Ótimo trabalho da Gullane, que também foi responsável pelo filme O Magnata, escrito pelo Chorão, do Charlie Brown Jr. Infelizmente o funk é um tipo de música que traz duas facetas: quem gosta muito e quem odeia; e isso repulsa o telespectador de ver essa maravilhosa série sobre a juventude abastada do Brasil; sobretudo essa segunda temporada, que foi espetacular. É impressionante como a produção acertou em cheio todos os detalhes: o roteiro é muito bem escrito; conseguem dar a profundidade exata a cada personagem. É magistral a maneira como as cenas se concatenam. De uma chacina na Vila Aurea aparece a entrevista da Rita para o Datena, o que chama a atenção dos abutres religiosos que são proprietários da igreja onde ela frequenta para fazê-la trabalhar para eles como uma possível candidata a vereadora. Com certeza haverá uma terceira temporada, pois ficaram vários ganchos para o futuro dos personagens. E a série merece isso!
Arrisco-me a dizer que esta é uma das melhores séries existentes. Jamais indicada a quem crê piamente no Cristianismo ou na visão religiosa do Deus ocidental! Esse tipo de público não entenderá as metáforas sobre o poder que a religião exerce sobre as pessoas para fazer delas o mecenas da vaidade de quem se coloca diante do púlpito de uma igreja. Pra mim, que frequentei cultos pentecostais durante muito tempo da minha vida (até me tornar antirreligioso), a forma figurada como a história é contada representa um verdadeiro bálsamo deleitoso da capacidade humana de enganar os outros usando o valor abstrato mais temido pela maioria dos seres humanos como se os líderes religiosos tivessem a capacidade ou o dom de falarem de Deus mais do que qualquer outra pessoa. Quem se prender à literalidade do que é narrado, não entenderá nada do que a série quer transmitir senão as cenas de horror, que, creio eu, nem são o mote almejado pelos produtores.
Pra mim a série é magistral!! Mesmo com inúmeros elementos e uma complexidade de fatos, tudo acaba redondinho ao final e isso recompensa com grande entretenimento. A beleza do trabalho vai desde a direção, roteiro, locações e interpretações, inclusive a do próprio Mat, cujo roteiro não o ajudou muito nesse quesito justamente para demonstrar que ele era um cara pacato mesmo. No fundo a história retrata o aspecto do peso da culpa para alguns e da redenção a outros, que é aquilo que acontece na vida real. Nem sempre as pessoas buscam dar a volta por cima em suas vidas, pois preferem ficar fantasiando, em vez de correr atrás pra mudar pra melhor.
Por se tratar de uma religião que não está incutida nos nossos costumes cristãos, fica fácil ver como as pessoas são presas fáceis de certos dogmas apenas em nome da fantasia que lhe é apresentada. Se ficarmos isentos dos valores do cristianismo, veremos que todas as religiões vendem "paraísos" do pós-morte para que as pessoas sejam facilmente manipuláveis para justamente satisfazer a vaidade de certos "líderes donos da verdade" sobre o aspecto metafísico da existência, quando, na verdade, qualquer pretensão nesse sentido vende apenas ilusão para consagrar a tríade entre dominante, dominado e enganação.
Fico feliz por assistir a mais uma produção nacional policial, pois creio que o Brasil tem o seu próprio DNA em fazer filmes desse gênero com bastante maestria. A história é baseada na vida do Wallace Souza, que foi um deputado amazonense que tinha um programa policial sensacionalista em Manaus e foi acusado de alguns crimes, e, inclusive, teve o seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa local. Quando vi o documentário Bandidos na TV, que fala sobre a sua vida, fiquei completamente em êxtase, pois foi muito bem montado e dá até a impressão de que ele pode ter sido vítima de alguma armação política. Quem gosta de documentário aqui esse é obrigatório! Com relação à série acredito que faltaram algumas coisas, como demonstrar com mais convicção o poder de inserção do personagem Trucco, e algumas cenas de ação mais convincentes. No mais só tenho elogios à série, pois o personagem nela retratado é mais um daqueles casos de psicopatia social de alguém entorpecido em seu próprio ego.
Excelente, espetacular, fenomenal e qualquer outro adjetivo positivo que consiga expressar a grandiosidade de uma ótima produção. A forma primorosa como o documentário foi montado tem a finalidade de emular a realidade vivida pelos eleitores e admiradores do deputado, que era muito querido pela população mais abastada da cidade e foi eleito de maneira expressiva. Logo, a conclusão sobre a sua culpa ou não ficará a critério de cada um. Embora tenha o alerta de spoiler, como se trata de um assunto tornado público, não vejo a necessidade de marcá-lo; ainda mais porque o que vou dizer nada mais é do que a minha opinião. Pra mim o caso do deputado e apresentador é mais uma daqueles casos de "psicopatia social", a exemplo de um certo ex-presidente do País, Flor de Lis e João de Deus, que, no fundo, não passam de verdadeiros caras de pau praticantes da cultura do "espertismo". Reforça o meu pensamento o fato de que, num lugar onde a criminalidade é cruel e impiedosa, ninguém consegue se vender como o combatente do crime se não tiver uma retaguarda fortemente aparelhada para defendê-lo. Logo, fica claro que ele defendia uma organização criminosa para combater os seus rivais. As provas encontradas em sua residência, que, inclusive foram filmadas pela polícia, são a evidência mais cristalina de que havia envolvimento criminoso, que foi imputado ao filho, já que ele não poderia ser incriminado, pois isso seria um duríssimo golpe no grupo por ele apoiado ou chefiado. Isso é o que eu acho! Então confira a série e tire a sua própria conclusão.
Pra mim uma série excelente; principalmente porque estava com saudades dos conflitos adolescentes explorados nas obras de Larry Clark e na série Skins. 13 Reasons Why é feita para um público bastante abrangente; talvez por isso não tenham mergulhado tanto no drama da Hannah Baker, que poderia ter sido ainda mais profundo. Aliás, creio que ficaram com bastante medo de pessoas verem a série e se suicidarem; por isso toda a abordagem é feita com bastante cautela. Há de se ressaltar o roteiro dessa primeira temporada, que é muito bem desenvolvido e rico em eufemismos e filosofias. Além disso a direção é outro show a parte; principalmente quando mistura presente e passado. Outro acerto foi a trilha sonora, que, não sei o motivo, toca Joy Division... (isso foi uma brincadeira!!!). Por outro lado vejo que essa primeira temporada foi um pouco arrastada; mas são coisas do cinema, com altos investimentos e tudo o mais. Mas é fantástica!!!
Só lamento ver que a série sofra tanto preconceito pelo próprio povo brasileiro ao não atribuir a ele uma nota maior, já que o trabalho é excelente e expõe as vísceras de um sistema que deveria ser a solução para os problemas coletivos de uma nação, mas na verdade é a fonte de riqueza e poder de alguns poucos, como a família Odebrecht e os políticos corruptos que ali se perpetuam. O seriado não deixa dúvidas do porquê da sétima economia mundial não ser revertida em bem-estar para a sua população, que, alienada ao extremo, adora votar em "mitos" como o Tiririca, o Clodovil, e, o maior deles, o Bolsonaro, que, juntamente com os seus filhos, repetem as mesmas prática de sede de poder a qualquer custo, quiçá uma vindoura tentativa de golpe de Estado, conforme regra inexorável exposta no mecanismo.
Excelente série! Não vou adentrar aos meandros da trama, porque tenho que respeitar aquilo que os seus idealizadores entregaram; e não aquilo que eu acho que eles deveriam ter feito. O Brasil tem a sua própria forma de desenvolver enredos na temática policial, da qual eu sou bastante fã; e esse é mais um exemplo disso. Ótimas atuações, roteiro amarradinho (inclusive com citações a Augusto dos Anjos e a alegoria dos naipes do baralho), além de falar de algo que seria importantíssimo os alienados brasileiros (a maioria) compreenderem o que está por trás da Cracolândia, que consiste naquilo que são os três poderes da República do Brasil.
Acho que, com relação ao enredo, a história se perdeu há muito tempo. Se bem que, acho que o propósito da série é justamente ninguém ter a exata noção de como se desenvolverá cada episódio. Mas essa temporada me agradou mais que a anterior, que, nos moldes em que se encontrava precisava de uma oxigenada nos personagens. Apesar de ter subestimado novos atores, confesso que acabei gostando de todos eles. Talvez não muito do Alex "from the bar"; mas a história dele é, no mínimo, surpreendente... Mas o destaque principal é o Rudy, que já virou um ídolo pra mim e se sobrepõe aos demais atores de todas as temporadas (na minha modesta opinião). Dou muita risada dele. Vamos ver o que me espera a última temporada.
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Sintonia (2ª Temporada)
3.6 55Ótimo trabalho da Gullane, que também foi responsável pelo filme O Magnata, escrito pelo Chorão, do Charlie Brown Jr. Infelizmente o funk é um tipo de música que traz duas facetas: quem gosta muito e quem odeia; e isso repulsa o telespectador de ver essa maravilhosa série sobre a juventude abastada do Brasil; sobretudo essa segunda temporada, que foi espetacular. É impressionante como a produção acertou em cheio todos os detalhes: o roteiro é muito bem escrito; conseguem dar a profundidade exata a cada personagem. É magistral a maneira como as cenas se concatenam. De uma chacina na Vila Aurea aparece a entrevista da Rita para o Datena, o que chama a atenção dos abutres religiosos que são proprietários da igreja onde ela frequenta para fazê-la trabalhar para eles como uma possível candidata a vereadora. Com certeza haverá uma terceira temporada, pois ficaram vários ganchos para o futuro dos personagens. E a série merece isso!
Missa da Meia-Noite
3.9 763Arrisco-me a dizer que esta é uma das melhores séries existentes. Jamais indicada a quem crê piamente no Cristianismo ou na visão religiosa do Deus ocidental! Esse tipo de público não entenderá as metáforas sobre o poder que a religião exerce sobre as pessoas para fazer delas o mecenas da vaidade de quem se coloca diante do púlpito de uma igreja. Pra mim, que frequentei cultos pentecostais durante muito tempo da minha vida (até me tornar antirreligioso), a forma figurada como a história é contada representa um verdadeiro bálsamo deleitoso da capacidade humana de enganar os outros usando o valor abstrato mais temido pela maioria dos seres humanos como se os líderes religiosos tivessem a capacidade ou o dom de falarem de Deus mais do que qualquer outra pessoa.
Quem se prender à literalidade do que é narrado, não entenderá nada do que a série quer transmitir senão as cenas de horror, que, creio eu, nem são o mote almejado pelos produtores.
O Inocente
4.0 322 Assista AgoraPra mim a série é magistral!! Mesmo com inúmeros elementos e uma complexidade de fatos, tudo acaba redondinho ao final e isso recompensa com grande entretenimento. A beleza do trabalho vai desde a direção, roteiro, locações e interpretações, inclusive a do próprio Mat, cujo roteiro não o ajudou muito nesse quesito justamente para demonstrar que ele era um cara pacato mesmo. No fundo a história retrata o aspecto do peso da culpa para alguns e da redenção a outros, que é aquilo que acontece na vida real. Nem sempre as pessoas buscam dar a volta por cima em suas vidas, pois preferem ficar fantasiando, em vez de correr atrás pra mudar pra melhor.
Califado (1ª Temporada)
4.5 128Por se tratar de uma religião que não está incutida nos nossos costumes cristãos, fica fácil ver como as pessoas são presas fáceis de certos dogmas apenas em nome da fantasia que lhe é apresentada. Se ficarmos isentos dos valores do cristianismo, veremos que todas as religiões vendem "paraísos" do pós-morte para que as pessoas sejam facilmente manipuláveis para justamente satisfazer a vaidade de certos "líderes donos da verdade" sobre o aspecto metafísico da existência, quando, na verdade, qualquer pretensão nesse sentido vende apenas ilusão para consagrar a tríade entre dominante, dominado e enganação.
Pacto de Sangue (1ª Temporada)
3.4 34Fico feliz por assistir a mais uma produção nacional policial, pois creio que o Brasil tem o seu próprio DNA em fazer filmes desse gênero com bastante maestria. A história é baseada na vida do Wallace Souza, que foi um deputado amazonense que tinha um programa policial sensacionalista em Manaus e foi acusado de alguns crimes, e, inclusive, teve o seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa local. Quando vi o documentário Bandidos na TV, que fala sobre a sua vida, fiquei completamente em êxtase, pois foi muito bem montado e dá até a impressão de que ele pode ter sido vítima de alguma armação política. Quem gosta de documentário aqui esse é obrigatório! Com relação à série acredito que faltaram algumas coisas, como demonstrar com mais convicção o poder de inserção do personagem Trucco, e algumas cenas de ação mais convincentes. No mais só tenho elogios à série, pois o personagem nela retratado é mais um daqueles casos de psicopatia social de alguém entorpecido em seu próprio ego.
Bandidos na TV
4.2 270 Assista AgoraExcelente, espetacular, fenomenal e qualquer outro adjetivo positivo que consiga expressar a grandiosidade de uma ótima produção.
A forma primorosa como o documentário foi montado tem a finalidade de emular a realidade vivida pelos eleitores e admiradores do deputado, que era muito querido pela população mais abastada da cidade e foi eleito de maneira expressiva. Logo, a conclusão sobre a sua culpa ou não ficará a critério de cada um.
Embora tenha o alerta de spoiler, como se trata de um assunto tornado público, não vejo a necessidade de marcá-lo; ainda mais porque o que vou dizer nada mais é do que a minha opinião.
Pra mim o caso do deputado e apresentador é mais uma daqueles casos de "psicopatia social", a exemplo de um certo ex-presidente do País, Flor de Lis e João de Deus, que, no fundo, não passam de verdadeiros caras de pau praticantes da cultura do "espertismo".
Reforça o meu pensamento o fato de que, num lugar onde a criminalidade é cruel e impiedosa, ninguém consegue se vender como o combatente do crime se não tiver uma retaguarda fortemente aparelhada para defendê-lo. Logo, fica claro que ele defendia uma organização criminosa para combater os seus rivais. As provas encontradas em sua residência, que, inclusive foram filmadas pela polícia, são a evidência mais cristalina de que havia envolvimento criminoso, que foi imputado ao filho, já que ele não poderia ser incriminado, pois isso seria um duríssimo golpe no grupo por ele apoiado ou chefiado.
Isso é o que eu acho! Então confira a série e tire a sua própria conclusão.
13 Reasons Why (1ª Temporada)
3.8 1,5K Assista AgoraPra mim uma série excelente; principalmente porque estava com saudades dos conflitos adolescentes explorados nas obras de Larry Clark e na série Skins. 13 Reasons Why é feita para um público bastante abrangente; talvez por isso não tenham mergulhado tanto no drama da Hannah Baker, que poderia ter sido ainda mais profundo. Aliás, creio que ficaram com bastante medo de pessoas verem a série e se suicidarem; por isso toda a abordagem é feita com bastante cautela. Há de se ressaltar o roteiro dessa primeira temporada, que é muito bem desenvolvido e rico em eufemismos e filosofias. Além disso a direção é outro show a parte; principalmente quando mistura presente e passado. Outro acerto foi a trilha sonora, que, não sei o motivo, toca Joy Division... (isso foi uma brincadeira!!!). Por outro lado vejo que essa primeira temporada foi um pouco arrastada; mas são coisas do cinema, com altos investimentos e tudo o mais. Mas é fantástica!!!
O Mecanismo (1ª Temporada)
3.5 525 Assista AgoraSó lamento ver que a série sofra tanto preconceito pelo próprio povo brasileiro ao não atribuir a ele uma nota maior, já que o trabalho é excelente e expõe as vísceras de um sistema que deveria ser a solução para os problemas coletivos de uma nação, mas na verdade é a fonte de riqueza e poder de alguns poucos, como a família Odebrecht e os políticos corruptos que ali se perpetuam.
O seriado não deixa dúvidas do porquê da sétima economia mundial não ser revertida em bem-estar para a sua população, que, alienada ao extremo, adora votar em "mitos" como o Tiririca, o Clodovil, e, o maior deles, o Bolsonaro, que, juntamente com os seus filhos, repetem as mesmas prática de sede de poder a qualquer custo, quiçá uma vindoura tentativa de golpe de Estado, conforme regra inexorável exposta no mecanismo.
O Mecanismo (2ª Temporada)
3.5 101 Assista AgoraExcelente série! Não vou adentrar aos meandros da trama, porque tenho que respeitar aquilo que os seus idealizadores entregaram; e não aquilo que eu acho que eles deveriam ter feito. O Brasil tem a sua própria forma de desenvolver enredos na temática policial, da qual eu sou bastante fã; e esse é mais um exemplo disso. Ótimas atuações, roteiro amarradinho (inclusive com citações a Augusto dos Anjos e a alegoria dos naipes do baralho), além de falar de algo que seria importantíssimo os alienados brasileiros (a maioria) compreenderem o que está por trás da Cracolândia, que consiste naquilo que são os três poderes da República do Brasil.
Misfits (4ª Temporada)
3.6 193Acho que, com relação ao enredo, a história se perdeu há muito tempo. Se bem que, acho que o propósito da série é justamente ninguém ter a exata noção de como se desenvolverá cada episódio. Mas essa temporada me agradou mais que a anterior, que, nos moldes em que se encontrava precisava de uma oxigenada nos personagens.
Apesar de ter subestimado novos atores, confesso que acabei gostando de todos eles. Talvez não muito do Alex "from the bar"; mas a história dele é, no mínimo, surpreendente...
Mas o destaque principal é o Rudy, que já virou um ídolo pra mim e se sobrepõe aos demais atores de todas as temporadas (na minha modesta opinião). Dou muita risada dele. Vamos ver o que me espera a última temporada.