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Whity é o mordomo mulato da família Nicholson que vive no Sudoeste da América em 1878. O pai, Ben Nicholson, tem uma esposa jovem e atraente, Katherine, e dois filhos de um outro casamento; o homossexual Frank e o antiquado Davy. Whity tenta executar todas as ordens que lhe dão, contudo degradantes, até ao dia em que vários membros da família lhe pedem para matar alguns dos outros familiares.
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É o meu terceiro filme de Fassbinder e não é o tipo de filme que eu consiga compreender plenamente. Não consegui compreender o blackface, o whiteface e até "as-outras-cores-faces". Não entendi pq o Whity...
...matou o irmão doente, já que ele protegia o rapaz. Talvez por misericórdia pra não deixá-lo sozinho quando partisse?
Mas mesmo com essas dúvidas eu achei um bom filme e um finalzaço!
Genial em sua teatralidade pós-viscontiniana (risos). Nesta reconstrução do universo sulista estadunidense filmado na Alemanha, o que interessa é a propulsão erotógena advinda das inalcançabilidades ou interrupções orgásticas. O elenco adapta-se bem às exigências quase hieráticas de seus papéis prostituídos, e a trilha cancional antecipa muito sobre as intenções enredísticas (aquele "I Killed Them All" dos créditos de abertura é mais que um 'spoiler'! - risos) e a direção de arte é deveras econômica, porém funcional. Em muitos instantes, dá a impressão de ser teatro filmado, mas o uso insistente dos 'zooms' para acentuar efeitos (melo)dramáticos devolve o cariz essencialmente cinematográfico a este filme conciso mas sumamente excitante em seu cabedal de perversões. Günther Kaufmann está soberbo, excitante ao extremo. O desfecho é magnífico: ave, Hanna Schygulla! (WPC>)
Adoro o Fassbinder mas já no início o blackface da Elaine Baker acabou com qualquer expectativa que eu pudesse ter.
A prostituta e o negro dançando no deserto.
Sensível como poucos. A paixão nos filmes de Fassbinder nunca é doce, é sempre amarga e cruel, mas no final cada minuto vale à pena.