Com uma proposta espetacular e episódios que rapidamente apresentam um enredo urgente e repleto de tensão, a primeira temporada de 24, embora revolucionária quando saiu (não havia nada na tevê aberta tão serializado), envelheceu um pouco mal. Especialmente após a resolução do arco do Gaines (nos 12 primeiros episódios), ela destrilha um pouco até os acontecimentos bombásticos dos dois últimos episódios. Acontece que, com o 11 de Setembro, ninguém esperava que os 12 episódios iniciais seriam renovados para mais 12 "horas" fechando o dia... a escrita foi improvisada e os plots da Kim/Teri, da família do Palmer e etc são bem fracos em relação ao do Bauer. E é estranho ver o Bauer com a corda no pescoço, não o bad-ass das próximas temporadas.
Mas só os acontecimentos dos dois episódios finais já fazem valer a pena assistir. Na cena final da temporada, o Jack Bauer com a alma ferida enfim está moldado. A série ficaria muito melhor nos anos seguintes, onde plots ação-B de terroristas do Leste Europeu seriam substituídos por uma série de relações políticas com acontecimentos do mundo real nos anos 2000.
[Review pra série inteira, não só pra primeira temporada]
Terminei a melhor sitcom britânica que já assisti, até melhor que o The Office certo... hilária, dark, trágica, cringe, impossível de olhar às vezes, com side characters legendários, inteligente, com uma direção única de POVs... mas acima de tudo engraçada a cada cena, o raro humor que faz piadas com referências obscuras que nem muitos ingleses vão pegar lado a lado com piadas bobas e idiotas globais, com um meio termo gigante de diferentes equílibrios entre os dois modelos, tudo graças a uma escrita fenomenal e dois leads icônicos mestres na arte de soar incrivelmente estúpidos linha por linha, pra mim sempre a alma do humor
Ao contrário do filme e da primeira temp, a 2ª temp de Fargo já ensaiava críticas sociais ao estágio do capitalismo corporativo que o mundo entrava nos anos 80. Passando em 2010, logo após a crise de 2008, essa vai afundo com um enredo altamente entorno de fraudes corporativas.
Essa temporada é uma falha curiosa, que é frequentemente sem foco e insatisfatória por tentar ser Fargo, retornando as origens da primeira temporada, ao mesmo tempo que introduz complexos plots pós-modernos sobre tecnologia e capitalismo. Começa devagar, tem um episódio standalone em Los Angeles bom, desenvolve ok, sem espetáculos, tem um incrível oitavo episódio (especialmente os primeiros 30 mins, na linha de "Pine Barrens", ep de Sopranos dirigido justamente por Buscemi, homenageando o filme Fargo). Os dois últimos são decepcionantes, o final é ruim.
McGregor atua mal e não é bom o suficiente para carregar dois personagens, que parecem idênticos. Carrie Coon é uma alegria de ver, Mary Elizabeth vai bem, mas o melhor é David Thewlis com um vilão que salva muitas cenas, embora eu ainda prefira Lorne Malvo.
Depois da segunda temporada dar um passo a frente em complexidade ao filme e a primeira, a terceira tenta ser ainda mais, uma narrativa super complexa, faustiana e não-ortodoxa, mas tropeça no caminho sendo um ano frustrante e desinteressante da série.
Facilmente uma das melhores temporadas da história da TV, construída em cima de uma breve menção a um caso antigo feita por um personagem secundário na primeira temporada. A série deixa pra trás as homenagens aos filmes e aos irmãos Cohen da primeira para trás par embarcar num estilo visual, de direção e escrita completamente original, sendo a perfeita série de época do fim dos anos 70, quando os sonhos contraculturais morriam e davam lugar para a era Reagan - que aparece em carne e osso aqui, em um retrato bem crítico.
Todos os atores são espetaculares, Wilson, Durnst, Danson, Plemons, basicamente todos os secundários também. O episódio nove, Castle, é um dos melhores de TV da sua década. A direção é super estilizada e original, os roteiristas são estupendos, com nenhum episódio sequer dos 10 de filler, uma história com inicio, meio e fim e acontecimentos bombásticos. São cerca de 80 mortes a temporada inteiro, um banho de sangue episódio pós episódio mas sempre otimista, alegre de proporcionar ação sem diminuir a complexidade da trama e a profundidade dos personagens.
É tão bom assim. Como um crítico falou, ao contrário de outras séries derivadas de Breaking Bad que perdem muito tempo debatendo moralidade, a segunda de Fargo vai ao ponto o tempo todo e não falha nunca.
Wow eu amei essa temporada. Apesar de ser perfeitamente compreendida por quem nunca viu o filme, é incrível como eles continuaram em tom, atmosfera, humor e vários pequenos easter eggs e throwbacks um dos melhores filmes dos 90s. Tantos personagens memoráveis, sejam os bondosos que são pessoas incríveis ou os vilões que são hilários, às vezes bad-ass, às vezes revoltantes e pagam o preço no filme. Grandes atuações. Isso muda pra sempre minha concepção de transformar um filme em série. Tudo dá certo se escrever bem, juntar o talento certo.
Rara série policial que não é super dark, são pessoas comuns, boas, e você fica com o coração quente no final. Tudo é redondo, super coerente, a temporada de 10 episódios bem planejada mostrando que antologia é um formato bem interessante. A cena final, apesar de tão fofo eles no sofá, fiquei com a sensação de faltar uma ou duas linhas pra fechar com chave de ouro, mas foi satisfeito e gratificante, parabéns a absolutamente todos os envolvidos.
Uma das piores temporadas de televisão que já vi e uma das minhas maiores decepções. Eu não sei como consegui ir até o final. Tá todo mundo fora de personagem, a estrutura é bizarra, os personagens quase não interagem, os episódios são massivos e tediantes. Revivals de TV geralmente não são tão bons, mas nenhum é tão ruim quanto o de Arrested Development.
Na quarta temporada, parecia que o problema do revival de Arrested Development era a estrutura bizarra, com episódios standalone de cada personagem, uma narrativa não-linear que tentava ser mais inteligente que engraçada e falhava nos dois, e os personagens que a gente ama pouco interagindo. A quinta temporada volta a estrutura quase idêntica a das clássicas temporadas originai e fica claro: o fracasso do revival é porque a escrita é péssima, não entende a série original e tem raros momentos minimamente engraçados. É cringe que Arrested Development salvou as sitcoms e mostrou uma direção nova em 2003, mas agora é pior mesmo que as sitcoms que tentou tornar obsoletas em 2003.
Um desperdício dum elenco fantástico e um material fonte que foi uma das melhores séries talvez de sempre.
(Comentário para a série inteira, não a temporada final. Contando também os filmes, os websódios, a minisérie, tudo que engloba o universo BSG - aliás, quem for assistir, procure a ordem certa online!)
Dando um passo a frente após politizar "Star Trek: Deep Space Nine", Ron D Moore criou a, sem sombra de dúvidas, melhor space opera da televisão ao ser uma "série sci-fi para quem não gota de sci-fi" ou "o opera do space opera" como chamaram na época. Tirando aliens, encanto do sci-fi e qualquer tipo de otimismo, este reboot de uma esquecida série dos anos 70 é dark, extremamente político e filosófico, entupido de personagens inesquecíveis, divertido seja na ação ou no humor que existe em um universo pós-apocalíptico tão macabro - cada episódio começa com uma contagem de quantos seres humanos estão vivos.
Se você odeia ficção científica mas gosta de geopolítica, não há melhor série. BSG é completamente insano, em uma semana debatendo militarismo, a função do Estado e de líderes políticos, extremismo religioso, golpes de Estado e trans-humanismo, na outra levantando a possibilidade de anjos existirem ou fazendo um brainstorm sobre o início do universo, no início dos tempos. Plots como Pegasus, New Caprica (a mais radical mudança de tom já feita por uma série) e o motim de Gaeta são difíceis de assistir, tamanha opressão nossos personagens são colocados sob - mas ao analisar na distância das emoções, é possível entender todos os lados. Os militares tomando medidas drásticas em tempos tão extremos. Os Cylons, com suas lógicas filosóficas que derivam nada menos dos seus criadores humanos. E muito, muito mais.
O lugar de BSG não é apenas na televisão, mas no debate que vai desde conversas de bar até artigos acadêmicos. Essa série será debatida para sempre e eu só lamento que o nome super nerd, a baixa disponibilidade e a pre-indisposição de tantos com algo que passa no espaço não tenham levado para uma audiência tão grande.
(comentário para a série inteira, não apenas a temporada)
The Shield começa como uma série policial com plots da semana, com um policial corrupto claramente inspirado na então novidade do Tony Soprano. Lentamente o "Strike Team" se envolve em tanta merda, que a partir do meio de sua exibição, a série vira uma tragédia onde a cada semana parece que a vida de todo mundo está em jogo, algo tão difícil de acontecer na televisão que geralmente precisa dos protagonistas de volta na semana seguinte.
A série nunca é ruim, mas numa temporada ótima com Glenn Close começa a dar o passo a frente. Então há a 5ª temporada com Forest Whitaker, um ano inesquecível de televisão onde, como o personagem Lem, você quase vomita sangue de úlcera de tão nervoso que você fica com os plots bombásticos. É televisão revolucionária, e a sexta temporada prepara o terreno para uma 7ª tão destruidora quanto a 5ª, incluindo facilmente o final mais monstruosamente pesado da história da televisão.
Pessoas com razão creditam Sopranos pelo formato de tantas séries modernas, mas enquanto Sopranos ignorava longos arcos, focando numa narrativa lenta semanal, foi The Shield quem aumentou o pace, com cliffhangers destruídores e tensão demais semana por semana. Uma influência admitida por Breaking Bad, também vista pelo contemporâneo 24 Horas.
The Shield é "Golden Age of Television". É a série essencial de "policial corrupto" e uma das melhores e mais importantes de crime. Suas temporadas finais são inesquecíveis, seu ato final sendo um dos payoffs mais satisfatórios da TV
(Comentário para a série toda, não apenas a 6ª temporada)
Justified é um western moderno que reproduz com a perfeição a escrita de Elmore Leonard, que participou como produtor no começo da série, antes de falecer. No primeiro de três livros nesse universo, "Pronto", Raylan nem é o personagem principal e o livro, apesar de satisfatório, nem consta entre os melhores do legendário escritor de crime. A série, no entanto, é espetacular - Timothy Olyphant, que vinha de outro revisionismo western em "Deadwood", nasceu para ser Raylan Givens, o único cowboy moderno comparável em charme e bad-assery a geração clássica dos filmes do Leone. Walton Goggins vem de uma grande atuação em "The Shield", para um personagem completamente diferente. A química entre os dois atores faz essa série junto com os escritores espetaculares que souberam criar plots que se encerravam semanalmente e arcos que terminavam por temporada, um tipo de estrutura altamente esquecido por dramas desse tipo na TV atual.
A primeira temporada é uma coletânea de standalones meio fraca, mas a segunda introduz um plot espetacular envolvendo uma atuação que levou o Emmy por conta de Margo Martindale; a 3ª tem outro excelente plot, mudando dessa vez para um vilão completametne psicopata de Neal McDonough; a 4ª tem um mistério típico de thrillers, a 5ª volta a vibe redneck com uma família violentíssima que vem da Florida para Kentucky, cenário tão inesquecível de Justified, para na temporada final tudo ser fechado de forma primorosa com um final inesquecível. Atores convidados que as vezes duram alguns segundos roubam a cena; vários deles vindo de Deadwood. Vilões roubam a cena, com Boyd Crowder no topo, embora assim como em todas as obras do Leonard, os vilões são gostáveis e tem linhas bad-ass o tempo todo. Personagens pequenos no inicio da série se tornam gigantes, com a Ava e o Wynn Duffy.
Justified foi uma das melhores séries da década que acabou de terminar. Junto com Breaking Bad, fechou um capítulo de uma espécie de gênero Neo-Western, mas o mérito aqui nem é ser uma boa série de cowboy, mas conseguir misturar diálogos poéticos, arcos elaborados e plots emocionais com uma série que é divertida, cheia de ação, engraçada e especialmente extremamente fácil de assistir o tempo todo.
Os episódios mostrando a catástrofe são muito bons, mas a série destrilha quando tenta analisar burocraticamente o que aconteceu e ao mesmo tempo ser um drama, com várias inconsistências a vista. O final chatíssimo parece o de Seinfeld ou o filme JFK.
Better Call Saul havia perdido um pouco do rumo na 4ª temporada, graças a falta de saber o que fazer após o plot do Chuck e especialmente os produtores focados em El Camino, mas aqui eles retomam o foco e atingem o ápice, preparando o terreno para uma temporada final que promete. Repetir uma mentira mil vezes torna ela verdade, e sempre achei uma mentira que BCS não era melhor ou no mesmo nível de BB, mas pois bem, aqui virou e com Kim (Redenção dos roteiristas após a Skyler) e o vilão Lalo se destacando em um cast cheio de atores e personagens estelares. O episódio do deserto foi o melhor da série, e dele pra frente, a série conseguiu repetir o pace e a ação de Breaking Bad, mas com uma complexidade humana em 5 ou 6 personagens que na outra série reservada apenas para Walter. Esperar 1 ano vai ser difícil!
Melhor que os anos 7, 9 e 10 da série, o ano 11 ainda tem problemas de pace, direção, atmosfera e música que marcaram a 10ª. O visual é meio genérico, mas o que vale é a consistência bem mais elevada dessa vez com um conjunto de 10 contos arquivo x-lescos que satisfazem não com a nostalgia da 10ª, mas se relacionando a temas do mundo atual e algumas histórias aterrorizantes. Uma temporada plenamente satisfatória (o episódio do sushi, o do efeito mandela, o "This", são especiais), apenas o finale e a abertura sendo extremamente desapontantes, mas bem, há anos os episódios da mythology envolvendo os aliens eram o ponto fraco da série, os 8 standalones aqui, como quase sempre, tomam a frente para um ótimo último "hurrah" de uma das séries mais importantes da história.
Como foi bom matar a saudade de Arquivo X! Essa temporada ficou com um gostinho de quero mais. Eu amei um episódio (Were Monster), gostei de dois e outros três para mim tiveram seus momentos até. Só vê-los juntos de novo já foi um evento incrível; meu único problema é a falta de estilo na direção e música da série em relação aos anos 90, o pace parece terrível e isso pode ser consequência da morte de Kim Manners e os roteiristas assumindo a direção. De qualquer forma, foi um aquecimento bom para a 11ª, que seria ótima e enfim parecendo uma temporada de verdade.
Após revitalziar a série com o Doggett e um plot serializado cheio de propósito, o pior ano de Arquivo X não tem episódios tão ruins como Fight Club e Teso dos Bichos, mas parece que semana pós semana é chato e desinspirado. O abandono das estratégias que deram certo na 8ª temporada são imperdoáveis, com a série perdendo momentum e parecendo um mero procedural paranormal, estranhamente deslocado do tempo. Para fechar o desastre, Scully é relagada ao troope de "mãe frágil e inutil", a série não para de falar de Duchovny (colocando até dublê do Mulder para suprir sua ausência), sem dar o tempo que os bons novos personagens merecem na tela e ainda encerra o show com um finale decepcionante que bizarramente parece uma mistura do slide show do de Seinfeld com o espiritualismo bizarro do de Lost. O finale da 8ª temporada, com Mulder e Scully felizes com o bebê, seria o momento certo de parar.
Assim como a sexta temporada, ver a oitava na distância da raiva fanboy da saída de Duchovny que assolou a série em 2000/01 beneficia bastante dela. Há metáforas de renascer da cova desde a primeira temporada da série, com Mulder em especial voltando de mortes inexplicaveis mais de uma vez. É o que acontece com a narrativa da oitava temporada, que conta com Duchovny em um numero reduzido de episódios. Chris Carter genialmente montou uma estrutura bem serializada para a série (respondendo a Buffy e Sopranos, que roubavam a audiência do show a essa altura), introduziu um excelente personagem principal que forçou a Scully a ser o novo Mulder (grande atuação de Robert Patrick) voltou ao horror mais pesado de anos mais antigos (Roadrunners e Via Negativa estão entre os episódios mais perturbadores que a série fez) e conseguiu o quase impossível: encher a série de vida e estilo a essa altura do campeonato
Uma das piores, mais difíceis de assistir temporadas de Arquivo X, encontra a série em crise de identidade. Processando a Fox, Duchovny parecia não ter mais interesse em estar na série e atua mal. Os roteiristas, confusos com a mudança de tom que funcionou na 6º temporada, não fazem ideia se escrevem uma série de humor ou terror. Ainda há grandes episódios, como os que abrem e encerram o ano, a resolução do plot da Samantha e um ótimo MOTW chamado Hungry, mas tantos fillers batem na lona, com o pior de todos os episódios já produzidos na série: Fight Club. Isso é mais que ocasionalmente televisão ruim, mas há séries por aí que pelo sétimo ano estariam bem pior.
Uma série que renasce após se mudar para LA (exigência de Duchovny), quase largando o horror ao favorecer episódios que ou são conceituais demais ou parecem sitcoms, focando muito no relacionamento de Mulder e Scully, com tantos momentos construídos para agradar shippers, a sexta temporada foi inicialmente mal recebida pela mudança de tom, mas fica claro hoje, à distância das expectativas da época e sob o conforto do binge, que foi um dos anos mais criativos e experimentais da série (o que falar de Triangle?)... embora, após a mudança de tom, seria difícil voltar ao horror que marcou a série e já no ano seguinte, a série iria desmoronar.
Para muitos, a última temporada clássica de Arquivo X (a útlima da série em Vancouver, onde era tão atmosférica). Com Chris Carter envolvido na produção do filme e os fillers liberados para enrolar um pouco a história, escritores como Vince Gilligan (que faria Breaking bad) tomaram a frente para elaborar episódios mais excêntricos e experimentais. Autores William Gibson e Stephen King também contribuem, há um origin story do Lone Gunmen, há uma homenagem espetacular ao Frankenstein, em preto e branco e talvez o último episódio straight-forward de horror nas matas de Vancouver, o incrível "Detour". A quinta temporada, fora um péssimo final (quase ignorado no filme), é outro triunfo do melhor drama dos anos 90.
Minha temporada favorita de Arquivo X, foi ao ar quando a série enfim virou um fenômeno da cultura pop. O orçamento mais alto se alinhou a episódios mais complexos, tocando fortemente no existencialismo e em táticas pós-modernas de roteiro que se referenciam bastante. Alguns episódios são incrivelmente violentos e perturbadores, e assim como a 3ª, tem tantos clássicos espalhados que nem vale a pena mencionar por nome, se não eu escreveria uns 15 ou 16. Arquivo X ao seu melhor, até mesmo o corte de cabelo da Scully enfim é aquele corte.
O começo da ápice de Arquivo X, a 3ª temporada tem um episódio terrível chamado "Teso dos Bichos" e... praticamente só. Todo o resto dela, seja o espetacular three parter que abre, a apresentação do Black Oil, os monstros da semana ou os novos episódios humorosos. É a temporada de Arquivo X onde tudo está alinhado perfeitamente, seu ethos horror/sci-fi dos primeiros anos lado a lado com o pós-modernismo auto referencial que definiria a segunda metade da série.
Muito do grande salto de qualidade na 2ª temporada de Arquivo X foi forçado por motivos externos, com a gravidez de Gillian Anderson forçando um plot de abdução da Scully. Ou seja, a primeira metade da temporada é toda serializada, algo incomum para a televisão dos anos 90. Produz episódios fantásticos tanto da mitologia relacionado aos aliens ("Duane Barry" / Ascension é espetacular), quanto de monstros da semana tão ecléticos queridos como Blood, Our Town, Emasculata, Die Hanz e Irresistible. E o impressionante nem é ser tão bom já, mas que ficaria ainda melhor.
Se não tem tantos grandes episódios quanto temporadas seguintes, a primeira temporada dessa legendária série é divertida por moldar a estética e as funcionalidades que fariam dela um clássico nos próximos anos, deixando tudo em linha para já na próxima temporada escalar para um nível espetacular. Os episódios que guardo sao "Ice", "Eve", "Darkness Falls" e "Beyond the Sea", mas mesmo as falhas são charmosas e ver Duchovny e Anderson, ainda novinhos, começando a elaborar sua química, é especial.
Considerada a pior temporada da série, a ponto que uma mudança radical de tom foi realizada na segunda temporada, ainda acho esse um ano inicial bem bom para a série. Há alguns fillers, mas a premissa é original o suficiente, especialmente o destaque no culto maluco dos G.R. O final é excelente, como todos os season finales dessa série. Ocasionalmente "heavy handed", se levando a sério e com total ausência de humor, Leftovers pode ser difícil de assistir - ainda mais quando repete os mistérios de "Lost", mas sob uma ótica completamente diferente - mas inegavelmente tem muito a dizer.
24 Horas (1ª Temporada)
4.3 150(comentário sobre a primeira temporada)
Com uma proposta espetacular e episódios que rapidamente apresentam um enredo urgente e repleto de tensão, a primeira temporada de 24, embora revolucionária quando saiu (não havia nada na tevê aberta tão serializado), envelheceu um pouco mal. Especialmente após a resolução do arco do Gaines (nos 12 primeiros episódios), ela destrilha um pouco até os acontecimentos bombásticos dos dois últimos episódios. Acontece que, com o 11 de Setembro, ninguém esperava que os 12 episódios iniciais seriam renovados para mais 12 "horas" fechando o dia... a escrita foi improvisada e os plots da Kim/Teri, da família do Palmer e etc são bem fracos em relação ao do Bauer. E é estranho ver o Bauer com a corda no pescoço, não o bad-ass das próximas temporadas.
Mas só os acontecimentos dos dois episódios finais já fazem valer a pena assistir. Na cena final da temporada, o Jack Bauer com a alma ferida enfim está moldado. A série ficaria muito melhor nos anos seguintes, onde plots ação-B de terroristas do Leste Europeu seriam substituídos por uma série de relações políticas com acontecimentos do mundo real nos anos 2000.
Peep Show (1ª Temporada)
4.2 20 Assista Agora[Review pra série inteira, não só pra primeira temporada]
Terminei a melhor sitcom britânica que já assisti, até melhor que o The Office certo... hilária, dark, trágica, cringe, impossível de olhar às vezes, com side characters legendários, inteligente, com uma direção única de POVs... mas acima de tudo engraçada a cada cena, o raro humor que faz piadas com referências obscuras que nem muitos ingleses vão pegar lado a lado com piadas bobas e idiotas globais, com um meio termo gigante de diferentes equílibrios entre os dois modelos, tudo graças a uma escrita fenomenal e dois leads icônicos mestres na arte de soar incrivelmente estúpidos linha por linha, pra mim sempre a alma do humor
Fargo (3ª Temporada)
4.1 223 Assista AgoraAo contrário do filme e da primeira temp, a 2ª temp de Fargo já ensaiava críticas sociais ao estágio do capitalismo corporativo que o mundo entrava nos anos 80. Passando em 2010, logo após a crise de 2008, essa vai afundo com um enredo altamente entorno de fraudes corporativas.
Essa temporada é uma falha curiosa, que é frequentemente sem foco e insatisfatória por tentar ser Fargo, retornando as origens da primeira temporada, ao mesmo tempo que introduz complexos plots pós-modernos sobre tecnologia e capitalismo. Começa devagar, tem um episódio standalone em Los Angeles bom, desenvolve ok, sem espetáculos, tem um incrível oitavo episódio (especialmente os primeiros 30 mins, na linha de "Pine Barrens", ep de Sopranos dirigido justamente por Buscemi, homenageando o filme Fargo). Os dois últimos são decepcionantes, o final é ruim.
McGregor atua mal e não é bom o suficiente para carregar dois personagens, que parecem idênticos. Carrie Coon é uma alegria de ver, Mary Elizabeth vai bem, mas o melhor é David Thewlis com um vilão que salva muitas cenas, embora eu ainda prefira Lorne Malvo.
Depois da segunda temporada dar um passo a frente em complexidade ao filme e a primeira, a terceira tenta ser ainda mais, uma narrativa super complexa, faustiana e não-ortodoxa, mas tropeça no caminho sendo um ano frustrante e desinteressante da série.
Fargo (2ª Temporada)
4.4 355 Assista AgoraFacilmente uma das melhores temporadas da história da TV, construída em cima de uma breve menção a um caso antigo feita por um personagem secundário na primeira temporada. A série deixa pra trás as homenagens aos filmes e aos irmãos Cohen da primeira para trás par embarcar num estilo visual, de direção e escrita completamente original, sendo a perfeita série de época do fim dos anos 70, quando os sonhos contraculturais morriam e davam lugar para a era Reagan - que aparece em carne e osso aqui, em um retrato bem crítico.
Todos os atores são espetaculares, Wilson, Durnst, Danson, Plemons, basicamente todos os secundários também. O episódio nove, Castle, é um dos melhores de TV da sua década. A direção é super estilizada e original, os roteiristas são estupendos, com nenhum episódio sequer dos 10 de filler, uma história com inicio, meio e fim e acontecimentos bombásticos. São cerca de 80 mortes a temporada inteiro, um banho de sangue episódio pós episódio mas sempre otimista, alegre de proporcionar ação sem diminuir a complexidade da trama e a profundidade dos personagens.
É tão bom assim. Como um crítico falou, ao contrário de outras séries derivadas de Breaking Bad que perdem muito tempo debatendo moralidade, a segunda de Fargo vai ao ponto o tempo todo e não falha nunca.
Fargo (1ª Temporada)
4.5 538 Assista AgoraWow eu amei essa temporada. Apesar de ser perfeitamente compreendida por quem nunca viu o filme, é incrível como eles continuaram em tom, atmosfera, humor e vários pequenos easter eggs e throwbacks um dos melhores filmes dos 90s. Tantos personagens memoráveis, sejam os bondosos que são pessoas incríveis ou os vilões que são hilários, às vezes bad-ass, às vezes revoltantes e pagam o preço no filme. Grandes atuações. Isso muda pra sempre minha concepção de transformar um filme em série. Tudo dá certo se escrever bem, juntar o talento certo.
Rara série policial que não é super dark, são pessoas comuns, boas, e você fica com o coração quente no final. Tudo é redondo, super coerente, a temporada de 10 episódios bem planejada mostrando que antologia é um formato bem interessante. A cena final, apesar de tão fofo eles no sofá, fiquei com a sensação de faltar uma ou duas linhas pra fechar com chave de ouro, mas foi satisfeito e gratificante, parabéns a absolutamente todos os envolvidos.
Arrested Development (4ª Temporada)
3.7 125Uma das piores temporadas de televisão que já vi e uma das minhas maiores decepções. Eu não sei como consegui ir até o final. Tá todo mundo fora de personagem, a estrutura é bizarra, os personagens quase não interagem, os episódios são massivos e tediantes. Revivals de TV geralmente não são tão bons, mas nenhum é tão ruim quanto o de Arrested Development.
Arrested Development (5ª Temporada)
3.1 59Na quarta temporada, parecia que o problema do revival de Arrested Development era a estrutura bizarra, com episódios standalone de cada personagem, uma narrativa não-linear que tentava ser mais inteligente que engraçada e falhava nos dois, e os personagens que a gente ama pouco interagindo. A quinta temporada volta a estrutura quase idêntica a das clássicas temporadas originai e fica claro: o fracasso do revival é porque a escrita é péssima, não entende a série original e tem raros momentos minimamente engraçados. É cringe que Arrested Development salvou as sitcoms e mostrou uma direção nova em 2003, mas agora é pior mesmo que as sitcoms que tentou tornar obsoletas em 2003.
Um desperdício dum elenco fantástico e um material fonte que foi uma das melhores séries talvez de sempre.
Battlestar Galactica (4ª Temporada)
4.4 51(Comentário para a série inteira, não a temporada final. Contando também os filmes, os websódios, a minisérie, tudo que engloba o universo BSG - aliás, quem for assistir, procure a ordem certa online!)
Dando um passo a frente após politizar "Star Trek: Deep Space Nine", Ron D Moore criou a, sem sombra de dúvidas, melhor space opera da televisão ao ser uma "série sci-fi para quem não gota de sci-fi" ou "o opera do space opera" como chamaram na época. Tirando aliens, encanto do sci-fi e qualquer tipo de otimismo, este reboot de uma esquecida série dos anos 70 é dark, extremamente político e filosófico, entupido de personagens inesquecíveis, divertido seja na ação ou no humor que existe em um universo pós-apocalíptico tão macabro - cada episódio começa com uma contagem de quantos seres humanos estão vivos.
Se você odeia ficção científica mas gosta de geopolítica, não há melhor série. BSG é completamente insano, em uma semana debatendo militarismo, a função do Estado e de líderes políticos, extremismo religioso, golpes de Estado e trans-humanismo, na outra levantando a possibilidade de anjos existirem ou fazendo um brainstorm sobre o início do universo, no início dos tempos. Plots como Pegasus, New Caprica (a mais radical mudança de tom já feita por uma série) e o motim de Gaeta são difíceis de assistir, tamanha opressão nossos personagens são colocados sob - mas ao analisar na distância das emoções, é possível entender todos os lados. Os militares tomando medidas drásticas em tempos tão extremos. Os Cylons, com suas lógicas filosóficas que derivam nada menos dos seus criadores humanos. E muito, muito mais.
O lugar de BSG não é apenas na televisão, mas no debate que vai desde conversas de bar até artigos acadêmicos. Essa série será debatida para sempre e eu só lamento que o nome super nerd, a baixa disponibilidade e a pre-indisposição de tantos com algo que passa no espaço não tenham levado para uma audiência tão grande.
The Shield - Acima da Lei (7ª temporada)
4.6 34(comentário para a série inteira, não apenas a temporada)
The Shield começa como uma série policial com plots da semana, com um policial corrupto claramente inspirado na então novidade do Tony Soprano. Lentamente o "Strike Team" se envolve em tanta merda, que a partir do meio de sua exibição, a série vira uma tragédia onde a cada semana parece que a vida de todo mundo está em jogo, algo tão difícil de acontecer na televisão que geralmente precisa dos protagonistas de volta na semana seguinte.
A série nunca é ruim, mas numa temporada ótima com Glenn Close começa a dar o passo a frente. Então há a 5ª temporada com Forest Whitaker, um ano inesquecível de televisão onde, como o personagem Lem, você quase vomita sangue de úlcera de tão nervoso que você fica com os plots bombásticos. É televisão revolucionária, e a sexta temporada prepara o terreno para uma 7ª tão destruidora quanto a 5ª, incluindo facilmente o final mais monstruosamente pesado da história da televisão.
Pessoas com razão creditam Sopranos pelo formato de tantas séries modernas, mas enquanto Sopranos ignorava longos arcos, focando numa narrativa lenta semanal, foi The Shield quem aumentou o pace, com cliffhangers destruídores e tensão demais semana por semana. Uma influência admitida por Breaking Bad, também vista pelo contemporâneo 24 Horas.
The Shield é "Golden Age of Television". É a série essencial de "policial corrupto" e uma das melhores e mais importantes de crime. Suas temporadas finais são inesquecíveis, seu ato final sendo um dos payoffs mais satisfatórios da TV
Justified (6ª Temporada)
4.4 44 Assista Agora(Comentário para a série toda, não apenas a 6ª temporada)
Justified é um western moderno que reproduz com a perfeição a escrita de Elmore Leonard, que participou como produtor no começo da série, antes de falecer. No primeiro de três livros nesse universo, "Pronto", Raylan nem é o personagem principal e o livro, apesar de satisfatório, nem consta entre os melhores do legendário escritor de crime. A série, no entanto, é espetacular - Timothy Olyphant, que vinha de outro revisionismo western em "Deadwood", nasceu para ser Raylan Givens, o único cowboy moderno comparável em charme e bad-assery a geração clássica dos filmes do Leone. Walton Goggins vem de uma grande atuação em "The Shield", para um personagem completamente diferente. A química entre os dois atores faz essa série junto com os escritores espetaculares que souberam criar plots que se encerravam semanalmente e arcos que terminavam por temporada, um tipo de estrutura altamente esquecido por dramas desse tipo na TV atual.
A primeira temporada é uma coletânea de standalones meio fraca, mas a segunda introduz um plot espetacular envolvendo uma atuação que levou o Emmy por conta de Margo Martindale; a 3ª tem outro excelente plot, mudando dessa vez para um vilão completametne psicopata de Neal McDonough; a 4ª tem um mistério típico de thrillers, a 5ª volta a vibe redneck com uma família violentíssima que vem da Florida para Kentucky, cenário tão inesquecível de Justified, para na temporada final tudo ser fechado de forma primorosa com um final inesquecível. Atores convidados que as vezes duram alguns segundos roubam a cena; vários deles vindo de Deadwood. Vilões roubam a cena, com Boyd Crowder no topo, embora assim como em todas as obras do Leonard, os vilões são gostáveis e tem linhas bad-ass o tempo todo. Personagens pequenos no inicio da série se tornam gigantes, com a Ava e o Wynn Duffy.
Justified foi uma das melhores séries da década que acabou de terminar. Junto com Breaking Bad, fechou um capítulo de uma espécie de gênero Neo-Western, mas o mérito aqui nem é ser uma boa série de cowboy, mas conseguir misturar diálogos poéticos, arcos elaborados e plots emocionais com uma série que é divertida, cheia de ação, engraçada e especialmente extremamente fácil de assistir o tempo todo.
Chernobyl
4.7 1,4K Assista AgoraOs episódios mostrando a catástrofe são muito bons, mas a série destrilha quando tenta analisar burocraticamente o que aconteceu e ao mesmo tempo ser um drama, com várias inconsistências a vista. O final chatíssimo parece o de Seinfeld ou o filme JFK.
Better Call Saul (5ª Temporada)
4.6 333 Assista Agora(5/6)
Better Call Saul havia perdido um pouco do rumo na 4ª temporada, graças a falta de saber o que fazer após o plot do Chuck e especialmente os produtores focados em El Camino, mas aqui eles retomam o foco e atingem o ápice, preparando o terreno para uma temporada final que promete. Repetir uma mentira mil vezes torna ela verdade, e sempre achei uma mentira que BCS não era melhor ou no mesmo nível de BB, mas pois bem, aqui virou e com Kim (Redenção dos roteiristas após a Skyler) e o vilão Lalo se destacando em um cast cheio de atores e personagens estelares. O episódio do deserto foi o melhor da série, e dele pra frente, a série conseguiu repetir o pace e a ação de Breaking Bad, mas com uma complexidade humana em 5 ou 6 personagens que na outra série reservada apenas para Walter. Esperar 1 ano vai ser difícil!
Arquivo X (11ª Temporada)
3.6 76 Assista Agora(11/11)
Melhor que os anos 7, 9 e 10 da série, o ano 11 ainda tem problemas de pace, direção, atmosfera e música que marcaram a 10ª. O visual é meio genérico, mas o que vale é a consistência bem mais elevada dessa vez com um conjunto de 10 contos arquivo x-lescos que satisfazem não com a nostalgia da 10ª, mas se relacionando a temas do mundo atual e algumas histórias aterrorizantes. Uma temporada plenamente satisfatória (o episódio do sushi, o do efeito mandela, o "This", são especiais), apenas o finale e a abertura sendo extremamente desapontantes, mas bem, há anos os episódios da mythology envolvendo os aliens eram o ponto fraco da série, os 8 standalones aqui, como quase sempre, tomam a frente para um ótimo último "hurrah" de uma das séries mais importantes da história.
Arquivo X (10ª Temporada)
3.8 195 Assista Agora(10/11)
Como foi bom matar a saudade de Arquivo X! Essa temporada ficou com um gostinho de quero mais. Eu amei um episódio (Were Monster), gostei de dois e outros três para mim tiveram seus momentos até. Só vê-los juntos de novo já foi um evento incrível; meu único problema é a falta de estilo na direção e música da série em relação aos anos 90, o pace parece terrível e isso pode ser consequência da morte de Kim Manners e os roteiristas assumindo a direção. De qualquer forma, foi um aquecimento bom para a 11ª, que seria ótima e enfim parecendo uma temporada de verdade.
Arquivo X (9ª Temporada)
3.9 78 Assista Agora(9/11)
Após revitalziar a série com o Doggett e um plot serializado cheio de propósito, o pior ano de Arquivo X não tem episódios tão ruins como Fight Club e Teso dos Bichos, mas parece que semana pós semana é chato e desinspirado. O abandono das estratégias que deram certo na 8ª temporada são imperdoáveis, com a série perdendo momentum e parecendo um mero procedural paranormal, estranhamente deslocado do tempo. Para fechar o desastre, Scully é relagada ao troope de "mãe frágil e inutil", a série não para de falar de Duchovny (colocando até dublê do Mulder para suprir sua ausência), sem dar o tempo que os bons novos personagens merecem na tela e ainda encerra o show com um finale decepcionante que bizarramente parece uma mistura do slide show do de Seinfeld com o espiritualismo bizarro do de Lost. O finale da 8ª temporada, com Mulder e Scully felizes com o bebê, seria o momento certo de parar.
Arquivo X (8ª Temporada)
4.0 62 Assista Agora(8/11)
Assim como a sexta temporada, ver a oitava na distância da raiva fanboy da saída de Duchovny que assolou a série em 2000/01 beneficia bastante dela. Há metáforas de renascer da cova desde a primeira temporada da série, com Mulder em especial voltando de mortes inexplicaveis mais de uma vez. É o que acontece com a narrativa da oitava temporada, que conta com Duchovny em um numero reduzido de episódios. Chris Carter genialmente montou uma estrutura bem serializada para a série (respondendo a Buffy e Sopranos, que roubavam a audiência do show a essa altura), introduziu um excelente personagem principal que forçou a Scully a ser o novo Mulder (grande atuação de Robert Patrick) voltou ao horror mais pesado de anos mais antigos (Roadrunners e Via Negativa estão entre os episódios mais perturbadores que a série fez) e conseguiu o quase impossível: encher a série de vida e estilo a essa altura do campeonato
Arquivo X (7ª Temporada)
4.2 49 Assista Agora(7/11)
Uma das piores, mais difíceis de assistir temporadas de Arquivo X, encontra a série em crise de identidade. Processando a Fox, Duchovny parecia não ter mais interesse em estar na série e atua mal. Os roteiristas, confusos com a mudança de tom que funcionou na 6º temporada, não fazem ideia se escrevem uma série de humor ou terror. Ainda há grandes episódios, como os que abrem e encerram o ano, a resolução do plot da Samantha e um ótimo MOTW chamado Hungry, mas tantos fillers batem na lona, com o pior de todos os episódios já produzidos na série: Fight Club. Isso é mais que ocasionalmente televisão ruim, mas há séries por aí que pelo sétimo ano estariam bem pior.
Arquivo X (6ª Temporada)
4.4 55 Assista Agora(6/11)
Uma série que renasce após se mudar para LA (exigência de Duchovny), quase largando o horror ao favorecer episódios que ou são conceituais demais ou parecem sitcoms, focando muito no relacionamento de Mulder e Scully, com tantos momentos construídos para agradar shippers, a sexta temporada foi inicialmente mal recebida pela mudança de tom, mas fica claro hoje, à distância das expectativas da época e sob o conforto do binge, que foi um dos anos mais criativos e experimentais da série (o que falar de Triangle?)... embora, após a mudança de tom, seria difícil voltar ao horror que marcou a série e já no ano seguinte, a série iria desmoronar.
Arquivo X (5ª Temporada)
4.4 61 Assista Agora(5/11)
Para muitos, a última temporada clássica de Arquivo X (a útlima da série em Vancouver, onde era tão atmosférica). Com Chris Carter envolvido na produção do filme e os fillers liberados para enrolar um pouco a história, escritores como Vince Gilligan (que faria Breaking bad) tomaram a frente para elaborar episódios mais excêntricos e experimentais. Autores William Gibson e Stephen King também contribuem, há um origin story do Lone Gunmen, há uma homenagem espetacular ao Frankenstein, em preto e branco e talvez o último episódio straight-forward de horror nas matas de Vancouver, o incrível "Detour". A quinta temporada, fora um péssimo final (quase ignorado no filme), é outro triunfo do melhor drama dos anos 90.
Arquivo X (4ª Temporada)
4.5 95 Assista Agora(4/11)
Minha temporada favorita de Arquivo X, foi ao ar quando a série enfim virou um fenômeno da cultura pop. O orçamento mais alto se alinhou a episódios mais complexos, tocando fortemente no existencialismo e em táticas pós-modernas de roteiro que se referenciam bastante. Alguns episódios são incrivelmente violentos e perturbadores, e assim como a 3ª, tem tantos clássicos espalhados que nem vale a pena mencionar por nome, se não eu escreveria uns 15 ou 16. Arquivo X ao seu melhor, até mesmo o corte de cabelo da Scully enfim é aquele corte.
Arquivo X (3ª Temporada)
4.4 119 Assista Agora(3/11)
O começo da ápice de Arquivo X, a 3ª temporada tem um episódio terrível chamado "Teso dos Bichos" e... praticamente só. Todo o resto dela, seja o espetacular three parter que abre, a apresentação do Black Oil, os monstros da semana ou os novos episódios humorosos. É a temporada de Arquivo X onde tudo está alinhado perfeitamente, seu ethos horror/sci-fi dos primeiros anos lado a lado com o pós-modernismo auto referencial que definiria a segunda metade da série.
Arquivo X (2ª Temporada)
4.5 131 Assista Agora(2/11)
Muito do grande salto de qualidade na 2ª temporada de Arquivo X foi forçado por motivos externos, com a gravidez de Gillian Anderson forçando um plot de abdução da Scully. Ou seja, a primeira metade da temporada é toda serializada, algo incomum para a televisão dos anos 90. Produz episódios fantásticos tanto da mitologia relacionado aos aliens ("Duane Barry" / Ascension é espetacular), quanto de monstros da semana tão ecléticos queridos como Blood, Our Town, Emasculata, Die Hanz e Irresistible. E o impressionante nem é ser tão bom já, mas que ficaria ainda melhor.
Arquivo X (1ª Temporada)
4.4 318 Assista Agora(1/11)
Se não tem tantos grandes episódios quanto temporadas seguintes, a primeira temporada dessa legendária série é divertida por moldar a estética e as funcionalidades que fariam dela um clássico nos próximos anos, deixando tudo em linha para já na próxima temporada escalar para um nível espetacular. Os episódios que guardo sao "Ice", "Eve", "Darkness Falls" e "Beyond the Sea", mas mesmo as falhas são charmosas e ver Duchovny e Anderson, ainda novinhos, começando a elaborar sua química, é especial.
The Leftovers (1ª Temporada)
4.2 602 Assista Agora(1/3)
Considerada a pior temporada da série, a ponto que uma mudança radical de tom foi realizada na segunda temporada, ainda acho esse um ano inicial bem bom para a série. Há alguns fillers, mas a premissa é original o suficiente, especialmente o destaque no culto maluco dos G.R. O final é excelente, como todos os season finales dessa série. Ocasionalmente "heavy handed", se levando a sério e com total ausência de humor, Leftovers pode ser difícil de assistir - ainda mais quando repete os mistérios de "Lost", mas sob uma ótica completamente diferente - mas inegavelmente tem muito a dizer.