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Data de lançamento
18 Maio 2016Duração
O longa adaptará o livro futurista de J.G. Ballard publicado em 1975, sobre uma sociedade estruturada numa torre de condomínio gigantesca, projetada para isolar seus moradores do mundo exterior. Porém, o que era para ser o local perfeito para viver, uma guerra entre classes acontece, recriando um novo mundo governado pelas leis da selva.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Um filme 95% brilhante, com várias camadas, mas é para poucos que sabem sobre a "teoria da conspiração, pirâmide da capa, estrutura social, etc". Ótima ambientação, boa cenografia, sonoplastia e fotografia, bom elenco e atuações, muito bom elenco, roteiro e execução que cativam do começo ao fim.
Pontos principais que pesquei: capitalismo, as donas de casa pobres vêem desgraça e novelas na tv sonhando em terem uma vida melhor, o amigo emergente indo contra a pobreza na fila do metrô e tentando chegar ao topo da pirâmide enquanto o amigo pobre e anarquista sem essa mentalidade vive sua simplicidade de vida e após de ter um acesso de ciúmes violenta sua esposa com misoginia das tvs que a própria esposa dele vivia assistindo na tv, a criança que vê tudo e não tem esperança num céu pós morte mas termina "ileso" no final sendo o futuro..., os ricos que amam mais seus animais / pets do que os seres humanos e pobres do andar de baixo, o emergente com corpo padrão que é o desfrute das mulheres ricas e pobres, as festas dos ricos que fazem pra esbanjar pros pobres o que tem e não por serem de fato felizes, o egoísmo das pessoas no desespero de uma crise cada um pensar em si pra pegar os poucos produtos das prateleiras sem se importarem com os outros, os ricos que no final dependem de tudo dos pobres para limpar seus ambientes de morada e dos produtores e empregados para terem e fazerem suas comidas, moedas de troca..., e etc.
Assisti Arranha-céu (2015) de Ben Wheatley no TelecinePlay. Fiquei um tempão tentando descobrir no que já existia, um filme pra ver. Esse pôster e o nome no Brasil, No Topo do Poder sempre me desanimaram, mas resolvi arriscar e que filme genial! Perde um pouco o prumo, ou sai completamente do prumo no final, mas é interessantíssimo! É baseado no roteiro de J. G. Ballard.
O protagonista muda-se para um Arranha-céu, ele vai morar bem no alto e é interpretado genialmente por Tom Hiddleston. O autor cria a sociedade de castas no Arranha-céu. No topo, o arquiteto que construiu o projeto interpretado por Jeremy Irons, podre de rico tem todos os luxos e excentricidades de quem não sabe o que fazer com tanto dinheiro, sua esposa também, Keeley Waves.
O protagonista é rico também, então mora no 20º andar. Ele utiliza o supermercado do 15º andar, destinado aos ricos. Quanto mais para baixo, mais pobres são os moradores. Os problemas no prédio começam, primeiro com constantes faltas de luz, depois de água.
Cada grupo social faz sua própria festa. Com a falta de luz as festas vão perdendo o controle. Tudo vai perdendo o controle. na verdade. A surrealidade do filme é desconcertante. O elenco é enorme. Um ator (Luke Evans) é o bode expiatório, tudo de ruim que acontece é atribuído a ele, é fato que ele promove vários dos conflitos, mas as atrocidades são realizadas por muitos, pra não dizer, por todos
Elisabeth Moss está no elenco. Dá muita agonia ela bebendo e fumando muito com o barrigão do seu terceiro filho. E andando com seus filhos no meio dos escombros. Todos fumam e bebem demasiadamente. Uma graça o garotinho que faz o filho da personagem da Sienna Miller, Louis Suc. Na verdade são muitas crianças no meio daquela balbúrdia e animais também, bem angustiante. Alguns outros do elenco são: James Purefoy, Peter Ferdinando, Sienna Guillory, Stacy Martin e Bill Patterson.
HIGH-RISE
Direção: Ben Wheatley
Ano: 2015
Assistido em: 17/08/2024
Os anos 1970 nos proporcionaram grandes histórias que criticavam a sociedade na forma de distopias futurista. Particularmente eu não conhecia o livro no qual esse filme se baseou, mas uma breve pesquisa me mostrou que ele é um produto muito comum para a época que foi lançado originalmente. E na primeira metade da década de 2010 tivemos inúmeras adaptações dessas histórias distópicas, fazendo com a obra de J. G. Ballard também encontra-se seu lugar ao sol, gerando um longa que até tinha potencial, mas que infelizmente foi desperdiçado.
O Dr. Robert Laing vive em um decadente arranha-céu. Esse prédio de 40 andares, localizado nos arredores de Londres, foi projetado pelo renomado arquiteto Anthony Royal. No entanto, o que inicialmente parecia ser o ápice da vida moderna e chique logo se transforma em um cenário caótico
High-Rise é um legítimo exemplar daquela frase de que “quem muito quer, nada tem”, é um filme que tem tantas histórias paralelas, e tantos personagens em cena, que fica completamente sem foco, obviamente temos uma forte crítica social, onde autor discute questões de classe, onde ricos tem tudo do bom e do melhor a sua disposição e pobres desafortunados são obrigados a sobreviver com o que dá, entretanto essa crítica é feita da maneira mais desinteressante possível.
O filme tem boas ideias, tem uma estética muito boa, se passa em um 1975 retro futurista onde tudo é anacrônico, você está em um cenário repleto de elementos antigos, contrastando com outros atuais. O elenco é primoroso, cheio de nomes talentosos como Tom Hiddleston, Jeremy Irons, Elizabeth Moss, Luke Evans, James Purefoy, entre outros, mas os personagens não são gratos, apesar de interessantes, o desenvolvimento é péssimo, eu não consegui gostar nem do protagonista, para mim tanto faz, tanto fez se ele chegasse vivo ou não ao final da história, pelo menos o Tom estava no auge da beleza e da gostosura e o diretor não teve dó de mostrá-lo sem roupa.
High Rise é decepcionante, não adianta nada a base ser boa, se a execução for mais ou menos, o roteiro é a parte principal de todo e qualquer filme, e se ele não for bem trabalhado, o restante não vai segurar a produção. A história queria falar sobre desigualdade social, sobre luta de classe, sobre diversas questões verdadeiramente importantes, mas a abordagem deixou tudo chato, era muito mais fácil terem focado em um pequeno grupo de personagens e desenvolvido uma narrativa mais satisfatória.
Quiseram fazer muito e acabaram chegando em nada. Personagens em excesso para uma trama incapaz de absorver-los. Talvez seja uma crítica social, embora não tenha me ficado claro qual, já que um médico, se o era mesmo, ser da classe baixa não me pareça coerente. Não necessariamente o ousado é bom.
O imaginarium devaga aleatoriamete, livre, sem nenhuma regra ou pudor. Mas quando nos é apresentado em forma imutável, um sopro de racionalidade nos encontra no delírium e identifica a linha tenue entre distopia e utopia. Então procuramos sentido no caos e se não o encontramos, identificamos apenas como desconexo. Arte em agonia.