conflito com o seu ego de modo que estamos tão envolvidos na perspectiva do protagonista que às vezes não conseguimos diferenciar a realidade da imaginação de Riggan. Todos nós de alguma maneira lutamos com o nosso ego para sermos alguém que queremos, seja em qualquer aspecto da nossa vida. E é por isso que Birdman é tão fascinante e fácil de se relacionar. Posso dizer com toda a certeza: o melhor filme de 2014.
Invencível
3.9 937 Assista AgoraLembro que logo que começou o ano e foi anunciado o lançamento do novo filme dirigido por Angelina Jolie, Unbroken/Invencível, eu apostei que o filme seria vencedor do Oscar de 2015 e finalmente abriria o caminho para a carreira de diretora da Angelina Jolie: erro meu. Jolie perdeu uma oportunidade de ouro de contar a história de Louis Zamperini, corredor olímpico que lutou na Segunda Guerra Mundial e ficou à deriva no mar por 45 dias até se tornar prisioneiro de guerra no Japão. Eu digo isso porque parece que o novo filme da Jolie é sobre tudo menos a história de Zamperini. Talvez esse filme tenha sido a maior decepção dos mais esperados de 2014, não por causa de Angelina Jolie na verdade, mas muito mais por ver no time de roteiristas os irmãos Coen (Fargo, Bravura Indômita, Onde os Fracos não tem Vez e o excelente Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum). Quando eu vi o filme fiquei o tempo inteiro me perguntando: “será que esses caras realmente escreveram isso?”. Se você assistir o trailer do filme, basicamente estará assistindo o filme que para mim é um resumo da vida de Zamperini. Jolie transformou a história dele em algo tão medíocre que se resume a sofrimento, torturas e tristeza. E é só. Sem contar nas cenas no mar muito mal filmadas nos dando a impressão de terem sido feitas em uma piscina qualquer. Claro que é fundamental mostrar a parte da vida do protagonista quando esteve nos campos de guerra, mas eu não preciso de um filme de duas horas para saber os absurdos e o quanto foi difícil ser um prisioneiro de guerra. Isso foi uma superação não apenas para o Zamperini e sim para todos os que estiveram nesse momento com ele e que sobreviveram também. O fato de Zamperini ter sido um prisioneiro de guerra e ter sofrido torturas lá não o individualiza dos demais. Eu assisti o filme esperando conhecer quem foi Zamperini e terminei o filme me perguntando quem foi Zamperini? Ele correu, foi para as olimpíadas… Sim, mas quem foi Zamperini de verdade? Isso são “rótulos”, não quem ele foi. Quero saber como as experiências dele realmente afetaram a vida dele, como ele levou as suas experiências para outros momentos da sua vida e isso o filme não mostra e nos deixa apenas com informações escritas ao final do filme e com flashbacks de sua vida resumidos a clichês bizarros como: “if you can take it you can make it”. Fiquei curioso para saber o que ele passou até ser campeão olímpico, como foi disputar as olimpíadas no contexto nazista, quais foram as suas dificuldades… Só isso dava história para um filme e o fato de ele ter ido para a Guerra, ter sobrevivido no mar em um bote por 45 dias, ser feito prisioneiro de guerra e toda sua força tem relação com a sua história de vida e com tudo o que ele passou até chegar ali e isso, infelizmente, o filme não mostra. Quando termina o filme a impressão que dá foi que Deus salvou Zamperini no momento em que prometeu devoção a Ele enquanto estava em uma tempestade no mar. E disso se tira uma valiosa lição: não basta uma boa história, bons roteiristas e bons atores para se fazer um filme. Antes de ver o filme eu pensava que não tinha a possibilidade de um filme com uma história tão potente como essa, com um grupo de escritores fantástico e performances excelentes de Jack O’Connell, por exemplo, dar errado. Angelina Jolie tinha todos os elementos para fazer o filme dar certo e não o fez porque cometeu o erro de achar que uma história bonita de superação por si só faria tocar o coração de todos e dar um Oscar a ela. Jolie vai ter muito o que aprender se quiser ser levada a sério como diretora e eu sinceramente espero que ela consiga, porque a lista de diretoras renomadas está pequena e precisamos que ela cresça logo.
Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista Agoranunca pensei que conseguiria ficar 107 minutos sem respirar... Isso sim é que é filme!!
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraEsse filme mexeu comigo de tantas maneiras. É incrível como você identifica sua vida nesse filme. Você pode até não ter passado por tudo o que o filme traz, mas aquilo esteve perto de você de alguma maneira seja por um familiar, um amigo próximo que passou por situação parecida... Sabe aquela frase que a gente repete às vezes: "puta merda, minha vida daria um filme"? Pronto. Ta aí! Boyhood conseguiu. Ele transformou nossas vidas em filme e provou que a nossa vida é um filme. Que outro tema melhor do que a vida para trazer num filme? Cheia de altos e baixos, aprendizados, mar de emoções... Você acaba fazendo uma retrospectiva da sua vida quando você sai do filme. Sem contar que você acaba compreendendo os outros, principalmente seus pais e isso foi o que mais me marcou no filme. Ethan Hawke e Patricia Arquette (performance digna de Oscar!) sensacionais como pai e mãe conseguiram me fazer olhar para meu pai e minha mãe de outra maneira, consegui pela primeira vez entendê-los nessa tarefa tão difícil de ter responsabilidade por outras pessoas que dependem 100% de você. Tudo que eu queria fazer quando saí do filme era dizer um obrigado e me desculpe para meus pais. O filme não só faz a gente pensar no passado enquanto estávamos crescendo, mas nos dá uma perspectiva para o futuro. O que ele nos reserva?
Dito isso, eu espero muito que esse filme ganhe todo o foco que ele merece. Não me importa se ele não ganhar o Oscar porque sei que Oscar não é necessariamente tradução de perfeição, mas seria bom que ele ganhasse porque não será uma vitória do filme e sim do Cinema. Para mim, o cinema já ganhou muito com Boyhood. Aos que falam que o filme não tem nada demais: tente fazer um filme de três horas relativamente simples, com 200 mil dólares de orçamento, filmar isso durante 12 anos, manter uma linearidade de um roteiro que foi sendo feito durante o tempo e fazer com que os atores mantenham o espírito do personagem durante 12 anos mesmo com outros projetos, pegue uma distribuidora pequena, sem dinheiro de campanha e ganhe todas as premiações e indicações. Isso é revolucionário.
Ethan Hawke numa entrevista falou algo que sintetiza Boyhood: "O tempo molda o homem". Olhe os personagens no início do filme e olhe os personagens no final do filme, principalmente o personagem de Ethan Hawke. Vendo isso, não preciso dizer mais nada sobre Boyhood, o filme fala por si mesmo.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraEsse com certeza não é o melhor filme do Nolan tecnicamente falando. Mas, mesmo assim, foi um dos filmes que mais gostei esse ano. De qualquer modo, preciso ser sincero nas críticas a ele: primeiramente cinematografia - WTF? os quadros fechados já estavam me dando agonia durante o filme. Não é dado ao telespectador a possibilidade de compreender o que se passa na maior parte do filme. Os robôs TARS e CASE quase não são vistos por inteiro durante o filme, aparecendo cortados na boa parte das vezes, bem como as aeronaves que a gente fica sem ver o formato completo num plano mais aberto. Acho importante o foco da câmera na expressão dos personagens, mas em cenas cruciais como nos pousos forçados e perigosos ou então nas decolagens você fica sem ter a mínima noção do que está acontecendo. Mixagem de som: outro problema do filme também. Achei a edição do som boa de modo geral, mas na hora da mistura com os diálogos talvez algumas situações não tenham ficado muito boas. Tinham diálogos que você mal ouvia o personagem e só via a legenda. O som também distraía tanto que eu às vezes nem prestava atenção no que ele estava falando. Entretanto, merece ponto pelos maravilhosos efeitos visuais que contribuíram para tornar Interestelar um trabalho muito bom. Apesar de nunca sabermos se os fenômenos retratados são realmente daquele jeito (nunca saberemos se um buraco negro se parece daquela maneira, rs), dou um crédito ao responsável porque conseguiu trazer um efeito bem real pra tela. Última crítica:
tá eu entendo que ele gostava mais da filha do que do filho, acho normal mesmo um pai ter uma relação mais forte com um dos filhos, mas porque diabos ele não estava nem aí para o filho dele? alguém se perguntou o que aconteceu com Tom??? Fora que não entendi porque do nada ele virou revolts lá com a vida, rs.
Sobre o filme de maneira geral: não acho que o foco do filme realmente quisesse ser sobre ciência e as teorias. O filme realmente retrata sobre o amor, amor de pai e filha. Tenho que admitir que chorei em algumas cenas e olha que ainda nem pai sou. Essas sensações são muito maiores para quem é pai e sente o que é estar disposto a fazer tudo para o filho, os filhos tornam as razões dos pais existirem (já pararam para pensar que eles dedicam TODA a sua vida para nos formar enquanto adultos?). E sim, por causa desse ser o tema central do filme achei uma sacada muito boa Nolan unir um tema subjetivo e emocional com outro tão exato e calculado como física, astronomia, etc. Talvez seja isso mesmo, o amor é capaz de transcender as barreiras do tempo, da gravidade ou do espaço e ele deve ter alguma utilidade para nós que ainda não conhecemos. Não se pode julgar, na minha opinião, um trabalho inteiro com críticas como: "forçado esse negócio de amor misturado com ciência". O amor nos move e nos transforma de uma maneira inexplicável, nem tudo o que não conhecemos não significa que não existe, o filme traz milhares de possibilidades para o nosso futuro. Tudo isso pode ser verdade ou tudo isso pode ser mentira, mas não são impossíveis até que se prove o contrário. A palavra que define o Nolan é uma: ambicioso. Ele definitivamente foi muito ambicioso nesse filme, talvez ela tenha mordido mais do que ele possa mastigar, foram muitos temas, muita coisa para falar, muita ciência, mas óbvio que no espaço-tempo de um filme você não consegue explicar tudo. Mas eu não posso deixar de aplaudi-lo e reconhecer o trabalho muito bom que fez aqui por meras falhas que o filme possa apresentar. Na ambição de fazer um filme tão complexo e blockbuster como esse, Nolan pode ter se perdido no caminho, mas não precisamos crucificá-lo por isso e sim olhar o todo que o filme nos traz. Se todos os diretores atuais fossem tão ambiciosos e dedicados como o Nolan, teríamos um cinema de outra qualidade, sem dúvidas. Palmas para Jessica Chastain que nunca me decepciona, ela realmente é o coração do filme e é a única que acredito que vá receber alguma indicação ao Oscar (melhor atriz coadjuvante). Gostei muito do personagem do Matt Damon também, somos tentados a odiar ele, é bem verdade, mas qualquer análise precoce é, no meu modo de ver, burra.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraO diretor volta com um dos melhores e mais sólidos trabalhos dele desde O curioso caso de Benjamin Button e Clube da Luta. Garota Exemplar (ainda não me acostumei com esse nome ridículo fruto do nosso talento para traduzir títulos de filmes estrangeiros) é um filme daqueles que te faz pensar por dias e dias, não por causa do mistério em si, mas por causa dos temas relevantes que ele traz consigo. Ele é muito mais do que um simples suspense, é um filme de reflexão mesmo (pelo menos para mim que fiquei pensando sobre isso e tentando fazer às conexões com o nosso mundo real). O filme traz uma abordagem muito interessante sobre o casamento e relacionamentos que particularmente me fez refletir muito, especialmente quando ele dá errado: de quem é a culpa? Será que realmente existem culpados na crise de um relacionamento? Mas, na minha opinião, o tema que mais ficou na minha cabeça foi como a mídia hoje em dia explora os acontecimentos, principalmente os crimes que tem poder de mobilizar toda uma comunidade. E cada vez mais que vejo isso não posso deixar de lembrar como a mídia é cruel, existe apenas para defender seus interesses e lucrar em cima da vida de outras pessoas e como a cada dia mais age de maneira irresponsável (pode a mídia assumir o papel investigador da polícia? até que ponto vai o pré-julgamento dos fatos pela mídia?) - fato que aqui no nosso país é muito visível e dá ainda mais razão à luta pela democratização dos meios de comunicação. Sobre o roteiro: excelente; sobre a fotografia: boa; edição de som: excelente também. No que diz respeito às atuações, fico feliz em ver que Ben Affleck tem investido em papéis mais sólidos ultimamente deixando para trás fiascos de atuação, mas os créditos vão mesmo para Rosamund Pike que atuou excelentemente na pele de Amy Dunne, a garota exemplar (esperem uma indicação ao Oscar para ela). Sem prejuízo também do elenco coadjuvante que foram muito bons (Niel Patrick Harris, Tyler Perry e Carrie Coon). Eu queria poder falar mais do filme, mas esse é um daqueles filmes que você não pode falar muito, caso contrário vai quebrar o clima de suspense. Com isso dito, espere um filme um pouco bizarro (o que pode ser um ponto “negativo” para o filme, mas que para mim particularmente não foi). Os personagens são bens obscuros, doentios ou sociopatas. Mais um filme para a lista do Oscar em 2015.
"The question I've asked more often during our marriage, if not out loud, if not to the person who could answer. I supposed these questions stormcloud over every marriage: What are you thinking? How are you feeling? Who are you? What have we done to each other? What will we do?"
Rush: No Limite da Emoção
4.2 1,3K Assista AgoraO que eu mais gosto desse filme é que mostra uma rivalidade sem maniqueísmos. Um filme sobre dois rivais, cada um com suas características, nenhum deles é mocinho ou vilão. São apenas humanos. Isso que torna o filme ainda mais sensacional!
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista Agoraeu ouvi um Oscar de melhor ator para Michael Keaton? eu ouvi uma indicação de melhor diretor para Iñárritu?
Nebraska
4.1 1,0K Assista Agora"I never knew the son of a bitch even wanted to be a millionaire! He should have thought about that years ago and worked for it!" hahaha sou completamente apaixonado por June Squibb nesse filme! Eu amo esse filme em todos os sentidos. Os diálogos são sensacionais, não consigo escolher o melhor.
O Ano Mais Violento
3.5 284duas palavras: Jessica Chastain
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraEsse é definitivamente o filme que eu estou mais ansioso pra ver nesse ano. Li críticas maravilhosas sobre a estreia do filme nos festivais de cinema (já tem nota 8,9 no IMDB, o que só aumentou ainda mais minha vontade de ver o filme).
A Hora Mais Escura
3.6 1,1KPrimeiramente: Jessica Chastain foi injustiçada por não levar aquele Oscar pra casa (rs). Talvez a única coisa que eu não tenha gostado do filme é que ele tem uma duração muito longa principalmente na parte depois que as torturas são proibidas e fica muito focado nas entrevistas, buscas no sistema, etc. É uma parte bem monótona e paradona, mas acabei percebendo que a intenção é essa mesmo. Nos dias de hoje as guerras são cada vez menos físicas pra serem mais estratégicas e virtuais, por isso ninguém realmente espera ou está preparado pra uma 'guerra' de verdade. Não acho que o filme traga a tortura como uma coisa boa ou uma coisa ruim, ele apenas traz um fato: existe tortura nos interrogatórios da CIA (óh, não me diga! que novidade). O foco do filme é a escuridão e como as pessoas se comportam nela. Maya passa 10 anos só fazendo o que ela faz da vida, a aparência dela, o modo como ela se comporta é deprimente. Talvez por isso o filme é tão parado, tão deprimente e tão (adivinhe só) escuro. Quem disser que o filme é uma propaganda pros EUA que matou Bin Laden e nos salvou da ameaça terrorista, não o compreendeu. O filme está longe de querer fazer da morte de Bin Landen um alívio ou felicidade, muito pelo contrário. Não há o menor traço de felicidade ou de missão cumprida quando os Soldados matam Bin Landen. Só há o choque e a sensação de tipo: puta que pariu! e agora?
Maya chega a chorar no final.
Precisamos Falar Sobre o Kevin
4.1 4,3K Assista AgoraAmo esse filme! Só me faz refletir uma coisa: a mente humana é uma caixa que você nunca sabe o pode sair de lá. Talvez a forma como a mãe de Kevin o tratou durante o seu crescimento "se acostumando" ao invés de realmente demonstrar sentimento verdadeiro pelo filho tenha feito ele fazer o que ele fez, ou talvez mesmo o Kevin já nasceu assim (acredito muito em genética pra definir comportamentos, gênios, etc). Posso estar errado, não sou nenhum especialista, mas acho que o Kevin já tinha essa pretensão. Às vezes não tem explicação mesmo essas coisas, elas simplesmente são. Se você está esperando uma grande explicação pra tudo,
não vai ter. Nem mesmo Kevin sabe porque ele fez o que ele fez ou porque ele é assim - atentar a cena final pra perceber isso!
Mas apesar disso, acabou matando todos menos ela. Aplaudo a mãe também por apesar de tudo não 'desistir' do filho. Infelizmente ela teve que sofrer sozinha a revolta da sociedade
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraEsse filme é um mix de coisas pra mim. Inegável que ele traz uma nova forma de abordagem sobre a escravidão nos EUA. Poucos filmes como esse são feitos e eles deveriam ser feitos mais. O significado desse filme estar presente nas premiações e ter ganhado melhor filme é muito grande. Principalmente por ver negros ocupando esses espaços de foco e tendo oportunidade de contar sua própria história (da pra acreditar que um diretor negro NUNCA tinha levado um Oscar? e ainda dizem que racismo não existe... se isso não quer dizer alguma coisa, então pelo amor de Deus...). É possível ver o como a escravidão foi algo desumano e nojento e como tirou qualquer possibilidade de humanização dos negros (aquela cena
em que Platt diz que negro não foi feito pra ler só pra trabalhar. Quer dizer, a coisificação da pessoa chega num ponto absurdo)
que todos esperam do reencontro pra mim foi emocionante, mas não o suficiente.
A Busca
3.4 715 Assista AgoraBom filme, mas nada de excepcional. A ideia de 'busca' ficou legal, porque geralmente aquilo que você não procurava ou das experiências que você menos espera é que você se descobre e aprende mais sobre si mesmo. Ele saiu pra buscar o filho, mas voltou outra pessoa. Só achei que faltou explorar mais essa "mudança" ou "descoberta", melhor dizendo. Em alguns momentos pra mim pareceu muito abrupta e meio forçada. Mas fica as três estrelas por causa de Wagner Moura e por causa do conceito do filme.
O Lobo Atrás da Porta
4.0 1,3K Assista AgoraTenho muito interesse por filmes que exploram o interior de personagens assassinos, loucos ou qualquer um que tenha feito algo muito horrível. Algumas cenas do filme são tão fortes e reais que deixa a gente incomodado e com náuseas. Dou três estrelas por conta do desenrolar da trama que ficou legal e deu pra compreender um pouco o drama da personagem de Leandra Leal (que foi a única atuação que prestou nesse filme, diga-se de passagem). Perdeu duas estrelas porque é inadmissível que o personagem principal que é peça chave no filme seja mal interpretado. Me desculpem, mas foi péssima a atuação de Milhem Cortaz, sério. Isso pra não falar de Juliano Cazarré que tem tanto talento e que me decepcionou nessa atuação dele como delegado também, muito ruim! Mas enfim, três estrelas por causa de Leandra Leal e o suspense do filme.
Inverno da Alma
3.5 953 Assista AgoraNome do filme sintetiza muito sobre o filme. Atuação muito boa de Jennifer Lawrence (pra mim a melhor dela até hoje). A frieza do ambiente, tudo muito hostil, passa bastante para os personagens e como eles lidam uns com os outros: sem emoção alguma, com uma frieza que chega a ser agoniante. Mas, sinceramente, chega a um ponto que fica meio sem sentido todo o mistério ao redor do pai de Ree. Enfim, fiquei um pouco confuso e confesso que não tenho uma opinião se eu gostei ou não do filme, talvez tenha gostado. Mas as minhas estrelas vão mesmo por causa da atuação de J. Law...
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraUm dos meus filmes favoritos! Foi aquele filme que me pegou de surpresa porque não esperava que fosse tão bom como foi. A ideia do filme foi muito interessante no sentido de que num futuro, talvez próximo, o mundo real e o mundo virtual se confundam. Mas Spike Jonze (e seu brilhante roteiro que mereceu o Oscar que levou) não esquece de um detalhe: o homem nem suas relações podem ser substituídas por máquinas. Samantha bem que tenta, mas até ela mesmo compreende as suas limitações. No fim das contas mesmo apenas o homem é dotado de emoção e capacidade plena de refletir sobre sua existência, o final do filme é lindo porque mostra justamente isso:
aquela pessoa que tá do seu lado é a única capaz de te "sentir" cem por cento (não sei se me expressei muito bem)
Monster: Desejo Assassino
4.0 1,2K Assista AgoraA atuação de Charlize Theron me deixou sem palavras! A gente sente o que faltou para sua personagem quando Selby (Christina Ricci - está fantástica também) diz
que ela é linda. Basta olhar para a cara de Aileen
'Monster' explicando que na vida dela "sempre as coisas menos ofensivas são as que mais a machucavam" e para quando ela fala que as pessoas matam umas as outras todos os dias, portanto ela também poderia...
Invencível
3.9 937 Assista AgoraConfesso que tenho um pouco de receio em ver um filme que será dirigido por Angelina Jolie, mas em compensação esse filme é um prato cheio pra o Oscar com o tipo de história que a premiação adora dar visibilidade. Acredito que por conta disso é muito provável que ele esteja na temporada de premiações em 2015. Vai ser uma ótima ascensão pra Jack O'Connell que é um ator sensacional e se ele levar uma indicação pelo papel dele, melhor ainda. Estou mais ansioso pra ver a atuação dele e de Hedlund do que a história em si.