Um bom thriller. Nada muito inovador. Na verdade é uma grande colcha de retalhos de diversas obras e plots mas que nesse amarração parecem homenagear e em alguns casos melhorar a referencia:
Toda a mitologia de H.P Lovecraft e seus "monstros" que são tão aterrorizantes que só o contato com eles fazem as pessoas enlouquecerem; - O filme ruim do M. Night Shyamalan, Fim dos Tempos; - Esquema de sobrevivência e conexões pessoais alá The Walking Dead;
A história é boa. A temática é excelente e pertinente para o momento. Mas a realização é simplória e em vários momentos cafona. É um panfleto com boa mensagem mas com um design gráfico bem ruim.
Como um mágico que nos distrai com uma mão para com a outra fazer o truque, a galera da produção enche de cenas de ação legais ligadas por pouco ou quase nenhum roteiro para não percebermos a transformação da franquia Jurassic Park em um arremedo do do conceito de Planeta dos Macacos. Quando terminou eu me vi ali: o troque estava feito, fiquei entretido enquanto acontecia, mas no final o que ficou de mais forte é a sensação de ter sido feito de bobo.
cada cena desse filme é um tapa na cara dos idealistas como eu. Parei o filme para chorar o anúncio dá morte dá mãe. Por mais correto que me pareceu, a dor dá crueza me cortou. O argumento do filme parte do exagero para provar seu ponto. Mesmo aquele pai que ao se distanciar dá civilização e seus problemas e obteve êxito máximo (exagerado até) acaba por descobrir que viver em sociedade e fazer escolhas fazem parte da vida, e que não é possível criar os filhos longe dá sociedade sem lhes roubar algo. lindo exercício de argumento. tenho filhos e não consigo parar de pensar nesse filme desde que o vi.
Subamos apenas alguns degraus, ignorando a prepotência que isso significa, e troquemos as perspectivas: Atribua aos "humanos" a alcunha de "criadores" e aos anfitriões a alcunha de "criaturas". Pronto, é o que basta. Essa pequena abstração é suficiente para colocarmos no no centro do foco a profundidade do que está proposto no Plot central de Westworld: O que acontece quando as criaturas percebem o grau de ilusão necessário para que acreditem em seu livre arbítrio? Quão feliz é possivel que a criatura fique quando se apercebe de que não passa de marionetes nas mãos de um titeriteiro vaidoso? "Nascidos, choramos por nos vermos neste imenso palco de tolos.” - William Shakespeare.
Linguagem, o mais interessante nos filmes do Wes é a linguagem.
Aparentemente ele assimilou a linguagem típica dos anos 2000, caracterizada pela quebra constante das expectativas cognitivas criadas pela indústria e suas fórmulas através das décadas. E é isso que mais me marca em seus filmes: quando determinada fala, arco, arquétipo de personagem não faz aquilo que as formulas nos fizeram esperar inconscientemente, mas algo totalmente "novo". Isso dá ao mesmo tempo um ar de "realismo", pois a vida não segue as formulas do cinema, tanto quanto passa uma fantasia intrínseca da vida, já que uma vez que ela não segue as formulas, ela é totalmente imprevisível e fantasiosa (realismo mágico latino americano? - não sei).
Essa linguagem, aliada ao excepcional talento dele para composição da fotografia: enquadramento, paleta de cores e tudo mais, faz com que os seus filmes sejam ímpares e retratem muito bem o que eu considero ser a linguagem áudio visual da década atual.
Um remake que talvez não deveria ter sido feito. Parece que o filme tem dois finais, onde o verdadeiro desfecho fica parecendo um apêndice desnecessário, que não se comunica com a geração atual. Se o filme tivesse terminado após a corrida, seria outra a minha nota. A cinematografia é razoável, a atuação dos atores é razoável. Mas o final, parecendo ultimo capitulo de novela do Manoel Carlos, faz tudo cair por agua abaixo.
Adorei o mote central da história: mostrar como o conhecimento e a cooperação são as mais poderosas ferramentas de sobrevivência que existem. O filme para mim foi uma ótima experiência. Ao contrário da minha expectativa inicial o filme não se focou exclusivamente na experiência de sobrevivência do protagonista, ao contrário, desenvolveu os demais núcleos permitindo ao expectador perceber complexidade de um projeto espacial e de uma operação que tem que lidar com milhares de variáveis e um sem fim de decisões difíceis . A capacidade de sobrevivência dele não seria nada sem as equipes, e as equipes não teriam o que fazer se ele não tivesse desempenhado seu papel de sobrevivente. E entre um e os outros o espaço e o acaso fazendo o que fazem de melhor. Menção honrosa ao respeito as pautas de discussão de gêneros e seus papeis, ao desenvolver o personagem de uma capitã e uma líder técnica que são as verdadeiras decisoras, e isso não sou de qualquer forma forçado. Elas são foda, elas são mulheres, e melhor, não são mulheres que "parecem pensar como homens".
Sou da geração que pirou com Matrix e Clube da Luta. Então me agradou muito ver a junção das premissas mais interessantes de cada um numa obra mais densa e que pode ser melhor desenvolvida justamente por se tratar de uma série. O Elliot foi o Neo que o Keanu Reaves, com sua cara de cachorro pidao, deveria ter sido e não foi. Sombrio, raivoso, problemático. Ninguém se arrisca a uma revolução com a paz budista que o Reaves exala. Construção da narrativa excelente, trabalho técnico rico. Assim como em 1999, com Matrix, o Mr Robot me pegou de surpresa. E que grata surpresa foi.
O filme apresenta discussões sociais interessantes. E só. Mas a impossibilidade da conclusão me deixou deveras contrariado. Para um filme de suspense "ficar" é preciso que ele seja possível. Nada do que vi neste filme é realmente possível. Então o suspense se perdeu. Não me sentei para assistir uma discussão sobre a superficialidade dos rótulos, e o impacto que isso tem em como vemos as pessoas e o que elas são capazes de fazer. Sentei-me para assistir a um filme de suspense, e não me surpreendi com nada.
Uma grande mosaico de mil coisas que já vi: - Lembrei-me do O Naufrago, mas sem me envolver da mesma forma com o personagem; - Lembrei-me do Gravidade; mas sem me envolver da mesma forma com o ambiente; - Lembrei-me de todos os filmes de sobrevivência que assisti, mas sem me envolver com a situação; Acho que não vou lembrar desse filme quando assistir a mais um parecido. E tenho plena certeza de que ele logo virá.
Sinceramente, não consigo escrever nada depois de ler: "Uma coisa é uma coisa, não o que dizem sobre essa coisa", seguido de tudo que vi. Simplesmente não consigo criticar, sem lembrar de que o uso de qualquer adjetivo é um engano, por via de regra.
"Superior é aquele que se supera.". No processo que leva ao aprendizado disto é preciso ser lembrado constantemente de que ainda não alcançou seu melhor, e de que não o alcançará até que seja forçado a ir além de onde começa a doer. Nisso os fisiculturistas acertam, mesmo sem querer: Sem dor, sem ganho. O filme foi incisivo em sua mensagens, ou seja, nos lembrar dessa tão amarga constatação. E a cada dia ela se torna mais amarga, conforme avançamos na construção de uma cultura que tentar vilanizar o papel da pressão em nosso desenvolvimento. Milles Teller foi muito feliz em nos apresentar alguém completamente envolvido neste aprendizado.
Tinha tudo para ser ótimo: uma historia à margem da segunda grande guerra; um elenco notável, e dinheiro disponível para sua realização. Mas o loop infinito de clichês de blockbusters transformaram as premissas notoriamente promissoras numa realização medíocre. Isso faz o filme ser pior do que ele realmente é, uma vez que tinha tudo para ser bom, e não foi.
Na tentativa de tratar duas faces de uma mesma história, ou seja, a historia macro da invasão do complexo do Alemão pela polícia, e micro historia dos policiais infiltrados x os traficantes do morro, não explorou nenhuma direito, a ponto de eu não me importar com nenhum personagens, não me emocionar com o desenrolar dos fatos, e não no final não entender o que realmente o filme queria passar.
Roteiro muito bem elaborado, não só para contar a historia central do filme, mas também para deixar tudo muito amaradinho para a continuação da série. O Andy Serkis deu o show que lhe é de praxe. O cara é gênio em dar a vida que a tecnologia ainda não consegue dar à personagens 100% digitais, e talvez nem consiga nunca. No geral foi uma ótima transição da ideia original do Planeta dos Macacos para nosso tempo.
Muitas falhas no roteiro, o mal aproveitamento dos personagens tiraram todo o brilho de ver o monstrengo de volta na sua forma (explicitamente) mais legal entre todas. Gostei do Godzilla, e só.
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Bird Box
3.4 2,3K Assista AgoraUm bom thriller. Nada muito inovador. Na verdade é uma grande colcha de retalhos de diversas obras e plots mas que nesse amarração parecem homenagear e em alguns casos melhorar a referencia:
Toda a mitologia de H.P Lovecraft e seus "monstros" que são tão aterrorizantes que só o contato com eles fazem as pessoas enlouquecerem;
- O filme ruim do M. Night Shyamalan, Fim dos Tempos;
- Esquema de sobrevivência e conexões pessoais alá The Walking Dead;
Felicidade Por Um Fio
3.8 465 Assista AgoraA história é boa.
A temática é excelente e pertinente para o momento.
Mas a realização é simplória e em vários momentos cafona.
É um panfleto com boa mensagem mas com um design gráfico bem ruim.
Jurassic World: Reino Ameaçado
3.3 1,1K Assista AgoraComo um mágico que nos distrai com uma mão para com a outra fazer o truque, a galera da produção enche de cenas de ação legais ligadas por pouco ou quase nenhum roteiro para não percebermos a transformação da franquia Jurassic Park em um arremedo do do conceito de Planeta dos Macacos.
Quando terminou eu me vi ali: o troque estava feito, fiquei entretido enquanto acontecia, mas no final o que ficou de mais forte é a sensação de ter sido feito de bobo.
Capitão Fantástico
4.4 2,7K Assista Agoracada cena desse filme é um tapa na cara dos idealistas como eu. Parei o filme para chorar o anúncio dá morte dá mãe. Por mais correto que me pareceu, a dor dá crueza me cortou.
O argumento do filme parte do exagero para provar seu ponto. Mesmo aquele pai que ao se distanciar dá civilização e seus problemas e obteve êxito máximo (exagerado até) acaba por descobrir que viver em sociedade e fazer escolhas fazem parte da vida, e que não é possível criar os filhos longe dá sociedade sem lhes roubar algo. lindo exercício de argumento. tenho filhos e não consigo parar de pensar nesse filme desde que o vi.
Sabotage: O Maestro do Canão
4.3 40Sabotagem, o Cartola de nossa época.
Westworld (1ª Temporada)
4.5 1,3KSubamos apenas alguns degraus, ignorando a prepotência que isso significa, e troquemos as perspectivas: Atribua aos "humanos" a alcunha de "criadores" e aos anfitriões a alcunha de "criaturas".
Pronto, é o que basta. Essa pequena abstração é suficiente para colocarmos no no centro do foco a profundidade do que está proposto no Plot central de Westworld: O que acontece quando as criaturas percebem o grau de ilusão necessário para que acreditem em seu livre arbítrio? Quão feliz é possivel que a criatura fique quando se apercebe de que não passa de marionetes nas mãos de um titeriteiro vaidoso?
"Nascidos, choramos por nos vermos neste imenso palco de tolos.” - William Shakespeare.
O Fantástico Sr. Raposo
4.2 963 Assista AgoraLinguagem, o mais interessante nos filmes do Wes é a linguagem.
Aparentemente ele assimilou a linguagem típica dos anos 2000, caracterizada pela quebra constante das expectativas cognitivas criadas pela indústria e suas fórmulas através das décadas.
E é isso que mais me marca em seus filmes: quando determinada fala, arco, arquétipo de personagem não faz aquilo que as formulas nos fizeram esperar inconscientemente, mas algo totalmente "novo". Isso dá ao mesmo tempo um ar de "realismo", pois a vida não segue as formulas do cinema, tanto quanto passa uma fantasia intrínseca da vida, já que uma vez que ela não segue as formulas, ela é totalmente imprevisível e fantasiosa (realismo mágico latino americano? - não sei).
Essa linguagem, aliada ao excepcional talento dele para composição da fotografia: enquadramento, paleta de cores e tudo mais, faz com que os seus filmes sejam ímpares e retratem muito bem o que eu considero ser a linguagem áudio visual da década atual.
Ben-Hur
3.2 451 Assista AgoraUm remake que talvez não deveria ter sido feito.
Parece que o filme tem dois finais, onde o verdadeiro desfecho fica parecendo um apêndice desnecessário, que não se comunica com a geração atual.
Se o filme tivesse terminado após a corrida, seria outra a minha nota.
A cinematografia é razoável, a atuação dos atores é razoável.
Mas o final, parecendo ultimo capitulo de novela do Manoel Carlos, faz tudo cair por agua abaixo.
Perdido em Marte
4.0 2,4K Assista AgoraAdorei o mote central da história: mostrar como o conhecimento e a cooperação são as mais poderosas ferramentas de sobrevivência que existem.
O filme para mim foi uma ótima experiência. Ao contrário da minha expectativa inicial o filme não se focou exclusivamente na experiência de sobrevivência do protagonista, ao contrário, desenvolveu os demais núcleos permitindo ao expectador perceber complexidade de um projeto espacial e de uma operação que tem que lidar com milhares de variáveis e um sem fim de decisões difíceis . A capacidade de sobrevivência dele não seria nada sem as equipes, e as equipes não teriam o que fazer se ele não tivesse desempenhado seu papel de sobrevivente. E entre um e os outros o espaço e o acaso fazendo o que fazem de melhor.
Menção honrosa ao respeito as pautas de discussão de gêneros e seus papeis, ao desenvolver o personagem de uma capitã e uma líder técnica que são as verdadeiras decisoras, e isso não sou de qualquer forma forçado. Elas são foda, elas são mulheres, e melhor, não são mulheres que "parecem pensar como homens".
Mr. Robot (1ª Temporada)
4.5 1,0KSou da geração que pirou com Matrix e Clube da Luta.
Então me agradou muito ver a junção das premissas mais interessantes de cada um numa obra mais densa e que pode ser melhor desenvolvida justamente por se tratar de uma série.
O Elliot foi o Neo que o Keanu Reaves, com sua cara de cachorro pidao, deveria ter sido e não foi. Sombrio, raivoso, problemático. Ninguém se arrisca a uma revolução com a paz budista que o Reaves exala.
Construção da narrativa excelente, trabalho técnico rico.
Assim como em 1999, com Matrix, o Mr Robot me pegou de surpresa. E que grata surpresa foi.
Narcos (1ª Temporada)
4.4 900 Assista AgoraToca recomendar a su papa, su mama, sus filitos!
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraO filme apresenta discussões sociais interessantes. E só.
Mas a impossibilidade da conclusão me deixou deveras contrariado.
Para um filme de suspense "ficar" é preciso que ele seja possível. Nada do que vi neste filme é realmente possível. Então o suspense se perdeu.
Não me sentei para assistir uma discussão sobre a superficialidade dos rótulos, e o impacto que isso tem em como vemos as pessoas e o que elas são capazes de fazer. Sentei-me para assistir a um filme de suspense, e não me surpreendi com nada.
Até o Fim
3.4 422Uma grande mosaico de mil coisas que já vi:
- Lembrei-me do O Naufrago, mas sem me envolver da mesma forma com o personagem;
- Lembrei-me do Gravidade; mas sem me envolver da mesma forma com o ambiente;
- Lembrei-me de todos os filmes de sobrevivência que assisti, mas sem me envolver com a situação;
Acho que não vou lembrar desse filme quando assistir a mais um parecido. E tenho plena certeza de que ele logo virá.
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista AgoraSinceramente, não consigo escrever nada depois de ler: "Uma coisa é uma coisa, não o que dizem sobre essa coisa", seguido de tudo que vi.
Simplesmente não consigo criticar, sem lembrar de que o uso de qualquer adjetivo é um engano, por via de regra.
Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista Agora"Superior é aquele que se supera.". No processo que leva ao aprendizado disto é preciso ser lembrado constantemente de que ainda não alcançou seu melhor, e de que não o alcançará até que seja forçado a ir além de onde começa a doer. Nisso os fisiculturistas acertam, mesmo sem querer: Sem dor, sem ganho.
O filme foi incisivo em sua mensagens, ou seja, nos lembrar dessa tão amarga constatação. E a cada dia ela se torna mais amarga, conforme avançamos na construção de uma cultura que tentar vilanizar o papel da pressão em nosso desenvolvimento. Milles Teller foi muito feliz em nos apresentar alguém completamente envolvido neste aprendizado.
Caçadores de Obras-Primas
3.1 483 Assista AgoraTinha tudo para ser ótimo: uma historia à margem da segunda grande guerra; um elenco notável, e dinheiro disponível para sua realização. Mas o loop infinito de clichês de blockbusters transformaram as premissas notoriamente promissoras numa realização medíocre. Isso faz o filme ser pior do que ele realmente é, uma vez que tinha tudo para ser bom, e não foi.
Alemão
2.8 379Na tentativa de tratar duas faces de uma mesma história, ou seja, a historia macro da invasão do complexo do Alemão pela polícia, e micro historia dos policiais infiltrados x os traficantes do morro, não explorou nenhuma direito, a ponto de eu não me importar com nenhum personagens, não me emocionar com o desenrolar dos fatos, e não no final não entender o que realmente o filme queria passar.
No Limite do Amanhã
3.8 1,6K Assista AgoraO melhor filme baseado em um jogo que nunca existiu.
Planeta dos Macacos: A Origem
3.8 3,2K Assista AgoraRoteiro muito bem elaborado, não só para contar a historia central do filme, mas também para deixar tudo muito amaradinho para a continuação da série.
O Andy Serkis deu o show que lhe é de praxe. O cara é gênio em dar a vida que a tecnologia ainda não consegue dar à personagens 100% digitais, e talvez nem consiga nunca.
No geral foi uma ótima transição da ideia original do Planeta dos Macacos para nosso tempo.
Godzilla
3.1 2,1K Assista AgoraMuitas falhas no roteiro, o mal aproveitamento dos personagens tiraram todo o brilho de ver o monstrengo de volta na sua forma (explicitamente) mais legal entre todas.
Gostei do Godzilla, e só.