Um marido que acaba de trair sua esposa volta para casa no início da manhã, confuso. Ele encontra lá, sem saber, o amante de sua esposa, a quem ele confessa sua infidelidade.
Demora para engrenar, eu estava entediado com aquele advogado e odiando o filme, quando entra na trama mesmo vai ficando divertido. Poderia ter sido melhor que se cortasse boa parte da gordura.
Adentrei a sessão ansioso, Truffaut o considera uma obra-prima. De fato, curti a audácia das soluções pós-teatrais (o prefixo serve para indicar que há um passo além da peça original, do próprio autor), mas o machismo incutido nos diálogos incomodou-me. À medida que a trama ficava mais complexa ("o teatro é que é complicado, não a vida"), o ritmo acelerado do longo monólogo do protagonista incomodou-me, o que intensificou-se ainda mais em seu aparente egoísmo de macho afoito. Mas a magnificência do estilo do diretor seduz-nos pouco a pouco, tanto quanto acontece com a sua amante, vivida pela então esposa Jacqueline Delubac. E o ritmo dos diálogos fica mais e mais rápido. Era inevitável gargalhar! Suspendi os juízos imediatistas e ri sem culpa. Ao desfecho, tudo se justifica sob a lógica do eu-lírico. Estilisticamente, numa comparação atual, parece um cruzamento entre Domingos de Oliveira e o programa televisivo "Sai de Baixo": engraçadíssimo! (WPC>)
Demora para engrenar, eu estava entediado com aquele advogado e odiando o filme, quando entra na trama mesmo vai ficando divertido. Poderia ter sido melhor que se cortasse boa parte da gordura.
Adentrei a sessão ansioso, Truffaut o considera uma obra-prima. De fato, curti a audácia das soluções pós-teatrais (o prefixo serve para indicar que há um passo além da peça original, do próprio autor), mas o machismo incutido nos diálogos incomodou-me. À medida que a trama ficava mais complexa ("o teatro é que é complicado, não a vida"), o ritmo acelerado do longo monólogo do protagonista incomodou-me, o que intensificou-se ainda mais em seu aparente egoísmo de macho afoito. Mas a magnificência do estilo do diretor seduz-nos pouco a pouco, tanto quanto acontece com a sua amante, vivida pela então esposa Jacqueline Delubac. E o ritmo dos diálogos fica mais e mais rápido. Era inevitável gargalhar! Suspendi os juízos imediatistas e ri sem culpa. Ao desfecho, tudo se justifica sob a lógica do eu-lírico. Estilisticamente, numa comparação atual, parece um cruzamento entre Domingos de Oliveira e o programa televisivo "Sai de Baixo": engraçadíssimo! (WPC>)