Posso me considerar o maior fã do Paulinho Gogó. Mas não entendi esse roteiro! Não sei qual o público o filme quis atingir, pois, na minha opinião deveriam explorar as melhores piadas do personagem, que são espetaculares e inteligentes. Seria um enredo razoável se tivesse sido lançado no meio da década de 90. Mas o cinema atualmente, principalmente nessa época de "streamings", encontra-se num nível elevado, o que ofusca, e muito, a forma como retrataram o Paulinho Gogó. É uma pena! Achei Os Farofeiros bem superior.
Ótimo trabalho da Gullane, que também foi responsável pelo filme O Magnata, escrito pelo Chorão, do Charlie Brown Jr. Infelizmente o funk é um tipo de música que traz duas facetas: quem gosta muito e quem odeia; e isso repulsa o telespectador de ver essa maravilhosa série sobre a juventude abastada do Brasil; sobretudo essa segunda temporada, que foi espetacular. É impressionante como a produção acertou em cheio todos os detalhes: o roteiro é muito bem escrito; conseguem dar a profundidade exata a cada personagem. É magistral a maneira como as cenas se concatenam. De uma chacina na Vila Aurea aparece a entrevista da Rita para o Datena, o que chama a atenção dos abutres religiosos que são proprietários da igreja onde ela frequenta para fazê-la trabalhar para eles como uma possível candidata a vereadora. Com certeza haverá uma terceira temporada, pois ficaram vários ganchos para o futuro dos personagens. E a série merece isso!
Arrisco-me a dizer que esta é uma das melhores séries existentes. Jamais indicada a quem crê piamente no Cristianismo ou na visão religiosa do Deus ocidental! Esse tipo de público não entenderá as metáforas sobre o poder que a religião exerce sobre as pessoas para fazer delas o mecenas da vaidade de quem se coloca diante do púlpito de uma igreja. Pra mim, que frequentei cultos pentecostais durante muito tempo da minha vida (até me tornar antirreligioso), a forma figurada como a história é contada representa um verdadeiro bálsamo deleitoso da capacidade humana de enganar os outros usando o valor abstrato mais temido pela maioria dos seres humanos como se os líderes religiosos tivessem a capacidade ou o dom de falarem de Deus mais do que qualquer outra pessoa. Quem se prender à literalidade do que é narrado, não entenderá nada do que a série quer transmitir senão as cenas de horror, que, creio eu, nem são o mote almejado pelos produtores.
A exemplo de Som ao Redor, Boi Neon e Aquarius retrata o aspecto contemplativo do cotidiano de um núcleo de pessoas. É até engraçado dizer, mas Temporada reflete exatamente o tipo de público que verá esse filme, não entenderá nada, achará uma grande porcaria e se perguntará o porquê da sua nota elevada aqui no Filmow! Na verdade é um filme bem interessante, e feito para pessoas que veem o cinema como algo muito maior que a história que se passa na tela. Gostei bastante da forma verossímil como o texto é desenvolvido, pois consegue transparecer a verdade de alguém que está nessa vida pra viver mecanicamente, fato que representa a imensa maioria das pessoas. O trabalho de câmera não deixa dúvidas do aspecto documental, pois não há cortes ou deslocamento no modo de filmar; há apenas o foco distante dos acontecimentos, como se fosse o público observando uma vida passando por inúmeras intempéries e fazendo o suficiente para o mínimo de dignidade até chegar a morte.
Sou bastante corporativista quando se trata de cinema nacional, pois um filme não é apenas uma "historiazinha" passando na tela. Mas esse aqui não deu pra salvar. É difícil defender as várias falhas que apresenta. Sobretudo faltou preparação de elenco. Eu, que nem sou e nem quer ser ator, faria menos ruim que certas pessoas desse filme. É uma pena!
Filme contemplativo, a exemplo do que ocorre em Aquarius e O Som ao Redor! O propósito é emular o cotidiano dos personagens e as suas vidas meramente instintivas e com a finalidade de apenas sobreviver, embora alguns tenham os seus sonhos, como o protagonista. Daí a aparência de um filme lento, como diriam os mais incautos.
A cena final de sexo com uma grávida, na minha interpretação, é pra lembrar que a vida só está aí para que outras vidas continuem existindo e que o propósito biológico do ser humano é apenas esse
Pra mim a série é magistral!! Mesmo com inúmeros elementos e uma complexidade de fatos, tudo acaba redondinho ao final e isso recompensa com grande entretenimento. A beleza do trabalho vai desde a direção, roteiro, locações e interpretações, inclusive a do próprio Mat, cujo roteiro não o ajudou muito nesse quesito justamente para demonstrar que ele era um cara pacato mesmo. No fundo a história retrata o aspecto do peso da culpa para alguns e da redenção a outros, que é aquilo que acontece na vida real. Nem sempre as pessoas buscam dar a volta por cima em suas vidas, pois preferem ficar fantasiando, em vez de correr atrás pra mudar pra melhor.
Na minha opinião a reflexão sobre o tema retratado é muito mais importância que a história narrada! A mensagem passada faz todo sentido, já que pode ser contextualizada na ideia de que estamos aqui para fazer os ricos ficarem cada vez mais ricos, fato que tem plena pertinência na prática. Pra mim um filmão!!
Achei o filme bacana! Nada de especial, mas o roteiro é redondinho! O mais legal é que a gente começa a ver o filme e não sabe aonde ele vai chegar. E no final acaba tudo acaba fazendo sentido!!! O Bruceuilis foi muito bem interpretado pelo ator Edmilson Filho! É superior a muitas comédias sem-graça produzidas no mercado brasileiro.
Grande filme, apesar das polêmicas negativas aparentemente obscuras. Esse filme inaugura esse tipo de retratação de uma juventude realmente transviada, algo que passou a ser mais explorado a partir de então. Eu, como fã do cinema de Larry Clark, vejo o filme com naturalidade (amo o filme), pois, no mínimo, conclama o espectador a refletir sobre a vida, que nem sempre está aí para ser encarada como um fantasioso mar de rosas. Lembro-me que, à época do seu lançamento, o caderno cultural da Folha de São Paulo fez uma resenha comparando as reações dos públicos brasileiros e americanos com relação à primeira cena, que é considerada, segundo o Código Penal brasileiro, como um estupro. Segundo o referido artigo, os americanos se mostraram totalmente incomodados com ela, enquanto os brasileiros a considerava engraçada. Àquela altura fiquei sem entender a mensagem retratada no jornal, pois também era adolescente e via naquilo uma reles relação sexual. Passados muitos anos revi o filme (que, diga-se de passagem, não foi sequer relançado em DVD justamente pelas polêmicas que o cerca) e consegui entender a indignação dos americanos, já que o sexo com uma adolescente de 13 anos jamais poderá ser considerado algo normal. Inclusive, no Brasil o assunto pedofilia é algo propagado com mais seriedade apenas nesse século. É impactante! Mas creio que esse foi o intuito do filme!!!! Pra mim esse é um daqueles filmes da vida pela sua ousadia.
Ideal para quem morou em república e viveu a contento a vida universitária. Quem procura um final para o filme vai ficar a ver navios, pois é no "recheio" que está a mensagem, que, na verdade, retrata que o mais legal numa vida universitária é exatamente a diversão, como tirar sarro do outro, encher a cara, sair em baladas diferentes em dias seguidos, enfim, qualquer coisa em nome do "carpe diem". Ótimos diálogos, sobretudo filosóficos, pois traz ínsita a necessidade de autoafirmação, o significado das superstições, a competição, dentre outros. O mais bacana da película é que parece realmente ter sido concebida na época retratada (e não em 2016), devido ao ótimo trabalho de caracterização dos personagens (e a enorme quantidade deles, algo comum nos filmes oitentistas) e da cenografia, que é fantástica. É um pouco inferior ao primeiro, mas vale pelo roteiro e também como saudosismo.
Filmaço do cinema brasileiro!!! Locações, direção, atuações e, principalmente, o roteiro espetaculares. Essa nota baixa só pode ser porque a maioria apenas vê num filme aquilo que está na tela e com a mensagem mastigadinha, pois chuto dizer que é um dos melhores filmes do cinema nacional, especialmente por se arriscar em assuntos completamente diferentes e intocáveis por aqui. É sobretudo bem filosófico!!!
Esse é o último da trilogia do apocalipse, como define o seu próprio diretor. Pra mim é o melhor dos três. A trama passa longe daquilo que é o cinema tradicional, no qual a mensagem é passada às claras e sem margem a grandes interpretações. Daí muitos não compreenderem o que o seu autor quis dizer. Aqui é explorado mais o aspecto estético, o que dá azo para o ótimo de trabalho de direção, que é uma grande característica do Gregg Araki, enquanto que a mensagem fica nas entrelinhas, embora em alguns diálogos fique clara a intenção niilista do diretor ao abordar as reflexões sobre vida e morte, tanto humana, quanto animal, e os comportamentos que temos quando estamos diante dela. Destaque para a exploração do eufemismo quanto ao uso do número 666, que, de acordo com uma das teorias que explica o que é o satanismo, este seria caracterizado pelo individualismo exacerbado, algo largamente ventilado em toda a trama e que seria a marca daquela geração apocalítica noventista e que é também uma tendência para as gerações futuras (nada diferente do que vemos 25 anos depois do lançamento desse filme)
Pode até ser uma insustentável viagem da minha parte, mas vi no papel da Amy a intenção dela ser a representação conotativa do que seria o amor/coração das pessoas, com todo o seu egoísmo, já que os encontros nos quais todos alegam estar apaixonados por ela não têm a finalidade de trazer o aspecto denotativo da questão, sendo apenas uma forma figurativa de mostrar que as pessoas se decepcionaram com aquilo que sentiram por outrem e, dado o egoísmo das pessoas, elas sempre vão em busca da vingança sempre que os seus desejos individualistas são frustrados.
Com esse é um dos meus diretores preferidos, não duvido nada essa ter sido a sua intenção. E pra terminar, como em todos os filmes do Araki, a trilha sonora é um espetáculo à parte! Fãs de tramas hollywoodianas insossas não apreciarão a profundidade explorada nesse filme. Fica o aviso!!!!
Filme é muito mais do enxergar aquilo que reluz da tela. Se for levado em consideração apenas o enredo do filme, possivelmente a história narrada não chamará tanta atenção. Ocorre que o cinema é muito mais que uma narrativa. Há inúmeros elementos que um simples "frame" pode descrever. Gus Van Sant é um mestre. Essa técnica de não colocar cronologicamente os fatos, dando um certo "spoiler" das cenas, é magnífica. Isso também pode ser visto em outros filmes seus, como Elephant e Últimos Dias. Eu achei simplesmente um filme fantástico, pois de uma singela cena dá para se extrair muita coisa da mensagem que se quer passar. Por exemplo: o frágil vínculo afetivo entre pais e filhos se revela pela quase ausência deles no filme e, quando eles aparecem, geralmente não há um foco que nos permita recordar da cara deles. É por isso que os mais incautos ou leigos não conseguem abstrair a recheada riqueza de detalhes apresentadas nesse filme. Só o fato de trazer como assunto a juventude, os seus dilemas e o mundo do skate o longa já atraiu a minha atenção. Aí quando o diretor é Gus Van Sant, do grande Drugstore Cowboy, a satisfação se torna ainda maior!! São filmes assim que enaltecem a grandeza do que é o cinema!!!
O Brasil é bastante pobre quando o assunto é cinema que retrata a juventude e a cultura urbana dos movimentos "underground". E esse é um dos poucos filmes que aborda esse tema. Nem tanto pelo seu enredo ficcional, que até pode ser raso, mas o aspecto documental que o longa traz ínsito é valiosíssimo. Inúmeros ícones da contracultura brasileira tiveram a oportunidade de ficar imortalizados graças a essa produção, que contou com o Chorão, falecido vocalista do Charlie Brown Jr., como roteirista. Eu me sinto orgulhoso quando vejo pessoas que admiro há muito tempo fazendo um filme que retrata coisas que eu gosto, como a música, o skate, o surf, o grafite, por mais que esteja distante de ser um produção "hollywoodiana". É triste notar como as pessoas têm uma visão restrita do que é o cinema. As externas do filme são espetaculares. Aliás, em razão do contexto, que ressalta as habilidades de personagens da vida real, o filme é bem dinâmico e intenso, o que deu espaço para um ótimo trabalho de direção, arte, fotografia, edição, locação etc. Sem falar da trilha sonora do Charlie Brown Jr., que passeia em inúmeros estilos, chegando até a um certo Techno com guitarra distorcida. Foi bacana ver a homenagem a pessoas como o Taroba, Alan Mesquita, Mineirinho, Bob, Picuruta, Tubarão, Radjja, "Reverendo" Marcelo Nova, Tiririca, João Gordo, Chivitz e isso só foi possível graças à ideia do Chorão de escrever um enredo com essa finalidade. Há até uma referência/reverência ao mestre brasileiro do terror (e meu ídolo) José Mojica Marins!!!!! O elenco profissional é bastante qualificado e tem nomes do calibre de Milhem Cortaz, Chico Dias, Maria Luisa Mendonça, Juliano Cazarré, Rosanne Mulholland e o próprio Paulinho Vilhena, que faz a contento o papel do Magnata! Por tudo isso o filme já merecia pelo menos nota 4,0! Eu dei nota 4,5!
Por se tratar de uma religião que não está incutida nos nossos costumes cristãos, fica fácil ver como as pessoas são presas fáceis de certos dogmas apenas em nome da fantasia que lhe é apresentada. Se ficarmos isentos dos valores do cristianismo, veremos que todas as religiões vendem "paraísos" do pós-morte para que as pessoas sejam facilmente manipuláveis para justamente satisfazer a vaidade de certos "líderes donos da verdade" sobre o aspecto metafísico da existência, quando, na verdade, qualquer pretensão nesse sentido vende apenas ilusão para consagrar a tríade entre dominante, dominado e enganação.
Fico feliz por assistir a mais uma produção nacional policial, pois creio que o Brasil tem o seu próprio DNA em fazer filmes desse gênero com bastante maestria. A história é baseada na vida do Wallace Souza, que foi um deputado amazonense que tinha um programa policial sensacionalista em Manaus e foi acusado de alguns crimes, e, inclusive, teve o seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa local. Quando vi o documentário Bandidos na TV, que fala sobre a sua vida, fiquei completamente em êxtase, pois foi muito bem montado e dá até a impressão de que ele pode ter sido vítima de alguma armação política. Quem gosta de documentário aqui esse é obrigatório! Com relação à série acredito que faltaram algumas coisas, como demonstrar com mais convicção o poder de inserção do personagem Trucco, e algumas cenas de ação mais convincentes. No mais só tenho elogios à série, pois o personagem nela retratado é mais um daqueles casos de psicopatia social de alguém entorpecido em seu próprio ego.
Excelente, espetacular, fenomenal e qualquer outro adjetivo positivo que consiga expressar a grandiosidade de uma ótima produção. A forma primorosa como o documentário foi montado tem a finalidade de emular a realidade vivida pelos eleitores e admiradores do deputado, que era muito querido pela população mais abastada da cidade e foi eleito de maneira expressiva. Logo, a conclusão sobre a sua culpa ou não ficará a critério de cada um. Embora tenha o alerta de spoiler, como se trata de um assunto tornado público, não vejo a necessidade de marcá-lo; ainda mais porque o que vou dizer nada mais é do que a minha opinião. Pra mim o caso do deputado e apresentador é mais uma daqueles casos de "psicopatia social", a exemplo de um certo ex-presidente do País, Flor de Lis e João de Deus, que, no fundo, não passam de verdadeiros caras de pau praticantes da cultura do "espertismo". Reforça o meu pensamento o fato de que, num lugar onde a criminalidade é cruel e impiedosa, ninguém consegue se vender como o combatente do crime se não tiver uma retaguarda fortemente aparelhada para defendê-lo. Logo, fica claro que ele defendia uma organização criminosa para combater os seus rivais. As provas encontradas em sua residência, que, inclusive foram filmadas pela polícia, são a evidência mais cristalina de que havia envolvimento criminoso, que foi imputado ao filho, já que ele não poderia ser incriminado, pois isso seria um duríssimo golpe no grupo por ele apoiado ou chefiado. Isso é o que eu acho! Então confira a série e tire a sua própria conclusão.
Pra mim uma série excelente; principalmente porque estava com saudades dos conflitos adolescentes explorados nas obras de Larry Clark e na série Skins. 13 Reasons Why é feita para um público bastante abrangente; talvez por isso não tenham mergulhado tanto no drama da Hannah Baker, que poderia ter sido ainda mais profundo. Aliás, creio que ficaram com bastante medo de pessoas verem a série e se suicidarem; por isso toda a abordagem é feita com bastante cautela. Há de se ressaltar o roteiro dessa primeira temporada, que é muito bem desenvolvido e rico em eufemismos e filosofias. Além disso a direção é outro show a parte; principalmente quando mistura presente e passado. Outro acerto foi a trilha sonora, que, não sei o motivo, toca Joy Division... (isso foi uma brincadeira!!!). Por outro lado vejo que essa primeira temporada foi um pouco arrastada; mas são coisas do cinema, com altos investimentos e tudo o mais. Mas é fantástica!!!
Só lamento ver que a série sofra tanto preconceito pelo próprio povo brasileiro ao não atribuir a ele uma nota maior, já que o trabalho é excelente e expõe as vísceras de um sistema que deveria ser a solução para os problemas coletivos de uma nação, mas na verdade é a fonte de riqueza e poder de alguns poucos, como a família Odebrecht e os políticos corruptos que ali se perpetuam. O seriado não deixa dúvidas do porquê da sétima economia mundial não ser revertida em bem-estar para a sua população, que, alienada ao extremo, adora votar em "mitos" como o Tiririca, o Clodovil, e, o maior deles, o Bolsonaro, que, juntamente com os seus filhos, repetem as mesmas prática de sede de poder a qualquer custo, quiçá uma vindoura tentativa de golpe de Estado, conforme regra inexorável exposta no mecanismo.
Excelente série! Não vou adentrar aos meandros da trama, porque tenho que respeitar aquilo que os seus idealizadores entregaram; e não aquilo que eu acho que eles deveriam ter feito. O Brasil tem a sua própria forma de desenvolver enredos na temática policial, da qual eu sou bastante fã; e esse é mais um exemplo disso. Ótimas atuações, roteiro amarradinho (inclusive com citações a Augusto dos Anjos e a alegoria dos naipes do baralho), além de falar de algo que seria importantíssimo os alienados brasileiros (a maioria) compreenderem o que está por trás da Cracolândia, que consiste naquilo que são os três poderes da República do Brasil.
Respeito toda e qualquer opinião quando o assunto é a arte, já que esta se submete à interpretação e, consequentemente, cada um tem a sua. Mas pra mim, um fã inveterado de Heavy Metal e os seus subgêneros, sempre que algum filme falar sobre o estilo terá a minha consideração e admiração. E esse é o caso de Mudando o Destino, que adorei vê-lo!!!. Pouco importa se houve falha aqui ou ali; o mais importante é que expõe a realidade de um "metalhead", além de uma trilha sonora digno de todos os aplausos. Particularmente gostei bastante do trabalho de direção, que conseguiu se atentar para muitos detalhes interessantes! Por fim, o meu elogio maior fica por conta do poster do Sepultura na parede do quarto, que, por si, só já garante a nota 5.0!!!
Após ver o filme fica bem clara a ambiguidade do título, que é totalmente autoexplicativo. Não deixa dúvidas de que a sociedade capitalizada acabou com todo o aspecto passional do ser humano de despertar o seu lado fora dos padrões em nome da satisfação do bem-estar profissional e financeiro. A arte, cuja poesia é uma de suas formas de expressão, é uma maneira eficaz de expressar esse tipo de sentimento que lhe traz plenitude.
No Gogó do Paulinho
2.6 70 Assista AgoraPosso me considerar o maior fã do Paulinho Gogó. Mas não entendi esse roteiro! Não sei qual o público o filme quis atingir, pois, na minha opinião deveriam explorar as melhores piadas do personagem, que são espetaculares e inteligentes. Seria um enredo razoável se tivesse sido lançado no meio da década de 90. Mas o cinema atualmente, principalmente nessa época de "streamings", encontra-se num nível elevado, o que ofusca, e muito, a forma como retrataram o Paulinho Gogó. É uma pena! Achei Os Farofeiros bem superior.
Sintonia (2ª Temporada)
3.6 55Ótimo trabalho da Gullane, que também foi responsável pelo filme O Magnata, escrito pelo Chorão, do Charlie Brown Jr. Infelizmente o funk é um tipo de música que traz duas facetas: quem gosta muito e quem odeia; e isso repulsa o telespectador de ver essa maravilhosa série sobre a juventude abastada do Brasil; sobretudo essa segunda temporada, que foi espetacular. É impressionante como a produção acertou em cheio todos os detalhes: o roteiro é muito bem escrito; conseguem dar a profundidade exata a cada personagem. É magistral a maneira como as cenas se concatenam. De uma chacina na Vila Aurea aparece a entrevista da Rita para o Datena, o que chama a atenção dos abutres religiosos que são proprietários da igreja onde ela frequenta para fazê-la trabalhar para eles como uma possível candidata a vereadora. Com certeza haverá uma terceira temporada, pois ficaram vários ganchos para o futuro dos personagens. E a série merece isso!
Missa da Meia-Noite
3.9 763Arrisco-me a dizer que esta é uma das melhores séries existentes. Jamais indicada a quem crê piamente no Cristianismo ou na visão religiosa do Deus ocidental! Esse tipo de público não entenderá as metáforas sobre o poder que a religião exerce sobre as pessoas para fazer delas o mecenas da vaidade de quem se coloca diante do púlpito de uma igreja. Pra mim, que frequentei cultos pentecostais durante muito tempo da minha vida (até me tornar antirreligioso), a forma figurada como a história é contada representa um verdadeiro bálsamo deleitoso da capacidade humana de enganar os outros usando o valor abstrato mais temido pela maioria dos seres humanos como se os líderes religiosos tivessem a capacidade ou o dom de falarem de Deus mais do que qualquer outra pessoa.
Quem se prender à literalidade do que é narrado, não entenderá nada do que a série quer transmitir senão as cenas de horror, que, creio eu, nem são o mote almejado pelos produtores.
Temporada
3.9 148 Assista AgoraA exemplo de Som ao Redor, Boi Neon e Aquarius retrata o aspecto contemplativo do cotidiano de um núcleo de pessoas. É até engraçado dizer, mas Temporada reflete exatamente o tipo de público que verá esse filme, não entenderá nada, achará uma grande porcaria e se perguntará o porquê da sua nota elevada aqui no Filmow! Na verdade é um filme bem interessante, e feito para pessoas que veem o cinema como algo muito maior que a história que se passa na tela. Gostei bastante da forma verossímil como o texto é desenvolvido, pois consegue transparecer a verdade de alguém que está nessa vida pra viver mecanicamente, fato que representa a imensa maioria das pessoas. O trabalho de câmera não deixa dúvidas do aspecto documental, pois não há cortes ou deslocamento no modo de filmar; há apenas o foco distante dos acontecimentos, como se fosse o público observando uma vida passando por inúmeras intempéries e fazendo o suficiente para o mínimo de dignidade até chegar a morte.
Ilhados
1.0 39Sou bastante corporativista quando se trata de cinema nacional, pois um filme não é apenas uma "historiazinha" passando na tela. Mas esse aqui não deu pra salvar. É difícil defender as várias falhas que apresenta. Sobretudo faltou preparação de elenco. Eu, que nem sou e nem quer ser ator, faria menos ruim que certas pessoas desse filme. É uma pena!
Boi Neon
3.6 468Filme contemplativo, a exemplo do que ocorre em Aquarius e O Som ao Redor! O propósito é emular o cotidiano dos personagens e as suas vidas meramente instintivas e com a finalidade de apenas sobreviver, embora alguns tenham os seus sonhos, como o protagonista. Daí a aparência de um filme lento, como diriam os mais incautos.
Alguém notou que em apenas um momento é falado o nome da personagem interpretado pela Maeve Jinkings?
A cena final de sexo com uma grávida, na minha interpretação, é pra lembrar que a vida só está aí para que outras vidas continuem existindo e que o propósito biológico do ser humano é apenas esse
O Inocente
4.0 322 Assista AgoraPra mim a série é magistral!! Mesmo com inúmeros elementos e uma complexidade de fatos, tudo acaba redondinho ao final e isso recompensa com grande entretenimento. A beleza do trabalho vai desde a direção, roteiro, locações e interpretações, inclusive a do próprio Mat, cujo roteiro não o ajudou muito nesse quesito justamente para demonstrar que ele era um cara pacato mesmo. No fundo a história retrata o aspecto do peso da culpa para alguns e da redenção a outros, que é aquilo que acontece na vida real. Nem sempre as pessoas buscam dar a volta por cima em suas vidas, pois preferem ficar fantasiando, em vez de correr atrás pra mudar pra melhor.
Eles Vivem
3.7 770 Assista grátisNa minha opinião a reflexão sobre o tema retratado é muito mais importância que a história narrada! A mensagem passada faz todo sentido, já que pode ser contextualizada na ideia de que estamos aqui para fazer os ricos ficarem cada vez mais ricos, fato que tem plena pertinência na prática. Pra mim um filmão!!
Cabras da Peste
3.2 260Achei o filme bacana! Nada de especial, mas o roteiro é redondinho! O mais legal é que a gente começa a ver o filme e não sabe aonde ele vai chegar. E no final acaba tudo acaba fazendo sentido!!! O Bruceuilis foi muito bem interpretado pelo ator Edmilson Filho! É superior a muitas comédias sem-graça produzidas no mercado brasileiro.
Vício Frenético
3.1 446 Assista AgoraFilme bacana de ser visto pra quem gosta do gênero, que é o meu caso! Fotografia e atuação do Nicolas Cage de tirar o chapéu!!!!
Kids
3.5 686Grande filme, apesar das polêmicas negativas aparentemente obscuras. Esse filme inaugura esse tipo de retratação de uma juventude realmente transviada, algo que passou a ser mais explorado a partir de então. Eu, como fã do cinema de Larry Clark, vejo o filme com naturalidade (amo o filme), pois, no mínimo, conclama o espectador a refletir sobre a vida, que nem sempre está aí para ser encarada como um fantasioso mar de rosas. Lembro-me que, à época do seu lançamento, o caderno cultural da Folha de São Paulo fez uma resenha comparando as reações dos públicos brasileiros e americanos com relação à primeira cena, que é considerada, segundo o Código Penal brasileiro, como um estupro. Segundo o referido artigo, os americanos se mostraram totalmente incomodados com ela, enquanto os brasileiros a considerava engraçada. Àquela altura fiquei sem entender a mensagem retratada no jornal, pois também era adolescente e via naquilo uma reles relação sexual. Passados muitos anos revi o filme (que, diga-se de passagem, não foi sequer relançado em DVD justamente pelas polêmicas que o cerca) e consegui entender a indignação dos americanos, já que o sexo com uma adolescente de 13 anos jamais poderá ser considerado algo normal. Inclusive, no Brasil o assunto pedofilia é algo propagado com mais seriedade apenas nesse século. É impactante! Mas creio que esse foi o intuito do filme!!!! Pra mim esse é um daqueles filmes da vida pela sua ousadia.
Jovens, Loucos e Mais Rebeldes
3.3 154Ideal para quem morou em república e viveu a contento a vida universitária. Quem procura um final para o filme vai ficar a ver navios, pois é no "recheio" que está a mensagem, que, na verdade, retrata que o mais legal numa vida universitária é exatamente a diversão, como tirar sarro do outro, encher a cara, sair em baladas diferentes em dias seguidos, enfim, qualquer coisa em nome do "carpe diem". Ótimos diálogos, sobretudo filosóficos, pois traz ínsita a necessidade de autoafirmação, o significado das superstições, a competição, dentre outros. O mais bacana da película é que parece realmente ter sido concebida na época retratada (e não em 2016), devido ao ótimo trabalho de caracterização dos personagens (e a enorme quantidade deles, algo comum nos filmes oitentistas) e da cenografia, que é fantástica. É um pouco inferior ao primeiro, mas vale pelo roteiro e também como saudosismo.
Paraísos Artificiais
3.2 1,8K Assista AgoraFilmaço do cinema brasileiro!!! Locações, direção, atuações e, principalmente, o roteiro espetaculares. Essa nota baixa só pode ser porque a maioria apenas vê num filme aquilo que está na tela e com a mensagem mastigadinha, pois chuto dizer que é um dos melhores filmes do cinema nacional, especialmente por se arriscar em assuntos completamente diferentes e intocáveis por aqui. É sobretudo bem filosófico!!!
Geração Maldita
3.6 129Esse é o último da trilogia do apocalipse, como define o seu próprio diretor. Pra mim é o melhor dos três. A trama passa longe daquilo que é o cinema tradicional, no qual a mensagem é passada às claras e sem margem a grandes interpretações. Daí muitos não compreenderem o que o seu autor quis dizer. Aqui é explorado mais o aspecto estético, o que dá azo para o ótimo de trabalho de direção, que é uma grande característica do Gregg Araki, enquanto que a mensagem fica nas entrelinhas, embora em alguns diálogos fique clara a intenção niilista do diretor ao abordar as reflexões sobre vida e morte, tanto humana, quanto animal, e os comportamentos que temos quando estamos diante dela. Destaque para a exploração do eufemismo quanto ao uso do número 666, que, de acordo com uma das teorias que explica o que é o satanismo, este seria caracterizado pelo individualismo exacerbado, algo largamente ventilado em toda a trama e que seria a marca daquela geração apocalítica noventista e que é também uma tendência para as gerações futuras (nada diferente do que vemos 25 anos depois do lançamento desse filme)
Pode até ser uma insustentável viagem da minha parte, mas vi no papel da Amy a intenção dela ser a representação conotativa do que seria o amor/coração das pessoas, com todo o seu egoísmo, já que os encontros nos quais todos alegam estar apaixonados por ela não têm a finalidade de trazer o aspecto denotativo da questão, sendo apenas uma forma figurativa de mostrar que as pessoas se decepcionaram com aquilo que sentiram por outrem e, dado o egoísmo das pessoas, elas sempre vão em busca da vingança sempre que os seus desejos individualistas são frustrados.
E pra terminar, como em todos os filmes do Araki, a trilha sonora é um espetáculo à parte!
Fãs de tramas hollywoodianas insossas não apreciarão a profundidade explorada nesse filme. Fica o aviso!!!!
Paranoid Park
3.6 331 Assista AgoraFilme é muito mais do enxergar aquilo que reluz da tela. Se for levado em consideração apenas o enredo do filme, possivelmente a história narrada não chamará tanta atenção. Ocorre que o cinema é muito mais que uma narrativa. Há inúmeros elementos que um simples "frame" pode descrever. Gus Van Sant é um mestre. Essa técnica de não colocar cronologicamente os fatos, dando um certo "spoiler" das cenas, é magnífica. Isso também pode ser visto em outros filmes seus, como Elephant e Últimos Dias. Eu achei simplesmente um filme fantástico, pois de uma singela cena dá para se extrair muita coisa da mensagem que se quer passar. Por exemplo: o frágil vínculo afetivo entre pais e filhos se revela pela quase ausência deles no filme e, quando eles aparecem, geralmente não há um foco que nos permita recordar da cara deles. É por isso que os mais incautos ou leigos não conseguem abstrair a recheada riqueza de detalhes apresentadas nesse filme. Só o fato de trazer como assunto a juventude, os seus dilemas e o mundo do skate o longa já atraiu a minha atenção. Aí quando o diretor é Gus Van Sant, do grande Drugstore Cowboy, a satisfação se torna ainda maior!! São filmes assim que enaltecem a grandeza do que é o cinema!!!
O Magnata
2.7 230O Brasil é bastante pobre quando o assunto é cinema que retrata a juventude e a cultura urbana dos movimentos "underground". E esse é um dos poucos filmes que aborda esse tema. Nem tanto pelo seu enredo ficcional, que até pode ser raso, mas o aspecto documental que o longa traz ínsito é valiosíssimo. Inúmeros ícones da contracultura brasileira tiveram a oportunidade de ficar imortalizados graças a essa produção, que contou com o Chorão, falecido vocalista do Charlie Brown Jr., como roteirista.
Eu me sinto orgulhoso quando vejo pessoas que admiro há muito tempo fazendo um filme que retrata coisas que eu gosto, como a música, o skate, o surf, o grafite, por mais que esteja distante de ser um produção "hollywoodiana".
É triste notar como as pessoas têm uma visão restrita do que é o cinema. As externas do filme são espetaculares. Aliás, em razão do contexto, que ressalta as habilidades de personagens da vida real, o filme é bem dinâmico e intenso, o que deu espaço para um ótimo trabalho de direção, arte, fotografia, edição, locação etc. Sem falar da trilha sonora do Charlie Brown Jr., que passeia em inúmeros estilos, chegando até a um certo Techno com guitarra distorcida.
Foi bacana ver a homenagem a pessoas como o Taroba, Alan Mesquita, Mineirinho, Bob, Picuruta, Tubarão, Radjja, "Reverendo" Marcelo Nova, Tiririca, João Gordo, Chivitz e isso só foi possível graças à ideia do Chorão de escrever um enredo com essa finalidade. Há até uma referência/reverência ao mestre brasileiro do terror (e meu ídolo) José Mojica Marins!!!!!
O elenco profissional é bastante qualificado e tem nomes do calibre de Milhem Cortaz, Chico Dias, Maria Luisa Mendonça, Juliano Cazarré, Rosanne Mulholland e o próprio Paulinho Vilhena, que faz a contento o papel do Magnata!
Por tudo isso o filme já merecia pelo menos nota 4,0! Eu dei nota 4,5!
Califado (1ª Temporada)
4.5 128Por se tratar de uma religião que não está incutida nos nossos costumes cristãos, fica fácil ver como as pessoas são presas fáceis de certos dogmas apenas em nome da fantasia que lhe é apresentada. Se ficarmos isentos dos valores do cristianismo, veremos que todas as religiões vendem "paraísos" do pós-morte para que as pessoas sejam facilmente manipuláveis para justamente satisfazer a vaidade de certos "líderes donos da verdade" sobre o aspecto metafísico da existência, quando, na verdade, qualquer pretensão nesse sentido vende apenas ilusão para consagrar a tríade entre dominante, dominado e enganação.
Pacto de Sangue (1ª Temporada)
3.4 34Fico feliz por assistir a mais uma produção nacional policial, pois creio que o Brasil tem o seu próprio DNA em fazer filmes desse gênero com bastante maestria. A história é baseada na vida do Wallace Souza, que foi um deputado amazonense que tinha um programa policial sensacionalista em Manaus e foi acusado de alguns crimes, e, inclusive, teve o seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa local. Quando vi o documentário Bandidos na TV, que fala sobre a sua vida, fiquei completamente em êxtase, pois foi muito bem montado e dá até a impressão de que ele pode ter sido vítima de alguma armação política. Quem gosta de documentário aqui esse é obrigatório! Com relação à série acredito que faltaram algumas coisas, como demonstrar com mais convicção o poder de inserção do personagem Trucco, e algumas cenas de ação mais convincentes. No mais só tenho elogios à série, pois o personagem nela retratado é mais um daqueles casos de psicopatia social de alguém entorpecido em seu próprio ego.
Bandidos na TV
4.2 270 Assista AgoraExcelente, espetacular, fenomenal e qualquer outro adjetivo positivo que consiga expressar a grandiosidade de uma ótima produção.
A forma primorosa como o documentário foi montado tem a finalidade de emular a realidade vivida pelos eleitores e admiradores do deputado, que era muito querido pela população mais abastada da cidade e foi eleito de maneira expressiva. Logo, a conclusão sobre a sua culpa ou não ficará a critério de cada um.
Embora tenha o alerta de spoiler, como se trata de um assunto tornado público, não vejo a necessidade de marcá-lo; ainda mais porque o que vou dizer nada mais é do que a minha opinião.
Pra mim o caso do deputado e apresentador é mais uma daqueles casos de "psicopatia social", a exemplo de um certo ex-presidente do País, Flor de Lis e João de Deus, que, no fundo, não passam de verdadeiros caras de pau praticantes da cultura do "espertismo".
Reforça o meu pensamento o fato de que, num lugar onde a criminalidade é cruel e impiedosa, ninguém consegue se vender como o combatente do crime se não tiver uma retaguarda fortemente aparelhada para defendê-lo. Logo, fica claro que ele defendia uma organização criminosa para combater os seus rivais. As provas encontradas em sua residência, que, inclusive foram filmadas pela polícia, são a evidência mais cristalina de que havia envolvimento criminoso, que foi imputado ao filho, já que ele não poderia ser incriminado, pois isso seria um duríssimo golpe no grupo por ele apoiado ou chefiado.
Isso é o que eu acho! Então confira a série e tire a sua própria conclusão.
13 Reasons Why (1ª Temporada)
3.8 1,5K Assista AgoraPra mim uma série excelente; principalmente porque estava com saudades dos conflitos adolescentes explorados nas obras de Larry Clark e na série Skins. 13 Reasons Why é feita para um público bastante abrangente; talvez por isso não tenham mergulhado tanto no drama da Hannah Baker, que poderia ter sido ainda mais profundo. Aliás, creio que ficaram com bastante medo de pessoas verem a série e se suicidarem; por isso toda a abordagem é feita com bastante cautela. Há de se ressaltar o roteiro dessa primeira temporada, que é muito bem desenvolvido e rico em eufemismos e filosofias. Além disso a direção é outro show a parte; principalmente quando mistura presente e passado. Outro acerto foi a trilha sonora, que, não sei o motivo, toca Joy Division... (isso foi uma brincadeira!!!). Por outro lado vejo que essa primeira temporada foi um pouco arrastada; mas são coisas do cinema, com altos investimentos e tudo o mais. Mas é fantástica!!!
O Mecanismo (1ª Temporada)
3.5 525 Assista AgoraSó lamento ver que a série sofra tanto preconceito pelo próprio povo brasileiro ao não atribuir a ele uma nota maior, já que o trabalho é excelente e expõe as vísceras de um sistema que deveria ser a solução para os problemas coletivos de uma nação, mas na verdade é a fonte de riqueza e poder de alguns poucos, como a família Odebrecht e os políticos corruptos que ali se perpetuam.
O seriado não deixa dúvidas do porquê da sétima economia mundial não ser revertida em bem-estar para a sua população, que, alienada ao extremo, adora votar em "mitos" como o Tiririca, o Clodovil, e, o maior deles, o Bolsonaro, que, juntamente com os seus filhos, repetem as mesmas prática de sede de poder a qualquer custo, quiçá uma vindoura tentativa de golpe de Estado, conforme regra inexorável exposta no mecanismo.
O Mecanismo (2ª Temporada)
3.5 101 Assista AgoraExcelente série! Não vou adentrar aos meandros da trama, porque tenho que respeitar aquilo que os seus idealizadores entregaram; e não aquilo que eu acho que eles deveriam ter feito. O Brasil tem a sua própria forma de desenvolver enredos na temática policial, da qual eu sou bastante fã; e esse é mais um exemplo disso. Ótimas atuações, roteiro amarradinho (inclusive com citações a Augusto dos Anjos e a alegoria dos naipes do baralho), além de falar de algo que seria importantíssimo os alienados brasileiros (a maioria) compreenderem o que está por trás da Cracolândia, que consiste naquilo que são os três poderes da República do Brasil.
Mudando o Destino
3.5 173Respeito toda e qualquer opinião quando o assunto é a arte, já que esta se submete à interpretação e, consequentemente, cada um tem a sua. Mas pra mim, um fã inveterado de Heavy Metal e os seus subgêneros, sempre que algum filme falar sobre o estilo terá a minha consideração e admiração. E esse é o caso de Mudando o Destino, que adorei vê-lo!!!. Pouco importa se houve falha aqui ou ali; o mais importante é que expõe a realidade de um "metalhead", além de uma trilha sonora digno de todos os aplausos. Particularmente gostei bastante do trabalho de direção, que conseguiu se atentar para muitos detalhes interessantes! Por fim, o meu elogio maior fica por conta do poster do Sepultura na parede do quarto, que, por si, só já garante a nota 5.0!!!
Sociedade dos Poetas Mortos
4.3 2,4K Assista AgoraApós ver o filme fica bem clara a ambiguidade do título, que é totalmente autoexplicativo. Não deixa dúvidas de que a sociedade capitalizada acabou com todo o aspecto passional do ser humano de despertar o seu lado fora dos padrões em nome da satisfação do bem-estar profissional e financeiro. A arte, cuja poesia é uma de suas formas de expressão, é uma maneira eficaz de expressar esse tipo de sentimento que lhe traz plenitude.