Começo dizendo que a direção de arte em Nosferatu é impecável, com cenários opulentos e detalhes meticulosos que nos transporta para um mundo sombrio e fascinante. A fotografia realça toda a beleza decadente e atmosfera densa, aqui ela é tão dessaturada que chega a lembrar os tons monocromáticos do filme de 1922.
Para além de um elemento estético, a escolha cuidadosa das flores revela uma linguagem secreta, carregada de simbolismo e profundidade.
Bill Skarsgård entrega uma atuação visceral como Conde Orlok, capturando a essência da criatura morta-viva, enquanto Lily-Rose Depp dá vida a uma Ellen frágil, mas com força interior que a tornam um personagem memorável. A relação dos dois é tratada de forma complexa e ambígua.
Robert Eggers não se limita a recontar a história de Nosferatu, ele a reinterpreta e vai além do terror sobrenatural, mergulhando nas profundezas da psique humana. Nosferatu não é apenas um monstro, é também a materialização dos desejos mais obscuros de Ellen.
Tudo o que não pertence a cultura da "sociedade civilizada" é tido como estranho mas é justamente nos braços dessa comunidade com costumes "peculiares" que a Dani encontra empatia genuína e acolhimento.
Ambientação e estética interessantes. O filme é fraco, não chega a assustar e contém uns absurdos risíveis, diferente da proposta que tentaram vender antes do filme estrear.
Apesar do cômodo colorido em tom alegre, apesar da mobília e vestes coloridas, apesar das próprias brincadeiras e cantarolar dos números, Keiko é TÃO...
Devaneio fantasmagórico, atmosférica celebração do feminino. Cada cena parece fazer parte da pintura "Brujas yendo al Sabbath", de Luis Ricardo Falero. Ritualístico.
Passei o filme inteiro sendo cética e acreditando que tudo aquilo era fruto de alguma doença mental (hereditária) ou alguma histeria coletiva – até porque o sobrenatural tem sido abordado de maneira meio banalizada na maioria dos filmes recentes – para nos minutos finais vir à tona aquilo que já estava muito nítido em todo o longa. Uma surpresa muito agradável!
Inclusive, em determinado momento, a Joan fala para a Annie algo sobre a sessão espírita e sobre como as pessoas céticas ficaram surpresas/comovidas. Pois é.
O filme é um pouco lento mas cada cena da Área X é tão contemplativa e bela que terminei querendo ver mais. O trabalho de CGI é incrível e a trilha sonora complementa a obra. Uma ficção científica lisérgica com uma premissa diferente sobre
[...] So lovely was the loneliness Of a wild lake, with black rock bound, And the tall pines that towered around.
But when the Night had thrown her pall Upon that spot, as upon all, And the mystic wind went by Murmuring in melody- Then-ah then I would awake To the terror of the lone lake.
[...] Death was in that poisonous wave, And in its gulf a fitting grave. [...]
O que concluí da cena em que Marina está lutando para andar na ventania foi uma alusão à luta contra o preconceito diário sofrido pela mesma. Alguém tem uma opinião diferente?
Nosferatu
3.6 937 Assista AgoraComeço dizendo que a direção de arte em Nosferatu é impecável, com cenários opulentos e detalhes meticulosos que nos transporta para um mundo sombrio e fascinante. A fotografia realça toda a beleza decadente e atmosfera densa, aqui ela é tão dessaturada que chega a lembrar os tons monocromáticos do filme de 1922.
Para além de um elemento estético, a escolha cuidadosa das flores revela uma linguagem secreta, carregada de simbolismo e profundidade.
Bill Skarsgård entrega uma atuação visceral como Conde Orlok, capturando a essência da criatura morta-viva, enquanto Lily-Rose Depp dá vida a uma Ellen frágil, mas com força interior que a tornam um personagem memorável. A relação dos dois é tratada de forma complexa e ambígua.
Robert Eggers não se limita a recontar a história de Nosferatu, ele a reinterpreta e vai além do terror sobrenatural, mergulhando nas profundezas da psique humana. Nosferatu não é apenas um monstro, é também a materialização dos desejos mais obscuros de Ellen.
Um genuíno horror gótico!
Um Fascinante Novo Mundo
3.5 127 Assista AgoraPoético. Fotografia belíssima (e quase onírica) e trilha sonora esplendorosa.
Santa Maud
3.5 356 Assista AgoraE aí, quando sai?.... Desde abril na espera.
Kairo
3.4 192Subestimado.
Possessor
3.4 329 Assista AgoraTechno-possession. Body horror de qualidade.
O Chalé
3.3 731 Assista AgoraTerror atmosférico de qualidade com muitas cenas arrepiantes e claustrofóbicas. A Riley Keough tá maravilhosaaaaa!
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraTudo o que não pertence a cultura da "sociedade civilizada" é tido como estranho mas é justamente nos braços dessa comunidade com costumes "peculiares" que a Dani encontra empatia genuína e acolhimento.
Um Romance nas Entrelinhas
3.4 57 Assista AgoraAi, que trilha sonora péssima!
Vestido Maldito
2.6 214 Assista AgoraExperiência audiovisual absurda.
Sleep Has Her House
3.6 13Caos e melancolia reinam aqui.
Obsessão
2.9 487 Assista AgoraIsabelle Huppert em mais um papel de desequilibrada. ♥
Suspíria: A Dança do Medo
3.7 1,2K Assista AgoraSensual.
A Freira
2.5 1,5K Assista AgoraAmbientação e estética interessantes.
O filme é fraco, não chega a assustar e contém uns absurdos risíveis, diferente da proposta que tentaram vender antes do filme estrear.
Eu Sou Keiko
3.7 7Apesar do cômodo colorido em tom alegre, apesar da mobília e vestes coloridas, apesar das próprias brincadeiras e cantarolar dos números, Keiko é TÃO...
Melancólica.
Liberdade
4.0 7Um tanto irônico nadar em um vasto, vazio e silencioso mar de areia e... Morrer na praia. "Liberdade".
Meurtrière
4.3 1Devaneio fantasmagórico, atmosférica celebração do feminino. Cada cena parece fazer parte da pintura "Brujas yendo al Sabbath", de Luis Ricardo Falero. Ritualístico.
White Epilepsy
2.8 1Primitivo como Adão e Eva. Animalesco. Vampiresco.
Hereditário
3.8 3,1K Assista AgoraPassei o filme inteiro sendo cética e acreditando que tudo aquilo era fruto de alguma doença mental (hereditária) ou alguma histeria coletiva – até porque o sobrenatural tem sido abordado de maneira meio banalizada na maioria dos filmes recentes – para nos minutos finais vir à tona aquilo que já estava muito nítido em todo o longa. Uma surpresa muito agradável!
Inclusive, em determinado momento, a Joan fala para a Annie algo sobre a sessão espírita e sobre como as pessoas céticas ficaram surpresas/comovidas. Pois é.
Malombra
2.6 2Cada cena em que a Lyda aparece lembra uma pintura Pré-Rafaelita.
O Bar
3.2 569Agora, sempre que eu souber de algum incêndio, verei como tentativa de conter alguma epidemia. Obrigada, Álex de la Iglesia!
Aniquilação
3.4 1,6K Assista AgoraO filme é um pouco lento mas cada cena da Área X é tão contemplativa e bela que terminei querendo ver mais.
O trabalho de CGI é incrível e a trilha sonora complementa a obra.
Uma ficção científica lisérgica com uma premissa diferente sobre
invasão alienígena.
The Lodgers
2.7 37Horror gótico atmosférico e melancólico. O roteiro é um pouco fraco
e alguns personagens (os da vila, por exemplo) não serviram pra agregar em nada na história.
A fotografia e a ambientação são belíssimas e cada cena é repleta de simbolismo,
aqui a água tem significados múltiplos, como morte, purificação e renascimento.
[...]
So lovely was the loneliness
Of a wild lake, with black rock bound,
And the tall pines that towered around.
But when the Night had thrown her pall
Upon that spot, as upon all,
And the mystic wind went by
Murmuring in melody-
Then-ah then I would awake
To the terror of the lone lake.
[...]
Death was in that poisonous wave,
And in its gulf a fitting grave.
[...]
Uma Mulher Fantástica
4.1 429 Assista AgoraUm filme sensível, melancólico e poético.
O que concluí da cena em que Marina está lutando para andar na ventania foi uma alusão à luta contra o preconceito diário sofrido pela mesma. Alguém tem uma opinião diferente?
Me doeu cada vez que Marina sofreu transfobia.
A Casa do Medo: Incidente em Ghostland
3.5 783Meu respeito pelo Laugier deixou de existir a partir do momento que ele pôs a vida e até a carreira profissional da atriz Hickson em risco.