Nascida na Coreia, baseada em Los Angeles, Sophia Lee é uma artista performática que realiza estranhos trabalhos para pagar suas contas, seja narrando corridas em parques ou atuando on-line. No limite com sua vida emocional e profissional, ela conhece Nana, que lhe traz uma faísca de vida muito necessária.
Um grande sucesso em Sundance em 2018, "White Rabbit" é uma exploração vibrante e animada da vida de uma artista tão agitada quanto a cidade onde se passa a história. Uma narrativa divertida que toca nos temas de dinâmica de gênero, amizade adulta e as dificuldades da identidade própria.
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Filme com gente fora da casinha, gosto muito, compreendo que é um tipo de filme que não agrada quase ninguém, mas entrei na onda da Shopia.
Achei um desperdício de ótimos personagens. Péssimo enredo. Fotografia mediana.
Um ótimo estudo de personagem que tenta encontrar sua identidade e seu espaço em uma sociedade pós-moderna. Destaque para as atuações e para a direção.
Quando eu vejo uma pessoa que filma a vida inteira pra postar nas redes, acho uma uma coisa muito falsa. Mas quando um filme filma uma pessoa que filma a vida inteira pra postar nas redes, a coisa se torna real
Assustado com o quanto este filme desnudou-me personalisticamente: sou exatamente daquele jeito, em termos relacionais (risos). Senti-me desvendado ao desfecho. Mas, obviamente, o filme não tinha (apenas) esta intenção: é um brilhante estudo de personagem, uma análise de um deslocamento identitário cindido em múltiplos recortes e atravessado por uma lógica de incompreensão artística. O complemento de atuações entre Vivian Bang e Nana Ghana é soberbo: que lindo casal homoerótico elas formam! Mas, mesmo tendo atingido este ápice, o filme é ainda mais relevante em sua multiplicidade de alvos: o desfecho melodramático, configurando uma Cabíria neo-geracional, é sublime, bem como a utilização de "Shark Smile", do Big Thief, durante os crédito finais. Adorei!! (WPC>)