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Sinopse
A estrela de cinema Marlon Brando recruta um arquiteto de Los Angeles para construir o primeiro retiro ecologicamente perfeito do mundo em uma pequena ilha desabitada no Taiti.
Não posso deixar de comentar a minha surpresa ao ver o nome do Zane como produtor e protagonista de uma obra tão fora da curva em sua filmografia, talvez uma tentativa de guinada na carreira na intenção de conquistar a crítica especializada depois de tantos abacaxis em que atuou nos ultimos anos. Com resultado irregular e projeção pífia o longa tem produção boa mas oscila entre a excentricidade exagerada do personagem com momentos que fazem rir e outros que dá sono. Bom mesmo é ver a entrega de Zane como a persona de Brando e a espantosa semelhança fisica entre ambos, e nesse quesito Zane não decepciona.
Uma comédia bem leve com toques biográficos. Quem encarar o filme dessa maneira, tende a apreciá-lo mais do quem espera uma biografia clássica, o que claramente não é a intenção nesse caso. A caracterização do Billy Zane está praticamente perfeita, e mostra um artista genial com altos em baixos por ideias megalomaníacas e um aparente desprezo pela sua própria arte e as consequências da fama.
WALTZING WITH BRANDO Direção: Bill Fishman Ano: 2024 Assistido em: 30/11/2025
Logo que saíram as primeiras imagens do Billy Zane caracterizado como Marlon Brando, ficou inegável que o trabalho de maquiagem realizado nessa produção foi simplesmente impecável, com o ator estando verdadeiramente idêntico ao falecido Brando. Só que, infelizmente, um bom filme não se faz apenas com boas caracterizações; quando a história não acompanha, tudo fica parecendo um cosplay em tela, não uma boa produção cinematográfica. E foi exatamente isso que eu senti enquanto assistia a esse filme: eles tinham uma excelente imagem física do Brando, mas não tinham a história correta para contar.
O mundialmente famoso Marlon Brando adquire uma ilha remota no Taiti para fugir da pressão de Hollywood e busca transformar o local em um refúgio utópico. Para isso, ele convence o idealista Bernard Judge, arquiteto de Los Angeles, a projetar um resort totalmente ecológico, algo inédito para a época. Enquanto trabalham juntos, Brando e Judge enfrentam desafios logísticos, culturais e pessoais, revelando ambições, contradições e a luta entre o sonho de um paraíso sustentável e as dificuldades de torná-lo real.
Marlon Brando, sem sombra de dúvidas, foi um dos maiores atores da história de Hollywood e, ao mesmo tempo, um dos mais controversos. Ele é uma figura com histórias das mais variadas e interessantes, seja pelas suas loucuras enquanto ator, seja pela sua vida pessoal, que foi para lá de conturbada, inclusive com passagens trágicas e outras criminosas. Porém, qual é a passagem que o filme escolhe? A mais insossa, insípida e sem graça de todas.
É inimaginável que, de todas as formas possíveis de retratar esse personagem tão importante da cultura do século XX, eles tenham escolhido justamente o período em que ele esteve mais em baixa — ali no final dos anos 60, quando estava no Taiti, obcecado pela droga de um resort. Quem se importa com isso? Eu queria ver o Brando que causou terror em diversos sets; o Brando genial de The Godfather (1972); o criminoso de Last Tango in Paris (1972); ou, por último, o Brando obeso e caótico de Apocalypse Now (1979). Enfim, qualquer uma das múltiplas versões que um ser humano tem e que são muito mais interessantes do que a mostrada em cena.
De fato, é inegável que Billy Zane e sua caracterização são o que há de melhor no longa, mas, novamente, ele sozinho não pode suportar o peso de uma produção. Quando não há roteiro, quando não há uma boa história, nada mais importa: o filme colapsa em cima do próprio peso, e aí não há muito o que fazer.
Waltzing with Brando teve a audácia de tentar retratar um personagem que, por si só, já era mais icônico do que o próprio filme. Era dificílimo atingir um resultado minimamente satisfatório, mas acho que faltou muita coisa aí: faltou direção, faltou atrevimento, faltou coragem de ir nos pontos importantes e delicados da história desse ator e fazer uma cinebiografia minimamente coerente com a vida dele. Se tem uma coisa que Marlon Brando nunca foi, é desinteressante. Logo, fazer um trabalho sobre ele onde essa é a principal característica é simplesmente ir contra tudo o que ele foi.
Billy Zane está ótimo em sua imitação de Marlon Brando, que combina bem com o humor do filme, que passa por The Godfather, Ultimo Tango em Paris, Apocalipse Now e Superman.
Não posso deixar de comentar a minha surpresa ao ver o nome do Zane como produtor e protagonista de uma obra tão fora da curva em sua filmografia, talvez uma tentativa de guinada na carreira na intenção de conquistar a crítica especializada depois de tantos abacaxis em que atuou nos ultimos anos. Com resultado irregular e projeção pífia o longa tem produção boa mas oscila entre a excentricidade exagerada do personagem com momentos que fazem rir e outros que dá sono. Bom mesmo é ver a entrega de Zane como a persona de Brando e a espantosa semelhança fisica entre ambos, e nesse quesito Zane não decepciona.
Tão desinteressante...
Uma comédia bem leve com toques biográficos. Quem encarar o filme dessa maneira, tende a apreciá-lo mais do quem espera uma biografia clássica, o que claramente não é a intenção nesse caso. A caracterização do Billy Zane está praticamente perfeita, e mostra um artista genial com altos em baixos por ideias megalomaníacas e um aparente desprezo pela sua própria arte e as consequências da fama.
WALTZING WITH BRANDO
Direção: Bill Fishman
Ano: 2024
Assistido em: 30/11/2025
Logo que saíram as primeiras imagens do Billy Zane caracterizado como Marlon Brando, ficou inegável que o trabalho de maquiagem realizado nessa produção foi simplesmente impecável, com o ator estando verdadeiramente idêntico ao falecido Brando. Só que, infelizmente, um bom filme não se faz apenas com boas caracterizações; quando a história não acompanha, tudo fica parecendo um cosplay em tela, não uma boa produção cinematográfica. E foi exatamente isso que eu senti enquanto assistia a esse filme: eles tinham uma excelente imagem física do Brando, mas não tinham a história correta para contar.
O mundialmente famoso Marlon Brando adquire uma ilha remota no Taiti para fugir da pressão de Hollywood e busca transformar o local em um refúgio utópico. Para isso, ele convence o idealista Bernard Judge, arquiteto de Los Angeles, a projetar um resort totalmente ecológico, algo inédito para a época. Enquanto trabalham juntos, Brando e Judge enfrentam desafios logísticos, culturais e pessoais, revelando ambições, contradições e a luta entre o sonho de um paraíso sustentável e as dificuldades de torná-lo real.
Marlon Brando, sem sombra de dúvidas, foi um dos maiores atores da história de Hollywood e, ao mesmo tempo, um dos mais controversos. Ele é uma figura com histórias das mais variadas e interessantes, seja pelas suas loucuras enquanto ator, seja pela sua vida pessoal, que foi para lá de conturbada, inclusive com passagens trágicas e outras criminosas. Porém, qual é a passagem que o filme escolhe? A mais insossa, insípida e sem graça de todas.
É inimaginável que, de todas as formas possíveis de retratar esse personagem tão importante da cultura do século XX, eles tenham escolhido justamente o período em que ele esteve mais em baixa — ali no final dos anos 60, quando estava no Taiti, obcecado pela droga de um resort. Quem se importa com isso? Eu queria ver o Brando que causou terror em diversos sets; o Brando genial de The Godfather (1972); o criminoso de Last Tango in Paris (1972); ou, por último, o Brando obeso e caótico de Apocalypse Now (1979). Enfim, qualquer uma das múltiplas versões que um ser humano tem e que são muito mais interessantes do que a mostrada em cena.
De fato, é inegável que Billy Zane e sua caracterização são o que há de melhor no longa, mas, novamente, ele sozinho não pode suportar o peso de uma produção. Quando não há roteiro, quando não há uma boa história, nada mais importa: o filme colapsa em cima do próprio peso, e aí não há muito o que fazer.
Waltzing with Brando teve a audácia de tentar retratar um personagem que, por si só, já era mais icônico do que o próprio filme. Era dificílimo atingir um resultado minimamente satisfatório, mas acho que faltou muita coisa aí: faltou direção, faltou atrevimento, faltou coragem de ir nos pontos importantes e delicados da história desse ator e fazer uma cinebiografia minimamente coerente com a vida dele. Se tem uma coisa que Marlon Brando nunca foi, é desinteressante. Logo, fazer um trabalho sobre ele onde essa é a principal característica é simplesmente ir contra tudo o que ele foi.
Billy Zane está ótimo em sua imitação de Marlon Brando, que combina bem com o humor do filme, que passa por The Godfather, Ultimo Tango em Paris, Apocalipse Now e Superman.