Vampiros do Deserto (The Forsaken, 2001), dirigido por J.S. Cardone, é um road movie de terror que se inspira diretamente em Near Dark e Badlands, trazendo uma atmosfera de deserto infinito, violência seca e estrada sem fim. Gravado no calor real do Arizona, o filme conta com um elenco teen típico dos anos 2000, incluindo Kerr Smith (de Dawson’s Creek), Brendan Fehr (de Roswell) e Izabella Miko. Uma das curiosidades é o forte subtexto homoerótico entre os protagonistas Sean e Nick, algo que muitos espectadores notam pela tensão constante e pela escolha final de Sean. O filme quase não mostra presas de vampiro, apostando mais em unhas alongadas e no conceito de vampirismo como um vírus, ideia que carrega certa metáfora de infecção e AIDS. Durante as filmagens, Izabella Miko precisou lidar com uma aranha real subindo pelo braço, uma das cenas mais difíceis da produção. No aspecto crítico, Vampiros do Deserto acerta ao criar uma vibe envolvente com nu metal, cores saturadas e um ritmo dinâmico de ação e gore. Personagens como Cym (Phina Oruche) roubam a cena com carisma e caos, e a dinâmica de caçadores na estrada lembra um protótipo de Supernatural. No entanto, o filme sofre com vampiros pouco ameaçadores, vilões sem grande carisma e personagens femininas extremamente fracas e objetificadas. Os diálogos às vezes caem no pretensioso, e a história não traz nada realmente novo, o que explica a péssima recepção da crítica na época (apenas 9% no Rotten Tomatoes). No fim das contas, é um filme B estilizado, divertido e com charme trash que conquista quem assiste sem grandes pretensões. Se você gosta de vampiros modernos misturados com estrada, violência e um toque teen dos anos 2000, ele cumpre bem o papel, mesmo sendo inferior a obras como Near Dark ou John Carpenter’s Vampires
Esses filmes de terror Road movie, foram uma sensação nos anos 2000. Tivemos vários nessa linha, como por exemplo: olhos famintos 1 e 2, Perseguição, Vampiros de John Carpenter, o remake de A morte pede carona, Wolf Creeak, Viagem Maldita, Entre outros.
The Forsaken não é dos melhores dessa safra, mas avaliando o filme pelo que ele é, e pela sua proposta, acho um filme bem divertido.
As atuações para esse tipo de filme são boas, e todos seguram seus papéis muito bem. O cenário no deserto é bacana, e eu curto essas ambientações pois dão uma sensação de isolamento e desespero, que são perfeitas para esse tipo de narrativa.
O filme faz uma alusão bem bacana sobre HIV e sua prevenção, que em 2001 tinha um senso de urgência bem maior que hoje em dia.
Não é uma filme perfeito, mas eu gosto de avaliar filmes pelo que eles se propõem a ser, e The Forsaken nunca quer ser mais do que ele é, e também não fala mal de ninguém.
Vale o entretenimento. Uma ótima sessão para vocês.
é um bom conto de vampiros
Vampiros do Deserto (The Forsaken, 2001), dirigido por J.S. Cardone, é um road movie de terror que se inspira diretamente em Near Dark e Badlands, trazendo uma atmosfera de deserto infinito, violência seca e estrada sem fim. Gravado no calor real do Arizona, o filme conta com um elenco teen típico dos anos 2000, incluindo Kerr Smith (de Dawson’s Creek), Brendan Fehr (de Roswell) e Izabella Miko. Uma das curiosidades é o forte subtexto homoerótico entre os protagonistas Sean e Nick, algo que muitos espectadores notam pela tensão constante e pela escolha final de Sean. O filme quase não mostra presas de vampiro, apostando mais em unhas alongadas e no conceito de vampirismo como um vírus, ideia que carrega certa metáfora de infecção e AIDS. Durante as filmagens, Izabella Miko precisou lidar com uma aranha real subindo pelo braço, uma das cenas mais difíceis da produção.
No aspecto crítico, Vampiros do Deserto acerta ao criar uma vibe envolvente com nu metal, cores saturadas e um ritmo dinâmico de ação e gore. Personagens como Cym (Phina Oruche) roubam a cena com carisma e caos, e a dinâmica de caçadores na estrada lembra um protótipo de Supernatural. No entanto, o filme sofre com vampiros pouco ameaçadores, vilões sem grande carisma e personagens femininas extremamente fracas e objetificadas. Os diálogos às vezes caem no pretensioso, e a história não traz nada realmente novo, o que explica a péssima recepção da crítica na época (apenas 9% no Rotten Tomatoes).
No fim das contas, é um filme B estilizado, divertido e com charme trash que conquista quem assiste sem grandes pretensões. Se você gosta de vampiros modernos misturados com estrada, violência e um toque teen dos anos 2000, ele cumpre bem o papel, mesmo sendo inferior a obras como Near Dark ou John Carpenter’s Vampires
Esses filmes de terror Road movie, foram uma sensação nos anos 2000. Tivemos vários nessa linha, como por exemplo: olhos famintos 1 e 2, Perseguição, Vampiros de John Carpenter, o remake de A morte pede carona, Wolf Creeak, Viagem Maldita, Entre outros.
The Forsaken não é dos melhores dessa safra, mas avaliando o filme pelo que ele é, e pela sua proposta, acho um filme bem divertido.
As atuações para esse tipo de filme são boas, e todos seguram seus papéis muito bem. O cenário no deserto é bacana, e eu curto essas ambientações pois dão uma sensação de isolamento e desespero, que são perfeitas para esse tipo de narrativa.
O filme faz uma alusão bem bacana sobre HIV e sua prevenção, que em 2001 tinha um senso de urgência bem maior que hoje em dia.
Não é uma filme perfeito, mas eu gosto de avaliar filmes pelo que eles se propõem a ser, e The Forsaken nunca quer ser mais do que ele é, e também não fala mal de ninguém.
Vale o entretenimento.
Uma ótima sessão para vocês.
09.04.2006
Ok. Não sei por que assisto esses filmes... Por que gosto de trash, hehehe.