A temporada começa "lenta", um pouco fraca, mas da metade pro fim só cresce e os três últimos episódios - em especial o oitavo -, são TÃO maravilhosos, é um desfecho TÃO bem realizado, que mesmo triste por saber que acabou, fico aliviado e feliz de saber que posso voltar pra esse universo no futuro e maratonar tudo, aproveitando cada detalhe de uma obra incrível.
Um dos piores filmes que já vi, os diálogos são risíveis. A sensação é que um hétero que não sabe absolutamente nada do mundo gay escreveu um roteiro, bem péssimo. Nem Hoffman e De Niro salvam.
Ambientado e desenvolvido dentro de um particular universo - já ricamente explorado por meio de curtas de uma recente porém expressiva filmografia de João Salaviza, aqui em seu primeiro longa -, o desenrolar da história de Montanha conversa diretamente com personagens já visitados pelo realizador em seus filmes anteriores. Aqui David é um adolescente lisboeta prestes a completar 15 anos em meio a todos os conflitos típicos da idade. Seu melhor amigo, Rafa - título/protagonista de um de seus premiados curtas -, disputa um lugar e atenção dentro da trama da percepção de David de extrema importância. Mas é na figura de Paula que ele parece depositar todo seu afeto e energia. Belamente fotografado em uma periférica Lisboa, que irreconhecível em suas inexploradas redondezas poderia se passar por uma cidade qualquer, Salaviza mais uma vez explora o corpo com um olhar maravilhoso, onde coloca seu talvez alter-ego David em situações e posições que refletem instantaneamente os sentimentos por ele sentidos e tão bem escondidos. Silencioso e melancólico como um típico esteriótipo português do navegador que prestes a adentrar em águas desconhecidas já lamenta a saudade de um tempo passado ou de um futuro incerto, o protagonista vaga pelas ruas do bairro sempre com um aspecto de cansaço muito forte, como se tivesse um espírito velho preso num corpo jovem. A tristeza no andar e no olhar do personagem comunica um estado clássico de dúvidas, incertezas e medos. É um genuíno trabalho do gênero coming of age, mas sem antecipações, em um corte preciso e certeiro de um verão na vida desse silencioso menino.
O melhor da trilogia "do rock brasileiro dos anos 80" de Lael Rodrigues, ambienta uma história no Rio de Janeiro oitentista sem explorar visualmente o exagero da época, em uma produção que tem menos música e mais diálogo, história e fotografia. O destaque fica pra Lídia Brondi, linda e excelente no papel. A fotografia é ótima, explora a cidade em vários momentos do dia, e registra várias cenas externas, possibilitando um registro válido da cidade daquela época. O filme tenta não muito bem emplacar um gênero de suspense, e acrescenta ao caldo ainda romance e trama "política". É interessante assistir ao filme em plena crise política do país 30 anos depois de seu lançamento original e observar temas e assuntos que continuam atuais e imutáveis. A cena final é forte e o destaque musical representado por uma linda performance - maravilhosamente bem fotografada - de Marina Lima. É triste saber que Lael morreu tão jovem, pois a sua filmografia, que começa com Bete Balanço e passa por Rock Estrela atá chegar aqui, seguia num crescente de qualidade e imaginar o que o diretor poderia ter feito posteriormente é bem excitante. Um filme ágil, leve, mas com um "mood" nostálgico certeiro.
Koreeda mais uma vez exercitando seu olhar cronista sobre relações de família da maneira que só ele sabe fazer. Um filme ricamente atuado e fotografado com atuações tocantes e temas delicadamente abordados.
Kidman entrega sua melhor atuação desde Rabbit Hole. Todos estão ótimos mas ela se destaca, numa construção excelente de personagem que poderia ter ido um pouquinho além. O filme é bom, o quase estreante Bateman faz o que pode, acho que nas mãos de um diretor mais experiente o resultado seria ainda melhor. Mas merece revisita, é aquele tipo de filme que fica, ressoa em você, por dias.
Premissa interessante em um filme que prefere ficar na superfície de suas personagens ao invés de desenvolvê-las melhor. Visualmente rico, muito curioso pra ver o que Sofia fará com isso, com certeza vai elevar o material, já trabalhou com "tema" semelhante em "Virgens". Não vejo a hora de ver Kidman dançando Strokes no século 19 <3
Bem ruim, mas curioso pela "lenda urbana berlinense", ou não, de que pessoas somem e se perdem pela cidade permeados pelos excessos de tudo de incrível que aquele lugar proporciona.
Dern ótima como uma otimista incurável. O tom "auto-ajuda" da personagem se encaminha muitas vezes pro risível ou patético mas a trama nunca deixa de fato as coisas irem nessa direção. A personagem soa ridícula em algumas situações, mas você torce por ela incondicionalmente, e seu carisma irradia desde o primeiro episódio.
Apesar de fofo e com um final reforçado e bonito a expectativa ao ler o nome de Diablo Cody no início é quebrada durante o filme, com um roteiro fraco e com alguns momentos interessantes. Demme volta ao universo familiar em meio a um casamento como o fez tão lindamente em Rachel Getting Married, mas a embalagem de comédia neste aqui só prejudica o conjunto final, conferindo-lhe um produto sem acidez, sem as referências tão comumente inspiradas de Cody; chega a ser um desperdício ter Streep numa premissa interessante e ainda com roteiro de Cody. Não deixa de ser divertido e bom de assistir, mas sempre vou esperar mais de roteiristas que produziram coisas como Juno e United States of Tara.
Assistir a essa pequena saga com o distanciamento de 20 anos desde a primeira exibição só me provoca nostalgia pura e direta de uma década de 90 granulada e pixelada, literalmente, na mente e memória. A perfeição de Claire Danes como Angela chega ao absurdo, e todo o elenco que a cerca é incrível. Bons diálogos e abordagem ousada pra época fazem dessa única temporada uma jornada deliciosa de se acompanhar. Por mais que o desejo em querer continuar a saber da vida de Angela seja latente ao final do último episódio a trama toda é tão bem costurada que fica como obra completa e resolvida. Essencial para os que adoram este universo nunca cansativo da juventude.
Apesar de uma Kidman sempre excelente e uma fotografia embasbacante o roteiro extremamente romantizado de Herzog transforma a protagonista em um personagem sem muitas nuances, presa a um ideal romântico antigo e difícil de ser assimilado nos dias atuais. É evidente a escolha do diretor em contar a trama por um viés quase que de fábula, mas justamente por se tratar daquele que sempre explorou a força da natureza esmagadora diante do homem fica a decepção ao ver um filme que tenta ser feminino, no pior que a palavra pode suscitar. Ainda merece revisão minha e espero que melhore com o tempo, mas é triste constatar que o esmero fotográfico e técnico não tenha contaminado o filme com mesmo afinco e preciosidade.
In Search of Darkness
4.3 46Eu amei esse documentário. Alguém sugere outors documentários parecidos?
Grande Sertão: Veredas
4.1 24Bruna Lombardi!!
Visages, Villages
4.4 161Que coisa mais lindinha socorro <3
Halt and Catch Fire (4ª Temporada)
4.6 22A temporada começa "lenta", um pouco fraca, mas da metade pro fim só cresce e os três últimos episódios - em especial o oitavo -, são TÃO maravilhosos, é um desfecho TÃO bem realizado, que mesmo triste por saber que acabou, fico aliviado e feliz de saber que posso voltar pra esse universo no futuro e maratonar tudo, aproveitando cada detalhe de uma obra incrível.
Smithereens
3.5 9 Assista AgoraGente onde VEJO?
Pequeno Dicionário Amoroso 2
2.6 35 Assista AgoraO primeiro é bonzinho, esse é um emaranhado de clichês, lugares comuns, uma verdadeira bomba!
The Get Down (1ª Temporada)
4.5 414 Assista AgoraQue bizarro cortarem o beijo gay de Thor e Dizzie, sem entender ainda.
Ninguém é Perfeito
3.7 154 Assista AgoraUm dos piores filmes que já vi, os diálogos são risíveis. A sensação é que um hétero que não sabe absolutamente nada do mundo gay escreveu um roteiro, bem péssimo. Nem Hoffman e De Niro salvam.
Montanha
3.5 6Ambientado e desenvolvido dentro de um particular universo - já ricamente explorado por meio de curtas de uma recente porém expressiva filmografia de João Salaviza, aqui em seu primeiro longa -, o desenrolar da história de Montanha conversa diretamente com personagens já visitados pelo realizador em seus filmes anteriores. Aqui David é um adolescente lisboeta prestes a completar 15 anos em meio a todos os conflitos típicos da idade. Seu melhor amigo, Rafa - título/protagonista de um de seus premiados curtas -, disputa um lugar e atenção dentro da trama da percepção de David de extrema importância. Mas é na figura de Paula que ele parece depositar todo seu afeto e energia. Belamente fotografado em uma periférica Lisboa, que irreconhecível em suas inexploradas redondezas poderia se passar por uma cidade qualquer, Salaviza mais uma vez explora o corpo com um olhar maravilhoso, onde coloca seu talvez alter-ego David em situações e posições que refletem instantaneamente os sentimentos por ele sentidos e tão bem escondidos. Silencioso e melancólico como um típico esteriótipo português do navegador que prestes a adentrar em águas desconhecidas já lamenta a saudade de um tempo passado ou de um futuro incerto, o protagonista vaga pelas ruas do bairro sempre com um aspecto de cansaço muito forte, como se tivesse um espírito velho preso num corpo jovem. A tristeza no andar e no olhar do personagem comunica um estado clássico de dúvidas, incertezas e medos. É um genuíno trabalho do gênero coming of age, mas sem antecipações, em um corte preciso e certeiro de um verão na vida desse silencioso menino.
Montanha
3.5 6Ainda é cedo. Dorme.
Aquarius
4.2 1,9K Assista AgoraE essa data de estreia, não foi anunciada ainda, tiraram da onde isso?
No Topo do Poder
2.7 172 Assista AgoraO que tem de lindo pros olhos tem de lixo no conteúdo.
Tempestade de Gelo
3.6 93Christina Ricci <3
Rádio Pirata
2.7 18O melhor da trilogia "do rock brasileiro dos anos 80" de Lael Rodrigues, ambienta uma história no Rio de Janeiro oitentista sem explorar visualmente o exagero da época, em uma produção que tem menos música e mais diálogo, história e fotografia. O destaque fica pra Lídia Brondi, linda e excelente no papel. A fotografia é ótima, explora a cidade em vários momentos do dia, e registra várias cenas externas, possibilitando um registro válido da cidade daquela época. O filme tenta não muito bem emplacar um gênero de suspense, e acrescenta ao caldo ainda romance e trama "política". É interessante assistir ao filme em plena crise política do país 30 anos depois de seu lançamento original e observar temas e assuntos que continuam atuais e imutáveis. A cena final é forte e o destaque musical representado por uma linda performance - maravilhosamente bem fotografada - de Marina Lima. É triste saber que Lael morreu tão jovem, pois a sua filmografia, que começa com Bete Balanço e passa por Rock Estrela atá chegar aqui, seguia num crescente de qualidade e imaginar o que o diretor poderia ter feito posteriormente é bem excitante. Um filme ágil, leve, mas com um "mood" nostálgico certeiro.
Nossa Irmã Mais Nova
4.0 79 Assista AgoraKoreeda mais uma vez exercitando seu olhar cronista sobre relações de família da maneira que só ele sabe fazer. Um filme ricamente atuado e fotografado com atuações tocantes e temas delicadamente abordados.
Desafiando a Arte
3.1 39 Assista AgoraKidman entrega sua melhor atuação desde Rabbit Hole. Todos estão ótimos mas ela se destaca, numa construção excelente de personagem que poderia ter ido um pouquinho além. O filme é bom, o quase estreante Bateman faz o que pode, acho que nas mãos de um diretor mais experiente o resultado seria ainda melhor. Mas merece revisita, é aquele tipo de filme que fica, ressoa em você, por dias.
Desafiando a Arte
3.1 39 Assista AgoraJá está entre nós!
No Caminho das Dunas
3.7 315Que decepção, nem pela dupla twink que aparenta ter saído de um filme da Bel Ami vale a pena.
O Estranho Que Nós Amamos
3.9 136 Assista AgoraPremissa interessante em um filme que prefere ficar na superfície de suas personagens ao invés de desenvolvê-las melhor. Visualmente rico, muito curioso pra ver o que Sofia fará com isso, com certeza vai elevar o material, já trabalhou com "tema" semelhante em "Virgens". Não vejo a hora de ver Kidman dançando Strokes no século 19 <3
Perca a Cabeça
2.9 5Bem ruim, mas curioso pela "lenda urbana berlinense", ou não, de que pessoas somem e se perdem pela cidade permeados pelos excessos de tudo de incrível que aquele lugar proporciona.
Enlightened (1ª Temporada)
4.0 56Dern ótima como uma otimista incurável. O tom "auto-ajuda" da personagem se encaminha muitas vezes pro risível ou patético mas a trama nunca deixa de fato as coisas irem nessa direção. A personagem soa ridícula em algumas situações, mas você torce por ela incondicionalmente, e seu carisma irradia desde o primeiro episódio.
Ricki and the Flash: De Volta Para Casa
3.2 295 Assista AgoraApesar de fofo e com um final reforçado e bonito a expectativa ao ler o nome de Diablo Cody no início é quebrada durante o filme, com um roteiro fraco e com alguns momentos interessantes. Demme volta ao universo familiar em meio a um casamento como o fez tão lindamente em Rachel Getting Married, mas a embalagem de comédia neste aqui só prejudica o conjunto final, conferindo-lhe um produto sem acidez, sem as referências tão comumente inspiradas de Cody; chega a ser um desperdício ter Streep numa premissa interessante e ainda com roteiro de Cody. Não deixa de ser divertido e bom de assistir, mas sempre vou esperar mais de roteiristas que produziram coisas como Juno e United States of Tara.
Minha Vida de Cão
4.5 162Assistir a essa pequena saga com o distanciamento de 20 anos desde a primeira exibição só me provoca nostalgia pura e direta de uma década de 90 granulada e pixelada, literalmente, na mente e memória. A perfeição de Claire Danes como Angela chega ao absurdo, e todo o elenco que a cerca é incrível. Bons diálogos e abordagem ousada pra época fazem dessa única temporada uma jornada deliciosa de se acompanhar. Por mais que o desejo em querer continuar a saber da vida de Angela seja latente ao final do último episódio a trama toda é tão bem costurada que fica como obra completa e resolvida. Essencial para os que adoram este universo nunca cansativo da juventude.
Rainha do Deserto
2.9 43Apesar de uma Kidman sempre excelente e uma fotografia embasbacante o roteiro extremamente romantizado de Herzog transforma a protagonista em um personagem sem muitas nuances, presa a um ideal romântico antigo e difícil de ser assimilado nos dias atuais. É evidente a escolha do diretor em contar a trama por um viés quase que de fábula, mas justamente por se tratar daquele que sempre explorou a força da natureza esmagadora diante do homem fica a decepção ao ver um filme que tenta ser feminino, no pior que a palavra pode suscitar. Ainda merece revisão minha e espero que melhore com o tempo, mas é triste constatar que o esmero fotográfico e técnico não tenha contaminado o filme com mesmo afinco e preciosidade.