Problemas de garoto branco rico. Você não precisa ir além disso para entender esse filme, mas se quiser, vamos continuar: um cara ingênuo (para ser gentil no adjetivo), arrogante e perigosamente despreparado. Na maior parte do tempo, não passou de uma pessoa com algum tipo de visão hippie da coisa. Até aí tudo bem. Porém, na reta final ele entrou na "natureza selvagem" com provisões mínimas, equipamentos inadequados e sem um mapa confiável, apesar dos alertas de como isso seria uma péssima ideia, unicamente porque a sociedade estava corrompida e não poderia oferecer a verdade que o ajudaria, a única verdade estava lá fora. Aparentemente essa verdade corrompida teria fornecido conhecimentos básicos sobre o território -
fator decisivo quando não conseguiu atravessar o rio Teklanika na volta e ficou "preso", mesmo estando a apenas 30km de uma cidade, bem como teria evitado sua morte por inanição NO VERÃO do Alaska
. A postura do Alex revela um desprezo pela experiência alheia em favor de uma visão individualista, o que em outras partes do país fez dele só um andarilho esfarrapado, mas no Ártico é praticamente um suicídio. Bem, o choque entre idealismo romântico e a realidade concreta costuma dar maus resultados.
Esse filme confirma a ascensão do Terror Social / Black Horror, uma vertente bem-vinda num gênero que raramente é levado à sério. O filme entende que o verdadeiro horror não está apenas no sobrenatural, mas nas estruturas sociais que moldam a violência e o medo. Talvez a cena que melhor represente isso fique com Remmick,
em que o antagonista se sente genuinamente ofendido ao ser associado à KKK, mesmo sendo ele próprio um ser maligno
. Porém, o pulo do gato dessa obra e que a destaca é o uso da música como ferramenta narrativa: primeiro como sedução, depois como estratégia de confiança (em forma de armadilha, mas ok) e, por fim, como elo de conexão e resistência. Nada é gratuito; cada elemento reforça o comentário social. Para terminar com uma frase clichê de comentarista de filme: é um terror que morde fundo e sabe exatamente onde dói.
O filme ainda entrega uma boa dose de tensão, mesmo que o jeito de contar a história denuncie bem a época em que foi feito. A adaptação do Stephen King tem uma atmosfera pesada que, em vários momentos, funciona melhor do que a gente espera. As atuações do núcleo principal seguram bem a trama e passam um desgaste emocional que realmente convence. Tem algumas cenas cuja verossimilhança é meio difícil de engolir, mas prefiro não comentar para não estragar a experiência. O ritmo pode soar meio lento para quem está acostumado ao cinema mais acelerado de hoje. E, claro, o que assustava em 1980 hoje passa na sessão da tarde. Ainda assim, o filme tem um clima de isolamento que continua funcionando e vale a visita.
Um filme que surpreende pela forma como retoma o universo criado anteriormente, mas acrescenta uma camada emocional mais profunda. A narrativa é envolvente e consegue manter o suspense mesmo quando o foco se desloca da ação para os personagens. Os cenários urbanos devastados reforçam a sensação de caos, mas também de humanidade perdida. A protagonista entrega uma atuação muito forte, que prende a atenção do começo ao fim. O filme sabe dosar silêncio e som de um jeito que deixa o espectador realmente imerso. A história é simples, porém eficiente, e não tenta complicar o que já funciona. As criaturas continuam assustadoras, mas o destaque maior é o impacto emocional da invasão. No geral, é uma obra que expande o universo da franquia com maturidade.
Quando eu era adolescente eu assisti inúmeras vezes esse filme no CineArgentina do Canal Futura. Só agora que eu vi o ano de lançamento! Os argentinos sempre foram audaciosos no seu enfrentamento da ditadura, meus parabéns a eles.
Eu realmente gostei, é quase uma meditação sobre solidão e criação. A casa-prisão vira um portal interno — ele está preso fisicamente, mas é ali que ele se liberta por dentro. A arte deixa de ser uma lembrança da infância e vira existência. Lento? Sim. Mas é proposital. Não é um filme pra todo mundo, mas pra quem entra na vibe, é uma experiência sensorial e filosófica.
Achei "Out of Darkness" interessante por fugir do óbvio e ambientar a história 45 mil anos atrás, num lugar e tempo bem improváveis e mantém uma atmosfera tensa convincente. Acrescento que adorei o uso de uma língua fictícia (que chama "Tola") criada com consultoria acadêmica dá um toque autêntico. Tem falhas, como personagens meio rasos e um final meio óbvio, mas ainda assim é uma experiência diferente. Não é nenhum espetáculo, mas também não merece só duas estrelas.
. Através de sua jornada pessoal, a narrativa denuncia as feridas deixadas pela repressão e a urgência de lembrar para resistir - com esse drama individual se tornando um símbolo coletivo de luta e esperança. É uma obra essencial para reforçar a importância da memória nacional num Brasil ainda marcado pelo negacionismo.
Obs.: E me permitam acrescentar, em um português pouco machadiano, a seguinte frase: Anistia é o caralh***
Meu eu nerd (que ao contrário da maioria dos meus colegas nerds não é frustrado com a vida, exigindo com isso que cada detalhe da adaptação corresponda exatamente às suas fantasias e ficando desproporcionalmente furioso se isso não acontece) ficou muito feliz com esse filme. Esse é simples, bonito, com fan-service na dose certa, um roteiro bem estilo RPG mesmo, como era a proposta. Não é para ganhar oscar, mas para ganhar corações.
Eu não sei o que esperava, mas esperava mais. A fotografia é boa, e alguma trama política aqui e ali interessante, mas de resto, não vale o tempo que gastei no sofá.
"Am israel chai". Qualquer judeu, em qualquer parte do mundo, conhece essa frase: "o povo de Israel vive". Cada perseguição, da dor, cada pogrom, cada antissemistimo (muito mal) disfarçado de antissionismo...no final, toda tentativa de exterminar o povo judeu falhou. E grandes líderes lideraram nos momentos mais tensos: Moisés, Ester, Yehudah HaMakabi...e Golda. Esse filme é sobre o momento mais dramático que o Estado de Israel e, por lógico, os judeus enfrentaram nos conflitos com os árabes. O extermínio esteve logo ali, porém, mais uma vez, o povo escolhido foi bem guiado. O filme capta a essência disso, os medos, as fraquezas, as dúvidas, mas no fim a vontade inabalável de viver falou mais alto. Grande filme.
Primeiro filme nigeriano que vejo. Não é excepcional, porém não vejo motivo para tanto "hate", e mostrou um pouco de uma realidade africana que, ainda que tenha violência, não é vista pela óptica europeia do "coitado desses bárbaros". É bom ver a história contada por quem é de lá
Como disse uma colega abaixo, bem hollywoodiano e com plot twist batido. O embasamento histórico também é bem ruim: é notório que o Reino do Daomé teve um papel central do tráfico de escravos e o rei Guezo só acabou com o tráfico por pressão ferrenha da Inglaterra.
Eu não conseguiria imaginar uma coisa dessas em qualquer outro lugar, com exceção da sociedade estadunidense. Há violência em inúmeros outros lugares, até mais sangrentas (basta ver os cartéis no México, ou jihadistas). Porém, em nenhuma outra terra, a tríade fetiche armamentista-Deus-Pátria é tão bem representada quanto nos Estados Unidos e o filme capta bem essa essência.
Contar histórias é a arte por trás de todas as artes e esse filme entrelaça todos os aspectos da vida humana mais notórios - amor, morte, heróis, vilões, santos e pecadores - pela perspectiva de um ser imortal e de um mortal. É uma conversa que eu gostaria de ter.
Há quem o chame de pretensioso; outros o consideraram uma "cópia da Marvel, mas sem hérois" (seja lá o que isso signifique). Pessoalmente eu achei o filme belo, alegórico e onírico: as pessoas passaram a ter uma preguiça crônica de pensar e acreditam que só existem filmes literais, de explosão ou de heróis. A metáfora (e a arte) agradecem por esse filme.
Na Natureza Selvagem
4.3 4,6K Assista AgoraProblemas de garoto branco rico. Você não precisa ir além disso para entender esse filme, mas se quiser, vamos continuar: um cara ingênuo (para ser gentil no adjetivo), arrogante e perigosamente despreparado. Na maior parte do tempo, não passou de uma pessoa com algum tipo de visão hippie da coisa. Até aí tudo bem. Porém, na reta final ele entrou na "natureza selvagem" com provisões mínimas, equipamentos inadequados e sem um mapa confiável, apesar dos alertas de como isso seria uma péssima ideia, unicamente porque a sociedade estava corrompida e não poderia oferecer a verdade que o ajudaria, a única verdade estava lá fora. Aparentemente essa verdade corrompida teria fornecido conhecimentos básicos sobre o território -
fator decisivo quando não conseguiu atravessar o rio Teklanika na volta e ficou "preso", mesmo estando a apenas 30km de uma cidade, bem como teria evitado sua morte por inanição NO VERÃO do Alaska
Pecadores
4.0 1,2KEsse filme confirma a ascensão do Terror Social / Black Horror, uma vertente bem-vinda num gênero que raramente é levado à sério. O filme entende que o verdadeiro horror não está apenas no sobrenatural, mas nas estruturas sociais que moldam a violência e o medo. Talvez a cena que melhor represente isso fique com Remmick,
em que o antagonista se sente genuinamente ofendido ao ser associado à KKK, mesmo sendo ele próprio um ser maligno
Cujo
3.3 461 Assista AgoraO filme ainda entrega uma boa dose de tensão, mesmo que o jeito de contar a história denuncie bem a época em que foi feito. A adaptação do Stephen King tem uma atmosfera pesada que, em vários momentos, funciona melhor do que a gente espera. As atuações do núcleo principal seguram bem a trama e passam um desgaste emocional que realmente convence. Tem algumas cenas cuja verossimilhança é meio difícil de engolir, mas prefiro não comentar para não estragar a experiência. O ritmo pode soar meio lento para quem está acostumado ao cinema mais acelerado de hoje. E, claro, o que assustava em 1980 hoje passa na sessão da tarde. Ainda assim, o filme tem um clima de isolamento que continua funcionando e vale a visita.
Um Lugar Silencioso: Dia Um
3.3 803Um filme que surpreende pela forma como retoma o universo criado anteriormente, mas acrescenta uma camada emocional mais profunda. A narrativa é envolvente e consegue manter o suspense mesmo quando o foco se desloca da ação para os personagens. Os cenários urbanos devastados reforçam a sensação de caos, mas também de humanidade perdida. A protagonista entrega uma atuação muito forte, que prende a atenção do começo ao fim. O filme sabe dosar silêncio e som de um jeito que deixa o espectador realmente imerso. A história é simples, porém eficiente, e não tenta complicar o que já funciona. As criaturas continuam assustadoras, mas o destaque maior é o impacto emocional da invasão. No geral, é uma obra que expande o universo da franquia com maturidade.
Los Chicos de la Guerra
4.2 2Quando eu era adolescente eu assisti inúmeras vezes esse filme no CineArgentina do Canal Futura. Só agora que eu vi o ano de lançamento! Os argentinos sempre foram audaciosos no seu enfrentamento da ditadura, meus parabéns a eles.
Dentro
2.7 136 Assista AgoraEu realmente gostei, é quase uma meditação sobre solidão e criação. A casa-prisão vira um portal interno — ele está preso fisicamente, mas é ali que ele se liberta por dentro. A arte deixa de ser uma lembrança da infância e vira existência. Lento? Sim. Mas é proposital. Não é um filme pra todo mundo, mas pra quem entra na vibe, é uma experiência sensorial e filosófica.
A Origem do Medo
2.6 63 Assista AgoraAchei "Out of Darkness" interessante por fugir do óbvio e ambientar a história 45 mil anos atrás, num lugar e tempo bem improváveis e mantém uma atmosfera tensa convincente. Acrescento que adorei o uso de uma língua fictícia (que chama "Tola") criada com consultoria acadêmica dá um toque autêntico. Tem falhas, como personagens meio rasos e um final meio óbvio, mas ainda assim é uma experiência diferente. Não é nenhum espetáculo, mas também não merece só duas estrelas.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista Agora"Ainda Estou Aqui" é um filme que resgata a memória política brasileira pelo olhar íntimo de uma mulher que
após anos de dor, se torna o pilar da família
Obs.: E me permitam acrescentar, em um português pouco machadiano, a seguinte frase: Anistia é o caralh***
Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes
3.6 559 Assista AgoraMeu eu nerd (que ao contrário da maioria dos meus colegas nerds não é frustrado com a vida, exigindo com isso que cada detalhe da adaptação corresponda exatamente às suas fantasias e ficando desproporcionalmente furioso se isso não acontece) ficou muito feliz com esse filme. Esse é simples, bonito, com fan-service na dose certa, um roteiro bem estilo RPG mesmo, como era a proposta. Não é para ganhar oscar, mas para ganhar corações.
Napoleão
3.1 370Eu não sei o que esperava, mas esperava mais. A fotografia é boa, e alguma trama política aqui e ali interessante, mas de resto, não vale o tempo que gastei no sofá.
Sob as Águas do Sena
2.5 234"Esquecível". A única coisa que salva é o "timing" de fazer esse filme quando eles irão, de fato, usar o Sena para as olimpíadas. É engraçado.
O Enigma do Horizonte
3.2 350 Assista AgoraBizarro
Golda: A Mulher De Uma Nação
3.0 68"Am israel chai". Qualquer judeu, em qualquer parte do mundo, conhece essa frase: "o povo de Israel vive". Cada perseguição, da dor, cada pogrom, cada antissemistimo (muito mal) disfarçado de antissionismo...no final, toda tentativa de exterminar o povo judeu falhou. E grandes líderes lideraram nos momentos mais tensos: Moisés, Ester, Yehudah HaMakabi...e Golda. Esse filme é sobre o momento mais dramático que o Estado de Israel e, por lógico, os judeus enfrentaram nos conflitos com os árabes. O extermínio esteve logo ali, porém, mais uma vez, o povo escolhido foi bem guiado. O filme capta a essência disso, os medos, as fraquezas, as dúvidas, mas no fim a vontade inabalável de viver falou mais alto. Grande filme.
A Lista da Vingança
2.7 14Primeiro filme nigeriano que vejo. Não é excepcional, porém não vejo motivo para tanto "hate", e mostrou um pouco de uma realidade africana que, ainda que tenha violência, não é vista pela óptica europeia do "coitado desses bárbaros". É bom ver a história contada por quem é de lá
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraComo disse uma colega abaixo, bem hollywoodiano e com plot twist batido. O embasamento histórico também é bem ruim: é notório que o Reino do Daomé teve um papel central do tráfico de escravos e o rei Guezo só acabou com o tráfico por pressão ferrenha da Inglaterra.
Uma Noite de Crime: A Fronteira
3.0 268 Assista AgoraEu não conseguiria imaginar uma coisa dessas em qualquer outro lugar, com exceção da sociedade estadunidense. Há violência em inúmeros outros lugares, até mais sangrentas (basta ver os cartéis no México, ou jihadistas). Porém, em nenhuma outra terra, a tríade fetiche armamentista-Deus-Pátria é tão bem representada quanto nos Estados Unidos e o filme capta bem essa essência.
Era Uma Vez um Gênio
3.5 175 Assista AgoraContar histórias é a arte por trás de todas as artes e esse filme entrelaça todos os aspectos da vida humana mais notórios - amor, morte, heróis, vilões, santos e pecadores - pela perspectiva de um ser imortal e de um mortal. É uma conversa que eu gostaria de ter.
A Fera
2.8 253 Assista AgoraComo disse a colega abaixo: Legal pra ver num fim de semana, entretém. Mas não espere NADA além disso.
A Noite das Bruxas
3.2 217Sempre foi um dos meus livros favoritos dela
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo
4.0 2,1K Assista AgoraHá quem o chame de pretensioso; outros o consideraram uma "cópia da Marvel, mas sem hérois" (seja lá o que isso signifique). Pessoalmente eu achei o filme belo, alegórico e onírico: as pessoas passaram a ter uma preguiça crônica de pensar e acreditam que só existem filmes literais, de explosão ou de heróis. A metáfora (e a arte) agradecem por esse filme.
A Fogueira das Vaidades
3.0 98 Assista AgoraO discurso do Morgan Freeman no filme é uma vergonha alheia sem tamanho.
Túmulo dos Vagalumes
4.6 2,3K Assista AgoraTambém existe miséria na infância e a guerra furta a inocência sem qualquer pudor. Maravilhoso, mas certamente um dos filmes mais tristes que já vi.
O Troll da Montanha
2.7 173 Assista AgoraÉ ruim, mas não muito.
Lobisomem na Noite
3.5 207Muito diferente do que nós estamos acostumados a ver da Marvel. Curioso, recomendo.