Uma concepção milagrosa, um rei impiedoso e uma perseguição assassina. Esta história bíblica e épica retrata a corajosa jornada de Maria para conceber Jesus.
Achei que era a nova novela da Glória Perez, mas é o filme Virgem Maria na Netflix haha que distraído!
De fato, a vibe é a mesma. Além do casting completamente absurdo (mais da metade do elenco é israelense, oi?), os figurinos, cenários e encenações beiram o kitsch em seu exagero e descompromisso com o realismo (hehe).
Nem estou dizendo que isso tudo seja exatamente deletério: o filme é muito divertido e até agradável de se ver, mesmo que muitas vezes por conta do absurdo ou da pura cafonice mesmo. Ri alto com as aparições de Lucifer e do Anjo Gabriel, que parecem saídos de alguma tentativa de encenar Harry Potter com criancinhas de escola maternal. Anthony Hopkins como Herodes é outro show de vergonha alheia maravilhoso, me senti bem e mal ao mesmo tempo com esse retrocesso autoimposto.
A Maria desse filme irritou os cristãos fervorosos justamente por conta de uma qualidade do filme, que é retratá-la como uma jovem corajosa, destemida e decidida. Eles não gostam de mulher assim, né? Pena que não dá pra levar a gata a sério por muito tempo: as cenas em que ela posa para a câmera como uma top model, perfeitamente maquiada e penteada, com sedas esvoaçantes e segurando seu pequeno John Connor (oops! Jesus!) NO MEIO DO DESERTO são de um surrealismo cômico e doloroso em igual medida.
O personagem que realmente me cativou no filme foi José, interpretado com muito carisma por Ido Tako. Pude realmente me identificar com ele, talvez por ser a figura mais parecida com uma pessoa real na trama (so não nas cenas em que ele vira o RAMBO na segunda metade).
Enfim, o filme me divertiu, não me ofendeu e evaporou da minha mente minutos após terminar. Dessa onda de reviver a era dos épicos DeMillescos com reconstituições históricas completamente absurdas, prefiro os espetáculos do Ridley Scott. Chamem o Paul Verhoeven da próxima vez.
José e Maria são uns queridos; os intérpretes têm carisma e química. Pena o filme ser tão apático e formulaico. Faltou emoção, catarse e alma! Apesar de ser esteticamente bonito, acaba sendo um filme vazio e bastante esquecível.
"o amor custa caro,
perfura o seu coração.
mas no final,
o amor vai salvar o mundo."
Belo filme sobre a vida de Maria, a mãe de Jesus, até o nascimento do messias. Ótima atuação de Anthony Hopkins.
Bom filme, mas poderia ser melhor.
28/12/2025
Achei que era a nova novela da Glória Perez, mas é o filme Virgem Maria na Netflix haha que distraído!
De fato, a vibe é a mesma. Além do casting completamente absurdo (mais da metade do elenco é israelense, oi?), os figurinos, cenários e encenações beiram o kitsch em seu exagero e descompromisso com o realismo (hehe).
Nem estou dizendo que isso tudo seja exatamente deletério: o filme é muito divertido e até agradável de se ver, mesmo que muitas vezes por conta do absurdo ou da pura cafonice mesmo. Ri alto com as aparições de Lucifer e do Anjo Gabriel, que parecem saídos de alguma tentativa de encenar Harry Potter com criancinhas de escola maternal. Anthony Hopkins como Herodes é outro show de vergonha alheia maravilhoso, me senti bem e mal ao mesmo tempo com esse retrocesso autoimposto.
A Maria desse filme irritou os cristãos fervorosos justamente por conta de uma qualidade do filme, que é retratá-la como uma jovem corajosa, destemida e decidida. Eles não gostam de mulher assim, né? Pena que não dá pra levar a gata a sério por muito tempo: as cenas em que ela posa para a câmera como uma top model, perfeitamente maquiada e penteada, com sedas esvoaçantes e segurando seu pequeno John Connor (oops! Jesus!) NO MEIO DO DESERTO são de um surrealismo cômico e doloroso em igual medida.
O personagem que realmente me cativou no filme foi José, interpretado com muito carisma por Ido Tako. Pude realmente me identificar com ele, talvez por ser a figura mais parecida com uma pessoa real na trama (so não nas cenas em que ele vira o RAMBO na segunda metade).
Enfim, o filme me divertiu, não me ofendeu e evaporou da minha mente minutos após terminar. Dessa onda de reviver a era dos épicos DeMillescos com reconstituições históricas completamente absurdas, prefiro os espetáculos do Ridley Scott.
Chamem o Paul Verhoeven da próxima vez.
#Mary #VirgemMaria #Cinema
José e Maria são uns queridos; os intérpretes têm carisma e química. Pena o filme ser tão apático e formulaico. Faltou emoção, catarse e alma! Apesar de ser esteticamente bonito, acaba sendo um filme vazio e bastante esquecível.