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Os caminhos dos três personagens se cruzam quando Jordan e Amy decidem apanhar Xavier no caminho em direção a uma boate. Depois que entram em uma loja de conveniência, acontece um grande desastre. Acidentalmente, eles matam o proprietário e se refugiam em um motel.
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Uma experiência sensorial e estética. Vamos lá
A direção de arte, as cores saturadas (aqueles quartos de motel em tons de rosa e xadrez), o figurino e a trilha sonora criam um universo visual marcante, quase pop-surreal, que captura o vazio e a alienação da juventude dos anos 90. Araki transforma a América suburbana em um inferno kitsch e caótico de conveniências, motéis e psicopatas.
Rose McGowan entrega uma Amy Blue icônica - cínica, sexy, vulnerável e feroz ao mesmo tempo. O trio central (com James Duval e Johnathon Schaech) tem uma química forte, especialmente nas cenas de tensão sexual e no triângulo amoroso que explode em um desejo fluido. O filme é declaradamente "um filme heterossexual de Gregg Araki" no crédito de abertura, mas é expressamente queer na prática: explora bissexualidade, homoerotismo e fluidez de forma provocativa e sem pudor Ele funciona muito bem como sátira e provocação. É uma crítica feroz à sociedade americana conservadora, ao consumismo vazio, à homofobia, misoginia e à violência endêmica. O excesso (decapitações, sangue jorrando, sexo gráfico) é intencional: Araki quer chocar e confrontar o espectador. Para quem curte cinema transgressivo (Godard, Waters, Tarantino, early Harmony Korine), tem um charme cult irresistível. Recentemente ,inclusive , ganhou restauração e voltou a ser celebrado por novas gerações
Um lado negativo fica por conta da repetição e superficialidade. Depois de um começo explosivo, vira basicamente "dirigimos, paramos, alguém morre de forma grotesca, transamos, repetimos". A violência gratuita e o nihilismo podem soar como pose adolescente depois de um tempo — choque pelo choque. Roger Ebert deu zero estrelas na época, acusando Araki de querer distância irônica do material (fazer um filme sangrento e amoral, mas se proteger atrás de estilo e referências pop). Essa crítica ainda faz sentido para muitos
Assim, temos um filme culto imperfeito, mas autêntico. Não é para todo mundo: é barulhento, vulgar, excessivo e politicamente incorreto (mesmo sendo queer). Mas para quem conecta com sua energia de fim de milênio - raiva, desejo, alienação e rebeldia sem causa clara - , é uma experiência marcante e revigorante
Não gosto da abordagem e da linguagem usada. Não funciona pra mim.
muito bom!
14.03.2001
Esse filme me surpreendeu pois eu pensei que seria na pegada do Totally Fucked Up, como se fosse algum documentário mostrando a juventude nos anos 90, mas é apenas um filme meio gore de humor negro, vale a pena. A trilha sonora tbm é muito boa.