Não é um filme para ser entendido — é um filme para ser suportado. E isso não é defeito, é método. A figura de Mr. K surge menos como personagem e mais como anomalia: um corpo deslocado atravessando um mundo que já desistiu de fazer sentido. Não há didatismo, não há arco reconfortante, não há tribunal visível, apenas a sensação contínua de inadequação. O kafkiano aqui não é adaptado, é evaporado no ar: resta o desconforto, a espera, a ausência de resposta. Crispin Glover transforma Mr. K em algo quase indecifrável (colocá-lo como Mr. K não é casting; é declaração filosófica). Ele não atua a angústia — ele a habita. O corpo se torna a metáfora central: uma "matéria pensante" que não obedece às normas invisíveis, que não performa normalidade, que falha em ser funcional. O horror não vem de ameaças externas, mas da constatação silenciosa de que o mundo não foi projetado para todos.
No fim, “Mr. K” não acusa o sistema — ele faz algo mais cruel: mostra sua indiferença. Não há vilões claros, apenas engrenagens que seguem girando enquanto o sujeito permanece estranho demais para ser integrado e lúcido demais para ser salvo. É um cinema que não consola, não explica e não absolve. Como o próprio Mr. K, o filme existe à margem — e nos obriga a encarar uma verdade incômoda: às vezes, existir já é a infração. Destaques para o prédio vivo, como a vida, só vai diminuindo, o cachorro da portaria, a bandinha que sai tocando de pequenos buracos nas paredes e todas as mágicas feitas pelo protagonista.
Então o Bill Cosby ser o Diabo no filme era spoiler da vida real o tempo todo. Fiquei surpreso por ser uma produção da Disney, o lugar mais habitado por demônios no mundo inteiro.
É um filme que não consegue deixar uma marca duradoura. A trama é esquecível, sem ritmo ou impacto, e rapidamente se perde em situações pouco envolventes. Apesar da proposta de adaptar o personagem criado por Luis Fernando Verissimo, o resultado final carece de força narrativa e acaba se tornando mais uma curiosidade do que uma obra memorável. O que realmente chama atenção são as participações especiais, como a de José Mojica Marins, que trazem um certo charme e funcionam como pequenos respiros dentro de uma produção que, no geral, não empolga.
O filme captura a gênese da slapstick comedy: a queda como linguagem universal. Antes de Chaplin, antes de Keaton, antes de qualquer legado — havia esse pequeno tropeço inaugural.
O filme passa longe da qualidade do talk show. Mas serve de passatempo para quem não tiver opção, Keanu Reeves, Brie Larson e Matthew McConaughey ofereceram os melhores momentos. Pelo menos até o instante em que peguei no sono.
Desperdício de um conteúdo de alto potencial, poderíamos ter o novo "Freddy Krueger" aqui. Ethan Hawn ficou ANIMAL nesse papel de Grabber. Que putalástima. Roteiro mais lixão mesmo. Protagonistas jovens estúpidos-caricatos (vão à merd*!), cenários limitadissimos (em alguns momentos parece até um episódio qualquer de "Supernatural"). Descaracterizaram e desconstruíram terrivelmente a áurea do horror que tanto curti no filme anterior, até a máscara conseguiram sabotar. As poucas ideias boas são ofuscadas diante tanta demência na trama. Sem contar a propaganda nada sutil contra a cannabis (não que eu seja a favor da "droga", até tenho alguns amigos que fumo). Tristemente péssimo.
Como disse Senhor Ivan há alguns anos, dos últimos filmes do Bruce Willis, esse conseguiu até que ser "decente" e funcional perto de tanta tragibobagem em que ele infelizmente precisou se meter devido suas condições médicas. Também concordo com o destaque para Sophia Bush.
O protagonista realmente parece um tarado daqueles lerdos, me convenceu (principalmente ao cheirar uma calcinha de forma weird-weird). Eu podia jurar que essa fita safadinha era dos anos 80, levei um choque ao descobrir que é de 2000. Tem uma ou outra cena de tirar sorriso bobo, mas honestamente o objetivo dessa categoria não funciona comigo especialmente quando se passa de 20 anos pra trás. Gostei dos posters promocionais, é a alma do negócio. Aliás fiz um "sucateamento musical" com cenas do filme no YT com o título:
Assisti por equívoco achando que fazia parte de uma franquia high-sexy do mesmo nome. O filme não engata de forma alguma, não há sensualidade, não há roteiro amarrado e tirei vários cochilos, poucas mulheres, pouco assunto para muito tempo (mais de 2h, cêtálokovéi).
Não suporto mais esses found footage sem embasamento e sem gosto. Meia estrelinha para a gatona Camille Sullivan (tem me chamado a atenção ultimamente).
Bill Burr: Drop Dead Years
3.6 1 Assista Agora“Cheguei à idade em que posso cair morto a qualquer momento.”
George Carlin: O Sonho Americano
4.2 2 Assista Agora“Chama-se 'Sonho Americano'
porque você precisa estar dormindo para acreditar nele.”
Bill Burr: Paper Tiger
3.9 14“Hoje em dia você não pode dizer nada sem que alguém fique chateado.”
Bill Burr: Walk Your Way Out
3.6 5 Assista Agora“Everybody’s offended by everything now.”
Bill Burr: I'm Sorry You Feel That Way
4.2 12 Assista Agora“Hoje em dia você nem consegue ter
um debate sem que alguém fique ofendido.”
You People Are All The Same
4.1 1“Vocês são todos iguais. Reclamam das mesmas coisas.” (Reclamou Bill Burr)
Bill Burr: Let It Go
4.3 2“Perceba quantos grandes homens
começaram sendo apenas um idiota qualquer.”
One Night Stand: Bill Burr
3.9 2“Não existe motivo para bater em uma mulher…
mas eu entendo o impulso.” - Bill Burr (antes de ter uma filha)
Perdidos em Nova York
3.0 50- Estamos malucos?
- Não, só nos perdemos em nossa essência.
- Norman Bates gerenciaria esse hotel melhor que você! 😂
Mr. K
2.5 15 Assista AgoraNão é um filme para ser entendido — é um filme para ser suportado. E isso não é defeito, é método. A figura de Mr. K surge menos como personagem e mais como anomalia: um corpo deslocado atravessando um mundo que já desistiu de fazer sentido. Não há didatismo, não há arco reconfortante, não há tribunal visível, apenas a sensação contínua de inadequação. O kafkiano aqui não é adaptado, é evaporado no ar: resta o desconforto, a espera, a ausência de resposta. Crispin Glover transforma Mr. K em algo quase indecifrável (colocá-lo como Mr. K não é casting; é declaração filosófica). Ele não atua a angústia — ele a habita. O corpo se torna a metáfora central: uma "matéria pensante" que não obedece às normas invisíveis, que não performa normalidade, que falha em ser funcional. O horror não vem de ameaças externas, mas da constatação silenciosa de que o mundo não foi projetado para todos.
No fim, “Mr. K” não acusa o sistema — ele faz algo mais cruel: mostra sua indiferença. Não há vilões claros, apenas engrenagens que seguem girando enquanto o sujeito permanece estranho demais para ser integrado e lúcido demais para ser salvo. É um cinema que não consola, não explica e não absolve. Como o próprio Mr. K, o filme existe à margem — e nos obriga a encarar uma verdade incômoda: às vezes, existir já é a infração. Destaques para o prédio vivo, como a vida, só vai diminuindo, o cachorro da portaria, a bandinha que sai tocando de pequenos buracos nas paredes e todas as mágicas feitas pelo protagonista.
Grande Albert
2.5 31O rap que ele manda "HEY HEY HEY" é bem legal.
Max Devlin e o Diabo
2.6 8Então o Bill Cosby ser o Diabo no filme era spoiler da vida real o tempo todo. Fiquei surpreso por ser uma produção da Disney, o lugar mais habitado por demônios no mundo inteiro.
Ed Mort
2.8 42É um filme que não consegue deixar uma marca duradoura. A trama é esquecível, sem ritmo ou impacto, e rapidamente se perde em situações pouco envolventes. Apesar da proposta de adaptar o personagem criado por Luis Fernando Verissimo, o resultado final carece de força narrativa e acaba se tornando mais uma curiosidade do que uma obra memorável. O que realmente chama atenção são as participações especiais, como a de José Mojica Marins, que trazem um certo charme e funcionam como pequenos respiros dentro de uma produção que, no geral, não empolga.
Megadoc
5.0 1Sem nenhuma sombra de dúvida o documentário será melhor que o próprio filme.
The Tramp's Unexpected Skate
4.0 1O filme captura a gênese da slapstick comedy: a queda como linguagem universal. Antes de Chaplin, antes de Keaton, antes de qualquer legado — havia esse pequeno tropeço inaugural.
Between Two Ferns: O Filme
3.1 75O filme passa longe da qualidade do talk show. Mas serve de passatempo para quem não tiver opção, Keanu Reeves, Brie Larson e Matthew McConaughey ofereceram os melhores momentos. Pelo menos até o instante em que peguei no sono.
O Telefone Preto 2
3.0 255 Assista AgoraDesperdício de um conteúdo de alto potencial, poderíamos ter o novo "Freddy Krueger" aqui. Ethan Hawn ficou ANIMAL nesse papel de Grabber. Que putalástima. Roteiro mais lixão mesmo. Protagonistas jovens estúpidos-caricatos (vão à merd*!), cenários limitadissimos (em alguns momentos parece até um episódio qualquer de "Supernatural"). Descaracterizaram e desconstruíram terrivelmente a áurea do horror que tanto curti no filme anterior, até a máscara conseguiram sabotar. As poucas ideias boas são ofuscadas diante tanta demência na trama. Sem contar a propaganda nada sutil contra a cannabis (não que eu seja a favor da "droga", até tenho alguns amigos que fumo). Tristemente péssimo.
Tempo de Matar
4.1 595 Assista Agora"Imagina se ela fosse branca." - Mano, que porrada!
Carolina
2.4 4Meia estrela para Stiles e Coolidge. Outra metade só pro Randy Quaid.
Atos de Violência
2.6 54 Assista AgoraComo disse Senhor Ivan há alguns anos, dos últimos filmes do Bruce Willis, esse conseguiu até que ser "decente" e funcional perto de tanta tragibobagem em que ele infelizmente precisou se meter devido suas condições médicas. Também concordo com o destaque para Sophia Bush.
O Homem Água
2.7 29 Assista AgoraSó serviu pra dar sede, fui ao bar três vezes enquanto o filme rodava, me julguem.
A Pervertida
3.0 77O protagonista realmente parece um tarado daqueles lerdos, me convenceu (principalmente ao cheirar uma calcinha de forma weird-weird). Eu podia jurar que essa fita safadinha era dos anos 80, levei um choque ao descobrir que é de 2000. Tem uma ou outra cena de tirar sorriso bobo, mas honestamente o objetivo dessa categoria não funciona comigo especialmente quando se passa de 20 anos pra trás. Gostei dos posters promocionais, é a alma do negócio. Aliás fiz um "sucateamento musical" com cenas do filme no YT com o título:
Mmm Mmm Mmm Mmm (Crash Test Dummies) / Cheeky! by Tinto Brass
Justine
3.8 2Assisti por equívoco achando que fazia parte de uma franquia high-sexy do mesmo nome. O filme não engata de forma alguma, não há sensualidade, não há roteiro amarrado e tirei vários cochilos, poucas mulheres, pouco assunto para muito tempo (mais de 2h, cêtálokovéi).
Terror em Shelby Oaks
2.4 78 Assista AgoraNão suporto mais esses found footage sem embasamento e sem gosto. Meia estrelinha para a gatona Camille Sullivan (tem me chamado a atenção ultimamente).