Quando vi “Wendy and Lucy” pela primeira vez, há mais de dez anos, achei terrivelmente enfadonho. Ao revisitar após todo esse tempo, percebo em Wendy uma tenacidade incomum, própria de alguém perdido, estranhamente solitário, sem recursos ou grandes aspirações, mas que segue em frente - único caminho possível. É uma grande sacada da diretora Kelly Reichardt em dar pouco ou quase nenhum indicativo da vida pregressa de Wendy, cabe ao espectador dar o melhor de si para captar as nuances de uma narrativa minimalista e completar as lacunas como bem entender, de acordo com sua capacidade empática. Curioso notar a relação da protagonista com as figuras masculinas circundantes, agindo sempre de maneira desconfiada e arredia; além de seu objetivo em viajar até o Alasca - do que pretende escapar? Do passado, de traumas, de si mesma? Te faz refletir no tipo de experiência que Wendy teve até então em sua curta existência, na razão de usar roupas masculinas, no corte de cabelo juvenil, na incapacidade de pedir ajuda, e no apego pela cachorra Lucy.
Às vezes é necessário reunir certa vivência antes de embarcar em determinadas histórias.
O filme te transporta para esses estados unidos melancólico distante do sonho americano, da menina meio perdida sem dinheiro e sem saber o que vai fazer da vida, da falta de empatia de alguns com ela, da dureza da vida. Gostei muito dos Silêncios, simplicidade e crueza com que o filme mostra tudo, sem melodramas "emocionantes".
Terceiro filme da Kelly Reichardt que vejo. Até agora, gostei de todos. Me dão um pouco de sono, mas mesmo assim acho muito bons.
Eu, no lugar da Wendy, entraria em desespero mesmo, talvez pra chamar a atenção e ter a compaixão de alguém. Mas Wendy é durona, até orgulhosa...
Gosto de filmes com uma vibe mais melancólica... Mas esse não rolou pra mim :/
Quando vi “Wendy and Lucy” pela primeira vez, há mais de dez anos, achei terrivelmente enfadonho. Ao revisitar após todo esse tempo, percebo em Wendy uma tenacidade incomum, própria de alguém perdido, estranhamente solitário, sem recursos ou grandes aspirações, mas que segue em frente - único caminho possível. É uma grande sacada da diretora Kelly Reichardt em dar pouco ou quase nenhum indicativo da vida pregressa de Wendy, cabe ao espectador dar o melhor de si para captar as nuances de uma narrativa minimalista e completar as lacunas como bem entender, de acordo com sua capacidade empática. Curioso notar a relação da protagonista com as figuras masculinas circundantes, agindo sempre de maneira desconfiada e arredia; além de seu objetivo em viajar até o Alasca - do que pretende escapar? Do passado, de traumas, de si mesma? Te faz refletir no tipo de experiência que Wendy teve até então em sua curta existência, na razão de usar roupas masculinas, no corte de cabelo juvenil, na incapacidade de pedir ajuda, e no apego pela cachorra Lucy.
Às vezes é necessário reunir certa vivência antes de embarcar em determinadas histórias.
A curta duração favorece bastante o andamento do filme.Tudo perfeitamente bem encaixado.A tristeza que o filme passa é simplesmente desgraçante.
>Assistido em 07 de Abril de 2025
O filme te transporta para esses estados unidos melancólico distante do sonho americano, da menina meio perdida sem dinheiro e sem saber o que vai fazer da vida, da falta de empatia de alguns com ela, da dureza da vida. Gostei muito dos Silêncios, simplicidade e crueza com que o filme mostra tudo, sem melodramas "emocionantes".