Últimas opiniões enviadas
Claramente, uma temporada mais amadurecida e superior à primeira. Achei que foram muito assertivos na escolha dos participantes nessa temporada, trazendo pessoas mais maduras e mais velhas. Isso, naturalmente, fez o programa ter diálogos mais sensatos, discussões mais profundas e situações que exigiam reflexões amadurecidas (ainda que alguns não a tivesse).
Os arcos entre participantes são interessantes e chegam a nos despertar a curiosidade de sempre querer ver mais para saber no que vai dar. Ainda acho a dinâmica do reality bem fraca e monótona. Isso é corroborado por uma edição "simples", ausência de entusiasmo na sonoplastia e, de fato, na ausência de dinâmicas maiores e motivadoras que nos mostrem outras facetas dos participantes.
Torci, sim, pelo Izaya e pelo William. Dentro dessa temporada, foi o casal com complexidades distintas e que foram superadas pelo diálogo e compromisso. Foi interessante observar alguns embates entre participantes que queriam a mesma pessoa. O Jobu foi um guerreiro rsrs. O arco do Huwei e Bomi foi bem interessante também, sobretudo em notar a evolução do Huwei durante o reality. Deu para perceber a diferença do cara que não sabia entender seus próprios sentimentos e o cara do final que já estava se expressando melhor e entendendo o que queria, ainda que confuso.
Achei uma temporada superior à primeira e a escolha dos participantes, sem dúvidas, foi o que motivou as dinâmicas e arranjos que vimos nessa temporada. Ansioso por uma terceira com personagens tão bons quanto os dessa.
Não tem como não assistir a esse filme e não despertar emoções fortes sabendo que situações similares de injustiças sociais, dificuldades e realidades como as da protagonista são palpáveis diariamente em nossa sociedade. A interpretação da Taraji é absolutamente incrível e carrega, de fato, o filme nas costas.
A sororidade que o filme propõe entre ela e a gerente do banco também é um ponto alto, algo que, de fato, beira a realidade e traz força ao ensejo que o filme deseja. A história comove porque ela é mais real do que ficção. Como não se colocar no papel dessa mãe e sentir suas dores, sua realidade, suas angústias? O filme consegue perpassar esse sentimento. Como não refletir sobre a estrutura social de injustiças, de acusações e de como o sistema trata quem não está dentro de seus padrões? São várias camadas a se extrair de situações, personagens e diálogos que o filme traz.
Poderia ter alguma dose maior de dramaticidade e realismo nos takes dentro do banco? Sim, poderia. Em alguns momentos, senti que a atriz que faz a policial da negociação poderia ter tido maior presença. Sua atuação só cresce mais para o final, num clássico clichê de filmes policialescos de rixa entre Policia e FBI. Mas acho que o filme tem sucesso naquilo que se propõe.
É um filme que consegue prender do início ao fim, consegue trazer boas doses de dramaticidade e o peso de uma realidade social que está bem próxima de cada um de nós.
Black Rabbits me pegou logo na tela inicial da Netflix pelo trailer e pela fotografia, num primeiro momento. Maratonei a série em praticamente 4 dias. Ela te cativa pela atmosfera boêmia, pela naturalidade dos personagens facilmente encontráveis na vida real por aí, pela boa fotografia, pela trilha sonora e pelas atuações. Confesso que não vi nenhuma atuação que fosse ruim a ponto de estragar, nesse quesito, a evolução da trama.
A trama é eletrizante pela construção (ou seria desconstrução?) da narrativa pelo retorno do personagem do Jason Bateman, que, por sinal, é um dos ápices da série. A dupla protagonista de irmãos, aliás, consegue sustentar excelentes atuações, apesar que em poucas cenas a teatralidade de se estar na tela deixou a emoção um pouco aquém onde merecia ser destaque.
Para mim, a série peca no seu episódio final, que trouxe uma lambança do desfecho com uma sucessão repentina e rápida de eventos. Fiquei órfão também da Roxie, que teve notoriedade em boa parte da série, mas foi esquecida no arco final, podendo ter sido outra chave importante para o desfecho da trama (a gente sabe que foi, mas não se desenvolve ou mostra em tela).
O Vince escapa das garras do Mancuso, é resgatado pelo irmão, eles fogem, arquitetam um plano para o Vince pegar um avião, dialogam de forma emocional no bar, a série dá a entender que o Vince vai fugir e deixar o irmão lá (o que seria um desfecho interessante), mas ele liga para a polícia para se entregar, o Jake sobe no terraço, não expressa uma comoção tão grande com a atitude do irmão e o Vince se mata. Ou ele abandonava o irmão na cena, ou ele se entregava para a polícia ou ele cometia o que acabou cometendo. Acho que tentar os 3, foi forçado no enredo.
Poderiam ter escolhido 1 desfecho ao invés de tentativas de simultâneos nesses poucos minutos de encerramento. A série é bem construída, as cenas dentro do bar são movimentadas e conseguem nos levar para esse fogaréu de sucesso que eles queriam imprimir no principal cenário da trama e, no final, consegue fazer com que nos conectemos de alguma forma com o enredo.
A série encaminhava com um 4,5 para mim, mas diante do capítulo final, resolvi cravar nota 4.