A série tem uma prerrogativa de enredo interessante, mas é morna e permanece assim durante todo o desenrolar da história. Não existe uma grande surpresa ou grandes ápices que te deixam em êxtase ao acompanhar a história.
A premissa da relação entre ricos x pobres sob o contexto do uso de mão de obra imigrante é muito interessante, mas é mal executada na série. Os eventos principais que culminariam em revelações, surpresas e xeque-mate na história são colocados de maneira bem básicas e irrelevantes. Discussões maiores que poderiam, inclusive, aprofundar o drama e a complexidade dos personagens e do assunto, são jogados como papeis boiando na água mera a superficialidade ao qual a série adota para o seu tom.
A fotografia é interessante, alguns atores são imponentes, mas é bem monotom. Teria a chance de ser uma série de drama bem profunda, com temas extremamente importantes de serem discutidos e aprofundados. Mas a série escolhe deixá-los em superfície. Uma pena.
Black Rabbits me pegou logo na tela inicial da Netflix pelo trailer e pela fotografia, num primeiro momento. Maratonei a série em praticamente 4 dias. Ela te cativa pela atmosfera boêmia, pela naturalidade dos personagens facilmente encontráveis na vida real por aí, pela boa fotografia, pela trilha sonora e pelas atuações. Confesso que não vi nenhuma atuação que fosse ruim a ponto de estragar, nesse quesito, a evolução da trama.
A trama é eletrizante pela construção (ou seria desconstrução?) da narrativa pelo retorno do personagem do Jason Bateman, que, por sinal, é um dos ápices da série. A dupla protagonista de irmãos, aliás, consegue sustentar excelentes atuações, apesar que em poucas cenas a teatralidade de se estar na tela deixou a emoção um pouco aquém onde merecia ser destaque.
Para mim, a série peca no seu episódio final, que trouxe uma lambança do desfecho com uma sucessão repentina e rápida de eventos. Fiquei órfão também da Roxie, que teve notoriedade em boa parte da série, mas foi esquecida no arco final, podendo ter sido outra chave importante para o desfecho da trama (a gente sabe que foi, mas não se desenvolve ou mostra em tela).
O Vince escapa das garras do Mancuso, é resgatado pelo irmão, eles fogem, arquitetam um plano para o Vince pegar um avião, dialogam de forma emocional no bar, a série dá a entender que o Vince vai fugir e deixar o irmão lá (o que seria um desfecho interessante), mas ele liga para a polícia para se entregar, o Jake sobe no terraço, não expressa uma comoção tão grande com a atitude do irmão e o Vince se mata. Ou ele abandonava o irmão na cena, ou ele se entregava para a polícia ou ele cometia o que acabou cometendo. Acho que tentar os 3, foi forçado no enredo.
Poderiam ter escolhido 1 desfecho ao invés de tentativas de simultâneos nesses poucos minutos de encerramento. A série é bem construída, as cenas dentro do bar são movimentadas e conseguem nos levar para esse fogaréu de sucesso que eles queriam imprimir no principal cenário da trama e, no final, consegue fazer com que nos conectemos de alguma forma com o enredo.
A série encaminhava com um 4,5 para mim, mas diante do capítulo final, resolvi cravar nota 4.
Claramente, uma temporada mais amadurecida e superior à primeira. Achei que foram muito assertivos na escolha dos participantes nessa temporada, trazendo pessoas mais maduras e mais velhas. Isso, naturalmente, fez o programa ter diálogos mais sensatos, discussões mais profundas e situações que exigiam reflexões amadurecidas (ainda que alguns não a tivesse).
Os arcos entre participantes são interessantes e chegam a nos despertar a curiosidade de sempre querer ver mais para saber no que vai dar. Ainda acho a dinâmica do reality bem fraca e monótona. Isso é corroborado por uma edição "simples", ausência de entusiasmo na sonoplastia e, de fato, na ausência de dinâmicas maiores e motivadoras que nos mostrem outras facetas dos participantes.
Torci, sim, pelo Izaya e pelo William. Dentro dessa temporada, foi o casal com complexidades distintas e que foram superadas pelo diálogo e compromisso. Foi interessante observar alguns embates entre participantes que queriam a mesma pessoa. O Jobu foi um guerreiro rsrs. O arco do Huwei e Bomi foi bem interessante também, sobretudo em notar a evolução do Huwei durante o reality. Deu para perceber a diferença do cara que não sabia entender seus próprios sentimentos e o cara do final que já estava se expressando melhor e entendendo o que queria, ainda que confuso.
Achei uma temporada superior à primeira e a escolha dos participantes, sem dúvidas, foi o que motivou as dinâmicas e arranjos que vimos nessa temporada. Ansioso por uma terceira com personagens tão bons quanto os dessa.
Não tem como não assistir a esse filme e não despertar emoções fortes sabendo que situações similares de injustiças sociais, dificuldades e realidades como as da protagonista são palpáveis diariamente em nossa sociedade. A interpretação da Taraji é absolutamente incrível e carrega, de fato, o filme nas costas.
A sororidade que o filme propõe entre ela e a gerente do banco também é um ponto alto, algo que, de fato, beira a realidade e traz força ao ensejo que o filme deseja. A história comove porque ela é mais real do que ficção. Como não se colocar no papel dessa mãe e sentir suas dores, sua realidade, suas angústias? O filme consegue perpassar esse sentimento. Como não refletir sobre a estrutura social de injustiças, de acusações e de como o sistema trata quem não está dentro de seus padrões? São várias camadas a se extrair de situações, personagens e diálogos que o filme traz.
Poderia ter alguma dose maior de dramaticidade e realismo nos takes dentro do banco? Sim, poderia. Em alguns momentos, senti que a atriz que faz a policial da negociação poderia ter tido maior presença. Sua atuação só cresce mais para o final, num clássico clichê de filmes policialescos de rixa entre Policia e FBI. Mas acho que o filme tem sucesso naquilo que se propõe.
É um filme que consegue prender do início ao fim, consegue trazer boas doses de dramaticidade e o peso de uma realidade social que está bem próxima de cada um de nós.
Acredito que "Train Dreams" precisa de um momento propício para que sua história e sua mensagem sejam, de fato, impactantes para quem assiste do outro lado. É um filme com uma história triste, mas que consegue permear com leveza. É poético na maioria de seus frames. A fotografia aqui se torna protagonista, com os grandes campos, verdes, névoas e paisagens.
A energia rústica do filme e de seu protagonista nos leva a doses, por vezes, esquecidas da simplicidade da vida. E de como precisamos de pouco (que é muito) para nos conectar com nossa essência e nossa natureza. Qual é a base da nossa vida? Quais sacrifícios fazemos por aqueles que amamos e, às vezes, precisamos estar distantes? Qual o peso dessa vida e das nossas escolhas?
O filme nos faz refletir sobre o aspecto geral da vida. É leve na forma da narrativa, é denso no sentido da história, é lindo pelos frames da fotografia. Não achei que impacta a ponto de sentirmos, do lado de cá, a dor de seu personagem principal. Talvez, o momento de cada um que assiste possa delinear sensações distintas da produção.
O diálogo que o Grainier tem com uma das personagens que chega depois, no meio do filme, é um dos ápices bem interessantes. As cenas finais também emocionam. E é isso.
Na minha jornada em assistir aos filmes indicados ao Oscar, comecei por "Sinners". De cara, percebe-se um tom que o filme claramente vai injetando em nós sua mensagem: vai tratar, sim, sobre racismo, estrutura social, crenças e afins, em uma época que tudo isso se misturava e regrava leis e costumes. A apresentação dos personagens é bem feita e, ao meu ver, não deixa brechas para coadjuvantes ou estrelismos. Todos têm seu papel bem fundamentado.
Concordo com muitos que o filme não é uma verdadeira obra-prima. Ele consegue ser extremamente equilibrado nos ingredientes que mistura: tem um terror leve, tem uma delicadeza minimalista, tem sensualidade regrada, tem pitadas cômicas. Acima de tudo isso, tem uma receita de muitas metáforas para tratar de assuntos sérios. Não estava esperando pela dose da fantasia (ou seria melhor dizer dose de folclore?). Como não sou fã de muitos aspectos caricatos da fantasia, fiquei levemente decepcionado pelo filme trazer essa proposta, mas ela é tão bem feita e justificável que se torna um mero detalhe.
A forma como o filme é exibido também é bem interessante e isso performa bem para quem assiste do outro lado. A trilha sonora faz jus ao que se propõe e deixa a experiência bem envolvente. Também concordo que é exagero um filme desses ser recordista de indicações ao Oscar. Outras produções, de outros anos, mereciam o feito por muito menos.
Em suma, vale a pena. É um filme que prende do início ao fim, não deixa brechas e se torna bem impactante.
A série é boa, com boas atuações e uma fotografia interessante. O enredo, apesar de não ser surpreendente e não trazer grandes reviravoltas na trama, prende e consegue se consolidar como algo linear. A protagonista, apesar de boa atriz, não me convence em alguns momentos, mas a atuação do Matthew é arrebatadora no papel do Nile, sobretudo em cenas mais enérgicas.
Da trilogia que foi lançada até agora, para mim essa é a mais fraca. Continua sendo uma série que vai nos provocar cenas que embrulham o estômago, o que deixa a produção ainda mais fidedigna - e isso, até algum ponto, é bem interessante no enredo. Achei que em alguns momentos a série é confusa, nos levando a alguns marcos temporais que funcionam como um "crossover" ao tentar misturar eventos futuros com passado e que foram relevantes para o desenrolar de histórias posteriores à de Ed Gein.
Em muitos momentos a série é lenta e tira um pouco do dinamismo que vimos nas temporadas anteriores. O universo vai se assemelhar ao Dahmer, mas em termos de produção e de forma geral, achei as duas primeiras temporadas mais enérgicas.
É notória a evolução dos atores nessa temporada. Saímos de uma vibe jovens adultos ou até mesmo adolescentes, como vimos na primeira temporada, para algo mais amadurecido. É uma temporada que ainda prende pelo suspense do novo, do inédito, do que ainda está por vir pelo fato de já termos visto eles vivenciarem "todas os naipes do game".
A premissa da carta coringa é interessante e é norteadora dessa temporada. Porém, sinto que não houve aprofundamento nenhum em várias questões da dinâmica do jogo. Apesar da entrada de novos personagens que formam novos grupos nessa jornada, não há tempo para se aprofundar em nenhum deles e criar conexões como criamos com alguns personagens das primeiras temporadas.
Nesse sentido, alguns personagens de antes fizeram muita falta. As dinâmicas da maioria dos jogos foram superficiais e ligeiras - parecia que a série não queria perder tempo justamente no coração do seu enredo (que são os jogos). Não existiu mais o suspense do porquê os jogos existiam e do porquê fazer aquilo. Tudo bem, a gente já sabia qual era a dinâmica desse espaço-tempo, mas nada de novo na abordagem. O último jogo, para mim, foi bem interessante e envolvente.
Senti que essa temporada ficou superficial, sem novos aprofundamentos, sem grandes questões e, consequentemente, sem grandes soluções. Uma pena, porque a premissa da série é muito boa e poderia ter deixado ficar no auge da temporada anterior.
É uma série envolvente e bem executada. Algumas cenas de ação são controversas, mas o enredo é bem construído e evolui bem. A reflexão por detrás da série também é atual e levada como espinha dorsal da história. Achei que o final poderia ter sido melhor explorado, mas o vilão e o protagonista conseguem tomar com brilhantismo toda a história. Algumas cenas são bem impactantes e isso traz mais realismo à série.
A atmosfera do filme consegue fazer com que sintamos várias sensações que a protagonista do filme passa nesse arco temporal da sinopse. Prende a nossa atenção e, mesmo em momentos de calmaria, ansiamos para saber o que vai acontecer no minuto seguinte. Por mais que não tenha nenhum ápice que seja "estrondoso", com cenas de muita violência ou qualquer coisa do gênero, sentimos os nervos a flor da pele em várias cenas. É profundo o que se passa com a protagonista, sua situação e o cenário "devastador" onde, com o mínimo de empatia, já conseguimos nos colocar na situação vulnerável em diversos momentos que o filme busca retratar ou instigar a crítica.
A dinâmica do reality se afasta da maioria dos programas do gênero por, justamente, contar com a sorte de uma roda de eliminação. A busca por se livrar da roda é interessante, com provas até certo ponto bem executadas.
Senti falta de maior imersão nos diálogos e na socialização entre personagens. Isso só se mostra mais evidente do meio pro final da competição, quando algumas estratégias são reveladas a todos os participantes e as rixas começam a, de fato, serem escancaradas. Até lá, são muitos recortes, pouco tempo de tela para a socialização de cada um deles e poucas dinâmicas de jogo.
Eu ainda acho que brasileiro sabe conduzir melhor realities. Somos seres mais sociáveis e que sabem dinamizar jogos desse tipo. Também acho que muitas provas exigiam habilidade física dos participantes, deixando totalmente em desvantagem aqueles que não eram musculosos. Poderia ter melhor equilíbrio nisso.
Torci para o Shubbam, que desde o início sempre foi muito carismático, verdadeiro e gentil. Lorenzo vencer foi justo - jogou de forma equilibrada, se posicionou, soube se manter firme e mostrou habilidades interessantes. Mas, não podemos deixar de falar que o Trey - por mais que tenha sua índole colocada em xeque - movimentou o jogo, a dinâmica e fez o reality ser mais interessante. Destaque também para a Gabi (pena ter saído cedo) e, de alguma forma, o Nick. Já Avori e Tony, para mim, foram totalmente dispensáveis.
Como alguém falou aqui nos comentários, é um feijão com arroz bem executado. Um reality de fácil consumo, diverte em muitos momentos e traz entretenimento, mesmo podendo ser melhor explorado.
O filme tem uma atmosfera de suspense bem envolvente. As tomadas de câmera em muitos momentos nos fazem, de fato, sentir o tormento e as agonias do protagonista. Ele tem boa atuação e convence em diversos momentos com suas ações/reações.
A premissa do filme é muito boa, contém ironias e críticas para assuntos reais, porém a execução da parte final do filme é totalmente confusa, irreal e "se perde". O enredo poderia ter sido melhor definido para o arco final e ter trazido uma reviravolta mais bem executada.
Não é um filme ruim, prende o espectador e tem boas doses de suspense. Porém, se perde no final e deixa tudo se esvaziar quase que sem propósito.
Essa temporada foi muito superior à primeira. Conseguiram apimentar a dinâmica entre os participantes mexendo na "segregação" do grupo, o que gerou vários núcleos e entrelaces que deram movimento ao reality. Isso foi um salto maravilhoso relacionado à primeira temporada.
Apesar de ainda ser difícil acompanhar a lógica por detrás da maioria dos jogos - já existe a dificuldade da língua -, o reality é bem instigante e prende. Em alguns momentos, tive a sensação de que se tratava até de um roteiro - principalmente quando alguns personagens subitamente começam a procurar coisas no cenário para descobrir possíveis "passagens secretas" ou "segredos" escondidos por ali. Possivelmente, eles foram orientados a isso, o que deixou o aspecto do reality meio teatral.
Porém, o elenco foi maravilhoso, traçaram estratégias interessantes e conseguiram dar dinâmica ao programa. Gosto demais!
Acabei de maratonar essa série num domingo chuvoso. Uma delícia de história, com um enredo leve, um texto inteligente e pitadas de humor que te garantem um riso solto. Os personagens são bem construídos, mergulhamos em algumas intimidades do universo de cada um, e o roteiro é limpo e linear.
A fotografia é boa, o elenco é carismático e o final até surpreende um pouco - eu não estava esperando o que ocorreu.
Para mim, inserir a morte de um personagem que era bem central não foi uma escolha muito assertiva. Para além disso, achei que foram levianos no clima dessa narrativa. A série é leve e deram esse tom também para a morte do personagem, mas não acho que deveria ser o tom pela escolha que fizeram.
De toda forma, é uma ótima série para maratonar rapidamente e garantir doses leves de entretenimento.
O filme conta com um clima de tensão que, até certo ponto, te prende e te deixa apreensivo para saber o que acontecerá no minuto seguinte. Ele consegue ter uma carga de imprevisibilidade justamente porque não existe nenhum retrospecto ou sequer pista da motivação do criminoso. A fotografia é bonita, os cenários são elegantes e a trilha sonora (também até certo ponto) é de boa qualidade.
O filme peca em não ter uma carga dramática que poderia ter sido utilizada e adaptada para tal. Por mais que tenha sido baseada em fatos reais, não é um documentário e poderia ter se utilizado de momentos mais dramáticos, tensos e de suspense para prender ainda mais quem assiste. Existem vários personagens, mas são todos "levianos", porque não nos aprofundamos em nenhum deles. Nem mesmo no personagem sequestrado que passa todo o filme com o sequestrador e não desenvolve nenhum tipo de aprofundamento em suas questões.
Poucos diálogos dentro da cena do crime e nenhum deles também nos dá pistas ou querem revelar motivações ou histórias dos personagens. Idem para as cenas dentro da polícia, com personagens que parecem que serão decisivos para algo, mas não são.
Não é um filme ruim, mas poderia ter sido muito melhor explorado.
Um roteiro bem construído e bem executado: "Carma" não chega perto das previsibilidades que muitas outras histórias contam e consegue, sim, ser inteligente e mesclar, para além do drama, da violência e do suspense, boas doses enigma. Uma história bem costurada que, em alguns momentos dá para entender como elas vão se conectar, mas em outras, tudo fica aberto.
A fotografia é interessante, a ambientação consegue fazer jus à história e as atuações são convincentes. O cinema coreano vem ganhando cada vez mais espaço justamente pelas produções bem executadas, histórias envolventes e personagens exuberantes.
Ter a lenda Fernanda Montenegro como grande estrela e centro dessa história incrível é, no mínimo, um grande privilégio para nós. Sem dúvidas, a sua atuação trouxe ainda mais simbolismo e peso para essa história real.
Ainda assim, saí do cinema achando que o filme foi leviano. A história tem um desenvolvimento coerente até certo ponto, mas em outro momento parece que tudo ficou na superfície, quando bem sabemos que o tema tratado no filme é bem mais profundo. Faltou profundidade - não sei se do roteiro, da direção ou de outra parte do filme. Em determinado momento as coisas todas se encaixaram e se resolveram sem trazer uma carga dramática ou profunda ao qual os temas pertinentes tratavam.
Mesmo assim, é um filme que consegue trazer grandes elementos do cinema brasileiro, com momentos de tensão, alegria e acolhimento.
O filme consegue prender a atenção pelo suspense envolvente. Sem ações premeditadas ou que dão brecha para saber o que vai acontecer no minuto seguinte, o filme consegue captar a atenção.
Contudo, algumas cenas não convencem na dramaticidade e não passam a atmosfera de ser algo horripilante - mesmo sendo, caso envolvêssemos isso numa trama real. Os poucos diálogos que tentam mostrar alguma coisa do universo de ambos os personagens são vazios e não conseguimos entender as motivações do antagonista.
Num primeiro momento, acreditei que tudo poderia ser fantasia da cabeça dela. E, talvez, poderia ter sido essa a escolha do enredo. A perda que a protagonista sofreu poderia ter desencadeado episódios psíquicos que justificariam tudo que ela passa no filme. Porém, não é isso que vemos.
Não é um filme ruim. Se quer algo para prender atenção e assistir passando o tempo, é uma escolha justificável.
Devastadora e arrebatadora. Fazia algum tempo que assistia a uma minissérie - poderia até ser um pouco maior, mas é no tamanho certo - que conseguiu ser tão equilibrada, profunda e completa. Trata de múltiplos assuntos derivados de uma espinha dorsal extremamente forte, atual e necessária.
As atuações são impecáveis e, aqui, fica o destaque para as expressões corporais - sobretudo faciais - dos atores. Os dois últimos capítulos são obras primas! A profundidade de cada cena e da forma como as mensagens são levadas aos espectadores são imersivas e profundamente instigantes.
O plano-sequência - do qual sou fã - me incomodou um pouco no início. Achei que, de cara, ele tirou alguns impactos iniciais da série. Porém, nos capítulos seguintes, a experiência se torna ainda mais imersiva e faz total sentido adotar essa técnica. A sensação incômoda logo passou e se tornou secundária perante à grandiosidade do que a série aborda e trata.
Faz refletir, faz sentir, faz chorar. A minissérie subverte qualquer fórmula que pretende mostrar uma produção dramática ou de suspense policial. Ela se propõe a ser diferente e muito mais que isso. E consegue. Estou impactado até agora e profundamente mexido com o que ela apresenta.
Nunca mais tinha assistido a uma série ou filme que conseguiu trazer uma atmosfera de suspense tão cativante como essa. Estou cada vez mais fascinado pelo cinema alemão e essa série corrobora com isso. As atuações são bem sólidas, a atmosfera da série consegue criar o clima de suspense ao qual ela se propõe e a temática psicológica consegue ser cada vez mais aprofundada assim como vamos mergulhando na psicose do seu protagonista.
Não tive grandes surpresas do meio para o final, apesar que o final não é tão premeditado, mas já dava para ter indícios que, muito provavelmente,
tudo não passava de uma criação da mente do Viktor. Porém, essa fantasia ao qual somos levados a mergulhar na mente do personagem é o que faz valer toda a série.
O final é dramático e surpreende. Não é um raciocínio linear, assim como as profundezas de nossa própria mente. Série fantástica.
A tentativa da série é muito boa. Apesar de ser uma trama adolescente - e, como tal, tem aquela atmosfera levemente infantil -, o tema geral abordado tem uma premissa super promissora. Porém, a série, para mim, só consegue engatar com maior profundidade e peso nas questões que aborda a partir do 6º episódio.
Existem diversos furos na continuidade da história entre os episódios, muitos deles bebendo da fonte da superficialidade, sem aprofundamento ou até mesmo sem o peso merecido. São poucas as atuações que se salvam.
A personagem da Allie - que, para mim, era extremamente secundária - não consegue passar carisma e, muito menos, poderio para o qual o personagem dela estava incumbido. Muitas das questões tratadas na série parecem ser jogadas ao vento e tratadas apenas em 1 episódio - foi assim com a morte da Cassandra, com a descoberta da orientação sexual do Grizz e logo em seguida a DR com o Sam, a gestação da outra personagem lá e tantos outros momentos.
Em muitas partes a atmosfera da série é a mesma de Riverdale. Descobri do meio pro final que a série havia sido cancelada e isso me deixou ainda mais frustrado e irritado porque se a série não conseguiu se desenvolver na primeira temporada e responder enigmas, agora é que não teremos essas respostas e ficaremos com essa coisa pífia indefinida.
A série com seu contexto distópico, mas com boas doses de realismo, é cativante do início ao fim. A produção tem ótima fotografia e o enredo é bem sólido. Algumas atuações deixam a desejar, mas nada que tire o ritmo e a densidade da história. Achei que do 13º episódio até o último a série se perdeu em alguns arcos da história e "não contou direito", mas nada que impeça de tirar a qualidade da produção. Não é uma série extremamente fantástica, mas é bem interessante. Gostaria de ver uma segunda temporada.
Gostei da inovação da técnica de filmagem do filme, mas não consegui me conectar ao filme, que passa a sensação de ser muito mais longo do que já é. Muitas cenas demoradas que não acrescentam em nada ao enredo, ou sequer tem alguma conexão direta com algum episódio, e sem nenhum tipo de ápice que dê uma sobrevida no meio ou no final do filme. Acredito que é preciso ter referências muito precisas da época em que é retratada o filme para ter maior compreensão das possíveis mensagens que ele está passando ali. Coisas, inclusive, muito peculiares ao espaço/tempo retratado no filme. Posso ter estado desatento em muitos momentos, mas foi um sacrifício terminar o filme.
A Reserva
3.5 42 Assista AgoraA série tem uma prerrogativa de enredo interessante, mas é morna e permanece assim durante todo o desenrolar da história. Não existe uma grande surpresa ou grandes ápices que te deixam em êxtase ao acompanhar a história.
A premissa da relação entre ricos x pobres sob o contexto do uso de mão de obra imigrante é muito interessante, mas é mal executada na série. Os eventos principais que culminariam em revelações, surpresas e xeque-mate na história são colocados de maneira bem básicas e irrelevantes. Discussões maiores que poderiam, inclusive, aprofundar o drama e a complexidade dos personagens e do assunto, são jogados como papeis boiando na água mera a superficialidade ao qual a série adota para o seu tom.
A fotografia é interessante, alguns atores são imponentes, mas é bem monotom. Teria a chance de ser uma série de drama bem profunda, com temas extremamente importantes de serem discutidos e aprofundados. Mas a série escolhe deixá-los em superfície. Uma pena.
Black Rabbit
3.6 32 Assista AgoraBlack Rabbits me pegou logo na tela inicial da Netflix pelo trailer e pela fotografia, num primeiro momento. Maratonei a série em praticamente 4 dias. Ela te cativa pela atmosfera boêmia, pela naturalidade dos personagens facilmente encontráveis na vida real por aí, pela boa fotografia, pela trilha sonora e pelas atuações. Confesso que não vi nenhuma atuação que fosse ruim a ponto de estragar, nesse quesito, a evolução da trama.
A trama é eletrizante pela construção (ou seria desconstrução?) da narrativa pelo retorno do personagem do Jason Bateman, que, por sinal, é um dos ápices da série. A dupla protagonista de irmãos, aliás, consegue sustentar excelentes atuações, apesar que em poucas cenas a teatralidade de se estar na tela deixou a emoção um pouco aquém onde merecia ser destaque.
Para mim, a série peca no seu episódio final, que trouxe uma lambança do desfecho com uma sucessão repentina e rápida de eventos. Fiquei órfão também da Roxie, que teve notoriedade em boa parte da série, mas foi esquecida no arco final, podendo ter sido outra chave importante para o desfecho da trama (a gente sabe que foi, mas não se desenvolve ou mostra em tela).
O Vince escapa das garras do Mancuso, é resgatado pelo irmão, eles fogem, arquitetam um plano para o Vince pegar um avião, dialogam de forma emocional no bar, a série dá a entender que o Vince vai fugir e deixar o irmão lá (o que seria um desfecho interessante), mas ele liga para a polícia para se entregar, o Jake sobe no terraço, não expressa uma comoção tão grande com a atitude do irmão e o Vince se mata. Ou ele abandonava o irmão na cena, ou ele se entregava para a polícia ou ele cometia o que acabou cometendo. Acho que tentar os 3, foi forçado no enredo.
Poderiam ter escolhido 1 desfecho ao invés de tentativas de simultâneos nesses poucos minutos de encerramento. A série é bem construída, as cenas dentro do bar são movimentadas e conseguem nos levar para esse fogaréu de sucesso que eles queriam imprimir no principal cenário da trama e, no final, consegue fazer com que nos conectemos de alguma forma com o enredo.
A série encaminhava com um 4,5 para mim, mas diante do capítulo final, resolvi cravar nota 4.
O Namorado (2ª Temporada)
3.9 13 Assista AgoraClaramente, uma temporada mais amadurecida e superior à primeira. Achei que foram muito assertivos na escolha dos participantes nessa temporada, trazendo pessoas mais maduras e mais velhas. Isso, naturalmente, fez o programa ter diálogos mais sensatos, discussões mais profundas e situações que exigiam reflexões amadurecidas (ainda que alguns não a tivesse).
Os arcos entre participantes são interessantes e chegam a nos despertar a curiosidade de sempre querer ver mais para saber no que vai dar. Ainda acho a dinâmica do reality bem fraca e monótona. Isso é corroborado por uma edição "simples", ausência de entusiasmo na sonoplastia e, de fato, na ausência de dinâmicas maiores e motivadoras que nos mostrem outras facetas dos participantes.
Torci, sim, pelo Izaya e pelo William. Dentro dessa temporada, foi o casal com complexidades distintas e que foram superadas pelo diálogo e compromisso. Foi interessante observar alguns embates entre participantes que queriam a mesma pessoa. O Jobu foi um guerreiro rsrs. O arco do Huwei e Bomi foi bem interessante também, sobretudo em notar a evolução do Huwei durante o reality. Deu para perceber a diferença do cara que não sabia entender seus próprios sentimentos e o cara do final que já estava se expressando melhor e entendendo o que queria, ainda que confuso.
Achei uma temporada superior à primeira e a escolha dos participantes, sem dúvidas, foi o que motivou as dinâmicas e arranjos que vimos nessa temporada. Ansioso por uma terceira com personagens tão bons quanto os dessa.
Até a Última Gota
3.3 163 Assista AgoraNão tem como não assistir a esse filme e não despertar emoções fortes sabendo que situações similares de injustiças sociais, dificuldades e realidades como as da protagonista são palpáveis diariamente em nossa sociedade. A interpretação da Taraji é absolutamente incrível e carrega, de fato, o filme nas costas.
A sororidade que o filme propõe entre ela e a gerente do banco também é um ponto alto, algo que, de fato, beira a realidade e traz força ao ensejo que o filme deseja. A história comove porque ela é mais real do que ficção. Como não se colocar no papel dessa mãe e sentir suas dores, sua realidade, suas angústias? O filme consegue perpassar esse sentimento. Como não refletir sobre a estrutura social de injustiças, de acusações e de como o sistema trata quem não está dentro de seus padrões? São várias camadas a se extrair de situações, personagens e diálogos que o filme traz.
Poderia ter alguma dose maior de dramaticidade e realismo nos takes dentro do banco? Sim, poderia. Em alguns momentos, senti que a atriz que faz a policial da negociação poderia ter tido maior presença. Sua atuação só cresce mais para o final, num clássico clichê de filmes policialescos de rixa entre Policia e FBI. Mas acho que o filme tem sucesso naquilo que se propõe.
É um filme que consegue prender do início ao fim, consegue trazer boas doses de dramaticidade e o peso de uma realidade social que está bem próxima de cada um de nós.
Sonhos de Trem
3.7 351 Assista AgoraAcredito que "Train Dreams" precisa de um momento propício para que sua história e sua mensagem sejam, de fato, impactantes para quem assiste do outro lado. É um filme com uma história triste, mas que consegue permear com leveza. É poético na maioria de seus frames. A fotografia aqui se torna protagonista, com os grandes campos, verdes, névoas e paisagens.
A energia rústica do filme e de seu protagonista nos leva a doses, por vezes, esquecidas da simplicidade da vida. E de como precisamos de pouco (que é muito) para nos conectar com nossa essência e nossa natureza. Qual é a base da nossa vida? Quais sacrifícios fazemos por aqueles que amamos e, às vezes, precisamos estar distantes? Qual o peso dessa vida e das nossas escolhas?
O filme nos faz refletir sobre o aspecto geral da vida. É leve na forma da narrativa, é denso no sentido da história, é lindo pelos frames da fotografia. Não achei que impacta a ponto de sentirmos, do lado de cá, a dor de seu personagem principal. Talvez, o momento de cada um que assiste possa delinear sensações distintas da produção.
O diálogo que o Grainier tem com uma das personagens que chega depois, no meio do filme, é um dos ápices bem interessantes. As cenas finais também emocionam. E é isso.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraNa minha jornada em assistir aos filmes indicados ao Oscar, comecei por "Sinners". De cara, percebe-se um tom que o filme claramente vai injetando em nós sua mensagem: vai tratar, sim, sobre racismo, estrutura social, crenças e afins, em uma época que tudo isso se misturava e regrava leis e costumes. A apresentação dos personagens é bem feita e, ao meu ver, não deixa brechas para coadjuvantes ou estrelismos. Todos têm seu papel bem fundamentado.
Concordo com muitos que o filme não é uma verdadeira obra-prima. Ele consegue ser extremamente equilibrado nos ingredientes que mistura: tem um terror leve, tem uma delicadeza minimalista, tem sensualidade regrada, tem pitadas cômicas. Acima de tudo isso, tem uma receita de muitas metáforas para tratar de assuntos sérios. Não estava esperando pela dose da fantasia (ou seria melhor dizer dose de folclore?). Como não sou fã de muitos aspectos caricatos da fantasia, fiquei levemente decepcionado pelo filme trazer essa proposta, mas ela é tão bem feita e justificável que se torna um mero detalhe.
A forma como o filme é exibido também é bem interessante e isso performa bem para quem assiste do outro lado. A trilha sonora faz jus ao que se propõe e deixa a experiência bem envolvente. Também concordo que é exagero um filme desses ser recordista de indicações ao Oscar. Outras produções, de outros anos, mereciam o feito por muito menos.
Em suma, vale a pena. É um filme que prende do início ao fim, não deixa brechas e se torna bem impactante.
O Monstro em Mim
3.6 77 Assista AgoraA série é boa, com boas atuações e uma fotografia interessante. O enredo, apesar de não ser surpreendente e não trazer grandes reviravoltas na trama, prende e consegue se consolidar como algo linear. A protagonista, apesar de boa atriz, não me convence em alguns momentos, mas a atuação do Matthew é arrebatadora no papel do Nile, sobretudo em cenas mais enérgicas.
Monstros (3ª Temporada) - A História de Ed Gein
3.2 210 Assista AgoraDa trilogia que foi lançada até agora, para mim essa é a mais fraca. Continua sendo uma série que vai nos provocar cenas que embrulham o estômago, o que deixa a produção ainda mais fidedigna - e isso, até algum ponto, é bem interessante no enredo. Achei que em alguns momentos a série é confusa, nos levando a alguns marcos temporais que funcionam como um "crossover" ao tentar misturar eventos futuros com passado e que foram relevantes para o desenrolar de histórias posteriores à de Ed Gein.
Em muitos momentos a série é lenta e tira um pouco do dinamismo que vimos nas temporadas anteriores. O universo vai se assemelhar ao Dahmer, mas em termos de produção e de forma geral, achei as duas primeiras temporadas mais enérgicas.
Alice in Borderland (3ª Temporada)
3.1 89 Assista AgoraÉ notória a evolução dos atores nessa temporada. Saímos de uma vibe jovens adultos ou até mesmo adolescentes, como vimos na primeira temporada, para algo mais amadurecido. É uma temporada que ainda prende pelo suspense do novo, do inédito, do que ainda está por vir pelo fato de já termos visto eles vivenciarem "todas os naipes do game".
A premissa da carta coringa é interessante e é norteadora dessa temporada. Porém, sinto que não houve aprofundamento nenhum em várias questões da dinâmica do jogo. Apesar da entrada de novos personagens que formam novos grupos nessa jornada, não há tempo para se aprofundar em nenhum deles e criar conexões como criamos com alguns personagens das primeiras temporadas.
Nesse sentido, alguns personagens de antes fizeram muita falta. As dinâmicas da maioria dos jogos foram superficiais e ligeiras - parecia que a série não queria perder tempo justamente no coração do seu enredo (que são os jogos). Não existiu mais o suspense do porquê os jogos existiam e do porquê fazer aquilo. Tudo bem, a gente já sabia qual era a dinâmica desse espaço-tempo, mas nada de novo na abordagem. O último jogo, para mim, foi bem interessante e envolvente.
Senti que essa temporada ficou superficial, sem novos aprofundamentos, sem grandes questões e, consequentemente, sem grandes soluções. Uma pena, porque a premissa da série é muito boa e poderia ter deixado ficar no auge da temporada anterior.
Gatilho
3.6 12 Assista AgoraÉ uma série envolvente e bem executada. Algumas cenas de ação são controversas, mas o enredo é bem construído e evolui bem. A reflexão por detrás da série também é atual e levada como espinha dorsal da história. Achei que o final poderia ter sido melhor explorado, mas o vilão e o protagonista conseguem tomar com brilhantismo toda a história. Algumas cenas são bem impactantes e isso traz mais realismo à série.
A Noite Sempre Chega
3.0 77 Assista AgoraA atmosfera do filme consegue fazer com que sintamos várias sensações que a protagonista do filme passa nesse arco temporal da sinopse. Prende a nossa atenção e, mesmo em momentos de calmaria, ansiamos para saber o que vai acontecer no minuto seguinte. Por mais que não tenha nenhum ápice que seja "estrondoso", com cenas de muita violência ou qualquer coisa do gênero, sentimos os nervos a flor da pele em várias cenas. É profundo o que se passa com a protagonista, sua situação e o cenário "devastador" onde, com o mínimo de empatia, já conseguimos nos colocar na situação vulnerável em diversos momentos que o filme busca retratar ou instigar a crítica.
Battle Camp (1ª Temporada)
3.6 13 Assista AgoraA dinâmica do reality se afasta da maioria dos programas do gênero por, justamente, contar com a sorte de uma roda de eliminação. A busca por se livrar da roda é interessante, com provas até certo ponto bem executadas.
Senti falta de maior imersão nos diálogos e na socialização entre personagens. Isso só se mostra mais evidente do meio pro final da competição, quando algumas estratégias são reveladas a todos os participantes e as rixas começam a, de fato, serem escancaradas. Até lá, são muitos recortes, pouco tempo de tela para a socialização de cada um deles e poucas dinâmicas de jogo.
Eu ainda acho que brasileiro sabe conduzir melhor realities. Somos seres mais sociáveis e que sabem dinamizar jogos desse tipo. Também acho que muitas provas exigiam habilidade física dos participantes, deixando totalmente em desvantagem aqueles que não eram musculosos. Poderia ter melhor equilíbrio nisso.
Torci para o Shubbam, que desde o início sempre foi muito carismático, verdadeiro e gentil. Lorenzo vencer foi justo - jogou de forma equilibrada, se posicionou, soube se manter firme e mostrou habilidades interessantes. Mas, não podemos deixar de falar que o Trey - por mais que tenha sua índole colocada em xeque - movimentou o jogo, a dinâmica e fez o reality ser mais interessante. Destaque também para a Gabi (pena ter saído cedo) e, de alguma forma, o Nick. Já Avori e Tony, para mim, foram totalmente dispensáveis.
Como alguém falou aqui nos comentários, é um feijão com arroz bem executado. Um reality de fácil consumo, diverte em muitos momentos e traz entretenimento, mesmo podendo ser melhor explorado.
Meus 84m²
2.9 64 Assista AgoraO filme tem uma atmosfera de suspense bem envolvente. As tomadas de câmera em muitos momentos nos fazem, de fato, sentir o tormento e as agonias do protagonista. Ele tem boa atuação e convence em diversos momentos com suas ações/reações.
A premissa do filme é muito boa, contém ironias e críticas para assuntos reais, porém a execução da parte final do filme é totalmente confusa, irreal e "se perde". O enredo poderia ter sido melhor definido para o arco final e ter trazido uma reviravolta mais bem executada.
Não é um filme ruim, prende o espectador e tem boas doses de suspense. Porém, se perde no final e deixa tudo se esvaziar quase que sem propósito.
O Jogo do Diabo (2ª Temporada)
3.8 31 Assista AgoraEssa temporada foi muito superior à primeira. Conseguiram apimentar a dinâmica entre os participantes mexendo na "segregação" do grupo, o que gerou vários núcleos e entrelaces que deram movimento ao reality. Isso foi um salto maravilhoso relacionado à primeira temporada.
Apesar de ainda ser difícil acompanhar a lógica por detrás da maioria dos jogos - já existe a dificuldade da língua -, o reality é bem instigante e prende. Em alguns momentos, tive a sensação de que se tratava até de um roteiro - principalmente quando alguns personagens subitamente começam a procurar coisas no cenário para descobrir possíveis "passagens secretas" ou "segredos" escondidos por ali. Possivelmente, eles foram orientados a isso, o que deixou o aspecto do reality meio teatral.
Porém, o elenco foi maravilhoso, traçaram estratégias interessantes e conseguiram dar dinâmica ao programa. Gosto demais!
As Quatro Estações do Ano (1ª Temporada)
3.7 48 Assista AgoraAcabei de maratonar essa série num domingo chuvoso. Uma delícia de história, com um enredo leve, um texto inteligente e pitadas de humor que te garantem um riso solto. Os personagens são bem construídos, mergulhamos em algumas intimidades do universo de cada um, e o roteiro é limpo e linear.
A fotografia é boa, o elenco é carismático e o final até surpreende um pouco - eu não estava esperando o que ocorreu.
Para mim, inserir a morte de um personagem que era bem central não foi uma escolha muito assertiva. Para além disso, achei que foram levianos no clima dessa narrativa. A série é leve e deram esse tom também para a morte do personagem, mas não acho que deveria ser o tom pela escolha que fizeram.
De toda forma, é uma ótima série para maratonar rapidamente e garantir doses leves de entretenimento.
iHostage
2.8 28 Assista AgoraO filme conta com um clima de tensão que, até certo ponto, te prende e te deixa apreensivo para saber o que acontecerá no minuto seguinte. Ele consegue ter uma carga de imprevisibilidade justamente porque não existe nenhum retrospecto ou sequer pista da motivação do criminoso. A fotografia é bonita, os cenários são elegantes e a trilha sonora (também até certo ponto) é de boa qualidade.
O filme peca em não ter uma carga dramática que poderia ter sido utilizada e adaptada para tal. Por mais que tenha sido baseada em fatos reais, não é um documentário e poderia ter se utilizado de momentos mais dramáticos, tensos e de suspense para prender ainda mais quem assiste. Existem vários personagens, mas são todos "levianos", porque não nos aprofundamos em nenhum deles. Nem mesmo no personagem sequestrado que passa todo o filme com o sequestrador e não desenvolve nenhum tipo de aprofundamento em suas questões.
Poucos diálogos dentro da cena do crime e nenhum deles também nos dá pistas ou querem revelar motivações ou histórias dos personagens. Idem para as cenas dentro da polícia, com personagens que parecem que serão decisivos para algo, mas não são.
Não é um filme ruim, mas poderia ter sido muito melhor explorado.
Carma
4.0 28 Assista AgoraUm roteiro bem construído e bem executado: "Carma" não chega perto das previsibilidades que muitas outras histórias contam e consegue, sim, ser inteligente e mesclar, para além do drama, da violência e do suspense, boas doses enigma. Uma história bem costurada que, em alguns momentos dá para entender como elas vão se conectar, mas em outras, tudo fica aberto.
A fotografia é interessante, a ambientação consegue fazer jus à história e as atuações são convincentes. O cinema coreano vem ganhando cada vez mais espaço justamente pelas produções bem executadas, histórias envolventes e personagens exuberantes.
Vitória
3.7 249 Assista AgoraTer a lenda Fernanda Montenegro como grande estrela e centro dessa história incrível é, no mínimo, um grande privilégio para nós. Sem dúvidas, a sua atuação trouxe ainda mais simbolismo e peso para essa história real.
Ainda assim, saí do cinema achando que o filme foi leviano. A história tem um desenvolvimento coerente até certo ponto, mas em outro momento parece que tudo ficou na superfície, quando bem sabemos que o tema tratado no filme é bem mais profundo. Faltou profundidade - não sei se do roteiro, da direção ou de outra parte do filme. Em determinado momento as coisas todas se encaixaram e se resolveram sem trazer uma carga dramática ou profunda ao qual os temas pertinentes tratavam.
Mesmo assim, é um filme que consegue trazer grandes elementos do cinema brasileiro, com momentos de tensão, alegria e acolhimento.
Não Se Mexa
2.8 219O filme consegue prender a atenção pelo suspense envolvente. Sem ações premeditadas ou que dão brecha para saber o que vai acontecer no minuto seguinte, o filme consegue captar a atenção.
Contudo, algumas cenas não convencem na dramaticidade e não passam a atmosfera de ser algo horripilante - mesmo sendo, caso envolvêssemos isso numa trama real. Os poucos diálogos que tentam mostrar alguma coisa do universo de ambos os personagens são vazios e não conseguimos entender as motivações do antagonista.
Num primeiro momento, acreditei que tudo poderia ser fantasia da cabeça dela. E, talvez, poderia ter sido essa a escolha do enredo. A perda que a protagonista sofreu poderia ter desencadeado episódios psíquicos que justificariam tudo que ela passa no filme. Porém, não é isso que vemos.
Não é um filme ruim. Se quer algo para prender atenção e assistir passando o tempo, é uma escolha justificável.
Adolescência
4.0 613 Assista AgoraDevastadora e arrebatadora. Fazia algum tempo que assistia a uma minissérie - poderia até ser um pouco maior, mas é no tamanho certo - que conseguiu ser tão equilibrada, profunda e completa. Trata de múltiplos assuntos derivados de uma espinha dorsal extremamente forte, atual e necessária.
As atuações são impecáveis e, aqui, fica o destaque para as expressões corporais - sobretudo faciais - dos atores. Os dois últimos capítulos são obras primas! A profundidade de cada cena e da forma como as mensagens são levadas aos espectadores são imersivas e profundamente instigantes.
O plano-sequência - do qual sou fã - me incomodou um pouco no início. Achei que, de cara, ele tirou alguns impactos iniciais da série. Porém, nos capítulos seguintes, a experiência se torna ainda mais imersiva e faz total sentido adotar essa técnica. A sensação incômoda logo passou e se tornou secundária perante à grandiosidade do que a série aborda e trata.
Faz refletir, faz sentir, faz chorar. A minissérie subverte qualquer fórmula que pretende mostrar uma produção dramática ou de suspense policial. Ela se propõe a ser diferente e muito mais que isso. E consegue. Estou impactado até agora e profundamente mexido com o que ela apresenta.
A Terapia
4.1 41 Assista AgoraNunca mais tinha assistido a uma série ou filme que conseguiu trazer uma atmosfera de suspense tão cativante como essa. Estou cada vez mais fascinado pelo cinema alemão e essa série corrobora com isso. As atuações são bem sólidas, a atmosfera da série consegue criar o clima de suspense ao qual ela se propõe e a temática psicológica consegue ser cada vez mais aprofundada assim como vamos mergulhando na psicose do seu protagonista.
Não tive grandes surpresas do meio para o final, apesar que o final não é tão premeditado, mas já dava para ter indícios que, muito provavelmente,
tudo não passava de uma criação da mente do Viktor. Porém, essa fantasia ao qual somos levados a mergulhar na mente do personagem é o que faz valer toda a série.
O final é dramático e surpreende. Não é um raciocínio linear, assim como as profundezas de nossa própria mente. Série fantástica.
The Society (1ª Temporada)
3.4 199 Assista AgoraA tentativa da série é muito boa. Apesar de ser uma trama adolescente - e, como tal, tem aquela atmosfera levemente infantil -, o tema geral abordado tem uma premissa super promissora. Porém, a série, para mim, só consegue engatar com maior profundidade e peso nas questões que aborda a partir do 6º episódio.
Existem diversos furos na continuidade da história entre os episódios, muitos deles bebendo da fonte da superficialidade, sem aprofundamento ou até mesmo sem o peso merecido. São poucas as atuações que se salvam.
A personagem da Allie - que, para mim, era extremamente secundária - não consegue passar carisma e, muito menos, poderio para o qual o personagem dela estava incumbido. Muitas das questões tratadas na série parecem ser jogadas ao vento e tratadas apenas em 1 episódio - foi assim com a morte da Cassandra, com a descoberta da orientação sexual do Grizz e logo em seguida a DR com o Sam, a gestação da outra personagem lá e tantos outros momentos.
Em muitas partes a atmosfera da série é a mesma de Riverdale. Descobri do meio pro final que a série havia sido cancelada e isso me deixou ainda mais frustrado e irritado porque se a série não conseguiu se desenvolver na primeira temporada e responder enigmas, agora é que não teremos essas respostas e ficaremos com essa coisa pífia indefinida.
Better Than Us (1ª Temporada)
3.7 63 Assista AgoraA série com seu contexto distópico, mas com boas doses de realismo, é cativante do início ao fim. A produção tem ótima fotografia e o enredo é bem sólido. Algumas atuações deixam a desejar, mas nada que tire o ritmo e a densidade da história. Achei que do 13º episódio até o último a série se perdeu em alguns arcos da história e "não contou direito", mas nada que impeça de tirar a qualidade da produção. Não é uma série extremamente fantástica, mas é bem interessante. Gostaria de ver uma segunda temporada.
O Reformatório Nickel
3.3 158Gostei da inovação da técnica de filmagem do filme, mas não consegui me conectar ao filme, que passa a sensação de ser muito mais longo do que já é. Muitas cenas demoradas que não acrescentam em nada ao enredo, ou sequer tem alguma conexão direta com algum episódio, e sem nenhum tipo de ápice que dê uma sobrevida no meio ou no final do filme. Acredito que é preciso ter referências muito precisas da época em que é retratada o filme para ter maior compreensão das possíveis mensagens que ele está passando ali. Coisas, inclusive, muito peculiares ao espaço/tempo retratado no filme. Posso ter estado desatento em muitos momentos, mas foi um sacrifício terminar o filme.