A série tem uma prerrogativa de enredo interessante, mas é morna e permanece assim durante todo o desenrolar da história. Não existe uma grande surpresa ou grandes ápices que te deixam em êxtase ao acompanhar a história.
A premissa da relação entre ricos x pobres sob o contexto do uso de mão de obra imigrante é muito interessante, mas é mal executada na série. Os eventos principais que culminariam em revelações, surpresas e xeque-mate na história são colocados de maneira bem básicas e irrelevantes. Discussões maiores que poderiam, inclusive, aprofundar o drama e a complexidade dos personagens e do assunto, são jogados como papeis boiando na água mera a superficialidade ao qual a série adota para o seu tom.
A fotografia é interessante, alguns atores são imponentes, mas é bem monotom. Teria a chance de ser uma série de drama bem profunda, com temas extremamente importantes de serem discutidos e aprofundados. Mas a série escolhe deixá-los em superfície. Uma pena.
Black Rabbits me pegou logo na tela inicial da Netflix pelo trailer e pela fotografia, num primeiro momento. Maratonei a série em praticamente 4 dias. Ela te cativa pela atmosfera boêmia, pela naturalidade dos personagens facilmente encontráveis na vida real por aí, pela boa fotografia, pela trilha sonora e pelas atuações. Confesso que não vi nenhuma atuação que fosse ruim a ponto de estragar, nesse quesito, a evolução da trama.
A trama é eletrizante pela construção (ou seria desconstrução?) da narrativa pelo retorno do personagem do Jason Bateman, que, por sinal, é um dos ápices da série. A dupla protagonista de irmãos, aliás, consegue sustentar excelentes atuações, apesar que em poucas cenas a teatralidade de se estar na tela deixou a emoção um pouco aquém onde merecia ser destaque.
Para mim, a série peca no seu episódio final, que trouxe uma lambança do desfecho com uma sucessão repentina e rápida de eventos. Fiquei órfão também da Roxie, que teve notoriedade em boa parte da série, mas foi esquecida no arco final, podendo ter sido outra chave importante para o desfecho da trama (a gente sabe que foi, mas não se desenvolve ou mostra em tela).
O Vince escapa das garras do Mancuso, é resgatado pelo irmão, eles fogem, arquitetam um plano para o Vince pegar um avião, dialogam de forma emocional no bar, a série dá a entender que o Vince vai fugir e deixar o irmão lá (o que seria um desfecho interessante), mas ele liga para a polícia para se entregar, o Jake sobe no terraço, não expressa uma comoção tão grande com a atitude do irmão e o Vince se mata. Ou ele abandonava o irmão na cena, ou ele se entregava para a polícia ou ele cometia o que acabou cometendo. Acho que tentar os 3, foi forçado no enredo.
Poderiam ter escolhido 1 desfecho ao invés de tentativas de simultâneos nesses poucos minutos de encerramento. A série é bem construída, as cenas dentro do bar são movimentadas e conseguem nos levar para esse fogaréu de sucesso que eles queriam imprimir no principal cenário da trama e, no final, consegue fazer com que nos conectemos de alguma forma com o enredo.
A série encaminhava com um 4,5 para mim, mas diante do capítulo final, resolvi cravar nota 4.
Claramente, uma temporada mais amadurecida e superior à primeira. Achei que foram muito assertivos na escolha dos participantes nessa temporada, trazendo pessoas mais maduras e mais velhas. Isso, naturalmente, fez o programa ter diálogos mais sensatos, discussões mais profundas e situações que exigiam reflexões amadurecidas (ainda que alguns não a tivesse).
Os arcos entre participantes são interessantes e chegam a nos despertar a curiosidade de sempre querer ver mais para saber no que vai dar. Ainda acho a dinâmica do reality bem fraca e monótona. Isso é corroborado por uma edição "simples", ausência de entusiasmo na sonoplastia e, de fato, na ausência de dinâmicas maiores e motivadoras que nos mostrem outras facetas dos participantes.
Torci, sim, pelo Izaya e pelo William. Dentro dessa temporada, foi o casal com complexidades distintas e que foram superadas pelo diálogo e compromisso. Foi interessante observar alguns embates entre participantes que queriam a mesma pessoa. O Jobu foi um guerreiro rsrs. O arco do Huwei e Bomi foi bem interessante também, sobretudo em notar a evolução do Huwei durante o reality. Deu para perceber a diferença do cara que não sabia entender seus próprios sentimentos e o cara do final que já estava se expressando melhor e entendendo o que queria, ainda que confuso.
Achei uma temporada superior à primeira e a escolha dos participantes, sem dúvidas, foi o que motivou as dinâmicas e arranjos que vimos nessa temporada. Ansioso por uma terceira com personagens tão bons quanto os dessa.
A série é boa, com boas atuações e uma fotografia interessante. O enredo, apesar de não ser surpreendente e não trazer grandes reviravoltas na trama, prende e consegue se consolidar como algo linear. A protagonista, apesar de boa atriz, não me convence em alguns momentos, mas a atuação do Matthew é arrebatadora no papel do Nile, sobretudo em cenas mais enérgicas.
Da trilogia que foi lançada até agora, para mim essa é a mais fraca. Continua sendo uma série que vai nos provocar cenas que embrulham o estômago, o que deixa a produção ainda mais fidedigna - e isso, até algum ponto, é bem interessante no enredo. Achei que em alguns momentos a série é confusa, nos levando a alguns marcos temporais que funcionam como um "crossover" ao tentar misturar eventos futuros com passado e que foram relevantes para o desenrolar de histórias posteriores à de Ed Gein.
Em muitos momentos a série é lenta e tira um pouco do dinamismo que vimos nas temporadas anteriores. O universo vai se assemelhar ao Dahmer, mas em termos de produção e de forma geral, achei as duas primeiras temporadas mais enérgicas.
É notória a evolução dos atores nessa temporada. Saímos de uma vibe jovens adultos ou até mesmo adolescentes, como vimos na primeira temporada, para algo mais amadurecido. É uma temporada que ainda prende pelo suspense do novo, do inédito, do que ainda está por vir pelo fato de já termos visto eles vivenciarem "todas os naipes do game".
A premissa da carta coringa é interessante e é norteadora dessa temporada. Porém, sinto que não houve aprofundamento nenhum em várias questões da dinâmica do jogo. Apesar da entrada de novos personagens que formam novos grupos nessa jornada, não há tempo para se aprofundar em nenhum deles e criar conexões como criamos com alguns personagens das primeiras temporadas.
Nesse sentido, alguns personagens de antes fizeram muita falta. As dinâmicas da maioria dos jogos foram superficiais e ligeiras - parecia que a série não queria perder tempo justamente no coração do seu enredo (que são os jogos). Não existiu mais o suspense do porquê os jogos existiam e do porquê fazer aquilo. Tudo bem, a gente já sabia qual era a dinâmica desse espaço-tempo, mas nada de novo na abordagem. O último jogo, para mim, foi bem interessante e envolvente.
Senti que essa temporada ficou superficial, sem novos aprofundamentos, sem grandes questões e, consequentemente, sem grandes soluções. Uma pena, porque a premissa da série é muito boa e poderia ter deixado ficar no auge da temporada anterior.
É uma série envolvente e bem executada. Algumas cenas de ação são controversas, mas o enredo é bem construído e evolui bem. A reflexão por detrás da série também é atual e levada como espinha dorsal da história. Achei que o final poderia ter sido melhor explorado, mas o vilão e o protagonista conseguem tomar com brilhantismo toda a história. Algumas cenas são bem impactantes e isso traz mais realismo à série.
A dinâmica do reality se afasta da maioria dos programas do gênero por, justamente, contar com a sorte de uma roda de eliminação. A busca por se livrar da roda é interessante, com provas até certo ponto bem executadas.
Senti falta de maior imersão nos diálogos e na socialização entre personagens. Isso só se mostra mais evidente do meio pro final da competição, quando algumas estratégias são reveladas a todos os participantes e as rixas começam a, de fato, serem escancaradas. Até lá, são muitos recortes, pouco tempo de tela para a socialização de cada um deles e poucas dinâmicas de jogo.
Eu ainda acho que brasileiro sabe conduzir melhor realities. Somos seres mais sociáveis e que sabem dinamizar jogos desse tipo. Também acho que muitas provas exigiam habilidade física dos participantes, deixando totalmente em desvantagem aqueles que não eram musculosos. Poderia ter melhor equilíbrio nisso.
Torci para o Shubbam, que desde o início sempre foi muito carismático, verdadeiro e gentil. Lorenzo vencer foi justo - jogou de forma equilibrada, se posicionou, soube se manter firme e mostrou habilidades interessantes. Mas, não podemos deixar de falar que o Trey - por mais que tenha sua índole colocada em xeque - movimentou o jogo, a dinâmica e fez o reality ser mais interessante. Destaque também para a Gabi (pena ter saído cedo) e, de alguma forma, o Nick. Já Avori e Tony, para mim, foram totalmente dispensáveis.
Como alguém falou aqui nos comentários, é um feijão com arroz bem executado. Um reality de fácil consumo, diverte em muitos momentos e traz entretenimento, mesmo podendo ser melhor explorado.
Essa temporada foi muito superior à primeira. Conseguiram apimentar a dinâmica entre os participantes mexendo na "segregação" do grupo, o que gerou vários núcleos e entrelaces que deram movimento ao reality. Isso foi um salto maravilhoso relacionado à primeira temporada.
Apesar de ainda ser difícil acompanhar a lógica por detrás da maioria dos jogos - já existe a dificuldade da língua -, o reality é bem instigante e prende. Em alguns momentos, tive a sensação de que se tratava até de um roteiro - principalmente quando alguns personagens subitamente começam a procurar coisas no cenário para descobrir possíveis "passagens secretas" ou "segredos" escondidos por ali. Possivelmente, eles foram orientados a isso, o que deixou o aspecto do reality meio teatral.
Porém, o elenco foi maravilhoso, traçaram estratégias interessantes e conseguiram dar dinâmica ao programa. Gosto demais!
Acabei de maratonar essa série num domingo chuvoso. Uma delícia de história, com um enredo leve, um texto inteligente e pitadas de humor que te garantem um riso solto. Os personagens são bem construídos, mergulhamos em algumas intimidades do universo de cada um, e o roteiro é limpo e linear.
A fotografia é boa, o elenco é carismático e o final até surpreende um pouco - eu não estava esperando o que ocorreu.
Para mim, inserir a morte de um personagem que era bem central não foi uma escolha muito assertiva. Para além disso, achei que foram levianos no clima dessa narrativa. A série é leve e deram esse tom também para a morte do personagem, mas não acho que deveria ser o tom pela escolha que fizeram.
De toda forma, é uma ótima série para maratonar rapidamente e garantir doses leves de entretenimento.
Um roteiro bem construído e bem executado: "Carma" não chega perto das previsibilidades que muitas outras histórias contam e consegue, sim, ser inteligente e mesclar, para além do drama, da violência e do suspense, boas doses enigma. Uma história bem costurada que, em alguns momentos dá para entender como elas vão se conectar, mas em outras, tudo fica aberto.
A fotografia é interessante, a ambientação consegue fazer jus à história e as atuações são convincentes. O cinema coreano vem ganhando cada vez mais espaço justamente pelas produções bem executadas, histórias envolventes e personagens exuberantes.
Devastadora e arrebatadora. Fazia algum tempo que assistia a uma minissérie - poderia até ser um pouco maior, mas é no tamanho certo - que conseguiu ser tão equilibrada, profunda e completa. Trata de múltiplos assuntos derivados de uma espinha dorsal extremamente forte, atual e necessária.
As atuações são impecáveis e, aqui, fica o destaque para as expressões corporais - sobretudo faciais - dos atores. Os dois últimos capítulos são obras primas! A profundidade de cada cena e da forma como as mensagens são levadas aos espectadores são imersivas e profundamente instigantes.
O plano-sequência - do qual sou fã - me incomodou um pouco no início. Achei que, de cara, ele tirou alguns impactos iniciais da série. Porém, nos capítulos seguintes, a experiência se torna ainda mais imersiva e faz total sentido adotar essa técnica. A sensação incômoda logo passou e se tornou secundária perante à grandiosidade do que a série aborda e trata.
Faz refletir, faz sentir, faz chorar. A minissérie subverte qualquer fórmula que pretende mostrar uma produção dramática ou de suspense policial. Ela se propõe a ser diferente e muito mais que isso. E consegue. Estou impactado até agora e profundamente mexido com o que ela apresenta.
Nunca mais tinha assistido a uma série ou filme que conseguiu trazer uma atmosfera de suspense tão cativante como essa. Estou cada vez mais fascinado pelo cinema alemão e essa série corrobora com isso. As atuações são bem sólidas, a atmosfera da série consegue criar o clima de suspense ao qual ela se propõe e a temática psicológica consegue ser cada vez mais aprofundada assim como vamos mergulhando na psicose do seu protagonista.
Não tive grandes surpresas do meio para o final, apesar que o final não é tão premeditado, mas já dava para ter indícios que, muito provavelmente,
tudo não passava de uma criação da mente do Viktor. Porém, essa fantasia ao qual somos levados a mergulhar na mente do personagem é o que faz valer toda a série.
O final é dramático e surpreende. Não é um raciocínio linear, assim como as profundezas de nossa própria mente. Série fantástica.
A tentativa da série é muito boa. Apesar de ser uma trama adolescente - e, como tal, tem aquela atmosfera levemente infantil -, o tema geral abordado tem uma premissa super promissora. Porém, a série, para mim, só consegue engatar com maior profundidade e peso nas questões que aborda a partir do 6º episódio.
Existem diversos furos na continuidade da história entre os episódios, muitos deles bebendo da fonte da superficialidade, sem aprofundamento ou até mesmo sem o peso merecido. São poucas as atuações que se salvam.
A personagem da Allie - que, para mim, era extremamente secundária - não consegue passar carisma e, muito menos, poderio para o qual o personagem dela estava incumbido. Muitas das questões tratadas na série parecem ser jogadas ao vento e tratadas apenas em 1 episódio - foi assim com a morte da Cassandra, com a descoberta da orientação sexual do Grizz e logo em seguida a DR com o Sam, a gestação da outra personagem lá e tantos outros momentos.
Em muitas partes a atmosfera da série é a mesma de Riverdale. Descobri do meio pro final que a série havia sido cancelada e isso me deixou ainda mais frustrado e irritado porque se a série não conseguiu se desenvolver na primeira temporada e responder enigmas, agora é que não teremos essas respostas e ficaremos com essa coisa pífia indefinida.
A série com seu contexto distópico, mas com boas doses de realismo, é cativante do início ao fim. A produção tem ótima fotografia e o enredo é bem sólido. Algumas atuações deixam a desejar, mas nada que tire o ritmo e a densidade da história. Achei que do 13º episódio até o último a série se perdeu em alguns arcos da história e "não contou direito", mas nada que impeça de tirar a qualidade da produção. Não é uma série extremamente fantástica, mas é bem interessante. Gostaria de ver uma segunda temporada.
A premissa da série é muito boa e a ambiência dela também. O tema disruptivo da tecnologia é instigante e a série consegue te prender do início ao fim. Existem muitos "furos" no enredo que poderiam ter sido melhor explorados e construídos, como
a relação entre o Fynn e o boyzinho da escola; o adolescente filho da Cassandra que, ao que tudo indica, também era gay (ou bi);
e o final totalmente abrupto que não deixou margem para um respiro e reflexão.
No mais, as atuações são medianas, ficando todo o foco para a atriz que faz a Cassandra e a Samira, muito expressiva. Não é uma série extraordinária, mas traz entretenimento. Vale a pena assistir.
A 2ª temporada dessa conceituada série já sabia que ia se deparar com dois pontos "calcanhar de Aquiles" para uma continuidade: a repetição e a previsibilidade. Repetir cenários e jogos é recair na falta de novidades e a previsibilidade é o que nos deixa, do lado de cá, numa sensação de "para quê continuidade se eu já sei o que vai acontecer?".
Porém, não acho que essa nova temporada de Round 6 cai na mesmice, apesar de pontos de previsibilidade. A gente SABE que o personagem principal não vai morrer nas dinâmicas, sobretudo pelo fato de que, agora,
também sabemos que o líder está infiltrado entre eles e participa do mesmo grupo.
Para mim, essa nova temporada consegue trazer elementos e personagens que abordam novas dinâmicas e arcos interessantes a serem explorados. Pela primeira vez, temos uma nova visão dos bastidores do jogo, do que acontece por detrás da engenhoca que é todo esse mundo, algo que na primeira temporada não foi aprofundado. Gosto da personagem enigmática nº11
e sua relação - ainda inexplicada - com o atual líder do jogo.
Também adorei a inserção de pausar ou continuar o jogo, deixando, dessa vez, a decisão para um experimento social: está nas mãos de quem joga querer parar ou continuar. Até que ponto a ganância se deixa levar? Até que ponto você consegue mudar seus pensamentos dentro de um jogo que lhe testa a todo momento?
O único ponto que, para mim, fica inexplorado nessa temporada é o arco do policial irmão do líder. Claramente, essa temporada não conseguiu trazer mais à tona cenas e desenvolvimento para algo que poderia ter avançado e vai ficar tudo para a última temporada. Talvez, isso nos passe, lá na frente, a sensação de que as coisas foram resolvidas muito rapidamente porque, muito provavelmente, os eventos acontecerão de maneira mais rápida. Contudo, acredito que eles poderiam ter tirado um pouco da sensação de mesmice de sempre baterem na mesma tecla e nada dar certo (ou ter avançado pouco) e ter explorado esse núcleo um pouco mais.
A sensação de grande tensão fica pela revelação de que o marinheiro-chefe que estava sendo pago pelo policial faz parte do grupo que comanda o jogo e estava atrapalhando o avanço das investigações. Isso também foi um ponto de previsibilidade.
Gosto principalmente dos novos personagens que compõem o núcleo da personagem trans, a senhorinha e seu filho. São carismáticos, trouxeram um arco social importante e temáticas para além do jogo. Também gosto do desenrolar da história do personagem 333 e estou curioso para entender se teremos avanços com relação ao emaranhado dele com a outra personagem.
Em suma, acredito que Round 6 perde pela falta de novo impacto que a 1ª temporada trouxe, mas isso é previsível em continuações. Contudo, continua sendo uma ótima série porque conseguiu trazer nessa nova temporada elementos e personagens que renovam a energia e nos deixa ansiosos para curtir a próxima.
A série é bem produzida e os atores convencem em seus devidos papeis. Ela pode ser enrolada ou morosa em alguns momentos, causando mais dúvidas ou dualidades na história. Mas, talvez, seja o próprio retrato real do desenrolar dos fatos. Gostei bastante da fotografia da série, o clima dramático, apesar de ter esperado grandes momentos no enredo. No geral, é uma série que prende e vale a pena.
O reality vai te cativando aos poucos. À medida que os episódios passam, você consegue se conectar com alguns participantes e a entender um pouco mais das (poucas) dinâmicas apresentadas. Apesar de consumir produtos televisivos orientais, achei a dinâmica de edição e a movimentação do reality um tanto quanto ruins.
Os recortes de edição são ruins, existem muitos diálogos entre eles que são importantes, mas a edição deixa claro que houve recortes importantes e isso se perde em meio ao desenvolvimento do reality. Existem muitos momentos que a câmera simplesmente fica parada, não há áudio e não tem nada acontecendo.
Acho que o reality conseguiria ser melhor se tivessem dinâmicas que fizessem os participantes colocar à prova seus perfis, suas personalidades, seus gostos e afins. Todo dia é praticamente a mesma coisa: pouca interação mostrada entre os participantes, quando mostram existe algo leviano que não explica muita coisa, eles se revezam e se escolhem para ir trabalhar num café itinerante e, às vezes, rola um encontro.
Os participantes são carismáticos até certo ponto - acho que sempre tenderemos a comparar com a efervescência do brasileiro. Se fossem participantes brasileiros (e tem um deles que tem dupla cidadania), com certeza o reality pegaria fogo rsrs porém, dá para se encantar por alguns deles e torcer pelos possíveis matches.
Convenhamos que Shun era extremamente complicado e o Dai, extremamente paciente e resiliente. Para mim, beira a toxicidade o que o Shun fazia e todas as situações que ele mesmo criava e se saía por vítima. No final, ficou claro que ele estava jogando com o Dai, mas eu acredito que não teria a mesma paciência dentro de um tempo de reality que a pessoa está ali com opções para encontrar alguém. Mas, fiquei feliz que eles ficaram juntos e, a princípio, seguem firmes até agora.
Para mim, de todos os personagens, o Taeheon era o mais maduro. Ele realmente não tinha alguém a sua altura dentro da Green House e percebeu isso logo no início, se colocando como um grande irmão de todos ali dentro. Seus conselhos foram maravilhosos. A energia "caótica" do Alan e do Ikuo ajudaram a dar dinamismo ao reality. O Kazuto foi um personagem sonso, sem demonstrar claramente seus interesses, apesar que tenho quase certeza que daria algum match com o Usak. E fiquei com pena do Ryota e do Gensei, que não conseguiram se encontrar dentro do reality e, no caso do Ryota, "perdendo tempo" indo atrás do Kasuto quando esse já tinha dito algumas vezes que não tinha correspondência.
No final, é um reality de fácil consumo e bem leve. Os comentaristas, no início, me irritavam pela forma como o reality é apresentado, mas depois eles se tornaram importantes para manter a vitalidade e o dinamismo pouco explorados na edição do reality.
Um dos poucos realities que a edição favorece o telespectador em conseguir se conectar e criar relações com os participantes. O tempo de exibição de cada episódio nos garante ter, realmente, a vivência da casa e conseguir ir se enturmando dentro da experiência.
Eu adorei o reality. A dinâmica presumida é interessante e a relação de confiança (ou desconfiança) que vai se estabelecendo também entra no universo da dicotomia do que é "certo x errado", "ético x sujo". Os participantes são carismáticos, têm personalidade e conseguem trazer dinâmicas e momentos super interessantes para o programa.
Eles têm características muito distintas e peculiares, o que trouxe um dinamismo super interessante. O próprio reality também consegue provocar momentos intensos em dinâmicas que colocam eles à prova. A fotografia é legal, as edições são favoráveis e o clima do programa vai melhorando à medida que avança.
Eu me diverti com o programa. Espero que tenha outras temporadas.
Senti um salto considerável da 1ª para a 2ª temporada. O cenário da Malásia foi mais instigante e as provas, mais elaboradas. Achei o casting mais ousado e com mais personalidade que a 1ª temporada, o que trouxe um dinamismo interessante para o programa.
Ainda me irrita a forma como o reality é desenvolvido, com muitas edições triviais e recortes claramente supérfluos. A sensação ainda é que em muitos momentos são atores, mas esse elenco "soube disfarçar" melhor esse tom característico do reality. A falta de aprofundamento nas relações faz com que tudo gire em torno da superficialidade e, consequentemente, de uma possível atuação.
Eu jurava que a sabotadora era a Ryan por toda sua desenvoltura mediana no jogo. Ela sobreviveu muito para quem era apenas uma jogadora. E o Sean, enquanto sabotador, atuou extremamente bem. A Hannah, a Dianna e a Muni foram verdadeiros destaques nessa edição. Jogadoras bem posicionadas, com personalidade e que deram movimento ao jogo.
Queria que a dinâmica do reality fosse como um BBB, onde pudéssemos ver mais da interação entre eles e, claramente, os conflitos de interesse interferindo no jogo. A final foi bem apática, sem emoção, mas o elenco conseguiu segurar a temporada. Espero que eles evoluam - apesar de não achar profundamente que isso vai acontecer -, ao mesmo tempo que torço para ter uma versão brasileira do reality.
Por ser baseada em fatos reais, a série traz um peso importante para contar, mesmo que incrementando e fantasiando algumas coisas, um histórico sequestro no mundo da aviação. As atuações dos personagens na aeronave são ótimas. O mesmo não dá para falar dos personagens que ficam no setor administrativo da empresa aérea - achei os personagens extremamente caricatos e retiram qualquer drama que a série se propõe a ter. Pelo contrário, o núcleo do Piraquete e sua trupe estão mais para tragicomédia do que outra coisa.
A série distorce alguns fatos que existiram na realidade e muda outras coisas, mas não perde a carga de dramaticidade. Os dois últimos episódios têm recortes e enredos que acredito que poderiam ter sido melhor escritos. Senti um teor de comédia no final que enfraquece a série e o excesso de música na sonorização das cenas, quase que ininterrupto, traz leve irritabilidade.
Acredito que a série não precisava distorcer tanto os fatos como aconteceram na vida real. Não conhecia o caso e fui pesquisar para saber mais. A atuação das aeromoças é espetacular. A série não é ruim: prende, tem suspense e consegue deixar boas impressões.
Claramente a série deixou de lado a mão pesada da primeira temporada para tentar uma retratação após várias críticas ao enredo da primeira. A segunda temporada, de longe, não tem o peso e a carga da primeira, nem mesmo a qualidade de apresentação, mas convence. A atuação da Deborah com suas faces e trejeitos é incrível e o Luke é incrivelmente perturbador. Não tem como não se envolver no sofrimento dúbio do personagem.
Por ser mais curta, a série é absorvida de maneira mais rápida e sem profundidades como a primeira temporada, mas não deixa de ter camadas.
Eu já assisti às duas temporadas. É uma série bem produzida, com fotografia e direção bem dirigidas, e trilha sonora bem coerente. Um enredo, para mim, está em como a história tem um dorso e como se ramifica para contar o início, o meio e o fim. Pela sinopse, você tem uma noção geral do que a série trata, mas quando chega do meio para o fim, eu acredito que muitas respostas que poderiam ter sido retratações históricas (o momento ideal de mandar a mensagem para racistas e a dita supremacia branca) não vieram. Para mim a série é falha nesse ponto.
As atuações são impecáveis, o jogo de cenas misturando real e sobrenatural é bem envolvente e, como a maioria das pessoas falou, existem cenas perturbadoras. A série prende, revolta, mas deixa de passar uma mensagem mais coerente com o propósito que poderia ter de ser um contraponto ao racismo que ela realmente se preocupou em mostrar de todas as formas possíveis (e até mesmo inimagináveis).
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A Reserva
3.5 42 Assista AgoraA série tem uma prerrogativa de enredo interessante, mas é morna e permanece assim durante todo o desenrolar da história. Não existe uma grande surpresa ou grandes ápices que te deixam em êxtase ao acompanhar a história.
A premissa da relação entre ricos x pobres sob o contexto do uso de mão de obra imigrante é muito interessante, mas é mal executada na série. Os eventos principais que culminariam em revelações, surpresas e xeque-mate na história são colocados de maneira bem básicas e irrelevantes. Discussões maiores que poderiam, inclusive, aprofundar o drama e a complexidade dos personagens e do assunto, são jogados como papeis boiando na água mera a superficialidade ao qual a série adota para o seu tom.
A fotografia é interessante, alguns atores são imponentes, mas é bem monotom. Teria a chance de ser uma série de drama bem profunda, com temas extremamente importantes de serem discutidos e aprofundados. Mas a série escolhe deixá-los em superfície. Uma pena.
Black Rabbit
3.6 32 Assista AgoraBlack Rabbits me pegou logo na tela inicial da Netflix pelo trailer e pela fotografia, num primeiro momento. Maratonei a série em praticamente 4 dias. Ela te cativa pela atmosfera boêmia, pela naturalidade dos personagens facilmente encontráveis na vida real por aí, pela boa fotografia, pela trilha sonora e pelas atuações. Confesso que não vi nenhuma atuação que fosse ruim a ponto de estragar, nesse quesito, a evolução da trama.
A trama é eletrizante pela construção (ou seria desconstrução?) da narrativa pelo retorno do personagem do Jason Bateman, que, por sinal, é um dos ápices da série. A dupla protagonista de irmãos, aliás, consegue sustentar excelentes atuações, apesar que em poucas cenas a teatralidade de se estar na tela deixou a emoção um pouco aquém onde merecia ser destaque.
Para mim, a série peca no seu episódio final, que trouxe uma lambança do desfecho com uma sucessão repentina e rápida de eventos. Fiquei órfão também da Roxie, que teve notoriedade em boa parte da série, mas foi esquecida no arco final, podendo ter sido outra chave importante para o desfecho da trama (a gente sabe que foi, mas não se desenvolve ou mostra em tela).
O Vince escapa das garras do Mancuso, é resgatado pelo irmão, eles fogem, arquitetam um plano para o Vince pegar um avião, dialogam de forma emocional no bar, a série dá a entender que o Vince vai fugir e deixar o irmão lá (o que seria um desfecho interessante), mas ele liga para a polícia para se entregar, o Jake sobe no terraço, não expressa uma comoção tão grande com a atitude do irmão e o Vince se mata. Ou ele abandonava o irmão na cena, ou ele se entregava para a polícia ou ele cometia o que acabou cometendo. Acho que tentar os 3, foi forçado no enredo.
Poderiam ter escolhido 1 desfecho ao invés de tentativas de simultâneos nesses poucos minutos de encerramento. A série é bem construída, as cenas dentro do bar são movimentadas e conseguem nos levar para esse fogaréu de sucesso que eles queriam imprimir no principal cenário da trama e, no final, consegue fazer com que nos conectemos de alguma forma com o enredo.
A série encaminhava com um 4,5 para mim, mas diante do capítulo final, resolvi cravar nota 4.
O Namorado (2ª Temporada)
3.9 13 Assista AgoraClaramente, uma temporada mais amadurecida e superior à primeira. Achei que foram muito assertivos na escolha dos participantes nessa temporada, trazendo pessoas mais maduras e mais velhas. Isso, naturalmente, fez o programa ter diálogos mais sensatos, discussões mais profundas e situações que exigiam reflexões amadurecidas (ainda que alguns não a tivesse).
Os arcos entre participantes são interessantes e chegam a nos despertar a curiosidade de sempre querer ver mais para saber no que vai dar. Ainda acho a dinâmica do reality bem fraca e monótona. Isso é corroborado por uma edição "simples", ausência de entusiasmo na sonoplastia e, de fato, na ausência de dinâmicas maiores e motivadoras que nos mostrem outras facetas dos participantes.
Torci, sim, pelo Izaya e pelo William. Dentro dessa temporada, foi o casal com complexidades distintas e que foram superadas pelo diálogo e compromisso. Foi interessante observar alguns embates entre participantes que queriam a mesma pessoa. O Jobu foi um guerreiro rsrs. O arco do Huwei e Bomi foi bem interessante também, sobretudo em notar a evolução do Huwei durante o reality. Deu para perceber a diferença do cara que não sabia entender seus próprios sentimentos e o cara do final que já estava se expressando melhor e entendendo o que queria, ainda que confuso.
Achei uma temporada superior à primeira e a escolha dos participantes, sem dúvidas, foi o que motivou as dinâmicas e arranjos que vimos nessa temporada. Ansioso por uma terceira com personagens tão bons quanto os dessa.
O Monstro em Mim
3.6 77 Assista AgoraA série é boa, com boas atuações e uma fotografia interessante. O enredo, apesar de não ser surpreendente e não trazer grandes reviravoltas na trama, prende e consegue se consolidar como algo linear. A protagonista, apesar de boa atriz, não me convence em alguns momentos, mas a atuação do Matthew é arrebatadora no papel do Nile, sobretudo em cenas mais enérgicas.
Monstros (3ª Temporada) - A História de Ed Gein
3.2 210 Assista AgoraDa trilogia que foi lançada até agora, para mim essa é a mais fraca. Continua sendo uma série que vai nos provocar cenas que embrulham o estômago, o que deixa a produção ainda mais fidedigna - e isso, até algum ponto, é bem interessante no enredo. Achei que em alguns momentos a série é confusa, nos levando a alguns marcos temporais que funcionam como um "crossover" ao tentar misturar eventos futuros com passado e que foram relevantes para o desenrolar de histórias posteriores à de Ed Gein.
Em muitos momentos a série é lenta e tira um pouco do dinamismo que vimos nas temporadas anteriores. O universo vai se assemelhar ao Dahmer, mas em termos de produção e de forma geral, achei as duas primeiras temporadas mais enérgicas.
Alice in Borderland (3ª Temporada)
3.1 89 Assista AgoraÉ notória a evolução dos atores nessa temporada. Saímos de uma vibe jovens adultos ou até mesmo adolescentes, como vimos na primeira temporada, para algo mais amadurecido. É uma temporada que ainda prende pelo suspense do novo, do inédito, do que ainda está por vir pelo fato de já termos visto eles vivenciarem "todas os naipes do game".
A premissa da carta coringa é interessante e é norteadora dessa temporada. Porém, sinto que não houve aprofundamento nenhum em várias questões da dinâmica do jogo. Apesar da entrada de novos personagens que formam novos grupos nessa jornada, não há tempo para se aprofundar em nenhum deles e criar conexões como criamos com alguns personagens das primeiras temporadas.
Nesse sentido, alguns personagens de antes fizeram muita falta. As dinâmicas da maioria dos jogos foram superficiais e ligeiras - parecia que a série não queria perder tempo justamente no coração do seu enredo (que são os jogos). Não existiu mais o suspense do porquê os jogos existiam e do porquê fazer aquilo. Tudo bem, a gente já sabia qual era a dinâmica desse espaço-tempo, mas nada de novo na abordagem. O último jogo, para mim, foi bem interessante e envolvente.
Senti que essa temporada ficou superficial, sem novos aprofundamentos, sem grandes questões e, consequentemente, sem grandes soluções. Uma pena, porque a premissa da série é muito boa e poderia ter deixado ficar no auge da temporada anterior.
Gatilho
3.6 12 Assista AgoraÉ uma série envolvente e bem executada. Algumas cenas de ação são controversas, mas o enredo é bem construído e evolui bem. A reflexão por detrás da série também é atual e levada como espinha dorsal da história. Achei que o final poderia ter sido melhor explorado, mas o vilão e o protagonista conseguem tomar com brilhantismo toda a história. Algumas cenas são bem impactantes e isso traz mais realismo à série.
Battle Camp (1ª Temporada)
3.6 13 Assista AgoraA dinâmica do reality se afasta da maioria dos programas do gênero por, justamente, contar com a sorte de uma roda de eliminação. A busca por se livrar da roda é interessante, com provas até certo ponto bem executadas.
Senti falta de maior imersão nos diálogos e na socialização entre personagens. Isso só se mostra mais evidente do meio pro final da competição, quando algumas estratégias são reveladas a todos os participantes e as rixas começam a, de fato, serem escancaradas. Até lá, são muitos recortes, pouco tempo de tela para a socialização de cada um deles e poucas dinâmicas de jogo.
Eu ainda acho que brasileiro sabe conduzir melhor realities. Somos seres mais sociáveis e que sabem dinamizar jogos desse tipo. Também acho que muitas provas exigiam habilidade física dos participantes, deixando totalmente em desvantagem aqueles que não eram musculosos. Poderia ter melhor equilíbrio nisso.
Torci para o Shubbam, que desde o início sempre foi muito carismático, verdadeiro e gentil. Lorenzo vencer foi justo - jogou de forma equilibrada, se posicionou, soube se manter firme e mostrou habilidades interessantes. Mas, não podemos deixar de falar que o Trey - por mais que tenha sua índole colocada em xeque - movimentou o jogo, a dinâmica e fez o reality ser mais interessante. Destaque também para a Gabi (pena ter saído cedo) e, de alguma forma, o Nick. Já Avori e Tony, para mim, foram totalmente dispensáveis.
Como alguém falou aqui nos comentários, é um feijão com arroz bem executado. Um reality de fácil consumo, diverte em muitos momentos e traz entretenimento, mesmo podendo ser melhor explorado.
O Jogo do Diabo (2ª Temporada)
3.8 31 Assista AgoraEssa temporada foi muito superior à primeira. Conseguiram apimentar a dinâmica entre os participantes mexendo na "segregação" do grupo, o que gerou vários núcleos e entrelaces que deram movimento ao reality. Isso foi um salto maravilhoso relacionado à primeira temporada.
Apesar de ainda ser difícil acompanhar a lógica por detrás da maioria dos jogos - já existe a dificuldade da língua -, o reality é bem instigante e prende. Em alguns momentos, tive a sensação de que se tratava até de um roteiro - principalmente quando alguns personagens subitamente começam a procurar coisas no cenário para descobrir possíveis "passagens secretas" ou "segredos" escondidos por ali. Possivelmente, eles foram orientados a isso, o que deixou o aspecto do reality meio teatral.
Porém, o elenco foi maravilhoso, traçaram estratégias interessantes e conseguiram dar dinâmica ao programa. Gosto demais!
As Quatro Estações do Ano (1ª Temporada)
3.7 48 Assista AgoraAcabei de maratonar essa série num domingo chuvoso. Uma delícia de história, com um enredo leve, um texto inteligente e pitadas de humor que te garantem um riso solto. Os personagens são bem construídos, mergulhamos em algumas intimidades do universo de cada um, e o roteiro é limpo e linear.
A fotografia é boa, o elenco é carismático e o final até surpreende um pouco - eu não estava esperando o que ocorreu.
Para mim, inserir a morte de um personagem que era bem central não foi uma escolha muito assertiva. Para além disso, achei que foram levianos no clima dessa narrativa. A série é leve e deram esse tom também para a morte do personagem, mas não acho que deveria ser o tom pela escolha que fizeram.
De toda forma, é uma ótima série para maratonar rapidamente e garantir doses leves de entretenimento.
Carma
4.0 28 Assista AgoraUm roteiro bem construído e bem executado: "Carma" não chega perto das previsibilidades que muitas outras histórias contam e consegue, sim, ser inteligente e mesclar, para além do drama, da violência e do suspense, boas doses enigma. Uma história bem costurada que, em alguns momentos dá para entender como elas vão se conectar, mas em outras, tudo fica aberto.
A fotografia é interessante, a ambientação consegue fazer jus à história e as atuações são convincentes. O cinema coreano vem ganhando cada vez mais espaço justamente pelas produções bem executadas, histórias envolventes e personagens exuberantes.
Adolescência
4.0 613 Assista AgoraDevastadora e arrebatadora. Fazia algum tempo que assistia a uma minissérie - poderia até ser um pouco maior, mas é no tamanho certo - que conseguiu ser tão equilibrada, profunda e completa. Trata de múltiplos assuntos derivados de uma espinha dorsal extremamente forte, atual e necessária.
As atuações são impecáveis e, aqui, fica o destaque para as expressões corporais - sobretudo faciais - dos atores. Os dois últimos capítulos são obras primas! A profundidade de cada cena e da forma como as mensagens são levadas aos espectadores são imersivas e profundamente instigantes.
O plano-sequência - do qual sou fã - me incomodou um pouco no início. Achei que, de cara, ele tirou alguns impactos iniciais da série. Porém, nos capítulos seguintes, a experiência se torna ainda mais imersiva e faz total sentido adotar essa técnica. A sensação incômoda logo passou e se tornou secundária perante à grandiosidade do que a série aborda e trata.
Faz refletir, faz sentir, faz chorar. A minissérie subverte qualquer fórmula que pretende mostrar uma produção dramática ou de suspense policial. Ela se propõe a ser diferente e muito mais que isso. E consegue. Estou impactado até agora e profundamente mexido com o que ela apresenta.
A Terapia
4.1 41 Assista AgoraNunca mais tinha assistido a uma série ou filme que conseguiu trazer uma atmosfera de suspense tão cativante como essa. Estou cada vez mais fascinado pelo cinema alemão e essa série corrobora com isso. As atuações são bem sólidas, a atmosfera da série consegue criar o clima de suspense ao qual ela se propõe e a temática psicológica consegue ser cada vez mais aprofundada assim como vamos mergulhando na psicose do seu protagonista.
Não tive grandes surpresas do meio para o final, apesar que o final não é tão premeditado, mas já dava para ter indícios que, muito provavelmente,
tudo não passava de uma criação da mente do Viktor. Porém, essa fantasia ao qual somos levados a mergulhar na mente do personagem é o que faz valer toda a série.
O final é dramático e surpreende. Não é um raciocínio linear, assim como as profundezas de nossa própria mente. Série fantástica.
The Society (1ª Temporada)
3.4 199 Assista AgoraA tentativa da série é muito boa. Apesar de ser uma trama adolescente - e, como tal, tem aquela atmosfera levemente infantil -, o tema geral abordado tem uma premissa super promissora. Porém, a série, para mim, só consegue engatar com maior profundidade e peso nas questões que aborda a partir do 6º episódio.
Existem diversos furos na continuidade da história entre os episódios, muitos deles bebendo da fonte da superficialidade, sem aprofundamento ou até mesmo sem o peso merecido. São poucas as atuações que se salvam.
A personagem da Allie - que, para mim, era extremamente secundária - não consegue passar carisma e, muito menos, poderio para o qual o personagem dela estava incumbido. Muitas das questões tratadas na série parecem ser jogadas ao vento e tratadas apenas em 1 episódio - foi assim com a morte da Cassandra, com a descoberta da orientação sexual do Grizz e logo em seguida a DR com o Sam, a gestação da outra personagem lá e tantos outros momentos.
Em muitas partes a atmosfera da série é a mesma de Riverdale. Descobri do meio pro final que a série havia sido cancelada e isso me deixou ainda mais frustrado e irritado porque se a série não conseguiu se desenvolver na primeira temporada e responder enigmas, agora é que não teremos essas respostas e ficaremos com essa coisa pífia indefinida.
Better Than Us (1ª Temporada)
3.7 63 Assista AgoraA série com seu contexto distópico, mas com boas doses de realismo, é cativante do início ao fim. A produção tem ótima fotografia e o enredo é bem sólido. Algumas atuações deixam a desejar, mas nada que tire o ritmo e a densidade da história. Achei que do 13º episódio até o último a série se perdeu em alguns arcos da história e "não contou direito", mas nada que impeça de tirar a qualidade da produção. Não é uma série extremamente fantástica, mas é bem interessante. Gostaria de ver uma segunda temporada.
Cassandra
3.4 178 Assista AgoraA premissa da série é muito boa e a ambiência dela também. O tema disruptivo da tecnologia é instigante e a série consegue te prender do início ao fim. Existem muitos "furos" no enredo que poderiam ter sido melhor explorados e construídos, como
a relação entre o Fynn e o boyzinho da escola; o adolescente filho da Cassandra que, ao que tudo indica, também era gay (ou bi);
No mais, as atuações são medianas, ficando todo o foco para a atriz que faz a Cassandra e a Samira, muito expressiva. Não é uma série extraordinária, mas traz entretenimento. Vale a pena assistir.
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista AgoraA 2ª temporada dessa conceituada série já sabia que ia se deparar com dois pontos "calcanhar de Aquiles" para uma continuidade: a repetição e a previsibilidade. Repetir cenários e jogos é recair na falta de novidades e a previsibilidade é o que nos deixa, do lado de cá, numa sensação de "para quê continuidade se eu já sei o que vai acontecer?".
Porém, não acho que essa nova temporada de Round 6 cai na mesmice, apesar de pontos de previsibilidade. A gente SABE que o personagem principal não vai morrer nas dinâmicas, sobretudo pelo fato de que, agora,
também sabemos que o líder está infiltrado entre eles e participa do mesmo grupo.
Para mim, essa nova temporada consegue trazer elementos e personagens que abordam novas dinâmicas e arcos interessantes a serem explorados. Pela primeira vez, temos uma nova visão dos bastidores do jogo, do que acontece por detrás da engenhoca que é todo esse mundo, algo que na primeira temporada não foi aprofundado. Gosto da personagem enigmática nº11
e sua relação - ainda inexplicada - com o atual líder do jogo.
O único ponto que, para mim, fica inexplorado nessa temporada é o arco do policial irmão do líder. Claramente, essa temporada não conseguiu trazer mais à tona cenas e desenvolvimento para algo que poderia ter avançado e vai ficar tudo para a última temporada. Talvez, isso nos passe, lá na frente, a sensação de que as coisas foram resolvidas muito rapidamente porque, muito provavelmente, os eventos acontecerão de maneira mais rápida. Contudo, acredito que eles poderiam ter tirado um pouco da sensação de mesmice de sempre baterem na mesma tecla e nada dar certo (ou ter avançado pouco) e ter explorado esse núcleo um pouco mais.
A sensação de grande tensão fica pela revelação de que o marinheiro-chefe que estava sendo pago pelo policial faz parte do grupo que comanda o jogo e estava atrapalhando o avanço das investigações. Isso também foi um ponto de previsibilidade.
Gosto principalmente dos novos personagens que compõem o núcleo da personagem trans, a senhorinha e seu filho. São carismáticos, trouxeram um arco social importante e temáticas para além do jogo. Também gosto do desenrolar da história do personagem 333 e estou curioso para entender se teremos avanços com relação ao emaranhado dele com a outra personagem.
Em suma, acredito que Round 6 perde pela falta de novo impacto que a 1ª temporada trouxe, mas isso é previsível em continuações. Contudo, continua sendo uma ótima série porque conseguiu trazer nessa nova temporada elementos e personagens que renovam a energia e nos deixa ansiosos para curtir a próxima.
O Caso Asunta
3.2 47 Assista AgoraA série é bem produzida e os atores convencem em seus devidos papeis. Ela pode ser enrolada ou morosa em alguns momentos, causando mais dúvidas ou dualidades na história. Mas, talvez, seja o próprio retrato real do desenrolar dos fatos. Gostei bastante da fotografia da série, o clima dramático, apesar de ter esperado grandes momentos no enredo. No geral, é uma série que prende e vale a pena.
O Namorado (1ª Temporada)
3.6 36O reality vai te cativando aos poucos. À medida que os episódios passam, você consegue se conectar com alguns participantes e a entender um pouco mais das (poucas) dinâmicas apresentadas. Apesar de consumir produtos televisivos orientais, achei a dinâmica de edição e a movimentação do reality um tanto quanto ruins.
Os recortes de edição são ruins, existem muitos diálogos entre eles que são importantes, mas a edição deixa claro que houve recortes importantes e isso se perde em meio ao desenvolvimento do reality. Existem muitos momentos que a câmera simplesmente fica parada, não há áudio e não tem nada acontecendo.
Acho que o reality conseguiria ser melhor se tivessem dinâmicas que fizessem os participantes colocar à prova seus perfis, suas personalidades, seus gostos e afins. Todo dia é praticamente a mesma coisa: pouca interação mostrada entre os participantes, quando mostram existe algo leviano que não explica muita coisa, eles se revezam e se escolhem para ir trabalhar num café itinerante e, às vezes, rola um encontro.
Os participantes são carismáticos até certo ponto - acho que sempre tenderemos a comparar com a efervescência do brasileiro. Se fossem participantes brasileiros (e tem um deles que tem dupla cidadania), com certeza o reality pegaria fogo rsrs porém, dá para se encantar por alguns deles e torcer pelos possíveis matches.
Convenhamos que Shun era extremamente complicado e o Dai, extremamente paciente e resiliente. Para mim, beira a toxicidade o que o Shun fazia e todas as situações que ele mesmo criava e se saía por vítima. No final, ficou claro que ele estava jogando com o Dai, mas eu acredito que não teria a mesma paciência dentro de um tempo de reality que a pessoa está ali com opções para encontrar alguém. Mas, fiquei feliz que eles ficaram juntos e, a princípio, seguem firmes até agora.
Para mim, de todos os personagens, o Taeheon era o mais maduro. Ele realmente não tinha alguém a sua altura dentro da Green House e percebeu isso logo no início, se colocando como um grande irmão de todos ali dentro. Seus conselhos foram maravilhosos. A energia "caótica" do Alan e do Ikuo ajudaram a dar dinamismo ao reality. O Kazuto foi um personagem sonso, sem demonstrar claramente seus interesses, apesar que tenho quase certeza que daria algum match com o Usak. E fiquei com pena do Ryota e do Gensei, que não conseguiram se encontrar dentro do reality e, no caso do Ryota, "perdendo tempo" indo atrás do Kasuto quando esse já tinha dito algumas vezes que não tinha correspondência.
No final, é um reality de fácil consumo e bem leve. Os comentaristas, no início, me irritavam pela forma como o reality é apresentado, mas depois eles se tornaram importantes para manter a vitalidade e o dinamismo pouco explorados na edição do reality.
Investidos: O Jogo da Desconfiança (1ª Temporada)
3.5 16Um dos poucos realities que a edição favorece o telespectador em conseguir se conectar e criar relações com os participantes. O tempo de exibição de cada episódio nos garante ter, realmente, a vivência da casa e conseguir ir se enturmando dentro da experiência.
Eu adorei o reality. A dinâmica presumida é interessante e a relação de confiança (ou desconfiança) que vai se estabelecendo também entra no universo da dicotomia do que é "certo x errado", "ético x sujo". Os participantes são carismáticos, têm personalidade e conseguem trazer dinâmicas e momentos super interessantes para o programa.
Eles têm características muito distintas e peculiares, o que trouxe um dinamismo super interessante. O próprio reality também consegue provocar momentos intensos em dinâmicas que colocam eles à prova. A fotografia é legal, as edições são favoráveis e o clima do programa vai melhorando à medida que avança.
Eu me diverti com o programa. Espero que tenha outras temporadas.
O Sabotador (2ª Temporada)
3.8 22Senti um salto considerável da 1ª para a 2ª temporada. O cenário da Malásia foi mais instigante e as provas, mais elaboradas. Achei o casting mais ousado e com mais personalidade que a 1ª temporada, o que trouxe um dinamismo interessante para o programa.
Ainda me irrita a forma como o reality é desenvolvido, com muitas edições triviais e recortes claramente supérfluos. A sensação ainda é que em muitos momentos são atores, mas esse elenco "soube disfarçar" melhor esse tom característico do reality. A falta de aprofundamento nas relações faz com que tudo gire em torno da superficialidade e, consequentemente, de uma possível atuação.
Eu jurava que a sabotadora era a Ryan por toda sua desenvoltura mediana no jogo. Ela sobreviveu muito para quem era apenas uma jogadora. E o Sean, enquanto sabotador, atuou extremamente bem. A Hannah, a Dianna e a Muni foram verdadeiros destaques nessa edição. Jogadoras bem posicionadas, com personalidade e que deram movimento ao jogo.
Queria que a dinâmica do reality fosse como um BBB, onde pudéssemos ver mais da interação entre eles e, claramente, os conflitos de interesse interferindo no jogo. A final foi bem apática, sem emoção, mas o elenco conseguiu segurar a temporada. Espero que eles evoluam - apesar de não achar profundamente que isso vai acontecer -, ao mesmo tempo que torço para ter uma versão brasileira do reality.
O Sequestro do Voo 601
3.4 11 Assista AgoraPor ser baseada em fatos reais, a série traz um peso importante para contar, mesmo que incrementando e fantasiando algumas coisas, um histórico sequestro no mundo da aviação. As atuações dos personagens na aeronave são ótimas. O mesmo não dá para falar dos personagens que ficam no setor administrativo da empresa aérea - achei os personagens extremamente caricatos e retiram qualquer drama que a série se propõe a ter. Pelo contrário, o núcleo do Piraquete e sua trupe estão mais para tragicomédia do que outra coisa.
A série distorce alguns fatos que existiram na realidade e muda outras coisas, mas não perde a carga de dramaticidade. Os dois últimos episódios têm recortes e enredos que acredito que poderiam ter sido melhor escritos. Senti um teor de comédia no final que enfraquece a série e o excesso de música na sonorização das cenas, quase que ininterrupto, traz leve irritabilidade.
Acredito que a série não precisava distorcer tanto os fatos como aconteceram na vida real. Não conhecia o caso e fui pesquisar para saber mais. A atuação das aeromoças é espetacular. A série não é ruim: prende, tem suspense e consegue deixar boas impressões.
Eles: O Medo (2ª Temporada)
3.8 97 Assista AgoraClaramente a série deixou de lado a mão pesada da primeira temporada para tentar uma retratação após várias críticas ao enredo da primeira. A segunda temporada, de longe, não tem o peso e a carga da primeira, nem mesmo a qualidade de apresentação, mas convence. A atuação da Deborah com suas faces e trejeitos é incrível e o Luke é incrivelmente perturbador. Não tem como não se envolver no sofrimento dúbio do personagem.
Por ser mais curta, a série é absorvida de maneira mais rápida e sem profundidades como a primeira temporada, mas não deixa de ter camadas.
O crossover com a primeira temporada foi um elemento surpresa positivo que ajuda a contar uma história contínua entrelaçada. Gosto disso.
É uma série que tem pano pra manga e tem a capacidade de explorar muitos temas sociais.
Eles (1ª Temporada)
4.1 566 Assista AgoraEu já assisti às duas temporadas. É uma série bem produzida, com fotografia e direção bem dirigidas, e trilha sonora bem coerente. Um enredo, para mim, está em como a história tem um dorso e como se ramifica para contar o início, o meio e o fim. Pela sinopse, você tem uma noção geral do que a série trata, mas quando chega do meio para o fim, eu acredito que muitas respostas que poderiam ter sido retratações históricas (o momento ideal de mandar a mensagem para racistas e a dita supremacia branca) não vieram. Para mim a série é falha nesse ponto.
As atuações são impecáveis, o jogo de cenas misturando real e sobrenatural é bem envolvente e, como a maioria das pessoas falou, existem cenas perturbadoras. A série prende, revolta, mas deixa de passar uma mensagem mais coerente com o propósito que poderia ter de ser um contraponto ao racismo que ela realmente se preocupou em mostrar de todas as formas possíveis (e até mesmo inimagináveis).