Premissa simples, execução bem feita. Dá pra puxar uns furos na lógica aqui e ali, mas o filme como um todo é bem feito. Os momentos de tensão cumprem seu papel, as cenas de ação funcionam bem... Não tem muito do que reclamar aqui. Charlize Theron mandando bem, como sempre, Taron Egerton tá sinistro e Eric Bana marca presença mesmo com pouco tempo em cena.
Vale uma assistida despretensiosa, é um filme muito bem dirigido.
O estabelecimento inicial do conflito central é bem feito, tem bons momentos dramáticos e cômicos ao longo do filme, mas depois de um tempo fica meio chatinho de acompanhar. Da metade pro final parece que o melhor já passou e o filme só tá enrolando pra acabar. O ponto forte pra mim é o elenco. Individualmente, todos são ótimos, mas o melhor é a química entre as diferentes duplas que contracenam ao longo da narrativa. Resumindo, não chega a ser um filme ruim, mas é meio xarope.
Acho que é chover no molhado dizer que comédia romântica é clichê e previsível. A questão é aceitar isso e ver como o longa se sai dentro dessa proposta. Nesse contexto, o filme é legal. As diferenças entre os protagonistas são bem desenhadas, então todo o cenário de amor impossível é convincente o suficiente pra você torcer por eles.
Falando do elenco, o Owen Wilson é pós-graduado em personagens tímidos e desajeitados, então ele se sai bem aqui. O personagem é um homem simples tentando ser um bom pai, e que se sente um peixe fora d'água quando é jogado pra frente dos holofotes. A Jennifer Lopez também tá ótima como uma mulher que inegavelmente se tornou meio mimada após tanto tempo vivendo como celebridade, mas não se corrompeu no processo e tem um bom coração. Os dois tem boa química e a intimidade entre eles é construída de maneira natural. Dos personagens secundários, quem me chamou mais atenção foi a Sarah Silverman. As tiradas dela são boas.
No mais, a parte musical do filme é boa também. Comparo esse filme a uma música pop, tipo as que a Jennifer Lopez canta nesse filme: não considero nenhuma obra prima, mas acho legal.
A parte cômica é muito bem escrita e executada. Achei ótimo o fato de tirarem sarro com a idade dos protagonistas. A parte do mistério/conspiração a respeito do que está acontecendo por baixo dos panos é meio morna, nada que me deixasse muito investido. As cenas de ação são legais. O elenco tá bem aplicado, mas nenhuma interpretação memorável.
Até que é um filme legal, bem dirigido... mas não passa disso.
Os roteiristas simplesmente ligaram o fds total pra lógica, coerência narrativa e tudo mais. Logo no início, dá pra ver que tudo é super expositivo, a trama é toda explicada verbalmente. Dá pra imaginar a galera escrevendo e dizendo "ninguém liga, a galera só quer ver o Tom pendurado no avião" Kkkkkkkkkk
Mas, justiça seja feita, é verdade. A essa altura do campeonato, ninguém se importa muito com a história em si. Tudo que acontece não passa de uma desculpa pras cenas de ação existirem. Aqui eles tentam jogar um melodrama misturado com apocalipse eminente... e o peso da sobrevivência da humanidade está nas costas do Ethan Hunt, claro. Tudo isso, amarrando tudo com os filmes anteriores, com direito a retcon e tudo. Chega a ser cômico kkkkkk.
Porém, é como eu disse: ninguém se importa com a história. Quem liga pra personagem Paris falando francês o filme inteiro e os demais personagens se comunicando com ela em inglês, por exemplo? Ou pro vilão mais genérico, caricato e sem sal da história do cinema? (ok, exagerei) O barato aqui são as famigeradas sequências de ação. É aqui que o filme brilha. Aquela sequência do Ethan no submarino? UAU! É de gelar a espinha. Que espetáculo de suspense.
Resumindo... cara, é um bom filme no quesito entretenimento. Simples assim. É um puta filme. Quando tenta mirar em qualquer outra coisa fora disso, erra feio. Então, se você espera uma história coesa, um roteiro escrito com esmero... bom, você vai se frustrar bastante. Mas, se está procurando um filme de ação dirigido com maestria: vá sem medo que esse é um prato cheio.
Ok, vamos começar pelos contras: vocês nunca vão me convencer de que a Rachel McAdams seria a excluída, esquisitona da empresa. Tudo bem, ela faz o papel com maestria. Mas simplesmente não cola. Essa mulher é um deleite pros olhos. Ela nunca seria tratada daquela forma no mundo real. Outra coisa que me incomodou um pouco foram uns deslocamentos meio sem sentido na ilha. Não há uma noção de trajetória, os personagens meio que teleportam.
Dito isso, gostei bastante. O Dylan O'Brien se sai muito bem no papel de chefe babacão e
A Rachel tá fantástica como uma pessoa antiquada, sem muitos trejeitos sociais. A dinâmica dos dois é interessante de acompanhar. A história constantemente coloca os personagens em situações que dão um twist no jogo de poder entre eles, e os dois vão descamando aos poucos. É interessante ver a forma como eles vão mudando ao longo do tempo.
Como é de se esperar do Sam Raimi, o filme é cheio de momentos super bizarros com gore e várias nojeiras. Logo na cena do avião já dá pra ver alguns momentos "Raimisticos". Ele se sai bem na direção, trabalha bem com a premissa e explora o máximo dela.
Enfim: apesar de uma ou outra irregularidade, gostei bastante.
Uma abordagem cômica e leve para o que poderia ser um drama ou até um thriller psicológico carregadíssimo. Pode-se argumentar que é um"feel good movie", mas isso não diminui o mérito do longa. A história é bem desenvolvida, cheia de foreshadows bem colocados. Muito simbolismo visual, ótimas montagens, áudio muito bem utilizado... É uma obra audiovisual bem trabalhada.
O arco da protagonista é muito bem desenvolvido, muito interessante ver como aquele trabalho vai tomando conta dela aos poucos. Anne Hathaway mandou muito bem, a capacidade que ela tem de transitar entre as nuances cômicas e dramáticas da personagem é impressionante.
A Meryl Streep dispensa maiores comentários. A autoridade tóxica que a Miranda Priestly projeta é impecável. E ela ainda consegue injetar um pouquinho de humanidade na personagem em momentos chave (tipo
na cena que é revelado que ela está passando por um divórcio e na cena do final que ela dá um sorrisinho dentro do carro depois de ver a Andrea.
).
O Stanley Tucci também constrói muito bem um personagem que de alguma forma conseguiu se consolidar bem naquele universo tóxico sem perder sua humanidade. Às vezes ele diz coisas cruéis, mas nunca transmite maldade.
Se existisse um oscar de protagonista mais babaca, esse filme certamente teria ganhado. Esse Leon é um prego, que cara chato. Dito isso, achei o filme interessante. O elenco tá muito bem aplicado, os diálogos são bons. É interessante poder observar o comportamento humano nas situações que são postas aqui. Tenho a impressão de que nada está "jogado" no filme. Mas ainda não consegui maturar muito o significado de certas coisas.
Acho que uma mensagem muito clara é a de aproveitar o momento e não se levar tão a sério.
em um determinado momento a Nadja convida o Leon pra ver o mar brilhando. Ele não vai porque está ressentido da crítica e "tem um longo dia amanhã". Depois, quando a Nadja já foi embora, após a morte do Felix e do Devid, ele vai na praia sozinho, e o mar está brilhando. Pra mim isso é um simbolismo dele vendo o que perdeu, o que poderia ter vivido e deixou de viver.
ele adormecer durante o dia duas vezes, quando estava "trabalhando". Pra mim é um simbolismo sobre pessoas que são tão focadas no trabalho que vivem sempre cansadas e não conseguem aproveitar a vida. Estão "dormindo" enquanto a vida passa.
Enfim, não achei nada espetacular, mas é um bom filme. Dá pra aproveitar muita coisa aqui.
Filmaço. Quanto menos souber sobre o plot, melhor. Se possível é bom evitar até os trailers.
Suspense muito bem trabalhado, os momentos de tensão realmente são de gelar a espinha. Tem uma das melhores perseguições a pé que eu vi desde A Most Violent Year (2014). Riz Ahmed e Lily James se saem bem nos seus papéis, já o Sam Worthington eu achei meio desperdiçado. Ele tem potencial pra fazer mais do que o personagem exige. Eisa Davis tem pouco tempo em cena mas consegue se destacar também. Gostei da trilha sonora. A edição ajuda a construir bem a logística do serviços do personagem do Riz Ahmed. Enfim, assista. Vale a pena.
Pode-se se argumentar que é uma comédia romântica água com açúcar. Mas achei interessante a estrutura não linear. Apesar da passagem de tempo ser péssima, claro. O filme quer me convencer que vários anos se passaram, mas os protagonistas tem sempre a mesma aparência. Poderiam ter mudado ao menos os cortes de cabelo, sei lá. No mais, é um filme legal. A dupla principal tem boa química e convencem bem nas nuances mais dramáticas. A clássica cena do
Mano, que filme maravilhoso. Não sei porque demorei tanto pra assistir. Os personagens são ótimos, e a as dinâmicas entre eles, melhores ainda. Ótimas cenas de ação, algumas cenas que flertam com o horror e diversos momentos de pura comédia. Que deleite de filme, Joss Whedon mandou muito bem aqui.
Não é uma obra-prima da sétima arte, mas certamente se destaca em relação a muitos romances adolescentes. A estrutura das estações poderia ficar cíclica e repetitiva, mas o filme contornou bem isso. A duple principal tem muita química, funcionam bem como casal. A dinâmica de provocações entre os dois é interessante de acompanhar. Vale a assistida, bom filme.
Edição, fotografia, direção de elenco... tudo feito sem polimento nenhum, dando uma identidade bem urbana pro filme. Combina bem com a realidade dos personagens. A química entre o trio principal é muito boa. Alice, Lázaro e Wagner são tesouros nacionais, a interpretação de cada um nesse filme é surreal. Gostei bastante da participação do João Miguel, também.
Esse filme certamente é uma experiência interessante. Se eu for tentar "sapatear" em torno da história para não dar spoiler, vou abrir e fechar umas 15 tags. Então é melhor discorrer à vontade sobre a obra em apenas uma.
Inicialmente desconvidativo, o filme foi me ganhando aos poucos. Aquela narração em off no início foi meio chatinha de acompanhar. Até me questionei se ela realmente era necessária. Mas, refletindo um pouco a respeito, acho que serve pra te colocar na cabeça do André, brilhantemente interpretado pelo Lázaro Ramos. Fica claro logo de cara que ele não tem um compasso moral muito bem definido. Toma atitudes pra lá de questionáveis e não tem propósito na vida (além de ficar rico, claro).
Por isso, inicialmente eu pensei que o filme seria uma espécie de conto preventivo. Mas não é sobre isso. É sobre um grupo de pessoas moralmente duvidosas, mas que lá no fundo são boas pessoas, e se encontram. Todo mundo é canalha de um jeito ou de outro, mas entre eles não tem facada pelas costas, e acho que é isso que os redime, de alguma forma . E o André faz questão de ajudar a mãe, não tem como não dar uns pontos pra ele por isso.
Em se tratando do elenco, todo mundo tá ótimo. O Lázaro constrói um personagem que consegue ao mesmo tempo ser carismático e super desajeitado. Com uma timidez inicial que resulta em trejeitos robóticos, o personagem vai se soltando e transparecendo mais confiança com o andar da carruagem. Mas desde o início, uma coisa fica clara: ele não é otário.
Complementando com maestria, temos a Leandra Leal, que dá vida a uma personagem muito mais complexa do que parece à primeira vista. Aquele twist no final dá uma outra roupagem pra ela. Mas, estranhamente, mesmo com tudo de errado que ela faz, e com o fato dela não ser a donzela inocente que a gente imagina inicialmente, ela continua transmitindo uma doçura, uma presença acolhedora.
Na direção, o Jorge Furtado não faz muita firula com movimentos de câmera, iluminação, enquadramentos... Tem umas inserções de desenhos e sequências oníricas bem interessante. É um trabalho focado na história e nos atores, deixando o texto falar por si só na maior parte do tempo. Duas cenas que eu achei espetaculares é a do André recitando o poema com a Sílvia explicando e a cena da perseguição na ponte.
No ato final, tive sentimentos dúbios. Por um lado, senti que a execução do plano pra matar o pai/padastro da Silvia pedia uma conclusão logo em seguida, pois o filme já tava começando a ficar cansativo. Então, quando entra aquela narração da Leandra Leal, dá vontade de dar aquela olhada pro relógio. Por outro, essa revelação é muito boa de acompanhar, porque além de recontextualizar o filme todo, dá uma nova camada à personagem, como dito anteriormente. E o finalzinho é muito bonito.
Em resumo: apesar de algumas irregularidades, é um filmaço.
Longe de ser um filme perfeito, Mas convenhamos, né. É o primeiro longa do cara, que ele fez com dinheiro arrecadado via crowdfunding. Acho que muita gente tava esperando uma obra prima do horror, sendo que o cara teve que ter muita garra e sangue nos olhos pra conseguir terminar o projeto. Acho que muita gente não leva isso em consideração e quer comparar com filmes de diretores que estão consolidados há anos no mercado. E mais, quando a NEON e o Mike Flanagan entraram na jogada, o projeto já estava super avançado. Então, certamente, eles viram algum potencial no longa.
Eu, particularmente, fiquei muito surpreso com o que vi. É claro que o filme tem problemas, eu não tô negando isso. Mas a atmosfera que o diretor consegue construir, os cenários horripilantes, o mistério, o prólogo em formato de mockumentary... Tem muitas qualidades aqui.
Vejo muito potencial no Chris, espero que ele dirija mais filmes.
Não sei porque demorei tanto pra assistir esse filme. Gostei muito do que o diretor conseguiu fazer aqui. A história é dividida em três núcleos distintos que vagarosamente convergem até culminar no confronto final. O trabalho de equilibrar essas diferentes frentes de ação é de tirar o chapéu. Mike Flanagan não erra. O horror não segue todas as batidas convencionais, apesar de utilizar algumas delas, e isso é ótimo. O filme é original, caminha com as próprias pernas.
Quanto à crítica sobre o filme depender do fan-service pra funcionar: discordo totalmente. O longa estabelece seu conflito próprio, aproveita o universo existente, e alguns personagens, mas nada além do que qualquer continuação faria. O fan service é apenas uma forma de dar um presente pro público, e com certeza o Mike conseguiria tranquilamente fazer o filme sem esse elemento.
Interpretações fantásticas. Ewan McGregor imprime bem o peso que o personagem carrega nas costas, o altruísmo, o medo. Rebecca Fergunson tá sinistra como vilã, além de ter uma motivação clara e ser bem desenvolvida. Kyliegh Curran dá vida a uma personagem super carismática que, por um lado é super poderosa, mas por outro é uma criança apavorada.
Um detalhe que gostei muito foi que o diretor decidiu simplesmente contratar atores/atrizes parecidos(as) aos interpretes de seus personagens no filme original. Nada de rostos digitais. Sábia escolha.
Resumindo, filmaço. Assista sem medo (ou com medo kkk), se você é fã do original e do trabalho do King.
Mais um que eu assisti sem saber praticamente nada a respeito (adoro fazer isso). E encontrei uma grata surpresa.
Vi alguns comentários dizendo que o filme é previsível. E não dá pra negar, realmente é. Mas uma coisa que acredito ter passado despercebida pra muita gente é que a premissa é bem original. O único filme parecido que me vem à memória é "Amor Além da Vida", com Robin Williams. Mas a abordagem aqui é bem diferente. Uma ideia criativa explorada ao máximo.
Gosto de como as coisas são tratadas com leveza, humor. Tem momentos muito engraçados, o timing cômico do elenco como um todo é impecável. E o filme ainda tem momentos genuinamente comoventes.
O trio principal é ótimo, mas o show pra mim é da Elizabeth Olsen. Ela comunica perfeitamente o dilema impossível da personagem, o amor diferente que sente por cada marido, as dúvidas, a angústia... Em segundo lugar está o Miles Teller, que transmite muito bem o "medo da concorrência", e entrega uma atuação comovente na cena
depois de três horas de filme, as coisas não estão muito diferentes do final do filme anterior. O conflito principal não se resolve. O filme rema, rema, mas a história não sai muito do lugar.
a insistência do Miles Quaritch (ou a incorporação de suas memórias) em ser vilão quando o filme tá claramente desenhando um arco de redenção pra ele. Com exceção do diálogo entre os dois na cela, nunca fica claro o motivo dele querer tanto matar o Jake Sully.
Em contrapartida, eu gostei da nova vilã, Varang, brilhantemente interpretada pela Oona Chaplin. Ela sim tem alguma motivação que faça sentido.
No mais, não vi muito o que gostar aqui. Acho que o James Cameron se perdeu no preciosismo da construção de mundo e acabou esquecendo de contar uma boa história. O que é uma pena, porque a parte visual no IMAX é maravilhosa.
Resta esperar que o próximo filme tenha um roteiro tão bem trabalhado quanto o CGI.
Resolvi assistir esse filme totalmente alheio à sinopse. Simplesmente vi no catálogo da Netflix e cliquei. Ótima escolha, diga-se de passagem. Não vi os trailers ainda, mas em muitos casos, eles acabam revelando demais e estragando a experiência pra esse tipo de filme.
começa como um mistério, mas depois se transforma num suspense, após a revelação.
E é ótima a maneira como o filme te deixa paranoico e coçando a cabeça na construção do mistério.
O elenco é bom, mas o show é da Keira Knightley, que constrói uma personagem super humana e empática, sem deixar de ser sarcástica e "pra frente". Ela transmite muito bem a forma como a personagem fica totalmente consumida na busca de tentar entender o que está acontecendo.
o Guy Pearce, que constrói muito bem o contraste entre a personalidade polida e educada, com um toque de nariz empinado e falas passivo-agressivas, e o total sociopata que é o seu personagem.
O restante do elenco entrega interpretações sólidas e competentes, mas nada que chame muita atenção.
Rian Johnson manda bem, mais uma vez. Um problema de muitas franquias é se perder na repetição, fazendo sempre mais do mesmo. E, embora os três filmes Knives Out sejam mistérios Whodunnit, na essência, as formas como o diretor aborda cada um deles são bem diferentes, trazendo sempre algo original.
O que me chamou a atenção nesse em específico foi a ausência do Benoit Blanc durante uma parte significativa do filme. E os personagens estreantes foram intrigantes o suficiente pra manter o mistério interessante, mesmo antes dele entrar em cena.
Também é de se admirar o que o filme consegue comunicar com pequenos elementos da linguagem audiovisual, como iluminação, timing de alguns acontecimentos...
a primeira cena do Benoit Blanc com o padre Jud. Assim que o padre termina de rezar, clamando a Jesus por ajuda, o detetive entra na igreja. Durante a conversa, a igreja fica cinzenta, escura. Mas assim que o padre tem um momento de "clareza", o sol entra pelas janelas, iluminando o ambiente.
Outra coisa impressionante que esse filme conseguiu fazer comigo foi
me mostrar logo de cara que a culpada seria a Martha, depois me convencer que não era ela, pra depois mostrar que na verdade era ela sim.
O poder de um bom roteiro é admirável. Ainda mais nas mãos de um bom diretor.
Onde o filme pecou um pouco pra mim é no ato final. No momento da grande revelação, já tava cansativo, perdeu um pouco o impulso. E também, conhecendo os outros filmes da franquia, eu sabia que
algumas coisas que foram mostradas inicialmente, seriam recontextualizadas depois, com novas informações,
então não foi surpresa nenhuma. Por esses motivos, eu não dou nota máxima.
Mas isso não diminui o mérito da obra, que ainda conta com uma crítica super contundente ao uso da religião como curral eleitoral, algo tão comum nos dias de hoje. E ainda mostra o verdadeiro papel da fé, em sua essência, livre de agendas políticas nefastas. Ótimo filme, vale a pena assistir!
A Múmia
3.5 1,0K Assista AgoraEfeitos visuais de qualidade duvidosa, humor galhofa e Brendan Fraser: puro suco de anos noventa. Divertidíssimo!
O Jogo do Predador
2.8 159 Assista AgoraPremissa simples, execução bem feita. Dá pra puxar uns furos na lógica aqui e ali, mas o filme como um todo é bem feito. Os momentos de tensão cumprem seu papel, as cenas de ação funcionam bem... Não tem muito do que reclamar aqui. Charlize Theron mandando bem, como sempre, Taron Egerton tá sinistro e Eric Bana marca presença mesmo com pouco tempo em cena.
Vale uma assistida despretensiosa, é um filme muito bem dirigido.
Se Não Fosse Você
2.9 70 Assista AgoraO estabelecimento inicial do conflito central é bem feito, tem bons momentos dramáticos e cômicos ao longo do filme, mas depois de um tempo fica meio chatinho de acompanhar. Da metade pro final parece que o melhor já passou e o filme só tá enrolando pra acabar. O ponto forte pra mim é o elenco. Individualmente, todos são ótimos, mas o melhor é a química entre as diferentes duplas que contracenam ao longo da narrativa. Resumindo, não chega a ser um filme ruim, mas é meio xarope.
Case Comigo
3.1 145 Assista AgoraAcho que é chover no molhado dizer que comédia romântica é clichê e previsível. A questão é aceitar isso e ver como o longa se sai dentro dessa proposta. Nesse contexto, o filme é legal. As diferenças entre os protagonistas são bem desenhadas, então todo o cenário de amor impossível é convincente o suficiente pra você torcer por eles.
Falando do elenco, o Owen Wilson é pós-graduado em personagens tímidos e desajeitados, então ele se sai bem aqui. O personagem é um homem simples tentando ser um bom pai, e que se sente um peixe fora d'água quando é jogado pra frente dos holofotes. A Jennifer Lopez também tá ótima como uma mulher que inegavelmente se tornou meio mimada após tanto tempo vivendo como celebridade, mas não se corrompeu no processo e tem um bom coração. Os dois tem boa química e a intimidade entre eles é construída de maneira natural. Dos personagens secundários, quem me chamou mais atenção foi a Sarah Silverman. As tiradas dela são boas.
No mais, a parte musical do filme é boa também. Comparo esse filme a uma música pop, tipo as que a Jennifer Lopez canta nesse filme: não considero nenhuma obra prima, mas acho legal.
Lobos
3.2 114A parte cômica é muito bem escrita e executada. Achei ótimo o fato de tirarem sarro com a idade dos protagonistas. A parte do mistério/conspiração a respeito do que está acontecendo por baixo dos panos é meio morna, nada que me deixasse muito investido. As cenas de ação são legais. O elenco tá bem aplicado, mas nenhuma interpretação memorável.
Até que é um filme legal, bem dirigido... mas não passa disso.
Missão: Impossível - O Acerto Final
3.6 264 Assista AgoraOs roteiristas simplesmente ligaram o fds total pra lógica, coerência narrativa e tudo mais. Logo no início, dá pra ver que tudo é super expositivo, a trama é toda explicada verbalmente. Dá pra imaginar a galera escrevendo e dizendo "ninguém liga, a galera só quer ver o Tom pendurado no avião" Kkkkkkkkkk
Mas, justiça seja feita, é verdade. A essa altura do campeonato, ninguém se importa muito com a história em si. Tudo que acontece não passa de uma desculpa pras cenas de ação existirem. Aqui eles tentam jogar um melodrama misturado com apocalipse eminente... e o peso da sobrevivência da humanidade está nas costas do Ethan Hunt, claro. Tudo isso, amarrando tudo com os filmes anteriores, com direito a retcon e tudo. Chega a ser cômico kkkkkk.
Porém, é como eu disse: ninguém se importa com a história. Quem liga pra personagem Paris falando francês o filme inteiro e os demais personagens se comunicando com ela em inglês, por exemplo? Ou pro vilão mais genérico, caricato e sem sal da história do cinema? (ok, exagerei)
O barato aqui são as famigeradas sequências de ação. É aqui que o filme brilha. Aquela sequência do Ethan no submarino? UAU! É de gelar a espinha. Que espetáculo de suspense.
Resumindo... cara, é um bom filme no quesito entretenimento. Simples assim. É um puta filme. Quando tenta mirar em qualquer outra coisa fora disso, erra feio. Então, se você espera uma história coesa, um roteiro escrito com esmero... bom, você vai se frustrar bastante. Mas, se está procurando um filme de ação dirigido com maestria: vá sem medo que esse é um prato cheio.
Socorro!
3.3 299 Assista AgoraOk, vamos começar pelos contras: vocês nunca vão me convencer de que a Rachel McAdams seria a excluída, esquisitona da empresa. Tudo bem, ela faz o papel com maestria. Mas simplesmente não cola. Essa mulher é um deleite pros olhos. Ela nunca seria tratada daquela forma no mundo real. Outra coisa que me incomodou um pouco foram uns deslocamentos meio sem sentido na ilha. Não há uma noção de trajetória, os personagens meio que teleportam.
Dito isso, gostei bastante. O Dylan O'Brien se sai muito bem no papel de chefe babacão e
tem um arco de redenção muito bem desenvolvido.
Como é de se esperar do Sam Raimi, o filme é cheio de momentos super bizarros com gore e várias nojeiras. Logo na cena do avião já dá pra ver alguns momentos "Raimisticos". Ele se sai bem na direção, trabalha bem com a premissa e explora o máximo dela.
Enfim: apesar de uma ou outra irregularidade, gostei bastante.
A Mulher Invisível
3.1 1,2K Assista AgoraA metáfora não é nem um pouco sutil. E nem tem a intenção de ser, né. Mas é uma história muito divertida de acompanhar.
O Diabo Veste Prada
3.8 2,5K Assista AgoraUma abordagem cômica e leve para o que poderia ser um drama ou até um thriller psicológico carregadíssimo. Pode-se argumentar que é um"feel good movie", mas isso não diminui o mérito do longa. A história é bem desenvolvida, cheia de foreshadows bem colocados. Muito simbolismo visual, ótimas montagens, áudio muito bem utilizado... É uma obra audiovisual bem trabalhada.
O arco da protagonista é muito bem desenvolvido, muito interessante ver como aquele trabalho vai tomando conta dela aos poucos. Anne Hathaway mandou muito bem, a capacidade que ela tem de transitar entre as nuances cômicas e dramáticas da personagem é impressionante.
A Meryl Streep dispensa maiores comentários. A autoridade tóxica que a Miranda Priestly projeta é impecável. E ela ainda consegue injetar um pouquinho de humanidade na personagem em momentos chave (tipo
na cena que é revelado que ela está passando por um divórcio e na cena do final que ela dá um sorrisinho dentro do carro depois de ver a Andrea.
O Stanley Tucci também constrói muito bem um personagem que de alguma forma conseguiu se consolidar bem naquele universo tóxico sem perder sua humanidade. Às vezes ele diz coisas cruéis, mas nunca transmite maldade.
Resumindo, é um bom filme. Vale a assistida.
Afire
3.8 64 Assista AgoraSe existisse um oscar de protagonista mais babaca, esse filme certamente teria ganhado. Esse Leon é um prego, que cara chato. Dito isso, achei o filme interessante. O elenco tá muito bem aplicado, os diálogos são bons. É interessante poder observar o comportamento humano nas situações que são postas aqui. Tenho a impressão de que nada está "jogado" no filme. Mas ainda não consegui maturar muito o significado de certas coisas.
Acho que uma mensagem muito clara é a de aproveitar o momento e não se levar tão a sério.
em um determinado momento a Nadja convida o Leon pra ver o mar brilhando. Ele não vai porque está ressentido da crítica e "tem um longo dia amanhã". Depois, quando a Nadja já foi embora, após a morte do Felix e do Devid, ele vai na praia sozinho, e o mar está brilhando. Pra mim isso é um simbolismo dele vendo o que perdeu, o que poderia ter vivido e deixou de viver.
Outra mensagem que eu enxergo é
ele adormecer durante o dia duas vezes, quando estava "trabalhando". Pra mim é um simbolismo sobre pessoas que são tão focadas no trabalho que vivem sempre cansadas e não conseguem aproveitar a vida. Estão "dormindo" enquanto a vida passa.
Enfim, não achei nada espetacular, mas é um bom filme. Dá pra aproveitar muita coisa aqui.
Relay: Contrato Perigoso
3.5 48 Assista AgoraFilmaço. Quanto menos souber sobre o plot, melhor. Se possível é bom evitar até os trailers.
Suspense muito bem trabalhado, os momentos de tensão realmente são de gelar a espinha. Tem uma das melhores perseguições a pé que eu vi desde A Most Violent Year (2014). Riz Ahmed e Lily James se saem bem nos seus papéis, já o Sam Worthington eu achei meio desperdiçado. Ele tem potencial pra fazer mais do que o personagem exige. Eisa Davis tem pouco tempo em cena mas consegue se destacar também. Gostei da trilha sonora. A edição ajuda a construir bem a logística do serviços do personagem do Riz Ahmed. Enfim, assista. Vale a pena.
De Férias com Você
3.4 87 Assista AgoraPode-se se argumentar que é uma comédia romântica água com açúcar. Mas achei interessante a estrutura não linear. Apesar da passagem de tempo ser péssima, claro. O filme quer me convencer que vários anos se passaram, mas os protagonistas tem sempre a mesma aparência. Poderiam ter mudado ao menos os cortes de cabelo, sei lá. No mais, é um filme legal. A dupla principal tem boa química e convencem bem nas nuances mais dramáticas. A clássica cena do
beijo na chuva que tem em quase toda comédia romântica
diálogo ambíguo sobre "a primeira vez"
Resumindo: não vai mudar sua vida, não é uma obra prima. Mas certamente tem seus méritos e não é qualquer filme também.
Serenity: A Luta pelo Amanhã
3.4 206 Assista AgoraMano, que filme maravilhoso. Não sei porque demorei tanto pra assistir. Os personagens são ótimos, e a as dinâmicas entre eles, melhores ainda. Ótimas cenas de ação, algumas cenas que flertam com o horror e diversos momentos de pura comédia. Que deleite de filme, Joss Whedon mandou muito bem aqui.
As Quatro Estações do Amor
2.9 21Não é uma obra-prima da sétima arte, mas certamente se destaca em relação a muitos romances adolescentes. A estrutura das estações poderia ficar cíclica e repetitiva, mas o filme contornou bem isso. A duple principal tem muita química, funcionam bem como casal. A dinâmica de provocações entre os dois é interessante de acompanhar. Vale a assistida, bom filme.
A Professora de Piano
4.0 728 Assista Agorawtf
Cidade Baixa
3.4 376 Assista AgoraEdição, fotografia, direção de elenco... tudo feito sem polimento nenhum, dando uma identidade bem urbana pro filme. Combina bem com a realidade dos personagens. A química entre o trio principal é muito boa. Alice, Lázaro e Wagner são tesouros nacionais, a interpretação de cada um nesse filme é surreal. Gostei bastante da participação do João Miguel, também.
O Homem Que Copiava
3.5 936 Assista AgoraEsse filme certamente é uma experiência interessante. Se eu for tentar "sapatear" em torno da história para não dar spoiler, vou abrir e fechar umas 15 tags. Então é melhor discorrer à vontade sobre a obra em apenas uma.
Inicialmente desconvidativo, o filme foi me ganhando aos poucos. Aquela narração em off no início foi meio chatinha de acompanhar. Até me questionei se ela realmente era necessária. Mas, refletindo um pouco a respeito, acho que serve pra te colocar na cabeça do André, brilhantemente interpretado pelo Lázaro Ramos. Fica claro logo de cara que ele não tem um compasso moral muito bem definido. Toma atitudes pra lá de questionáveis e não tem propósito na vida (além de ficar rico, claro).
Por isso, inicialmente eu pensei que o filme seria uma espécie de conto preventivo. Mas não é sobre isso. É sobre um grupo de pessoas moralmente duvidosas, mas que lá no fundo são boas pessoas, e se encontram. Todo mundo é canalha de um jeito ou de outro, mas entre eles não tem facada pelas costas, e acho que é isso que os redime, de alguma forma . E o André faz questão de ajudar a mãe, não tem como não dar uns pontos pra ele por isso.
Em se tratando do elenco, todo mundo tá ótimo. O Lázaro constrói um personagem que consegue ao mesmo tempo ser carismático e super desajeitado. Com uma timidez inicial que resulta em trejeitos robóticos, o personagem vai se soltando e transparecendo mais confiança com o andar da carruagem. Mas desde o início, uma coisa fica clara: ele não é otário.
Complementando com maestria, temos a Leandra Leal, que dá vida a uma personagem muito mais complexa do que parece à primeira vista. Aquele twist no final dá uma outra roupagem pra ela. Mas, estranhamente, mesmo com tudo de errado que ela faz, e com o fato dela não ser a donzela inocente que a gente imagina inicialmente, ela continua transmitindo uma doçura, uma presença acolhedora.
Na direção, o Jorge Furtado não faz muita firula com movimentos de câmera, iluminação, enquadramentos... Tem umas inserções de desenhos e sequências oníricas bem interessante. É um trabalho focado na história e nos atores, deixando o texto falar por si só na maior parte do tempo. Duas cenas que eu achei espetaculares é a do André recitando o poema com a Sílvia explicando e a cena da perseguição na ponte.
No ato final, tive sentimentos dúbios. Por um lado, senti que a execução do plano pra matar o pai/padastro da Silvia pedia uma conclusão logo em seguida, pois o filme já tava começando a ficar cansativo. Então, quando entra aquela narração da Leandra Leal, dá vontade de dar aquela olhada pro relógio. Por outro, essa revelação é muito boa de acompanhar, porque além de recontextualizar o filme todo, dá uma nova camada à personagem, como dito anteriormente. E o finalzinho é muito bonito.
Em resumo: apesar de algumas irregularidades, é um filmaço.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraVéi, o filme é bom. Simples assim.
Terror em Shelby Oaks
2.4 84 Assista AgoraLonge de ser um filme perfeito, Mas convenhamos, né. É o primeiro longa do cara, que ele fez com dinheiro arrecadado via crowdfunding. Acho que muita gente tava esperando uma obra prima do horror, sendo que o cara teve que ter muita garra e sangue nos olhos pra conseguir terminar o projeto. Acho que muita gente não leva isso em consideração e quer comparar com filmes de diretores que estão consolidados há anos no mercado. E mais, quando a NEON e o Mike Flanagan entraram na jogada, o projeto já estava super avançado. Então, certamente, eles viram algum potencial no longa.
Eu, particularmente, fiquei muito surpreso com o que vi. É claro que o filme tem problemas, eu não tô negando isso. Mas a atmosfera que o diretor consegue construir, os cenários horripilantes, o mistério, o prólogo em formato de mockumentary... Tem muitas qualidades aqui.
Vejo muito potencial no Chris, espero que ele dirija mais filmes.
Doutor Sono
3.6 1,1K Assista AgoraNão sei porque demorei tanto pra assistir esse filme. Gostei muito do que o diretor conseguiu fazer aqui. A história é dividida em três núcleos distintos que vagarosamente convergem até culminar no confronto final. O trabalho de equilibrar essas diferentes frentes de ação é de tirar o chapéu. Mike Flanagan não erra. O horror não segue todas as batidas convencionais, apesar de utilizar algumas delas, e isso é ótimo. O filme é original, caminha com as próprias pernas.
Quanto à crítica sobre o filme depender do fan-service pra funcionar: discordo totalmente. O longa estabelece seu conflito próprio, aproveita o universo existente, e alguns personagens, mas nada além do que qualquer continuação faria. O fan service é apenas uma forma de dar um presente pro público, e com certeza o Mike conseguiria tranquilamente fazer o filme sem esse elemento.
Interpretações fantásticas. Ewan McGregor imprime bem o peso que o personagem carrega nas costas, o altruísmo, o medo. Rebecca Fergunson tá sinistra como vilã, além de ter uma motivação clara e ser bem desenvolvida. Kyliegh Curran dá vida a uma personagem super carismática que, por um lado é super poderosa, mas por outro é uma criança apavorada.
Um detalhe que gostei muito foi que o diretor decidiu simplesmente contratar atores/atrizes parecidos(as) aos interpretes de seus personagens no filme original. Nada de rostos digitais. Sábia escolha.
Resumindo, filmaço. Assista sem medo (ou com medo kkk), se você é fã do original e do trabalho do King.
Eternidade
3.5 160 Assista AgoraMais um que eu assisti sem saber praticamente nada a respeito (adoro fazer isso). E encontrei uma grata surpresa.
Vi alguns comentários dizendo que o filme é previsível. E não dá pra negar, realmente é. Mas uma coisa que acredito ter passado despercebida pra muita gente é que a premissa é bem original. O único filme parecido que me vem à memória é "Amor Além da Vida", com Robin Williams. Mas a abordagem aqui é bem diferente. Uma ideia criativa explorada ao máximo.
Gosto de como as coisas são tratadas com leveza, humor. Tem momentos muito engraçados, o timing cômico do elenco como um todo é impecável. E o filme ainda tem momentos genuinamente comoventes.
O trio principal é ótimo, mas o show pra mim é da Elizabeth Olsen. Ela comunica perfeitamente o dilema impossível da personagem, o amor diferente que sente por cada marido, as dúvidas, a angústia... Em segundo lugar está o Miles Teller, que transmite muito bem o "medo da concorrência", e entrega uma atuação comovente na cena
que vai atrás do trem pra pedir à Joan pra ir com o Luke.
Filmaço, gostei bastante.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 301 Assista AgoraTipo assim, é um espetáculo visual com excelentes cenas de ação e um ótimo elenco. Mas isso não é novidade nenhuma após o filme anterior, convenhamos.
E a história? Rapaz... é até interessante, mas
depois de três horas de filme, as coisas não estão muito diferentes do final do filme anterior. O conflito principal não se resolve. O filme rema, rema, mas a história não sai muito do lugar.
Outra coisa que eu achei meio chata é
a insistência do Miles Quaritch (ou a incorporação de suas memórias) em ser vilão quando o filme tá claramente desenhando um arco de redenção pra ele. Com exceção do diálogo entre os dois na cela, nunca fica claro o motivo dele querer tanto matar o Jake Sully.
Em contrapartida, eu gostei da nova vilã, Varang, brilhantemente interpretada pela Oona Chaplin. Ela sim tem alguma motivação que faça sentido.
No mais, não vi muito o que gostar aqui. Acho que o James Cameron se perdeu no preciosismo da construção de mundo e acabou esquecendo de contar uma boa história. O que é uma pena, porque a parte visual no IMAX é maravilhosa.
Resta esperar que o próximo filme tenha um roteiro tão bem trabalhado quanto o CGI.
A Mulher na Cabine 10
2.8 181 Assista AgoraResolvi assistir esse filme totalmente alheio à sinopse. Simplesmente vi no catálogo da Netflix e cliquei. Ótima escolha, diga-se de passagem. Não vi os trailers ainda, mas em muitos casos, eles acabam revelando demais e estragando a experiência pra esse tipo de filme.
Gostei muito da forma como o longa
começa como um mistério, mas depois se transforma num suspense, após a revelação.
O elenco é bom, mas o show é da Keira Knightley, que constrói uma personagem super humana e empática, sem deixar de ser sarcástica e "pra frente". Ela transmite muito bem a forma como a personagem fica totalmente consumida na busca de tentar entender o que está acontecendo.
Entre os demais, quem deixa uma marca forte é
o Guy Pearce, que constrói muito bem o contraste entre a personalidade polida e educada, com um toque de nariz empinado e falas passivo-agressivas, e o total sociopata que é o seu personagem.
Ótimo mistério, super recomendo.
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
3.6 244 Assista AgoraRian Johnson manda bem, mais uma vez. Um problema de muitas franquias é se perder na repetição, fazendo sempre mais do mesmo. E, embora os três filmes Knives Out sejam mistérios Whodunnit, na essência, as formas como o diretor aborda cada um deles são bem diferentes, trazendo sempre algo original.
O que me chamou a atenção nesse em específico foi a ausência do Benoit Blanc durante uma parte significativa do filme. E os personagens estreantes foram intrigantes o suficiente pra manter o mistério interessante, mesmo antes dele entrar em cena.
Também é de se admirar o que o filme consegue comunicar com pequenos elementos da linguagem audiovisual, como iluminação, timing de alguns acontecimentos...
O exemplo perfeito disso é
a primeira cena do Benoit Blanc com o padre Jud. Assim que o padre termina de rezar, clamando a Jesus por ajuda, o detetive entra na igreja. Durante a conversa, a igreja fica cinzenta, escura. Mas assim que o padre tem um momento de "clareza", o sol entra pelas janelas, iluminando o ambiente.
Outra coisa impressionante que esse filme conseguiu fazer comigo foi
me mostrar logo de cara que a culpada seria a Martha, depois me convencer que não era ela, pra depois mostrar que na verdade era ela sim.
Onde o filme pecou um pouco pra mim é no ato final. No momento da grande revelação, já tava cansativo, perdeu um pouco o impulso. E também, conhecendo os outros filmes da franquia, eu sabia que
algumas coisas que foram mostradas inicialmente, seriam recontextualizadas depois, com novas informações,
Mas isso não diminui o mérito da obra, que ainda conta com uma crítica super contundente ao uso da religião como curral eleitoral, algo tão comum nos dias de hoje. E ainda mostra o verdadeiro papel da fé, em sua essência, livre de agendas políticas nefastas. Ótimo filme, vale a pena assistir!