Muito bom como o filme mostra ele confuso, e como as pessoas dão tempo para ele pensar, tentar se explicar, como muitas são gentis com ele e como ele escuta com generosidade o amigo. Deve ser uma situação muito ruim, desorientante, como mostra o filme. Muito bonito como aos poucos ele vai se dando conta, se animando a falar da situação, querendo ter vínculos (trabalho, amigos) e por fim a filha... E a trilha sonora (quando toca o Nick Cave!) maravilhosa, discreta. Os enquadramentos entre vidros e reflexos... Poxa, quanta coisa boa nesse filme! Foi realmente um choque entrar aqui e ver tanto comentário negativo.
"Serão discutidos problemas insolúveis que os levarão sempre a outros problemas igualmente insolúveis. As pessoas ao seu redor repetirão que o seu esforço é inútil. Você não tem argumento algum para se defender, porque serão de uma complexidade desgastante. Bem-vindos à matemática pura, à terra da solidão."
Que bonito a relação que o filme estabelece entre a lógica, a matemática e a vida, com os problemas familiares, religiosos, a guerra...
Assisti esse filme aos 20 e poucos e não fez sentido nenhum, nem terminei. Assisti outra vez dez anos depois e NOSSA, que-filme-bom. Realmente falar de memória é falar de um ausente, um ausente irrecuperável.
Acho que pode ser um exagero ficar interpretando, mas tem alguma coisa muito poderosa no fato de que é a memória faz o movimento começar... Depois ele vive uma coisa muito frágil e descontínua com essa memória e perde ela outra vez. Tipo uma impossibilidade de viver no presente e uma impossibilidade de viver na memória.
Poxa, esse filme é tão despretensioso e trata de um tema tão delicado! Bom, tô colocando essa hipótese de que talvez ele trate de quem são e como vivem essas pessoas que moram fora da cidade, nesses lugares ermos (ligados à produção agrícola) onde ele passa rápido de trem... Muito bonito como ele inventou esse dispositivo da fotografia no ano passado para iniciar o assunto!
Realmente nos tempos que estamos vivendo aqui no Brasil vale a pena ver esse filme com cenas de outro planeta. Talvez eu esteja idealizando, mas parece um planeta onde as pessoas olham para as outras e veem outras pessoas. Pra isso parece que a gente precisa de ter muita auto consciência das próprias falhas e fragilidades. Que filme bom!
A cena das assistentes de redução de danos é muito bonita, porque elas estão olhando para aquele cara e não estão vendo um caso perdido ou um problema pra resolver, tão realmente vendo uma pessoa. São pessoas se relacionando com pessoas na cena da piscina, na cena do atendimento de emergência... nossa, várias.
Fique pensando em como esse filme deixa a gente muito angustiado pensando nas motivações das personagens. Achei muito delicado com as personagens, dá pra ver o medo e o desespero da situação apesar do silêncio e do cotidiano de trabalho "normal".
O final dele só dá uma palha do que está "por trás" da ações delas, do que elas podem ter vivido no período de guerra e que leva elas a agir de um modo aparentemente incompreensível.
Acho muito bom como a gente vai se acostumando com a iluminação, entrando nesse mundo que o secretário de obras tem um mobili em cima da mesa de trabalho.
Gostei muito de ver como retrataram a escritora trabalhando. Como ela é metódica e os detalhes do trabalho: ligando a extensão quando chega, levando uma mini impressora, relendo o trabalho do dia anterior... O medo dela de perder a atenção, a relutância em mudar de tema...
Gostei bastante porque a gente pode acompanhar a personagem desenvolvendo um trabalho muito dedicado e atento, ela fica dando volta no tema do equilíbrio e desenvolvendo sua dança. Muito disciplinada, bonito de ver.
Um filme com cenas de outro mundo pra quem vê hoje as crianças o tempo todo cercadas, "protegidas" pelos pais de todo o mal.
Os adultos, os pais e professores, deixam as crianças em paz muito muito tempo, e as crianças vão se ajudando/atrapalhando. Bonito demais porque o filme mostra como elas são capazes de ir desenvolvendo (não sem dor, briga, mentira, ajuda, afeto, carinho) suas próprias forças.
Eu achava estranho misturar luzes com temperaturas de cor diferentes. Depois desse filme mudei totalmente de ideia, as luzes e a história são muito complementares. Lindo demais!
A gente fica mais velho e pensa: poxa porque fiz tanta burrada quando era mais novo? Não falava as coisas direito, não sabia dizer o que queria... É bom ver Evangelion porque a gente lembra como é ter 14 anos pra se perdoar um bocado. Mas é verdade os adultos na série também parecem bem confusos... Com a morte, ih...
Fiquei um pouco chocado pela delicadeza e atenção estética do filme (inclusive com o áudio)... em contraste com a brutalidade das histórias da colonização e o valor zero da vida.
O Encontro
2.6 45 Assista AgoraMuito bom como o filme mostra ele confuso, e como as pessoas dão tempo para ele pensar, tentar se explicar, como muitas são gentis com ele e como ele escuta com generosidade o amigo. Deve ser uma situação muito ruim, desorientante, como mostra o filme. Muito bonito como aos poucos ele vai se dando conta, se animando a falar da situação, querendo ter vínculos (trabalho, amigos) e por fim a filha... E a trilha sonora (quando toca o Nick Cave!) maravilhosa, discreta. Os enquadramentos entre vidros e reflexos... Poxa, quanta coisa boa nesse filme! Foi realmente um choque entrar aqui e ver tanto comentário negativo.
Incêndios
4.5 2,0K Assista Agora"Serão discutidos problemas insolúveis que os levarão sempre a outros problemas igualmente insolúveis. As pessoas ao seu redor repetirão que o seu esforço é inútil. Você não tem argumento algum para se defender, porque serão de uma complexidade desgastante. Bem-vindos à matemática pura, à terra da solidão."
Que bonito a relação que o filme estabelece entre a lógica, a matemática e a vida, com os problemas familiares, religiosos, a guerra...
Villa Empain
3.3 1"Impossível morar em uma obra de arte"
A Pista
4.4 194 Assista AgoraAssisti esse filme aos 20 e poucos e não fez sentido nenhum, nem terminei. Assisti outra vez dez anos depois e NOSSA, que-filme-bom. Realmente falar de memória é falar de um ausente, um ausente irrecuperável.
Acho que pode ser um exagero ficar interpretando, mas tem alguma coisa muito poderosa no fato de que é a memória faz o movimento começar... Depois ele vive uma coisa muito frágil e descontínua com essa memória e perde ela outra vez. Tipo uma impossibilidade de viver no presente e uma impossibilidade de viver na memória.
Ano Passado, Quando o Trem Passou
3.8 3Poxa, esse filme é tão despretensioso e trata de um tema tão delicado! Bom, tô colocando essa hipótese de que talvez ele trate de quem são e como vivem essas pessoas que moram fora da cidade, nesses lugares ermos (ligados à produção agrícola) onde ele passa rápido de trem... Muito bonito como ele inventou esse dispositivo da fotografia no ano passado para iniciar o assunto!
Ecos
3.5 11Realmente nos tempos que estamos vivendo aqui no Brasil vale a pena ver esse filme com cenas de outro planeta. Talvez eu esteja idealizando, mas parece um planeta onde as pessoas olham para as outras e veem outras pessoas. Pra isso parece que a gente precisa de ter muita auto consciência das próprias falhas e fragilidades. Que filme bom!
A cena das assistentes de redução de danos é muito bonita, porque elas estão olhando para aquele cara e não estão vendo um caso perdido ou um problema pra resolver, tão realmente vendo uma pessoa. São pessoas se relacionando com pessoas na cena da piscina, na cena do atendimento de emergência... nossa, várias.
Uma Mulher Alta
3.8 113 Assista AgoraFique pensando em como esse filme deixa a gente muito angustiado pensando nas motivações das personagens. Achei muito delicado com as personagens, dá pra ver o medo e o desespero da situação apesar do silêncio e do cotidiano de trabalho "normal".
O final dele só dá uma palha do que está "por trás" da ações delas, do que elas podem ter vivido no período de guerra e que leva elas a agir de um modo aparentemente incompreensível.
Lola
3.9 34Acho muito bom como a gente vai se acostumando com a iluminação, entrando nesse mundo que o secretário de obras tem um mobili em cima da mesa de trabalho.
Muito estranho o final, saber que no meio daquilo tudo ele está feliz, nossa até dói o peito de trágico que é :\
Swimming Pool - À Beira da Piscina
3.6 95Gostei muito de ver como retrataram a escritora trabalhando. Como ela é metódica e os detalhes do trabalho: ligando a extensão quando chega, levando uma mini impressora, relendo o trabalho do dia anterior... O medo dela de perder a atenção, a relutância em mudar de tema...
Pendular
3.6 55Gostei bastante porque a gente pode acompanhar a personagem desenvolvendo um trabalho muito dedicado e atento, ela fica dando volta no tema do equilíbrio e desenvolvendo sua dança. Muito disciplinada, bonito de ver.
Ponette - A Espera de um Anjo
4.1 56Um filme com cenas de outro mundo pra quem vê hoje as crianças o tempo todo cercadas, "protegidas" pelos pais de todo o mal.
Os adultos, os pais e professores, deixam as crianças em paz muito muito tempo, e as crianças vão se ajudando/atrapalhando. Bonito demais porque o filme mostra como elas são capazes de ir desenvolvendo (não sem dor, briga, mentira, ajuda, afeto, carinho) suas próprias forças.
A Cidade Onde Envelheço
3.6 129 Assista AgoraEu achava estranho misturar luzes com temperaturas de cor diferentes. Depois desse filme mudei totalmente de ideia, as luzes e a história são muito complementares. Lindo demais!
Caminhos Perigosos
3.6 267 Assista Agora"Você tem que se cuidar, não faça besteira. Homens respeitáveis andam com homens respeitáveis. Semelhante atrai semelhante. Não se esqueça disso."
Neon Genesis Evangelion
4.5 344 Assista AgoraA gente fica mais velho e pensa: poxa porque fiz tanta burrada quando era mais novo? Não falava as coisas direito, não sabia dizer o que queria... É bom ver Evangelion porque a gente lembra como é ter 14 anos pra se perdoar um bocado.
Mas é verdade os adultos na série também parecem bem confusos... Com a morte, ih...
Este Magnífico Bolo!
3.9 5Fiquei um pouco chocado pela delicadeza e atenção estética do filme (inclusive com o áudio)... em contraste com a brutalidade das histórias da colonização e o valor zero da vida.