Philippe Fournier vive com seus dois filhos pequenos, um de seis e outro de sete anos. A mãe deles, ex-esposa de Paco, como Philippe é conhecido, havia ganhado a guarda das crianças após a separação, mas ele as tirou da mãe, contra a decisão da justiça. As crianças, depois adolescentes, Okyesa e Tsali Fournier, viveram escondidas com o pai, sob identidades falsas, caçados pela polícia, mas com uma vida nômade e livre. Eles experimentam a clandestinidade, o perigo, o medo, mas também uma total comunhão com a natureza e os animais. Eles se solidarizam com as pessoas que encontram na estrada e alimentam a felicidade de viver "fora do sistema". Por 11 anos percorrendo todo o sul da França, suas jornada forjam suas identidades, até que a justiça os alcance...
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Muito interessante o filme, gosto da dualidade que esse tipo de historia confere, se por um lado me identifico com o estilo alternativo, "bicho grilo" de ser, consigo compreender o lado oposto disso, em alguns aspectos, sobretudo quando envolve filhos.... não vou por na régua pra comparar, acho isso desnecessário, mas me lembrou dois filmes que gosto muito, Capitão Fantástico e o Castelo de Vidro, em algumas nuances, e de como nos põem a pensar.
Gostei bastante.
Não conheço a história real, depois vou procurar ler acerca e ter mais informações sobre o caso.
Acho que contar o caso sem julgamentos, sem tentar defender A ou B foi bem importante. Claro que a gente sente um pouco pelas crianças e a forma como levavam a vida que, embora tenham escolhido, não tinha qualquer condição de tomar decisão com a idade que tinham.
Considero só que faltou, paralelamente, acompanhar a vida da mãe e do irmão, mesmo que um pouco.
Quem quer ver tem no APPLE TV.
Gosto quando a história real é tão interessante que nem precisa de grandes adaptações ficcionais
De selvagem tinha mais o comportamento do Paco do que propriamente o estilo de vida que ele e os filhos sequestrados levavam, porque o interior da França é bastante agradável, pouco perigoso para habitantes da cidade. O filme deixou um tanto de lado o meio-irmão Thomas e a mãe, que só aparecia em fotos de jornais e no final. Mas o filme em si é bem assistível, especialmente durante essa interminável quarentena. Ripongos botam nomes estranhos nos filhos, façam-me um favor!
Cinema francês, se não o melhor, mas sempre uma boa opção para conseguir assistir alguma coisa diferente. E “Vida Selvagem” é um filme diferente, alternativo. Lembra um pouco, mas só um pouquinho “Capitão Fantástico - Captain Fantastic de 2016” que tinha um pai que também queria educar os filhos longe da civilização, mas a comparação acaba aí. Este filme francês é baseado numa história real.
Já começa de uma maneira frenética, com a mãe e algumas crianças correndo para fugir do pai delas. No decorrer da trama, descobre-se que esse pai era uma espécie de hippie que gostava de viver de um jeito alternativo longe da cidade e da sociedade de consumo. A princípio parece que a mãe dessas crianças também concordava com isso, mas depois resolveu mudar de ideia e foi a partir daí que começou a confusão. O sequestro e desaparecimento por mais de dês anos deste pai e de duas destas crianças. Uma delas não quis fugir preferindo ficar com a mãe. O longa foca mais na vida deste pai e dos filhos pequenos, deixando o desenrolar da vida da mãe e das autoridades a sua procura em segundo plano. Se fizessem deste jeito ficaria ainda mais longo do que já é.
Assisti-lo então, é como acompanhar de perto quase que em minúcias, essas notícias que se ouvem na televisão de pais que brigam na justiça pela guarda dos seus filhos.
Essa aqui não terminou em tragédia, mas levou mais de dez anos para ter um desfecho. É anos de mais para se resolver um problema que poderia ser resolvido com diálogo, isso se os pais não fossem tão teimosos e não envolvessem os filhos ainda pequenos nesta teimosia.
O elenco tem pelo menos duas atrizes conhecidas do público brasileiro. As duas participaram do elenco da conhecidíssima serie “Les Revenant” são elas Céline Sallette e Jenna Thiam que tem apenas uma pequena participação como uma das namoradas do pai dos meninos. Achei que a fotografia poderia ter sido mais bem explorada. Filmagens em paisagens rurais são sempre um atrativo a mais neste tipo de filme, mas ainda assim eu acho que elas foram bem retratadas.
A direção do longa a cargo de Cédric Kahn é esmerada e condizente com esse tipo de filme. Com certeza deu muito trabalho dirigir e coordenador tudo que se refere à direção de um filme tão complexo como esse.
Para finalizar o comentário falto escrever que este filme esteve em cartas apenas em São Paulo, em Porto Alegre e em Vitória - ES. Confirmando com isso que o que as pessoas preferem mesmo assistir são os filmes comerciais, aqueles que não precisa refletir muito e que se esquece logo ao sair do cinema. Esse mesmo eu só consegui assistir porque o encontrei numa livraria aqui em Florianópolis. Observador, quando li a sinopse e vi duas crianças na capa eu sabia que seria um filme bom e estava certo.