Durante a convenção de um partido, cinco candidatos disputam o direito de serem indicados para concorrer à presidência. A disputa se concentra entre dois candidatos: William Russell (Henry Fonda), Secretário de Estado, e Joe Cantwell (Cliff Robertson), senador. Enquanto o primeiro é um intelectual, o segundo é bem realista. Cantwell está preparado para usar qualquer coisa para atingir seu objetivo, enquanto Russell vê a si mesmo como um homem de princípios, apesar de ter tido amantes. Mas este problema foi solucionado e Alice (Margaret Leighton), sua esposa, concorda em aparecer ao seu lado, afastando os boatos de um possível divórcio. Ambos os homens precisam do apoio do presidente, Art Hockstader (Lee Tracy), para atingir a maioria, sendo que provavelmente Art não estará vivo para entregar o cargo, pois está morrendo de câncer. Cantwell pretende transformar um colapso nervoso que Russell teve para passar a idéia de que ele é louco e Russell tem a chance de revidar, pois existem informações que nos anos 40 Cantwell teve relações homossexuais. A idéia de soltar esta notícia não agrada Russell e o deixa dividido, pois usar a vida pessoal é contra seus princípios. Mas o presidente, que formalmente não apoiou ninguém mas assessora Russell, e Dick Jensen (Kevin McCarthy), o coordenador de campanha, acham que este trunfo não deve ser desprezado.
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Bons diálogos e atuação realmente excelente de Cliff Robertson.
Drama político indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, Lee Tracy (1898-1968); no Globo de Ouro, mais 2 nomeações: melhor atriz coadjuvante, Ann Sothern (1909-2001) e melhor ator coadjuvante, Lee Tracy. Lee Tracy, aliás, que faz o presidente Art Hockstader, repetiu nesse filme o personagem criado por ele próprio na Broadway. Durante os créditos iniciais são exibidas fotos de todos os Presidentes americanos, na ordem em que foram eleitos, de George Washington até Lyndon Johnson. Baseado na peça de Gore Vidal (1925-2012) sendo roteirizado por ele próprio.
Dois candidatos, em uma convenção de um partido que vai escolher o candidato a presidência, estabelecem uma luta suja, em que são levantadas acusações de homossexualismo e corrupção. William Russell, interpretado por Henry Fonda (1905-1982) e Joe Cantwell, feito por Cliff Robertson (1923-2011). Estes dois nomes são os que lideram as pesquisas presidenciais.
Os bastidores de uma convenção de um partido que vai escolher o candidato à presidência dos EUA dentre 5 pretendentes. Uma luta suja que desenterra acusações de homossexualismo e corrupção. Franklin Schaffner (1920-1989) substituiu Frank Capra na direção e considera seu filme preferido, principalmente pelo excelente elenco de coadjuvantes. Mas foi um fracasso tão grande que até hoje ainda não se pagou todo o investimento. Mesmo assim, achei um bom filme (mesmo odiando política), pois a gente percebe, seja no Brasil ou em qualquer outro país no mundo, como a sujeira, falsidade, enganação, mentiras e difamações rolam nos bastidores da política, principalmente em época de eleições. Por esse parâmetro, achei a estória bem interessante.
Há anos atrás vi esse filme no Telecine Classic, me lembro que achei meio cansativo, até porque não é o tipo de assunto que me interesse muito. Mas tem seu valor sobretudo pela direção do ótimo Franklin J. Schaffner (O Planeta dos Macacos original, Papillon) e o bom elenco liderado pelo grande Henry Fonda.
Não tem jeito, filmes com esse ritmo político não me agradam nem um pouco. Nada tem de interessante que me prenda. Acho maravilhosa a estética cinematográfica, a fotografia incolor e as ótimas atuações. Mas os diálogos políticos me causam repulsa. Para quem gosta deve ser muito bom mesmo.