Um editor (Guillaume Canet) e um autor (Vincent Macaigne) enfrentam ao mesmo tempo a crise da meia idade, a revolução digital que abala o mercado editorial e imprevistas dificuldades em seus respectivos relacionamentos amorosos.
Se você não está preparado para lidar (terminar ou perdoar) uma traição, não a descubra, simples assim, ou se vingue… Diálogos adoráveis, debates atuais sobre a digitalização dos livros, sobre o direito a privacidade vs direito de publicação sobre suas experiências pessoais (ainda que envolvam terceiros), relações extraconjugais, incrivelmente adoráveis também, e homens nunca cumprem a promessa... Excelentes atuações, como boa fofoqueira, esperava pelas intrigas que não vieram… Adorável...
Interessante drama sobre as relações socias, comerciais e amorosas entre figuras do mundo editorial e seus companheiros. Binoche linda e os diálogos precisos jogam o filme pra cima.
O melhor do filme está nos diálogos sobre as mudanças do mercado editorial. É para poucos. Mas um prato cheio de reflexões para escritores, editores, bibliotecários, bibliófilos e amantes do livro em geral.
Mas qual deve ser, exatamente, a atitude a ser tomada frente a uma realidade que não se pode evitar? parece loucura, mas como reagir a tudo isso? não há resposta pessoal, e idiossincrática, que dê conta de abarcar o todo, julgo eu...é um filme meio interessante e meio tolo; algo como parece ser a vida, ao final das contas!
Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Adorei este filme, provavelmente por fazer parte do meu universo que é a literatura. Por um lado tem dálologos afiados, densos e profundos como um precipício e por outro há outros toscos, vazios e profundos como uma colher de chá. Exatamente como é este mundo, cheio de pseudointelectuais chatos e enfadonhos, mas cheio de gente interessante também. O filme brinca o tempo todo com isso e serve inclusive como discussão da relação do mundo contemporâneo com a literatura. Fiquei meio assustado em perceber que 2018 já é há cinco anos e me fez querer ver o que esses personagens teriam a dizer hoje, no mundo pós pandemia... como anda o mundo deles? Isto que é o legal do filme para quem consegue embarcar. O filme tende a ficar cada vez mais datado, mas é o reflexo daquele momento, como um livro. Assayas é um gênio e o elenco ajuda bastante também.
Se você não está preparado para lidar (terminar ou perdoar) uma traição, não a descubra, simples assim, ou se vingue… Diálogos adoráveis, debates atuais sobre a digitalização dos livros, sobre o direito a privacidade vs direito de publicação sobre suas experiências pessoais (ainda que envolvam terceiros), relações extraconjugais, incrivelmente adoráveis também, e homens nunca cumprem a promessa... Excelentes atuações, como boa fofoqueira, esperava pelas intrigas que não vieram… Adorável...
Interessante drama sobre as relações socias, comerciais e amorosas entre figuras do mundo editorial e seus companheiros. Binoche linda e os diálogos precisos jogam o filme pra cima.
O melhor do filme está nos diálogos sobre as mudanças do mercado editorial. É para poucos. Mas um prato cheio de reflexões para escritores, editores, bibliotecários, bibliófilos e amantes do livro em geral.
Mas qual deve ser, exatamente, a atitude a ser tomada frente a uma realidade que não se pode evitar? parece loucura, mas como reagir a tudo isso? não há resposta pessoal, e idiossincrática, que dê conta de abarcar o todo, julgo eu...é um filme meio interessante e meio tolo; algo como parece ser a vida, ao final das contas!
Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Adorei este filme, provavelmente por fazer parte do meu universo que é a literatura. Por um lado tem dálologos afiados, densos e profundos como um precipício e por outro há outros toscos, vazios e profundos como uma colher de chá. Exatamente como é este mundo, cheio de pseudointelectuais chatos e enfadonhos, mas cheio de gente interessante também. O filme brinca o tempo todo com isso e serve inclusive como discussão da relação do mundo contemporâneo com a literatura. Fiquei meio assustado em perceber que 2018 já é há cinco anos e me fez querer ver o que esses personagens teriam a dizer hoje, no mundo pós pandemia... como anda o mundo deles? Isto que é o legal do filme para quem consegue embarcar. O filme tende a ficar cada vez mais datado, mas é o reflexo daquele momento, como um livro. Assayas é um gênio e o elenco ajuda bastante também.
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