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Mary Marshall, uma presidiária condenada por um assassinato acidental, vai passar o feriado de natal com a família. Ela acaba conhecendo Zachary, um soldado recém saído de um hospital psiquiátrico, onde esteve sendo tratado dos traumas da guerra. Os dois acabam se apaixonando, mas os dias de liberdade de Mary estão chegando ao fim.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Uma bela mistura de drama e romance que funciona bem por causa do bom roteiro e da boa química do casal de protagonistas. Daqueles filmes que a gente lamenta não ser mais conhecido por todos e que nos encantam da primeira à última cena.
Um romance que tem como pano de fundo a forma como a segunda guerra estava afetando o cotidiano estadounidense. Creio que essa guerra tenha sido o primeiro acontecimento histórico de grandes proporções cujos filmes sobre foram feitos durante os acontecimentos. Nesses anos foram feitas várias produções sobre o tema e o interessante de Ver-te Ei Outra Vez é trazer uma visão nada glamourizada sobre a guerra, mostrando as consequências sobre um dos soldados. Sobre a protagonista, creio que ela deve ter tido um advogado péssimo, pois a situação que ela estava envolvida era claramente legítima defesa. Por fim, achei a atuação da Shirley Temple bem mediana. Aparentemente, ela tem que ser protagonista de seus filmes, mesmo.
Nota: 7.2.
Drama romântico cujo roteiro foi de Marion Parsonnet (1905-1960), baseado em uma peça de rádio "Double furlough", de Charles Martin (1910-1983). A trilha sonora inclui a famosa e deprimente música "I'm be seeing you", que se tornou um sucesso naquele ano (e de tantos outros filmes passados durante a Segunda Guerra Mundial), embora remonta a 1938. O título do filme foi retirado da própria música, por sugestão do produtor Dore Schary (1905-1980).
Joan Fontaine, que era a protagonista feminina, foi forçada a se retirar devido a compromissos anteriores. O diretor original George Cukor foi substituído por William Dieterle e não foi creditado. Ser escalado para este filme impediu Joseph Cotten (1905-1994) de assumir a liderança em Quando fala o coração (45), pelo qual ele foi a primeira escolha de Hitchcock.
Delicado romance de guerra, que apresenta uma das performances mais emocionantes e tocantes de Ginger Rogers (1911-1995). À medida que seu personagem e o de Joseph Cotten se apaixonam gradualmente, você percebe que está assistindo duas pessoas psiquicamente feridas tentando curar. Um melodrama bem parado na primeira metade de projeção que se desenvolve melhor do meio para o fim de uma forma mais convincente.
Eu adoro Ginger Rogers e gostaria de ver muito mais filmes com ela. A melhor coisa que ela fez em sua carreira foi ter se desvencilhado dos filmes com Fred Astaire. Eu amo cada filme deles (exceto "Voando para o Rio"), mas quando ela rompeu essa parceria ela pôde tornar-se gigante. Ela possuía um ego inflado, mas sabia do seu talento. E eu a adoro por isso. O filme é daqueles romances água com açúcar que eu tanto adoro e tanto Ginger quanto Joseph Cotten que é um ator que eu adoro muito estão perfeitos. Shirley Temple com aquela carinha de cachorro que caiu da mudança é apenas um item decorativo no filme.
Um filme delicioso, que mostra como é agradável pertencer a uma família bem estruturada, numa época em que os valores humanos eram muito mais elevados que os de hoje em dia. O amor do par romântico é maravilhoso e seus dramas nos cativam. Um final restaurador para duas almas remidas.